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07 dezembro 2014

BPN conhecido como o Banco do PSD

BPN, por enquanto, o maior escândalo financeiro e político da história de Portugal.

O roubo e a falência custaram directamente aos portugueses 2.400 milhões de euros com a nacionalização dos prejuízos sem que ao menos o Estado tenha beneficiado dos activos de todo o grupo da SLN. A direita tem horror às nacionalizações porque isso prejudica os banqueiros. Nacionalizações só dos prejuízos, que os portugueses aguentam. Se contarmos com os custos indirectos esse valor chegará aos 9.000 milhões.

Os portugueses aguentam
Entretanto os Banqueiros que receberam os Bancos nacionalizados em 1975, esses, dizem "os portugueses aguentam, aguentam. Eles, os banqueiros, os privados, vão colocando o dinheiro que ganham com o que o Estado arranca a cada português, no estrangeiro ou nos paraísos fiscais.


Estamos apenas a falar da oferta que o Governo PS fez ao BPN com a nacionalização. Oferta, pois não exigiu aos banqueiros que ganharam o dinheiro que o fossem buscar onde o puseram. Em Gibraltar, no Brasil, nos offshores de Porto Rico, em Cabo Verde, na Suiça, nas ilhas Caimão e em todas as propriedades que compraram.
Que acontece a um português (que aguenta, aguenta) se não aguentar e falhar na prestação da casa?
Os Bancos, imediatamente os põe na rua e ficam com a casa.
Que aconteceu aos banqueiros que roubaram o Banco e não pagam para que os portugueses paguem o que eles roubaram? Nada!. 

Quem faz as leis

Foram movidos processos judiciais. Mas como foram eles que fizeram a Lei na Assembleia da República, PS, PSD e CDS, todos amigos dos seus amigos Banqueiros, os que lhes deram os Bancos Nacionalizados e os que nacionalizaram os prejuízos para os portugueses pagar, essas Leis tudo permitem a quem tem dinheiro para pagar a bons advogados. Ou seja: pagámos nós os advogados deles. Esses arrastam os processos, escondem as provas e coitado do Ministério Público tem uma falha qualquer, erro numa data, uma vírgula que ficou esquecida e então o Tribunal interpretando as leis do PS, PSD e CDS, marimba-se no apuramento da verdade e determina: Arquive-se o processo. Mas não arquivam o pagamento que os portugueses fazem ao Estado para o Estado pagar aos Bancos. 

Figuras ou figurões
  
Quem são as figuras que, desta forma, mostram que mandam no Governo, no Presidente (?), nos deputados do PS, do PSD e do CDS que lhes fizeram tudo o que eles mandaram fazer? 

O BPN foi criado em 1993 e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas, muitas delas, nebulosas sociedades, sediadas em paraísos fiscais e offshores o que lhes possibilitava as negociatas sem controlo e a fuga aos impostos. 
Não foi por acaso que esse Banco foi fundado. Não foi por acaso que era conhecido como o Banco do PSD.



O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado. Já não sabemos se Oliveira e Costa era o homem de confiança de Cavaco ou se Cavaco era o homem de confiança de Oliveira e Costa. Este assumiu a presidência do BPN em 1998. O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos governos de Cavaco Silva, entrou para a política (PSD) com 40 contos e trabalhou tanto, tanto que passou para uma fortuna de 400 milhões. Vem depois o nome de Daniel Sanches, outro ex-ministro (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro. Outro foi Rui Machete, presidente do Congresso do PSD. Outros ainda foram os ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho um presidente Banco Europeu de Investimentos e outro pelo Finibanco.

Outro com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN. Também no Brasile está acusado de assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. 
Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco. 

Negócios com Cavaco
  
Os responsáveis por estas fraudes, tiveram também negócios com Cavaco. Ou seria que Cavaco teve negócios com eles? O que é certo é que Cavaco beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência. Em 2001, ele e a filha compraram a 1 euro por acção, preço combinado com Oliveira e Costa, 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros. Os portugueses que tudo aguentam acharam que Cavaco tinha um baixo ordenado e ofereceram-lhe, para além dos votos, mais estes 350.000 euros. Teria sido com esse dinheiro que Cavaco comprou uma casinha de férias na Aldeia da Coelha? Cavaco como não gosta de se afastar dos amigos, comprou a casinha mesmo ao lado da de Oliveira e Costa e de alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor da casinha é apenas 199.469,69 euros, mas fez uma permuta com o construtor Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento. 

Foram tantos os roubos que o BPN faliu. Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do Cavaco. Este descobriu um prejuízo de 1.800 milhões de euros, que os portugueses que aguentam tanto, aguentam e aguentaram.

Onde está o dinheiro?
  
