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22 dezembro 2025

No Reino Unido continuam as greves da fome dos presos políticos apoiantes da Palestina

Dois activistas britânicos presos, ligados ao colectivo Palestine Action foram levados de urgência para o hospital depois de o seu estado de saúde se ter deteriorado criticamente na sequência de uma greve de fome de 50 dias. Um perdeu 14 quilos desde a sua detenção, corre o risco de sofrer danos graves nos seus órgãos, e mo outro apresenta um declínio cognitivo devido à falta de fornecimento regular de vitaminas essenciais por parte das autoridades prisionais.

Manifestantes e famílias, exigem a sua libertação e o direito a um julgamento justo. Os activistas denunciam também a censura na prisão, incluindo a retenção de correspondência e chamadas telefónicas, e criticam o recurso à prisão preventiva por um período superior ao limite legal de seis meses.

 A este respeito, familiares e advogados alertaram que a recusa dos funcionários prisionais em prestar assistência básica neste contexto de perseguição política. Salientam que a criminalização dos protestos contra o complexo militar-industrial no Reino Unido reflecte o endurecimento das políticas repressivas contra aqueles que denunciam o fornecimento de armas a potências ocupantes, como o Estado genocida de Israel.

Esta luta faz parte de um movimento internacional de solidariedade e de setores progressistas na Europa que exigem o respeito pelo direito internacional e o fim da violência genocida.

A resistência destes jovens reclusos expõe a crise de legitimidade das democracias ocidentais que mantêm laços comerciais e militares com regimes acusados ​​de crimes contra a humanidade, priorizando os seus interesses em detrimento da vida. A crise humanitária na Faixa de Gaza em 2025 resultou em 405 mortes e 1.115 feridos desde o acordo de cessar-fogo de 11 de outubro, elevando o número total de mortos para 70.937 desde o início da agressão. A incapacidade de resgatar os desaparecidos sob os escombros e a morte de mil doentes à espera de transferência para tratamento médico no estrangeiro demonstram o impacto do cerco na população civil.

O bloqueio total de ajuda à população de Gaza está a provocar escassez de material para cirurgias cardíacas e emergências, colocando mais de 288 mil doentes em risco de complicações graves. Além disso, a insegurança alimentar aguda afecta 1,6 milhões de habitantes, agravando uma deterioração sem precedentes do sistema de saúde, que está a comprometer a sua capacidade de fornecer diagnósticos e tratamentos adequados no enclave.

Autor: TeleSUR: lf - NH

05 dezembro 2025

Mais de 64.000 crianças palestinianas foram mortas ou feridas por Israel

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Rede Global de Clusters de Protecção e a Área de Responsabilidade de Protecção da Criança alertaram que mais de 64.000 crianças palestinianas foram mortas ou feridas por Israel na Faixa de Gaza desde o início da sua mais recente campanha genocida contra a população palestiniana, em Outubro de 2023.

Em comunicado, as organizações informaram que 658.000 crianças abandonaram a escola devido à devastação causada pela agressão sistemática de Israel, que fez mais de 70.000 mortos no enclave costeiro.

“Estão expostas a violência implacável, repetidas deslocações e severas privações”, denunciou o comunicado. As instituições alertaram que, como consequência das ações criminosas de Israel, mais de 11.000 crianças sofreram ferimentos graves e necessitam de reabilitação a longo prazo e apoio em saúde mental.


Na terça-feira, os meios de comunicação locais noticiaram o assassinato de uma criança e de um jornalista num ataque israelita à Cidade de Gaza, uma agressão levada a cabo em flagrante violação dos acordos de cessar-fogo que entraram em vigor a 11 de Outubro.

O Ministério da Saúde de Gaza informou que o número de palestinianos mortos ultrapassa os 70.000, a maioria crianças e mulheres, enquanto 170.986 pessoas ficaram feridas. Alertou ainda que ainda há vítimas presas sob os escombros, onde as equipas de ambulâncias e da defesa civil enfrentam dificuldades devido às constantes ameaças e restrições impostas pela ocupação israelita.

As autoridades palestinianas relatam números alarmantes de ataques israelitas contra a população civil, para além de denunciarem crimes de guerra e violações do direito internacional e dos direitos humanos por parte desta entidade sionista.

Vários governos, especialistas e analistas concordam que a Palestina está a enfrentar um genocídio às mãos de Israel, no âmbito das suas ações colonialistas na nação árabe desde 1948, após a alocação ilegal, com o apoio da ONU, de parte do território palestiniano a um grupo de cidadãos europeus para fins de colonato, sem o consentimento da população palestiniana original.

Fonte TeleSur 

04 dezembro 2025

Israel não respeita o cessar fogo. Continua o genocídio

São já 356 mortes e 908 feridos desde que o cessar-fogo entrou em vigor a 11 de outubro (1).

Muitas vítimas permanecem sob os escombros e nas estradas e as ambulância e equipas de socorro não conseguem chegar até elas.

Os novos números elevam o número total de vítimas humanas da ofensiva israelita contra a Faixa de Gaza desde outubro de 2023 para, pelo menos, 70.103 mortos e 170.985 feridos, segundo a mesma fonte.

Mais de 100.000 palestinianos morreram na guerra.

As guerras e a instabilidade política têm um impacto dramático. Um estudo recente do Instituto Max Planck de Investigação Demográfica tentou fornecer uma estimativa quantitativa da devastação provocada pela Guerra de Gaza (2), que não coincide com os dados disponíveis.

