É urgente travar esta política de desastre
Revisto, novamente, o Pacto de Agressão do grande capital financeiro
Em Conferência de Imprensa, Vasco Cardoso, membro da Comissão Política do PCP, alertou para mais uma manobra, do Governo e da Troika que agrava ainda mais a vida dos portugueses em benefício dos Bancos e "mercados".
A manobra foi discreta para evitar que a maioria dos portugueses desse por ela.
A reunião do Conselho de Ministros de Domingo "foi uma enorme farsa em «mangas de camisa», para esconder esta revisão e agravamento do Pacto de Agressão".
De facto "depois da assinatura do Pacto de Agressão, já se está na sua segunda revisão, confirmando, tal como o PCP preveniu, o carácter insaciável dos verdadeiros promotores e beneficiários desta política: o grande capital nacional e estrangeiro, as grandes potências da União Europeia".
Esta alteração tal como as anteriores, "é puro terrorismo social" que desrespeita a Constituição da República Portuguesa.
Esta Revisão é mais "uma significativa desvalorização dos salários por via da liquidação da contratação colectiva e a brutal redução das indemnizações por despedimento para 8/12 dias por cada ano de trabalho e da facilitação/liberalização dos despedimentos com poder discricionário para o patronato".
À saúde, serão retirados mais 550 milhões de euros, à educação mais 190 milhões. Os despedimentos anunciados atingem mais de 30.000 trabalhadores. Para além da destruição dos serviços públicos agrava-se o "abandono e desertificação de vastas regiões do território nacional – de que se destaca um programa de agressão específico para a Madeira" e a recessão económica e retrocesso do país demorará anos a ser recuperada.
Esta nova Revisão impõe o "aumento dos preços e tarifas dos serviços prestados pelas empresas públicas, designadamente nos transportes, ... mas também na energia, na água, nos serviços de saúde, incluindo as taxas moderadoras", cujo escandaloso aumento é de mais de 100%.
Este roubos ao povo e aos trabalhadores vão para "apoios directos e indirectos" ao grande capital. É para "a banca, e para o conjunto do sector financeiro, que estão reservados os incalculáveis apoios e transferência de recursos públicos à custa dos sacrifícios do nosso povo. Para além dos 12 mil milhões de euros já inscritos para a chamada recapitalização da banca – e à qual a CGD está impedida de recorrer - somam-se novas compensações, às que já eram conhecidas, no quadro dessa escandalosa negociata que dá pelo nome de “transferência dos fundos de pensões para a Segurança Social”. Ou seja, o Estado poderá vir a devolver parte do valor transferido pelo fundo de pensões para reforço do capital bancário – uma fraude, em que bancos fazem de conta que transferem e o Governo faz de conta que houve transferência, para passar a assegurar as reformas dos trabalhadores da banca, operação essa que, como o PCP já sublinhou, é uma verdadeira bomba relógio no sistema de segurança social".
"Tal como a realidade está a demonstrar o país está a ser conduzido contra a parede. De pacote em pacote, de austeridade em austeridade, os responsáveis por esta política prosseguem num rumo sem fim à vista, onde os sacrifícios de hoje justificam novos sacrifícios amanhã. E, ora no Governo, ora na oposição, PS, PSD e CDS, com o apoio do actual Presidente da República, comportam-se como executantes de um programa anti-democrático e de traição nacional a que urge pôr fim".
"O PCP sublinha a necessidade urgente de interromper este rumo, de rejeitar o Pacto de Agressão, antes que seja tarde. É preciso exigir a imediata renegociação da dívida pública – nos prazos, nos juros e montantes" e reservar meios para "o crescimento económico e a criação de emprego" para "o aumento da produção nacional, controlando importações, estimulando o investimento público, apoiando as PME´s"; "há que interromper as privatizações e recuperar o controlo público dos sectores básicos e estratégicos da economia"; "há que valorizar os salários e as pensões, combatendo desigualdades e dinamizando a economia nacional", em respeito pela Constituição e pela soberania nacional.
Vasco Cardoso acentuou que "o povo português tem direito a viver no seu país, e a lutar pelos seus direitos, pelo desenvolvimento e progresso de Portugal. É isso, e só isso, que pode garantir um Portugal com futuro".
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22 dezembro 2011
20 dezembro 2011
Tudo previsto!
Facilitar os despedimentos para combater o desemprego
Os competentíssimos tecnocratas do nosso governo tem todas as instruções dos seus ultra competentes chefes da troika para a aplicação dos planos para o desenvolvimento da nossa economia e redução do desemprego.