Para onde foi o dinheiro do BPN? Oliveira e Costa repartiu-o pelos seus amigos e, como quem parte e reparte... ficou com a sua parte. Alguma razão haverá para que o BPN fosse conhecido como o Banco do PSD.
Já no governo de Sócrates, o BPN com o seu chorudo prejuízo, passou para a Caixa Geral de Depósitos, do Estado (paga português). A Caixa era liderada por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, ao lado de Norberto Rosa, ex-secretário de estado também de Cavaco. 

Os portugueses afinal não são piegas
  
Em 31 de julho, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. Estava previsto a venda ser por 180 milhões mas os portugueses fizeram um desconto e venderam por 40 milhões de euros. 
Os portugueses aguentaram mais 550 milhões de euros para além dos 2.400 milhões que já lá tinham enterrado. Mas como os portugueses afinal não são piegas e tudo aguentam, suportaram também os encargos dos despedimentos de 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros).

O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é um famoso pensionista de Portugal com reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD.

O julgamento do caso BPN já começou, mas pouco se sabe. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal. Parece que dessa lista não consta o nome de Cavaco. Porque será?




às 0.25 foi feito um corte ao texto original que continha incorrecções dos valores a pagar por cada português.







04 dezembro 2014

Fiscalidade Verde

Fiscalidade Laranja: Forma manhosa de cobrar mais impostos a quem não tem possibilidades de escolha

Do Conselho Nacional do PEV:

Fiscalidade Verde
Os Verdes reafirmam que a suposta fiscalidade verde não deixa de ser uma operação de engenharia para no fundo obter mais receita fiscal, o que nos leva a designar como fiscalidade laranja, porque ela é de facto ideológica. Por isso Os Verdes contestam veementemente esta fiscalidade, que em vez de incentivar os portugueses a alterar hábitos lesivos para o ambiente se impõe apenas pela penalização. E esta penalização é feita num país onde os cidadãos não têm escolha. Não há um mínimo incentivo à promoção do transporte colectivo. Não há estímulo para os cidadãos abandonarem o automóvel e usarem os transportes colectivos porque estes são cada vez menos atractivos e cada vez menos uma alternativa, são caros, muitas vezes não existem e são cada vez mais desconfortáveis.

http://osverdesemlisboa.blogspot.pt/

21 novembro 2014

Política de direita - Aprovação das subvenções aos políticos

Mais um escândalo e cinismo na política
PSD e CDS aprovam subvenções douradas e PS deixa passar

Vergonha para o PSD e CDS que roubam os trabalhadores e dão subvenções aos políticos.
Vergonha para o PS que deixa passar
Vergonha para a comunicação social que esconde que o PCP protesta e vota contra.



01 fevereiro 2013

As razões da Crise

Agora é o Banif. Os executantes da política de direita que sustenta o capitalismo, continuam a roubar

É preciso recordar os nomes dos maiores vigaristas que roubam quem trabalha e escapam à prisão. 
Hoje não há desculpas para os desconhecer.
São sempre os mesmos. A troika interna PS+PSD+CDS. É nestes que o povo enganado e, de curta memória, tem votado. 
Aqui estão eles!

21 janeiro 2013

BPN será o maior escândalo? Não. Há piores!

Dizem que a maior burla de sempre em Portugal foi a do BPN que nos leva 9.710.539.940,09 euros.  
Mas a maior burla não será a política de direita que nos leva à ruina?

ESTE ROUBO E ESTA POLÍTICA ESTAMOS A PAGÁ-LA COM O DESEMPREGO, CORTES NA SAÚDE, NA EDUCAÇÃO, NOS SALÁRIOS, AUMENTOS DE IMPOSTOS... A CONTA ESTÁ A AUMENTAR PARA OS NOSSOS FILHOS E NETOS, POR NOSSA RESPONSABILIDADE

Cada bebé que nasce agora tem já uma dívida de mais de 10.000 euros e que aumenta com os juros que temos que pagar.     

No caso do BPN, o PS deixou que o património e os lucros ficassem na posse dos acionistas privados e nacionalizou os prejuizos do banco privado.


BPN o Banco do PSD

O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando, a nossa custa, "colocações" para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas.
O BPN foi formado por gente do PSD para as negociatas e financiamentos obscuros e ilegais. É assim que funciona a política de direita. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco.

O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva.

Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.


A "nacionalização" para português pagar

Em 2008, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva.

O BPN faliu e o governo PS de Sócrates decidiu "nacionalizar" os prejuizos do banco privado, passando para os portugueses as dívidas dos seus acionistas privados e que ganharam fortunas. É assimk o Socialismo do PS. Nacionaliza os prejuizos e privatiza os lucros. O BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco Silva e também hoje na CGD.


Duarte Lima mais um amigo de Cavaco

Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco BPN por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.