“O nosso objetivo é estimar a esperança de vida e a perda de vidas causadas pelo conflito em Gaza, na Palestina, de uma forma que tenha em conta dados incompletos ou dispersos”, afirma Ana Gómez-Ugarte, uma das diretoras do estudo.

O estudo conclui que mais de 100.000 pessoas morreram na Guerra de Gaza. Entre 7 de outubro de 2023 e o final de 2024, 78.318 pessoas morreram como resultado direto da guerra e, até 6 de outubro deste ano, o número de mortos ultrapassou provavelmente os 100.000.

“Devido a esta mortalidade sem precedentes, a esperança de vida em Gaza caiu 44% em 2023 e 47% em 2024 em comparação com o que teria sido sem a guerra, o que equivale a perdas de 34,4 e 36,4 anos, respetivamente”, afirma Gómez-Ugarte.

1) https://www.lorientlejour.com/article/1486757/au-moins-356-palestiniens-tues-par-larmee-israelienne-depuis-le-debut-de-la-treve-selon-le-ministere-de-la-sante-de-gaza.html
(2) https://pophealthmetrics.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12963-025-00422-9 

Israel, oito décadas a espezinhar o direito internacional.

De uma notícia do Público de Espanha. 

As Nações Unidas e os tribunais internacionais emitiram dezenas de resoluções contra o governo israelita pelas suas políticas de ocupação e apartheid nos territórios palestinianos. Israel ignorou-as sistematicamente.

A primeira resolução da ONU sobre a causa palestiniana, foi emitida em 1947. Foi a primeira resolução a reconhecer a criação do Estado de Israel, mas também a existência do Estado palestiniano. Foi a primeira — de muitas — que os sucessivos governos de Telavive violaram.

Os debates arrastaram-se por quase vinte dias na passadeira verde da ONU. Representantes da comunidade judaica discursaram quatro vezes. Os da população palestiniana discursaram menos de metade dessas vezes. A reunião culminou com a partição do enclave em dois Estados: um árabe e outro judeu. “Esta solução foi profundamente colonial.” A ONU dividiu a Palestina sem consultar previamente o povo palestiniano e legitimou o projeto europeu em terras árabes. Israel manteve 54% do território, mas após a Nakba de 1948, ocupou 78%. E actualmente, nem sequer reconhece este plano de partilha como um ponto de referência válido. A população judaica não representava nem um terço do total de habitantes da Palestina nessa época.

O Estado de Israel nasceu da limpeza étnica

Israel aceitou a partilha, ou seja, aceitou a sua configuração como Estado. "Esta é a única parte da resolução que os israelitas cumpriram". "O projecto sionista começou com uma abordagem absolutamente colonial. O Estado de Israel nasceu da limpeza étnica: houve expulsões e massacres. Os refugiados que tiveram de fugir das suas casas nessa altura ainda não puderam regressar. E não podemos esquecer isso, por mais que as circunstâncias sejam agora diferentes e os crimes contra a humanidade, juntamente com o genocídio, tenham relegado este facto para segundo plano."

Resolução 194

Esta é precisamente uma das questões abordadas na Resolução 194 da Assembleia Geral da ONU, adoptada em Dezembro de 1948. O texto menciona explicitamente o "direito de regresso" dos refugiados palestinianos que foram expulsos das suas aldeias após a criação do Estado de Israel. Estabelece ainda que este direito deve ser cumprido "o mais rapidamente possível". A realidade é que passaram 77 anos. E nenhum refugiado palestiniano conseguiu regressar ao que os seus pais ou avós certamente chamavam de lar. "Esta resolução continua a ser a pedra basilar do direito internacional na Palestina e um ponto essencial para a libertação do povo palestiniano. Israel não só deixou de a cumprir, como também legislou em sentido contrário."

Resolução 242

A Resolução 242 é também uma das mais conhecidas. Nesta resolução, a Assembleia Geral da ONU exige a retirada do exército israelita dos territórios ilegalmente ocupados. O resultado é, mais uma vez, o mesmo das resoluções anteriores: Israel ignora-a desde a sua adopção. "A própria ocupação é um crime de agressão, tal como descrito no Estatuto de Roma". "Os israelitas contestam sistematicamente e respondem dizendo que os territórios ocupados também não estavam anteriormente sob soberania palestiniana, mas sim jordana e egípcia; por isso referem-se a eles como territórios contestados — ou seja, áreas sobre as quais dois ou mais países reivindicam soberania. A ocupação nunca terminou."

21 novembro 2025

29 de novembro dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina,

Data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para celebrar e apoiar o direito do povo palestino à autodeterminação e

Encerramento da Campanha de Solidariedade com o Povo Palestino
Todos pela Palestina!
Fim ao genocídio!
Fim à ocupação
Organização: CPPC, CGTP-IN, MPPM, Projecto Ruído.

A comunidade internacional e a própria ONU reafirma os direitos do povo palestino, incluindo o direito à autodeterminação, fim da guerra e do genocídio e do boicote a ajuda humanitária ao povo.


Do comunicado da ONU:

Neste 29 de novembro, as Nações Unidas comemoram o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. A data é celebrada desde 1977.

Guterres destacou que a posição das Nações Unidas é clara: “a paz deve avançar – a ocupação deve terminar”.

Para o secretário-geral da ONU, os condutores de conflito de longa data, incluindo ocupação, expansão de assentamentos, demolições de casas e despejos, aumentam a raiva, o desespero e a desesperança das pessoas.

Guterres lembrou que Gaza continua a enfrentar o bloqueio da ajuda humanitária internacional.