Plano A
Eles sabem bem que o combate ao desemprego, é a medida mais importante para a recuperação da nossa economia. Por isso, e como prenda de Natal, anunciaram já uma estratégia inovadora: 1ª Etapa - Aumentar o horário de trabalho. 2ª Etapa - Reduzir salários e os subsídios de férias e de Natal. 3ª Etapa - Reduzir os feriados e as férias. 4ª Etapa - Aumentar os preços dos produtos através do aumento do IVA. e agora a genial 5ª Etapa - Facilitar os despedimentos.
Com tal estratégia, tão bem imaginada, é impossível que os empresários não comecem de imediato a colocar anúncios para admissão de mais pessoal. Isto porque a produção irá aumentar imenso dada a redução do poder de compra e o aumento dos preços dos produtos, conjugadamente.
Quem, senão um génio, para conceber tão inteligente plano?
Mas, a minha admiração é ainda maior porque, tais génios, - apesar de garantida uma probabilidade de 97, 85% de sucesso - a pensar na hipótese, muito remota, de tal plano falhar, (02.15%) conceberam um Plano B, que revela a grande responsabilidade que assumem para com os portugueses que lhes pagam, e bem, os ordenados tão merecidos.
Plano B
O Plano B, já preparado, para o caso de causas externas, não permitirem a solução do desemprego em Portugal, apesar de muito improvável, é o seguinte:
Os competentíssimos tecnocratas do nosso governo tem todas as instruções dos seus ultra competentes chefes da troika para a aplicação dos planos para o desenvolvimento da nossa economia e redução do desemprego.
Plano A
Eles sabem bem que o combate ao desemprego, é a medida mais importante para a recuperação da nossa economia. Por isso, e como prenda de Natal, anunciaram já uma estratégia inovadora: 1ª Etapa - Aumentar o horário de trabalho. 2ª Etapa - Reduzir salários e os subsídios de férias e de Natal. 3ª Etapa - Reduzir os feriados e as férias. 4ª Etapa - Aumentar os preços dos produtos através do aumento do IVA. e agora a genial 5ª Etapa - Facilitar os despedimentos.
Com tal estratégia, tão bem imaginada, é impossível que os empresários não comecem de imediato a colocar anúncios para admissão de mais pessoal. Isto porque a produção irá aumentar imenso dada a redução do poder de compra e o aumento dos preços dos produtos, conjugadamente.
Quem, senão um génio, para conceber tão inteligente plano?
Mas, a minha admiração é ainda maior porque, tais génios, - apesar de garantida uma probabilidade de 97, 85% de sucesso - a pensar na hipótese, muito remota, de tal plano falhar, (02.15%) conceberam um Plano B, que revela a grande responsabilidade que assumem para com os portugueses que lhes pagam, e bem, os ordenados tão merecidos.
Plano B
O Plano B, já preparado, para o caso de causas externas, não permitirem a solução do desemprego em Portugal, apesar de muito improvável, é o seguinte:
16 agosto 2011
Quem ganha com isto?
Mais uma forte machadada no desenvolvimento de Portugal
A troika nacional PS, PSD e CDS ao serviço da troika estrangeira (BCE, FMI e CE), aumenta a dependência do país
O Governo deu mais uma forte machadada na debilitada economia do país com o aumento do IVA do gás e da electricidade de 6% para 23%. Este aumento, tal como o dos transportes, vai ser uma catástrofe para todos.
O Governo diz que facilita os despedimentos e reduz a TSU para aumentar a competitividade das empresas portuguesas. Agora, aumenta os custos da energia colocando as empresas produtivas em enormes dificuldades.
Se os grandes do capital financeiro, (Bancos) que nada produzem, consumissem gás e electricidade para os seus negócios especulativos, os preços da energia não aumentavam.
Muitas indústrias, como as da cerâmica e do vidro, e até metalúrgicas, estão muito dependentes do gás natural.
Fábricas modernas que utilizam intensivamente as máquinas, as estufas, o frio, a congelação e conservação de alimentos, deixarão de ser competitivas face aos preços dos produtos importados.
Com esta política tudo se conjuga para que Portugal acentue os seus défices, aumente as falências e o desemprego.
A troika nacional PS, PSD e CDS ao serviço da troika estrangeira (BCE, FMI e CE), aumenta a dependência do país
O Governo deu mais uma forte machadada na debilitada economia do país com o aumento do IVA do gás e da electricidade de 6% para 23%. Este aumento, tal como o dos transportes, vai ser uma catástrofe para todos.
O Governo diz que facilita os despedimentos e reduz a TSU para aumentar a competitividade das empresas portuguesas. Agora, aumenta os custos da energia colocando as empresas produtivas em enormes dificuldades.
Se os grandes do capital financeiro, (Bancos) que nada produzem, consumissem gás e electricidade para os seus negócios especulativos, os preços da energia não aumentavam.