Em 31 de julho, o Governo PSD vendeu o BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. O Governo vendeu o Banco mas os portugueses ficam a pagar as dívidas.

Mira Amaral o reformado milionário


O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, por ter sido 18 meses administrador da CGD.

Para além do Estado ter ficado com os prejuizos do banco privado, o banco foi vendido ao desbarato e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O Estado suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros). São assim os negócios dos partidos da direita. Primeiro o PS e depois o PSD.

Cavaco. o sem vergonha


As relações pessoais e partidárias de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito faladas. Mas Cavaco não teve vergonha e manteve-se candidato à Presidência da República. Pelos vistos os eleitores quiseram ter como Presidente um dos principais implicados no escândalo do BPN. Agora não se queixem por ter que pagar o que eles roubaram. Os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal não foram apenas amigos e colaboradores políticos de Cavaco Silva. Tiveram também negócios com ele.

Cavaco Silva fez também negócios com o BPN dos quais beneficiou directamente. Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%. Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor declarado da vivenda é de apenas 199. 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.

Os espertos - e os parvos que continuam a pagar


Oliveira e Costa colocou as suas propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem entretanto se divorciou após 42 anos de casamento.

Dias Loureiro também não tem bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros.

É nestes políticos da direita, da troika que nos rouba todos os dias e que afunda Portugal que os portugueses tem vindo a votar há 36 anos. Quando é que acordam. Alguns dizem que não vão votar. é a mesma asneira disfarçada. Não votar é deixar que eles continuem a roubar-nos e aos nossos filhos e netos. Não votar é cobardia. É deixar tudo na mesma. Precisamos de lutar para derrubar este governo e votar numa alternativa patrioticas e de esquerda.
 

06 dezembro 2012

A política de direita é isto e muito mais

Privatizar, Privatizar tudo. 
Todos pagamos mas só alguns recebem

É assim a política de direita que se instalou em Portugal, há 36 anos com o PS, o PSD e o CDS/PP

25 novembro 2012

Bancos, Juros e Orçamento de Estado

Para onde vai o nosso dinheiro?


67,9% das despesas do Estado vão para a rubrica "Operações da dívida pública" (ver Mapa III do OE-213). Portanto, dois terços do total.
  

São 124,7 mil milhões de euros.

O serviço da dívida pública aumentou brutalmente com a entrada de Portugal na zona euro. 
Os estatutos do BCE estão feitos para beneficiar os Bancos privados. Os governos recorrem à banca privada que vai buscar ao BCE a 1% e empresta ao Estado a 3%, 4%, 5%, 7% e mais, dependendo do prazo.

O Governo sabe o que está a fazer

Como o Estado já não tem dinheiro para pagar os empréstimos, pede mais empréstimos, sempre a juros elevados, aumentado o fluxo de dinheiro para os bancos e ficando com a dívida cada vez maior. 

Vítor Gaspar elogiado!

Este orçamento e esta política, para eles, não está errada. 
Vítor Gaspar não é assim tão estúpido.
Ele está a conseguir retirar o dinheiro aos portugueses e a dá-lo aos bancos.
Merece(!) os elogios que os banqueiros e a Alemanha lhe têm feito.


18 novembro 2012

Os Metralhas e o Orçamento

Se deixarmos, o Orçamento de Estado para 2013 promete continuar a agravar o desastre desta política

As famílias mais pobres são as mais afectadas pelas medidas do Orçamento do Estado para o próximo ano.
   
Além das famílias mais pobres, as classes médias vão sofrer fortes reduções de rendimentos.

Os muito ricos e os Bancos pouco serão atingidos.


24 outubro 2012

Criminosos!

Governo cria o desemprego e reduz os apoios sociais aos desempregados

A CGTP acusou ontem o Governo de "profunda desumanidade" e uma "enormíssima insensibilidade social" ao propor a redução dos subsídios de desemprego.

O Governo pretende baixar o valor mínimo do subsídio, dos atuais 419 euros para 377 euros.


O dinheiro não chega para tudo, dizem alguns. Se não chega é porque o roubaram e querem continuar a roubar para dar aos Bancos. O BPN continua a ser um coio de gatunos.

A fome continua a aumentar em Portugal. É urgente pôr fim ao desastre desta política de direita.


15 abril 2012

BPN em Filme


Cartões, figurantes e figurões
Diz-me com quem andas...

No JN de 12/04 Jorge Fiel escreveu: "O BPN dava um filme indiano". Achei interessante e reproduzo alguns fragmentos acompanhados de comentários meus. 

A triste realidade, o drama, centra-se na vergonha nacional que permite que governos e governantes produzam estes fenómenos de corrupção e roubo. Que democracia é esta? 