Segundo a ONU, existem mais de 8 milhões de palestinos vivendo no seu território como Cisjordânia e Gaza, Jerusalém Oriental, em Israel, e nos países árabes vizinhos, em campos de refugiados na região e é necessário que a comunidade internacional foque a sua atenção na questão da Palestina, que permanece sem solução.

A ONU também destaca que que o povo palestino ainda não conquistou seus direitos como a autodeterminação sem interferência externa, independência e soberania nacional e a capacidade de retornar às suas casas e propriedades, das quais foi deslocado.

Em muitas partes do mundo várias atividades e manifestações são realizadas anualmente pelos governos e pela sociedade civil em comemoração ao Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino.

25 outubro 2025

Israel não cumpre o acordo de cessar fogo e continua o genocídio pela fome

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou na quinta-feira para as elevadas taxas de subnutrição em Gaza, sobretudo entre as crianças, e pediu mais ajuda para o território, devastado após dois anos de guerra.

"Não há mantimentos de emergência, nem incubadoras, e muitas equipas médicas são impedidas de entrar", disse Tess Ingram, porta-voz da agência. Ingram observou que muitas crianças precisam de um tratamento abrangente para reverter a subnutrição.

Embora Israel tenha prometido permitir a entrada de ajuda em larga escala em Gaza, como parte de um acordo de tréguas assinado este mês, várias organizações não governamentais (ONG) e agências da ONU denunciam o não cumprimento pelo governo de Netanyahu.

O Programa Alimentar Mundial (PAM) declarou ontem que alguns alimentos conseguem entrar no enclave costeiro mas é uma pequena parte do que seria necessária para satisfazer as necessidades mínimas da população local. "Nenhum comboio de grandes dimensões chegou à Cidade de Gaza ou ao norte de Gaza", enfatizou o responsável.

"A ajuda que chega a Gaza é uma gota no oceano do que é urgentemente necessário", estimou a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA), que anunciou que tem mantimentos suficientes na Jordânia e no Egipto para encher 6.000 camiões com ajuda para a Faixa de Gaza, mas Israel proíbe esses fornecimentos.

Israel Radwan, do Movimento de Resistência Islâmica, acusou Israel de violar o acordo de cessar-fogo dizendo: "A ocupação está apenas a permitir que uma gota no oceano de ajuda chegue à Faixa de Gaza".

24 outubro 2025

Israel não respeita as decisões da ONU e do Tribunal Internacional de Justiça

De acordo com o Comunicado da ONU de ontem, 23 de outubro, o Tribunal Internacional de Justiça, mais uma vez, se pronunciou sobre as obrigações fundamentais de Israel nos Territórios Palestinos ocupados, em particular em Gaza.

A decisão sublinha o dever de garantir o acesso a bens essenciais, permitir a assistência humanitária imparcial e respeitar o direito internacional humanitário e os direitos humanos.

Boicote ao socorro e fome como método de guerra

Segundo o parecer do Tribunal, Israel tem a obrigação de assegurar que a população dos Territórios Palestinos disponha dos suprimentos essenciais à vida. Diante da falta desses recursos, em Gaza, a Corte declarou que Israel deve facilitar ações de ajuda imparcial, incluindo a prestada pela ONU e que não deve haver obstrução do auxílio.

O Tribunal também reiterou obrigações claras sob o direito humanitário internacional, como proteger o pessoal e as instalações médicas e de socorro, proibir o deslocamento forçado de civis e não usar a fome como método de guerra. O Tribunal lembrou ainda que Israel deve respeitar o direito das pessoas detidas a receber visitas da organização Cruz Vermelha.

O parecer reafirma que Israel tem deveres sob o direito internacional dos direitos humanos, devendo respeitar, proteger e cumprir os direitos dos palestinos nos territórios ocupados.


Papel da ONU

O Tribunal destacou ainda o papel indispensável da ONU, incluindo o da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, na prestação de ajuda humanitária e no apoio ao direito à autodeterminação palestina.  O parecer rejeitou as alegações de falta de imparcialidade ou neutralidade da Unrwa.

Pela decisão, Israel, como Estado-membro da ONU, deve cooperar plenamente com as Nações Unidas e respeitar os privilégios, imunidades e inviolabilidade das suas instalações e do seu pessoal, inclusive em tempos de conflito armado.

Caminho político e futuro da Palestina

O secretário-geral da ONU adiantou que o parecer do Tribunal será transmitido à Assembleia Geral das Nações Unidas, que decidirá os próximos passos.

Ele lembrou que a ONU continuará a fornecer assistência humanitária à população em Gaza, sublinhando que a decisão da Corte pode ser decisiva para melhorar a situação trágica no território.

António Guterres voltou a apelar a um caminho político credível que ponha fim à ocupação e conduza a uma solução de dois Estados, com Israel e Palestina a viverem lado a lado em paz e segurança, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas, com Jerusalém como capital de ambos em conformidade com o direito internacional e as resoluções da ONU há muito tempo tomadas e não respeitadas.

         

17 outubro 2025

Solidariedade com a Palestina

Concerto pela Palestina este sábado em Lisboa, com Programação especial

O programa começa às 15h, de sábado, dia 18 de Outubro, na rotunda do Areeiro de onde parte o Desfile que conta com o apoio de cerca de 140 organizações. O desfile dirige-se para o Fórum Lisboa, pelas 16h onde se fará o concerto apresentado pela actriz Joana Figueira.

O Concerto tem a participação de Expresso Transatlântico, Prétu, Freddy Locks, Boémia, Handala Dabke, Jorge Barata, ÚDI e Diego Jansen. A entrada é livre, mas limitada à lotação da sala.


