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30 abril 2011

O momento é de luta !

A CGTP-IN salienta que este 1.º de Maio deve ser um poderoso protesto contra a precariedade e as injustiças, contra o desemprego e os baixos salários e pensões, pela valorização do trabalho e da produção, por uma sociedade mais justa. Será «um 1.º de Maio da esperança e confiança de que, com a vontade, a unidade e a luta de quem trabalha, é possível construir alternativas para um Portugal com futuro».

do Jornal Avante

28 abril 2011

1º de Maio de 2011 - A luta necessária

Os trabalhadores não são máquinas! São homens e mulheres com vida

Passados 122 anos da consagração do Dia Internacional do Trabalhador, numa justa homenagem aos trabalhadores que morreram e aos que foram presos e torturados, volta a ser necessário lutar pelos direitos perdidos. 


Há mais de 30 anos que a direita em Portugal interrompeu o 25 de Abril de 1974 e o progresso que os trabalhadores e o povo conquistaram. 
Aumentou brutalmente o desemprego, o ataque aos salários e direitos dos trabalhadores. 
Foi legalizada a precariedade, a generalização dos contratos a termo, os recibos verdes, o trabalho temporário, o contrato de trabalho intermitente, a desregulamentação dos horários de trabalho, banalizou-se a prática de horários de trabalho que chegam às 12 horas por dia.
O trabalhadores trabalham mais e ganham menos. Alastrou a injustiça social e a pobreza.
O salários reais têm vindo a ser reduzidos, uma vez que, o não pagamento de trabalho extraordinário, implica reduções dos salários entre os 25 e os 30%, contribuindo assim, de uma forma significativa, para o aumento da injustiça social.

Regressámos ao século XIX. Os trabalhadores são considerados uma peça de uma engrenagem, como se fossem máquinas e não seres humanos.
Por isso, os trabalhadores, são hoje obrigados a, novamente, resistir a esta nova e grave ofensiva contra os seus legítimos direitos.

27 abril 2011

1º de Maio de 2011

1º de Maio de 1886

No dia 1 de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas.

«Um dia de rebelião, não de descanso! Um dia não ordenado pelos indignos porta-vozes das instituições, que trazem os trabalhadores acorrentados! Um dia no qual o trabalhador faça as suas próprias leis e tenha o poder de as executar! Tudo sem o consentimento nem a aprovação dos que oprimem e governam. Um dia no qual, com tremenda força, o exército unido dos trabalhadores se mobilize contra os que hoje dominam o destino dos povos de todas as nações. Um dia de protesto contra a opressão e a tirania, contra a ignorância e as guerras de todo tipo. Um dia para começar a desfrutar de 8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas para o que nos apetecer.»

Este era o conteúdo de um panfleto que circulava em Chicago, poucos meses antes do 1.º de Maio de 1886, que dava o mote para a tremenda luta que os trabalhadores desencadearam pela jornada de trabalho de 8 horas por dia. A polícia reprimiu a manifestação, ferindo e matando dezenas de operários.