Estante do IKEA

Jorge Fiel, ironiza com Processo do BPN no Tribunal e o facto do "juiz presidente do coletivo ter de fazer uma coleta para comprar no IKEA uma estante para arrumar o processo - que lhe foi negada pela DG da Justiça".

Ironiza com os personagens "um naipe tão rico, denso e variado" a começar pelo "protagonista, Oliveira e Costa, que por alguma razão era conhecido na sua terra (Esgueira) como Zeca Diabo, e que munido de um cartão laranja subiu na vida ao ponto de chegar a secretário de Estado".

Cartões Rosa e Laranja

De facto os Partidos não são todos iguais, mas alguns são muito parecidos. Cartões rosas e laranjas têm sido o salvo-conduto para, oportunistas, para ladrões e trapaceiros que equipam os governos e sustentam a política de direita do PS, do PSD e do CDS-PP.

Relembra Jorge Fiel que Oliveira e Costa saiu do Governo de Cavaco, "na sequência de um perdão fiscal mais que suspeito a empresas de Aveiro (Cerâmica Campos, Caves Aliança)". Enquanto muitos milhares de portugueses passam fome, muitos milhões vêem a sua vida a piorar dramaticamente, Oliveira e Costa "foi recompensado pelo seu amigo com uma vice-presidência do BEI".

As Boas e as Más Ações

"Amigo do seu amigo, Costa comprou, em 2001, um lote de ações da SLN (dona do BPN), a 2,4 euros cada, que revendeu com prejuízo (a um euro/ação)" ao amigo Aníbal, que hoje para vergonha de todos nós, mas mais dos que votaram nele, é Presidente desta desgraçada República. Democrática?
"Menos de dois anos depois, Cavaco e Patrícia [filha] venderam as ações com um lucro de 140% - ele ganhou 147 mil euros, ela 209 mil. Nada mau". Reformas de 10.000 euros não chegam para as despesas. E o filme continuaria com, Zeca Diabo no papel de Oliveira e Costa, "libertado devido "ao seu estado de saúde e por se encontrar em carência económica". 


 Uma prendinha de 2.5 milhões
   
Jorge Fiel mostra que "O elenco de atores secundários também é muito atraente e diversificado. Por exemplo, Manel Joaquim (Dias Loureiro), o filho de comerciantes de Linhares da Beira que chegou a ministro, conselheiro de Estado e administrador-executivo do BPN, carreira em que fez fortuna ao ponto de poder comprar, por 2,5 milhões de euros, à viúva de Jorge Mello, uma mansão no Monte Estoril". 

Vítor Constâncio, outro figurante figurão, “que, apesar de usar óculos e ser o governador do Banco de Portugal, foi o último a ver a falcatrua, anos depois da Deloitte, Exame e Jornal de Negócios terem alertado para o assunto". 

"Scolari, que recebia 800 mil euros/ano, Figo (apenas 400 mil/ano) e Vale e Azevedo, que sacou dois milhões (passaram-lhe o cheque antes de verificarem as garantias)".
Foram muitas as figuras e figurões que "lucraram com um banco que tinha balcões em gasolineiras e ativos tão extravagantes como 80 Mirós e uma coleção de arte egípcia".

Com eleitores a dormir o ladrão tem vida fácil 

Foram cerca de 8.000 milhões de euros que estas negociatas levaram aos portugueses. Se os eleitores portugueses são tão beneméritos porquê reclamar subsídios de Férias e de Natal, valores muito menos volumosos? Por isso, os nossos governantes certos que os portugueses estão bem adormecidos, calmamente, vão-nos roubar mais 12.000 milhões para dar aos bancos privados. Coitados, precisam acautelar que terão empregos garantidos nesses Bancos.

Há cartões "classic", "gold", "rosa" e "laranja" que não são para todos. Para alguns terem sucesso, terão que roubar os muitos que trabalham. É preciso acordar muita gente.

05 abril 2012

Mafia e roubo organizado

Tudo combinado
A "família" protege-se para continuar o roubo legal


Os corruptos, os grandes ladrões, aqueles que roubam milhões, continuam defendidos pelas leis da "família".
Desde 2007 que o PCP faz propostas de lei para criminalizar a corrupção. PS, PSD e CDS, têm vindo a obstruir a aprovação destas propostas e leis. Perante os escândalos de Valentins e Dias Loureiros, do BPN, Duartes Limas e muitos outros, PSD e CDS (os do Governo) desta vez aceitaram votar favoravelmente uma lei contra a corrupção. PS viu o rabo a arder e votou contra.


Gato escondido com rabo de fora
Porque é que PSD e CDS desta vez votaram a favor? Tinham conseguido a garantia de Cavaco, que não deixaria passar a lei?. De facto Cavaco não estava nada interessado em remexer no BPN, Coelhas e outros assuntos em que está metido. Assim aconteceu. O presidente remeteu a lei para o Tribunal Constitucional que a chumbou.
Vamos agora ver como reaje PSD e CDS. Irão lavar as mãos e atirar a responsabilidade para outros? Continuar a fazer o que sempre fizeram? 
  