A solidariedade para com a Palestina tem tido em todo o mundo uma fortissima expressão. Cidadãos de todo o mundo saíram à rua em 137 países nos últimos dois anos. É a derrota mais significativa de Israel desde a sua fundação como Estado, em 1948.

No passado fim de semana, os protestos contra o genocídio em Gaza ocorreram em Amesterdão (250.000 pessoas), Roma (250.000 pessoas), Madrid (92.000 pessoas), Barcelona (70.000 pessoas), Dublin, Istambul, Londres, onde mil pessoas se manifestaram apesar dos apelos do governo à abstenção, e em muitas outras cidades.

Estas manifestações ocorreram depois de Israel ter intercetado parte da flotilha internacional, composta por cerca de 50 embarcações cujo objetivo era romper o bloqueio israelita a Gaza e entregar ajuda humanitária à população palestiniana.

As manifestações no Iémen foram já 15.069, nos Estados Unidos 5.931 e na Europa (França, Itália, Espanha, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Portugal e Noruega), o número sobe para mais de 6.700.

Milhões de pessoas em todos os continentes mobilizaram-se sobretudo pela paz, um cessar-fogo e contra o genocídio na Faixa de Gaza.

01 outubro 2025

Jordânia pede ação global para impedir a continuação do genocídio e agressões de Israel ao povo da Palestina

O vice-primeiro-ministro da Jordânia e ministro das Relações Exteriores, Ayman Safadi, pediu à comunidade internacional que aja com firmeza para impedir a agressão israelense contra Gaza e conter a escalada na Cisjordânia ocupada.

Este apelo divulgado pela agência Petra, foi feito na reunião ministerial da Organização de Cooperação Islâmica (OIC) realizada à margem da décima oitava sessão da Assembleia Geral da ONU.

Safadi alertou que repetidas violações israelenses representam uma séria ameaça à paz e à segurança regionais e internacionais.

Em várias reuniões bilaterais com homólogos e funcionários internacionais, e com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, ele abordou a necessidade urgente de um cessar-fogo imediato e duradouro em Gaza, um acordo de troca de prisioneiros e acesso humanitário irrestrito à Faixa.

30 setembro 2025

Israel bombardeia áreas civis enquanto expande ocupação militar em Gaza

Fontes médicas na Faixa de Gaza informaram na segunda-feira, 29 de setembro, que o número de mortes pela ofensiva israelense equivale a 66.055 pessoas e os feridos adicionam 168.346, desde o início da atual escalada israelense. Israel intensifica os bombardeamentos a tendas de deslocados, casas, hospitais e locais de culto.

De acordo com dados do hospital, 50 pessoas foram mortas e 184 ficaram feridas nas últimas 24 horas como resultado dos atentados e ataques das tropas de Tel Aviv. Estes incluem cinco civis que procuram ajuda humanitária, levando 2.571 pessoas mortas nessas circunstâncias e 18.817 feridos desde o início da guerra israelense.

Nas últimas horas, o hospital Al-Shifa, do qual dezenas de pacientes fugiram, bem como áreas do hospital Al Helou, que inclui uma unidade neonatal onde 12 bebés prematuros são tratados, bem como enfermarias, foram afetados.

Ataques de aviões, navios, artilharia terrestre, drones carregados com explosivos e robôs para explodir edifícios 

Nos últimos meses, Israel intensificou os ataques em áreas densamente povoadas da Faixa de Gaza, atingindo campos de deslocados, hospitais e comboios de ajuda humanitária.

Ao mesmo tempo, a crise humanitária se aprofundou após a implementação de um bloqueio de ferro que causou escassez de alimentos, água potável e remédios, o que levou as organizações internacionais a alertar para uma fome maciça.

A Organização Mundial da Saúde e outras organizações de direitos humanos enfatizaram a necessidade de um cessar-fogo imediato e garantir o acesso à assistência humanitária sem obstáculos.

Flotilla Global Sumud recebe suprimentos humanitários do Crescente Vermelho

A Global Sumud Flotilla (GSF) recebeu suprimentos humanitários do Crescente Vermelho na segunda-feira, 29 de setembro, transferido com o apoio logístico da Marinha turca, à medida que se aproxima da Faixa de Gaza, apesar das ameaças militares de Israel e dos ataques com drones.

Por meio das redes sociais, a flotilha disse: “Isso mostra que as organizações podem agir e que têm a infraestrutura e a capacidade de fazer mais. Mas também destaca uma verdade fundamental: os governos têm a responsabilidade e os meios para assumir papéis mais fortes e ativos para acabar com esta crise.

“É hora de as organizações humanitárias e da sociedade civil em todo o mundo intensificarem, coordenarem e exigirem que os governos cumpram suas obrigações.”

No mesmo tom, a Flotilha enfatizou que a responsabilidade de parar “uma das piores catástrofes humanas da história” depende de todos. Eles fizeram um apelo urgente para manter a pressão global para garantir que a ajuda chegue àqueles que precisam desesperadamente. Enquanto enfatiza que o mundo está observando quem age em defesa da justiça e quem escolhe o silêncio.

Ao gesto de solidariedade do Crescente Vermelho, acrescenta-se o de um comboio iraniano que partiu de Bandar Abbas (sul do Irã) para se juntar ao GSF e entregar ajuda aos palestinos. As centenas de participantes, um grupo diversificado que inclui médicos, advogados, artistas e figuras religiosas, estão unidos no compromisso com a dignidade humana. Seu objetivo é acabar com o cerco e o genocídio que Israel exerce contra o povo palestino na Faixa de Gaza. 