Muitas indústrias, como as da cerâmica e do vidro, e até metalúrgicas, estão muito dependentes do gás natural.
Fábricas modernas que utilizam intensivamente as máquinas, as estufas, o frio, a congelação e conservação de alimentos, deixarão de ser competitivas face aos preços dos produtos importados.
Com esta política tudo se conjuga para que Portugal acentue os seus défices, aumente as falências e o desemprego.
01 agosto 2011
Revolta contra a lei do "come e cala"
Tudo aumenta. Só a paciência se esgota
Ainda se lembram do argumento para a privatização da Rodoviária Nacional?
Para quem tem fraca memória, recordo que um dos argumentos era para reduzir os preços dos transportes, pela concorrência entre as empresas.
Ainda se lembram do argumento para a liberalização dos preços da gasolina?
Para os que nas alturas das eleições têm ataques de amnésia, recordo que era também para reduzir os preços pela concorrência das empresas.
Porque é que será que aumentam os lucros dos mais ricos?
Como referido há dias http://c-de.blogspot.com/2011/07/crise-qual-crise.html as fortunas dos mais ricos em Portugal aumentaram, este ano, quase 18%. O mesmo que, em média, os transportes públicos.
Aumentam os preços dos transportes depois de terem aumentado quase todos os bens essenciais.
+ 25,3% no passe simples (zona 1) na linha de Sintra
+ 15,2% nos passes L123
+ 16,0% nos passes Softlusa Barreiro-Terreiro do Paço
+ 20,0% no título T1 da STCP
+ 16,7% no bilhete (1 zona) do Metro de Lisboa
Em muitos percursos é mais caro viajar de transporte colectivo que de automóvel mesmo com apenas uma pessoa.
Esta é a racionalidade do capitalismo liberal.
Qualquer dia temos a NATO a bombardear a Internet, por revelar o que os "donos do mundo" não querem que se saiba, como está a fazer com as estações de televisão na Líbia. Comer e calar?
Ainda se lembram do argumento para a privatização da Rodoviária Nacional?
Para quem tem fraca memória, recordo que um dos argumentos era para reduzir os preços dos transportes, pela concorrência entre as empresas.
Ainda se lembram do argumento para a liberalização dos preços da gasolina?
Para os que nas alturas das eleições têm ataques de amnésia, recordo que era também para reduzir os preços pela concorrência das empresas.
Porque é que será que aumentam os lucros dos mais ricos?
Como referido há dias http://c-de.blogspot.com/2011/07/crise-qual-crise.html as fortunas dos mais ricos em Portugal aumentaram, este ano, quase 18%. O mesmo que, em média, os transportes públicos.
Aumentam os preços dos transportes depois de terem aumentado quase todos os bens essenciais.
+ 25,3% no passe simples (zona 1) na linha de Sintra
+ 15,2% nos passes L123
+ 16,0% nos passes Softlusa Barreiro-Terreiro do Paço
+ 20,0% no título T1 da STCP
+ 16,7% no bilhete (1 zona) do Metro de Lisboa
Em muitos percursos é mais caro viajar de transporte colectivo que de automóvel mesmo com apenas uma pessoa.
Esta é a racionalidade do capitalismo liberal.
Qualquer dia temos a NATO a bombardear a Internet, por revelar o que os "donos do mundo" não querem que se saiba, como está a fazer com as estações de televisão na Líbia. Comer e calar?
30 julho 2011
28 julho 2011
Política para os trabalhadores
Política da classe exploradora
Os trabalhadores estão a ser encostados à parede.
Baixam os salários de quem trabalha, aumentam os dos administradores.
Aumentam os preços dos bens essenciais.
Aumentam os impostos para quem trabalha, reduzem-se os dos especuladores, banqueiros, accionistas e permite-se a fuga a impostos nos offshores.
Aumentam os transportes públicos para os trabalhadores. Vendem-se mais carros de luxo e topo de gama.
Para o país, este aumento seria empurrar as pessoas para o uso do transporte particular se as economias familiares o permitissem.
É a política contra a economia do país e contra quem vive do seu trabalho.
Os trabalhadores estão a ser encostados à parede.
Baixam os salários de quem trabalha, aumentam os dos administradores.
Aumentam os preços dos bens essenciais.
Aumentam os impostos para quem trabalha, reduzem-se os dos especuladores, banqueiros, accionistas e permite-se a fuga a impostos nos offshores.
Aumentam os transportes públicos para os trabalhadores. Vendem-se mais carros de luxo e topo de gama.
Para o país, este aumento seria empurrar as pessoas para o uso do transporte particular se as economias familiares o permitissem.
É a política contra a economia do país e contra quem vive do seu trabalho.
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