Não foi ainda desta vez que o PCP viu aprovada a lei porque luta há muitos anos.
Não foi ainda desta vez que os corruptos ladrões que roubam milhões, se viram em perigo.
  
Quem rouba um pão vai para a prisão.
Quem rouba um milhão não é ladrão. É o quê, então?
É FARTAR VILANAGEM. O povo a pagar e eles a engordar.


Ver mais (aqui)  e (aqui)  e (aqui)

27 fevereiro 2012

Política de classe, do governo


Aumento disfarçado do IRS e das taxas de retenção


A taxa retenção de IRS, e consequentemente, esse imposto, tem grandes aumentos em 2012. Estes aumentos do imposto afetam todos os trabalhadores e ainda mais quem tem rendimentos mais baixos. 

No seu último estudo, o economista Eugénio Rosa, revela que no Orçamento para 2012, estão várias "medidas introduzidas à socapa pelo governo", o que faz aumentar a taxa de retenção de IRS este ano.

Facto também lamentável é que as famílias com mais filhos, vão passar a pagar mais IRS, em contradição com os apelos aos portugueses para aumentar o número de filhos. 
   
"O confisco pelo governo do subsidio de ferias e do Natal" e a redução do rendimento disponivel dos pensionistas, a "redução da dedução especifica que diminui de 6000 euros para 4190 euros" e a redução de “beneficios fiscais” nas despesas de saúde e da habitação, aumentam a carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho e sobre as pensões e agravam a penalização dos rendimentos mais baixos sujeitos a IRS. 

A política de classe, da direita, revela-se também nestes pormenores. Os mais pobres pagam mais, os de maiores rendimentos, pagam menos. 

A demonstração destes factos pode ser vista em:  http://www.eugeniorosa.com/


22 dezembro 2011

Portugueses no caminho da ruína

É urgente travar esta política de desastre

Revisto, novamente, o Pacto de Agressão do grande capital financeiro

Em Conferência de Imprensa, Vasco Cardoso, membro da Comissão Política do PCP, alertou para mais uma manobra, do Governo e da Troika que agrava ainda mais a vida dos portugueses em benefício dos Bancos e "mercados".

A manobra foi discreta para evitar que a maioria dos portugueses desse por ela.
A reunião do Conselho de Ministros de Domingo "foi uma enorme farsa em «mangas de camisa», para esconder esta revisão e agravamento do Pacto de Agressão".

De facto "depois da assinatura do Pacto de Agressão, já se está na sua segunda revisão, confirmando, tal como o PCP preveniu, o carácter insaciável dos verdadeiros promotores e beneficiários desta política: o grande capital nacional e estrangeiro, as grandes potências da União Europeia".

Esta alteração tal como as anteriores, "é puro terrorismo social" que desrespeita a Constituição da República Portuguesa.
Esta Revisão é mais "uma significativa desvalorização dos salários por via da liquidação da contratação colectiva e a brutal redução das indemnizações por despedimento para 8/12 dias por cada ano de trabalho e da facilitação/liberalização dos despedimentos com poder discricionário para o patronato".
                             


À saúde, serão retirados mais 550 milhões de euros, à educação mais 190 milhões. Os despedimentos anunciados atingem mais de 30.000 trabalhadores. Para além da destruição dos serviços públicos agrava-se o "abandono e desertificação de vastas regiões do território nacional – de que se destaca um programa de agressão específico para a Madeira" e a recessão económica e retrocesso do país demorará anos a ser recuperada.

Esta nova Revisão impõe o "aumento dos preços e tarifas dos serviços prestados pelas empresas públicas, designadamente nos transportes, ... mas também na energia, na água, nos serviços de saúde, incluindo as taxas moderadoras", cujo escandaloso aumento é de mais de 100%.

Este roubos ao povo e aos trabalhadores vão para "apoios directos e indirectos" ao grande capital. É para "a banca, e para o conjunto do sector financeiro, que estão reservados os incalculáveis apoios e transferência de recursos públicos à custa dos sacrifícios do nosso povo. Para além dos 12 mil milhões de euros já inscritos para a chamada recapitalização da banca – e à qual a CGD está impedida de recorrer - somam-se novas compensações, às que já eram conhecidas, no quadro dessa escandalosa negociata que dá pelo nome de “transferência dos fundos de pensões para a Segurança Social”. Ou seja, o Estado poderá vir a devolver parte do valor transferido pelo fundo de pensões para reforço do capital bancário – uma fraude, em que bancos fazem de conta que transferem e o Governo faz de conta que houve transferência, para passar a assegurar as reformas dos trabalhadores da banca, operação essa que, como o PCP já sublinhou, é uma verdadeira bomba relógio no sistema de segurança social".