A coalizão humanitária, que partiu de Barcelona no início de setembro, já reuniu cerca de 50 navios com ativistas de 44 países (incluindo a ativista climática sueca Greta Thunberg). Conforme relatado no domingo, 28 de setembro, o GSF está localizado a cerca de 366 milhas náuticas (678 quilômetros) do enclave palestino, e está se preparando para uma fase crítica de sua viagem.

A flotilha alertou que vai “entrar na zona de alto risco em apenas dois dias”, “este é o momento em que sua vigilância global e solidariedade são mais necessárias”, aludindo às agressões militares israelenses anteriores contra missões semelhantes que foram abortadas. Junte-se a nós. Vamos parar o genocídio. Fique de olho em Gaza”, disseram.

A Flotilha Global Sumud (GSF), em sua missão de romper o bloqueio e trazer ajuda humanitária a Gaza, sofreu um ataque na costa da Grécia durante a noite de terça-feira, 23 de setembro. Os organizadores informaram que suas embarcações foram alvo de ataques de drones que geraram mais de doze explosões em sua vizinhança. Pelo menos dez navios foram afetados por essa agressão, causando interrupções nos sistemas de comunicação.

Nas últimas semanas, Israel aumentou a tensão em torno da Flotilha, emitindo alertas de que impedirá seu pouso. Ao mesmo tempo, as autoridades israelenses lançaram acusações sem provas, apontando para os participantes da missão humanitária que eles têm ligações com o Movimento de Resistência Palestina Hamas".

29 setembro 2025

Dolorosa mensagem de Stefano Bertoldi da Global Sumud Flotilla

«Sou Stefano Bertoldi, comandante do veleiro Zefiro, o mais atingido pelos ataques de drones nas últimas noites. Atrás de mim, ontem à noite, chegaram dois colegas meus, Raffaello e Cesare, com o barco Luna Park, que talvez vocês possam ver pelo rastreamento da Global Sumud Flotilla». 

Assim começa a lancinante mensagem de Bertoldi. Diz ainda: «Cerca de 50 barcos partiram rumo a Gaza… não temos algum tipo de escolta, não seremos escoltados. Esperamos que a Espanha faça a sua parte e socorra os feridos». «A flotilha, ouçam bem, neste momento está em risco». Vários barcos foram já atingidos por drones e explica: «o próximo ataque, se acontecer — e infelizmente meus sinais indicam que provavelmente acontecerá — será letal, no sentido de que é muito provável que desta vez haja feridos graves e também mortos».

Depois Bertoldi apela:«Por favor, divulguem esta mensagem. O dia 22 de setembro não pode ficar como um caso isolado em termos de manifestações e envolvimento popular. Saiamos às ruas. Sei que o tempo é curto. Há partidos e sindicatos se organizando, tudo bem. Não somos intransigentes quanto a isso. Sabemos que muitos acordaram há pouco, mas como dizemos na Itália, tudo ajuda. Por favor, empenhem-se, há nossos amigos, nossos queridos a bordo. Queremos que suas vidas sejam preservadas. Não confiemos em nossos governos, eles não farão nada por nós. É hora do povo, é hora das pessoas, inclusive das menos engajadas politicamente, inclusive das mais céticas em relação a esta missão. Lembrem-se, nossa não é uma missão humanitária para levar alguns pacotes à população palestina de Gaza. A nossa é uma missão política. O cerco tem de acabar, o genocídio tem de acabar e, sobretudo, a vida dos ativistas pacifistas não armados deve ser protegida». Em resumo: Temos que contribuir para que acabe o genocídio contra o povo da Palestina.

Ver mensagem completa AQUI 



22 setembro 2025

Israel está a cometer genocídio: é um facto, que ninguém desmente. Não é uma opinião


O Observatório da Crise, publicou aqui um artigo que afirma: 

«Com o genocídio em Gaza, devemos agir como diz o ditado: se um lado diz que está a chover e o outro diz que não, o seu trabalho não é citar ambos os lados, mas sim olhar pela janela.




CAITLIN JOHNSTONE, escritora australiana

Uma investigação da ONU concluiu que Israel está a cometer genocídio em Gaza e que as autoridades israelitas "têm como objectivo matar o maior número possível de palestinianos" no enclave.

Israel respondeu ao relatório da ONU chamando-lhe pró-Hamas e anti-semita, porque é tudo o que têm. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel emitiu um comunicado alegando que o relatório foi escrito por "indivíduos que servem como representantes do Hamas, bem conhecidos pelas suas posições abertamente antissemitas".

Blá, blá, blá. O relatório é pró-Hamas e anti-semita. Todas as organizações de defesa dos direitos humanos são do Hamas e anti-semitas. Existe uma gigantesca conspiração global anti-semita do Hamas dedicada a fazer parecer que Israel está a cometer genocídio, apenas para entristecer o povo judeu.

Neste momento, as únicas pessoas que ainda negam que Israel esteja a cometer genocídio são aquelas que querem garantir que ninguém impede Israel de cometer genocídio.

A lista de instituições humanitárias que acusam Israel de genocídio inclui agora:

 - Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre os Territórios Palestinianos Ocupados
 - Associação Internacional de Estudiosos do Genocídio
 - B'Tselem (uma organização israelita)
 - Médicos pelos Direitos Humanos - Israel (outra organização israelita)
 - Amnistia Internacional
 - Médicos Sem Fronteiras
 - Centro Europeu de Direitos Constitucionais e Humanos
 - Human Rights Watch
 - Federação Internacional dos Direitos Humanos
 - Instituto Lemkin para a Prevenção do Genocídio

A lista de instituições humanitárias que afirmam que Israel NÃO está a cometer genocídio em Gaza inclui: Ninguém, Nenhum, Zero, Nada, Absolutamente nada, Absolutamente ninguém, Ausência completa, Nada de nada, Total Nulidade. 