"Tal como a realidade está a demonstrar o país está a ser conduzido contra a parede. De pacote em pacote, de austeridade em austeridade, os responsáveis por esta política prosseguem num rumo sem fim à vista, onde os sacrifícios de hoje justificam novos sacrifícios amanhã. E, ora no Governo, ora na oposição, PS, PSD e CDS, com o apoio do actual Presidente da República, comportam-se como executantes de um programa anti-democrático e de traição nacional a que urge pôr fim".

"O PCP sublinha a necessidade urgente de interromper este rumo, de rejeitar o Pacto de Agressão, antes que seja tarde. É preciso exigir a imediata renegociação da dívida pública – nos prazos, nos juros e montantes" e reservar meios para "o crescimento económico e a criação de emprego" para "o aumento da produção nacional, controlando importações, estimulando o investimento público, apoiando as PME´s"; "há que interromper as privatizações e recuperar o controlo público dos sectores básicos e estratégicos da economia"; "há que valorizar os salários e as pensões, combatendo desigualdades e dinamizando a economia nacional", em respeito pela Constituição e pela soberania nacional.

Vasco Cardoso acentuou que "o povo português tem direito a viver no seu país, e a lutar pelos seus direitos, pelo desenvolvimento e progresso de Portugal. É isso, e só isso, que pode garantir um Portugal com futuro".

22 novembro 2011

Roubo ao Estado para dar aos bancos privados

Escândalo da entrega de 12.000 milhões de euros à Banca privada

Roubo aos portugueses e ao país para dar aos banqueiros.

O país esta a ser saqueado, pelo governo e políticos da direita.
Como é possível, e em nome de quê, transferir o dinheiro que vamos ter que pagar em impostos, para entidades privadas que não querem que o Governo as controle?

A Banca, para além de não pagar impostos como a generalidade das empresas, obtém lucros com o dinheiro alheio, não tem riscos, transfere os lucros sem impostos, para os banqueiros, para offshores e para o estrangeiro.

Portugal está a ser saqueado por quem é responsável pela crise.
Oiçam a denúncia de Bernardino Soares, deputado do PCP.



"Enquanto se cortam mais de 2000 milhões de euros em salários e reformas; enquanto se aumenta o IVA, incluindo em bens essenciais, em mais de 2000 milhões de euros; ao mesmo tempo que se cortam 1000 milhões de euros na saúde e mais de 1500 milhões de euros na educação, o Governo prepara-se para entregar 12 mil milhões de euros à banca privada em Portugal", e sem contrapartidas porque os bancos assim o exigem, como demonstrou Bernardino Soares.

"Passamos a vida a ouvir dizer que temos de aceitar as condições da troika porque eles é que nos emprestam o dinheiro. Mas agora para entregar milhões à banca quem decide já não é quem empresta mas sim quem recebe: Ricardo Salgado e companhia".


"Com o patrocínio do PSD, do CDS e do PS, que nestes momentos também diz sempre “presente”, o que está aqui em causa é uma gigantesca transferência de recursos para o capital financeiro; recursos que são dos povos e que os governos entregam aos bancos. Não pode ser! Quem ficou com os lucros que pague a factura da recapitalização".


29 outubro 2011

Os donos do mundo


Os Governos ao serviço
do capital financeiro



Li no jornal Económico de dia 21 um interessante artigo de Rui Barroso, com o título "Afinal, o Goldman Sachs manda no mundo?"

Esta pergunta é justificada quer por várias opiniões quer por dados que vou procurar resumir, ainda que face a tanta informação seja tarefa difícil.

Começa RB por citar o Presidente da GS: "Sou um banqueiro a fazer o trabalho de Deus". Explica contudo que o "trabalho de Deus" é a "encarnação do lado negro da força em Wall Street". Cita também o autor de "Money & Power: How Goldman Sachs Came to Rule the World", William D. Cohan, "Eu concordo com a tese de que os bancos, e especialmente o Goldman Sachs, se tornaram demasiado poderosos na medida em que influenciam a nossa política, a nossa economia e a nossa cultura". 
O poder do GS nos centros de decisão política levou a que esse banco seja tratado por Government Sachs. 

De facto o GS conta com um exército de antigos funcionários em cargos políticos e económicos nos lugares mais sensíveis nos paises e instituições do mundo. E diz RB que "o inverso também acontece, o recrutamento de colaboradores que já desempenharam cargos de decisão". E continua:"Não há dúvida que Wall Street tem uma força cada vez mais poderosa no governo americano. Não são apenas os milhões que vão para os bolsos de políticos atrás de políticos para ajudá-los a ganhar as eleições, mas os banqueiros de Wall Street são frequentemente escolhidos para posições de poder na Casa Branca, no Tesouro, na SEC [regulador dos mercados financeiros] e noutros reguladores", observa William D. Cohan, que passou 16 anos a trabalhar na banca de investimento antes de se dedicar ao jornalismo de investigação.