Não é correto tratar o facto de Israel estar a cometer genocídio como se fosse uma questão de opinião. Todas as instituições relevantes de direitos humanos na Terra dizem que se trata de genocídio. Não há nenhuma que diga o contrário. Este é um assunto resolvido».

O artigo prossegue ironicamente imaginando opiniões contrárias e termina afirmando:

Com o genocídio em Gaza, não deveria ser diferente. Como diz o velho ditado: se um lado diz que está a chover e o outro diz que não, o seu trabalho não é citar ambos, mas sim olhar pela janela.


19 setembro 2025

Apelo à acção para impedir o genocídio, pôr fim à ocupação ilegal, à colonização e ao apartheid, em conformidade com as obrigações legais internacionais

Terminou o prazo de um ano dado pela Assembleia Geral das Nações Unidas pela resolução A/ES-10/L.31— que Portugal votou favoravelmente — para que Israel retirasse do território Palestino Ocupado e desse cumprimento às medidas provisórias decretadas pelo Tribunal Internacional de Justiça para prevenir o risco de genocídio. Sendo notório que Israel não só não cumpriu as medidas impostas como agravou a situação no terreno, é imperativo confrontar os Estados que aprovaram aquelas medidas com as consequências do seu incumprimento. Nesse sentido, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente - MPPM dirigiu a seguinte carta ao Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros:

Ex.mo Sr. Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros Dr. Paulo Rangel

Este dia 18 de Setembro marca o fim do prazo dado pela resolução A/ES-10/L.31 da Assembleia Geral da ONU — que Portugal votou favoravelmente — para que Israel ponha fim à sua presença ilegal no Território Palestino Ocupado (TPO). A mesma resolução, emitida em 18 de Setembro de 2024, também ordenou que Israel cumprisse imediatamente as medidas provisórias no caso de genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ). Nenhuma dessas exigências foi atendida; pelo contrário, Israel continua a sua guerra genocida em Gaza, a limpeza étnica e a destruição da Cidade de Gaza, intensificando sua violência na Cisjordânia ocupada e, recentemente, aprovou o plano de colonização E1, há muito congelado.

Israel matou pelo menos 65.000 palestinos e feriu mais de 162.000 desde Outubro de 2023. Milhares de outros permanecem soterrados sob os escombros, enquanto a fome continua a espalhar-se pela Faixa de Gaza.

Académicos, especialistas das Nações Unidas, importantes organizações de direitos humanos e, mais recentemente, a Comissão Independente de Inquérito das Nações Unidas concluíram que as atrocidades horríveis de Israel em Gaza constituem um genocídio. Na semana passada, Israel bombardeou a capital do Catar, Doha, que recebia uma delegação de negociação do Hamas, e atacou a Flotilha Global Sumud na Tunísia, tornando-os o quinto e o sexto Estados a serem atacados por Israel nos últimos dois anos; o Líbano, o Irão, o Iémen e a Síria são os outros. A agressão múltipla sem precedentes do Estado de Israel a Estados soberanos só é possível devido à impunidade que lhe é concedida.

Israel não teria sido capaz de cometer os seus crimes sem o apoio e a cumplicidade das potências ocidentais, incluindo os países europeus. Na ausência de acção da UE, alguns Estados-Membros decidiram finalmente impor sanções há muito esperadas a Israel.

No entanto, todos os Estados têm a obrigação legal de prevenir (e punir) o genocídio. As medidas provisórias emitidas pelo TIJ em 26 de Janeiro de 2024 obrigam todos os Estados Partes a cumprir esta obrigação.

Portanto, para que Portugal cumpra as suas obrigações legais nos termos do artigo 1.º da Convenção para Prevenir e Punir o Genocídio, apelamos a que:

- Imponha imediatamente um embargo bilateral de armas ao Estado de Israel e proíba qualquer transferência ou trânsito de armas através do nosso território, seguindo os exemplos da Eslovénia e da Espanha;

- Ponha fim a toda a cooperação militar e de segurança com Israel;

- Corte todas as relações económicas com Israel, incluindo a imposição de uma proibição do comércio, incluindo de serviços, com os colonatos ilegais de Israel na Palestina ocupada;

- Ponha fim ao acesso de Israel ao comércio preferencial e ao dinheiro dos contribuintes da UE, exigindo a suspensão imediata do Acordo de Associação UE-Israel e a expulsão de Israel dos Programas-Quadro e de Investigação da UE.

As medidas acima referidas são apenas algumas das que podem e devem ser tomadas para ajudar a pôr fim ao genocídio que Israel perpetra há dois anos em Gaza, para acabar com a impunidade de que Israel goza há 77 anos, para garantir a responsabilização pelos crimes contra o povo palestino e para assegurar que os palestinos desfrutem de liberdade, justiça e igualdade no futuro.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Lisboa, 18 de Setembro de 2025

A Direcção Nacional do MPPM



ONU: Comissão de Inquérito diz que ações de Israel “configuram genocídio” em Gaza - (III)

Debate urgente sobre bombardeio no Catar

Ainda nesta terça-feira, o Conselho de Direitos Humanos realizou um debate urgente sobre os ataques israelenses em Doha, no Catar, na semana passada. O alto comissário de Direitos Humanos, Volker Turk, disse que o episódio representou “uma violação flagrante da soberania e da integridade territorial do Catar”.

Ele enfatizou que o país atacado tem um "papel fundamental" como "mediador da paz". Para Turk, o ato de Israel "é um ataque aos esforços globais para resolver conflitos pacificamente".

De acordo com autoridades do Catar, a ofensiva atingiu uma área civil densamente povoada perto de escolas e mesquitas, matou um jovem cabo catari e feriu outras 18 pessoas.

O debate urgente durou cerca de três horas e, ao final, o Catar, apoiado por outros países, afirmou que pretende apresentar um projeto de resolução ao Conselho.

ONU News Português. 

Nota de C de...

O ataque à equipa de negociação do Hamas, reunida em Doha para discutir a "proposta Witkoff sobre Gaza", é mais um grave crime contra todos os direitos internacionais e humanos.
Os Estados Unidos (conforme noticiado pelo Canal 11 de Israel) aprovaram a ação sobre a qual Trump foi informado. Apesar de questionar o ataque, Trump aplaudiu o assassinato de membros do Hamas, ainda que estivessem num país quer os acolhia em missão de paz. O ataque a Doha foi mais um ataque surpresa de Trump e Israel, tal como já tinha acontecido aos líderes do Hezbollah reunidos para discutir uma iniciativa de paz dos EUA quando Trump promovia o início das negociações do Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA) com a equipa de Witkoff.
Os EUA estão abertamente a apoiar Israel no genocídio e limpeza étnica na Palestina.

18 setembro 2025

ONU: Comissão de Inquérito diz que ações de Israel “configuram genocídio” em Gaza-II

Comboios humanitários bloqueados

Equipes humanitárias relataram intensificação de bombardeios na Cidade de Gaza durante a madrugada de terça-feira.

A porta-voz em Gaza do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, disse que em meio a ataques aéreos intensos, comboios de ajuda estão tendo acesso negado a áreas do norte de Gaza.

Olga Cherevko afirmou que nos últimos dias “múltiplas missões foram totalmente negadas ou canceladas enquanto estavam em andamento”.

Também falando de Gaza, a porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou que a desnutrição infantil está "aumentando", à medida que as pessoas fogem de um "cenário infernal" para outro.

Tess Ingram afirmou que cerca de 26 mil crianças precisam de tratamento para desnutrição aguda, incluindo mais de 10 mil somente na Cidade de Gaza. Ela ressaltou que as condições no local são "desumanas".

UNRWA  - Com a intensificação da guerra na Cidade de Gaza, as coisas estão piorando

Necessidade de paz em Gaza  

O secretário-geral António Guterres, ressaltou que os chefes de Estado e de governo devem levar a sério as questões pendentes “porque as pessoas estão exigindo respostas e ações”. 

Guterres pediu respostas à gravidade dos desafios mundiais e que atendam às expectativas de todos. Para a que espera ser uma “semana de soluções”, ele citou a necessidade de paz em Gaza, na Ucrânia, no Sudão e noutros lugares, bem como um rumo para uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, baseada em uma solução de dois Estados. 

 

17 setembro 2025

Debate geral na ONU - Conferência Internacional

 

Resolver problemas  

As Nações Unidas acolhem a Semana de Alto Nível da 80ª Assembleia Geral a partir de segunda-feira. Mais de 150 líderes, incluindo chefes de Estado e de governo, devem chegar a Nova Iorque para discursar na Assembleia e participar de eventos temáticos.   


Em entrevista coletiva, o secretário-geral ressaltou que o encontro é uma oportunidade que não deve ser perdida com “todas as possibilidades de diálogo e mediação” e momentos para encontrar soluções. 

Necessidade de paz em Gaza  

O secretário-geral ressaltou que os chefes de Estado e de governo devem levar a sério as questões pendentes “porque as pessoas estão exigindo respostas e ações”. 

Guterres pediu respostas à gravidade dos desafios mundiais e que atendam às expectativas de todos. Para a que espera ser uma “semana de soluções”, ele citou a necessidade de paz em Gaza, na Ucrânia, no Sudão e noutros lugares, bem como um rumo para uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, baseada em uma solução de dois Estados. 

Crise em Gaza 

Sobre o conflito em Gaza, o chefe da ONU disse que tomou nota de alegações de investigadores independentes ao Conselho de Direitos Humanos, sobre ações de Israel que poderiam configurar, o que os investigadores classificaram de “genocídio”. O relatório produzido no contexto das operações militares israelenses na Cidade de Gaza é rejeitado pelo governo de Tel Aviv, como um documento “com mentiras do Hamas.” 

ONU News Português. 

ONU - Comissão de Inquérito diz que ações de Israel “configuram genocídio” em Gaza

16 Setembro 2025

A Comissão de Inquérito Independente nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, afirmou nesta terça-feira que as ações de Israel em Gaza “constituem genocídio”.

A presidente da Comissão, Navi Pillay, disse a jornalistas, em Genebra, que “está claro que há a intenção de destruir os palestinos em Gaza por meio de atos que atendem aos critérios estabelecidos na Convenção para Prevenção e Punição do Crime de Genocídio.”


Investigação identificou quatro atos

Navi Pillay declarou que a comunidade internacional não pode ficar em silêncio diante do que ela chamou de uma “campanha genocida lançada por Israel contra o povo palestino em Gaza”.

Segundo relatório da Comissão, as autoridades e forças de segurança israelenses “cometeram quatro dos cinco atos classificados de genocidas e definidos pela Convenção”.