Não é só nos EUA que ex-Goldmans dão o salto para altos cargos políticos e económicos. Um dos exemplos é o futuro presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que desempenhou o cargo de director-geral do Goldman International entre 2002 e 2005, levando-o mesmo a ser questionado no Parlamento Europeu sobre as ligações do banco de investimento à Grécia.

Tanto na crise financeira americana de 2008 como na tragédia grega, "o Goldman Sachs foi alvo de acusações(...). O Goldman Sachs ajudou, a partir de 2002, a Grécia a encobrir os reais números do défice, através de ‘swaps' cambiais com taxas de câmbio fictícias, o que na prática permitiu a Atenas aumentar a sua dívida sem reportar esses valores a Bruxelas". Continuando a citar o autor do artigo "Segundo o "Der Spiegel", o banco cobrou uma elevada comissão para fazer esta engenharia financeira e, em 2005, vendeu os ‘swaps' a um banco grego, protegendo-se assim de um eventual incumprimento por parte de Atenas. 

No início de 2010, os analistas do Goldman recomendaram aos seus clientes a apostar em ‘credit-default swaps' sobre dívida de bancos gregos, portugueses e espanhóis". Angela Merkel, disse: "É um escândalo os mesmos bancos que nos trouxeram para a beira do abismo ajudaram a falsear as estatísticas", mas isso não impediu que Petros Christodoulou, um antigo empregado do Goldman, assumisse em Fevereiro de 2010 o cargo de director da entidade que gere a dívida pública grega. 

RB refere que "O escândalo grego levou alguns deputados europeus a questionarem o futuro presidente do BCE sobre a sua independência para assumir o cargo". 

Nos EUA "O banco chegou mesmo a ser condenado por fraude". Além disso, recorreu a fundos públicos e foi acusado de ser beneficiado com o resgate da AIG, coordenado pelo Tesouro dos EUA, liderado na altura por um antigo presidente do Goldman. "Os banqueiros e 'traders' de Wall Street foram recompensados por tomarem riscos elevados com o dinheiro de outras pessoas. Como consequência, os bancos foram salvos e os banqueiros receberam os seus bónus de milhões de dólares. É difícil de acreditar que foram recompensados pelo seu falhanço, mas foi o que aconteceu", disse William D. Cohan.

Alessio Rastani, um 'trader' em 'part-time', defendeu em directo na BBC que não eram os governos que mandavam no mundo, mas sim o Goldman Sachs. 

Esta semana, numa entrevista ao "Huffington Post", Rastani teceu uma série de ideias sobre o papel do Goldman no mundo. E diz que as teorias da conspiração que aparecem sobre o banco não são uma coincidência. "Os governos dependem dos bancos, os bancos dependem dos governos. A relação é tão cinzenta e quem controla quem? Quem é o marionetista e quem é a marioneta? (...)", disse.

Em Abril de 2010, um jornalista da "Rolling Stone", Matt Taibbi, descreveu GS como um "grande vampiro" que se alimenta da humanidade, com um apetite sanguinário implacável por tudo o que envolva dinheiro.

Hank Paulson, antigo secretário de Estado do Tesouro dos EUA, saiu da liderança do Goldman Sachs para ser secretário de Estado do Tesouro durante a administração Bush. 
Paulson delineou o programa de ajuda à banca durante a crise financeira de 2008, que também resgatou o Goldman.

Mario Draghi, futuro presidente do BCE, foi director-geral da Goldman Sachs International. 

Mark Carney, governador do Banco Central do Canadá foi responsável pelas áreas relacionadas com risco soberano e foi o homem com a tarefa de delinear a estratégia do banco durante a crise russa de 1998.

Romano Prodi, antigo presidente da comissão europeia e ex-primeiro-ministro italiano esteve no Goldman nos anos 90. A ligação valeu-lhe críticas da Oposição quando rebentou um escândalo a envolver o Goldman e uma empresa italiana.

Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial, foi director-geral do Goldman. Antes de se juntar ao banco tinha trabalhado no Departamento do Tesouro norte-americano. 

Robert Rubin, antigo Secretário de Estado do Tesouro dos EUA, teve cargos de topo na administração do Goldman. 

Ducan Niederauer, presidente da NYSE Euronext que detém as bolsas de Nova Iorque, Paris, Bruxelas, Amesterdão e Lisboa, foi responsável do Goldman pela área da execução de ordens dadas sobre títulos financeiros.