Eles são: assassinato, danos físicos e mentais graves, provocar deliberadamente condições de vida calculadas para causar a destruição de um povo e impor medidas para impedir nascimentos.


05 setembro 2025

Os números e as ações do genocídio

43 mil crianças com menos de cinco anos sofrem de subnutrição aguda, assim como mais de 55 mil mulheres grávidas e lactantes.

Drones atacam as mesas de comida das organizações humanitárias.
As forças de ocupação realizaram demolições com recurso a robôs explosivos nos bairros de Sabra e Zaytoun, em Mawasi, Khan Yunis, no sul de Gaza matando principalmente mulheres e crianças.
Misseis atacam camiões-cisterna e as pessoas que recolhem água.
Forças israelitas atacam o bairro de Al-Daraj, matando crianças e e as equipas de salvamento.
Nestas ofensivas israelitas, o número total de mortos é já mais de 63.633, com 160.914 feridos. .
Registaram-se ainda 2.306 mortes e 16.929 feridos em ataques contra comboios de ajuda humanitária, conhecidos como "mártires do sustento". 
 

Pelo menos 21 mil crianças em Gaza ficaram com deficiências físicas desde o início da guerra. O Comité da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência informou que houve “cerca de 40,5 mil crianças nos novos casos de ferimentos relacionados à guerra”. 

Aumentam as mortes por inanição principalmente em crianças que atingem 361.

São perseguidos e atacados jornalistas e profissionais dos media que somam já pelo menos 248.

As operações militares israelenses deslocam à força centenas de milhares de civis que já estão exaustos e traumatizados, segundo a ONU.
Com a intensificação das operações militares na Cidade de Gaza, receia-se que os efeitos sejam “terríveis para as pessoas em locais de deslocamento”. Muitas delas já foram deslocadas por várias vezes o que é penoso para famílias que não se conseguem movimentar devido aos altos custos, especialmente para idosos ou pessoas com deficiência e ainda pela falta de um espaço seguro para se instalarem.

 

04 setembro 2025

A vergonhosa monstruosidade genocida

Sete crianças palestinianas foram mortas num ataque israelita quando tentavam obter água potável em Al-Mawasi, no sul de Gaza, uma zona para a qual Israel está a realojar os residentes à força, afirmando ser uma "zona segura".

O ataque ocorreu ao mesmo tempo que o exército israelita ordenou aos residentes da Cidade de Gaza que fugissem para Al-Mawasi, alegando que "haveria melhores serviços humanitários e seria mais seguro", como parte de um plano declarado para ocupar a cidade e deslocar à força cerca de um milhão de pessoas para sul.

Fontes locais e médicas confirmaram que pelo menos dez pessoas, incluindo sete crianças, foram mortas enquanto faziam fila para obter água potável na zona de Attar, em Al-Mawasi.

Estes assassinatos elevam o número de mortes relatadas para 112 desde o amanhecer de terça-feira, incluindo 24 pessoas em busca de ajuda.

De Gaza, foi relatado que 36 mártires chegaram ao Hospital Al-Shifa, cinco mártires à Clínica Sheikh Radoun, 13 mártires ao Hospital Batista Árabe Al-Ahli, 12 mártires ao Hospital Al-Awda, seis mártires ao Hospital dos Mártires de Al-Aqsa e 40 mártires ao Hospital Nasser.

Foram também relatados numerosos ataques, incluindo: um ataque de aviões de guerra israelitas a uma reunião de cidadãos perto do Hospital Jordan, no bairro de Tel al-Hawa, a sudoeste da Cidade de Gaza; um saque à casa da família Tabash, na zona de Abu Iskandar, no bairro de Sheikh Radwan, no qual um cidadão foi morto e outros ficaram feridos; e a morte de um cidadão quando um avião de guerra israelita atacou um prédio de apartamentos a sul da Universidade Islâmica, a sudoeste da Cidade de Gaza.

Face à política de fome e sede extrema imposta pelo regime israelita nos territórios ocupados, os palestinianos tiveram de percorrer centenas de quilómetros, incluindo até zonas militarizadas onde se localizam os pontos de distribuição desta ajuda militarizada.

Assim, o exército israelita desencadeia uma campanha de extermínio contra civis, muitos deles crianças, que tentam recolher ajuda humanitária nos pontos de distribuição. Israel alega que "representam uma ameaça" ou que "mantêm laços com o Hamas", declarações baseadas em falácias que nunca foram comprovadas.
Israel priva a população de Gaza de água

"Por vezes sinto que o meu corpo está a secar por dentro. A sede rouba-me toda a energia, tanto a minha como a dos meus filhos", disse Um Nidal Abu Nahl, mãe de quatro filhos que vive na Cidade de Gaza, à Al Jazeera.

Os camiões-cisterna que chegam a Gaza para entregar água aos residentes são insuficientes, depois de Israel ter cortado o fornecimento ao enclave no início da ofensiva genocida.

Mais de 75% dos poços estão fora de serviço, 85% dos equipamentos de obras públicas foram destruídos, 100.000 metros (62 milhas) de condutas foram danificadas e 200.000 metros (124 milhas) de redes de esgotos estão inutilizáveis.

As autoridades locais afirmaram que tal se deve aos danos causados ​​pela agressão israelita à rede de distribuição de água de Gaza, com muitas condutas destruídas.

Como resultado desta política israelita de fome, subnutrição e sede extrema nos territórios ocupados, o número total de mortes por inanição subiu para 361, incluindo 130 crianças.

Fontes: aqui e aqui