Mark Patterson, Chefe de Staff do Tesouro dos EUA, antes de se juntar ao governo estava registado como lóbista, intercedendo para defender os interesses do Goldman.

António Borges, director do Departamento Europeu do FMI, foi vice-presidente e director-geral do Goldman. Após sair do banco foi da associação que delineia a regulação dos 'hedge funds' e em Outubro de 2010, foi nomeado director do FMI para a Europa.

Carlos Moedas, Secretário de Estado adjunto do Primeiro Ministro, e actual responsável pelo acompanhamento do programa da 'troika' trabalhou para a divisão europeia de fusões e aquisições do Goldman Sachs. 

António Horta Osório, presidente do Lloyds Bank, teve o primeiro emprego no Goldman. 
  
William C. Dudley, presidente da Fed de Nova Iorque, é a segunda figura mais importante na condução da política monetária dos EUA. Foi durante mais de uma década economista-chefe do Goldman e director-geral.


Goldman negoceia com um programa que tem potencial para influenciar os mercados. 
A negociação de acções e obrigações com dinheiro do próprio banco terá, segundo a “Bloomberg”, representado mais de 30% dos lucros que o Goldman conseguiu gerar em 2010. 
A negociação por conta própria do Goldman Sachs é conhecida pela sua pontaria. No segundo trimestre de 2010, enquanto se incendiava o rastilho da crise de dívida soberana, as operações de ‘trading’ do Goldman não fecharam um único dia com perdas. 

Em 2009, um antigo funcionário do Goldman, Sergey Aleynikov, foi detido por tentar vender parte do código secreto que o banco utiliza para fazer os seus negócios por conta própria e para assumir funções de ‘market maker’. Segundo o Ministério Público, na acusação ao antigo colaborador, “o banco levantou a possibilidade de que existe o perigo de que alguém que saiba como utilizar o programa possa fazê-lo para manipular o mercado de formas injustas”. Além disso, argumentou o procurador, o Goldman “gastou milhões atrás de milhões de dólares a desenvolver o programa nos últimos anos e é algo que dá ao banco milhões de dólares em receitas”.

Os Reguladores consideram que as divisões de negociação por conta e risco do próprio banco são um dos factores que podem levar a crises como a do Lehman Brothers. 

O Goldman Sachs foi o maior financiador de Obama na corrida à Casa Branca e o lóbi de Wall Street está presente na nova regulação para os mercados financeiros. “Estão a ter um papel importante. Eu não diria que o poder político está subjugado ao poder financeiro mas eles funcionam como uma mão e uma luva, tornando seguro que Wall Street pode viver com as novas leis e regulações, (...)”, defende William D. Cohan, jornalista que tem investigado o modo de actuação do Goldman Sachs. 


E em Portugal...


Em Portugal, o Goldman Sachs é Operador Especializado em Valores do Tesouro, o que significa que é uma das entidades contratadas pelo Estado para colocar dívida nacional no mercado e para aconselhar sobre as estratégias de financiamento que Portugal deve tomar. 

A ligação ao Goldman e a outras grandes firmas de Wall Street levou alguns órgãos de comunicação anglo-saxónicos a sugerir que Portugal e estes bancos terão feito negócios similares aos embustes orçamentais na Grécia. 

Nas ofertas públicas de aquisição que a Sonaecom lançou à Portugal Telecom e que o BCP lançou ao BPI, ambas em 2006, o Goldman interveio a montar as estratégias de defesa às ofertas hostis. Recentemente, foi ainda noticiado que o Goldman Sachs mostrou interesse em analisar os dossiers das privatizações da EDP e da REN que o Governo está a preparar no âmbito do acordo com a troika. Outro negócio a envolver o Goldman foi a compra, por parte da EDP-Renováveis, de uma eólica norte-americana. A EDP comprou a Horizon Wind Energy por 1,6 mil milhões de euros ao Goldman Sachs.

(Artigo publicado no suplemento Outlook de 14 de Outubro)

13 outubro 2011

Passos Coelho mente aos portugueses

Governo PSD CDS com apoio do PS está a roubar os portugueses e a destruir a nossa economia e independência.

  • Aumento dos horários de trabalho
  • Roubo do subsídio de férias e de Natal
  • Redução dos ordenados
  • Aumento do desemprego
  • Aumento dos preços dos transportes, dos medicamentos, da saúde, da educação.
  • e muitas outras medidas contra os que trabalham




A política da direita para transferir o dinheiro de quem trabalha e dos reformados para os banqueiros.


Para alimentar a NATO e as Guerras dos americanos
Para comprar submarinos e helicópteros


Os partidos de direita mentem! Querem os votos mas fazem o que os banqueiros e o grande capital lhes ordena. São vendidos, são traidores que entregam o que é do povo aos ricos cada vez mais ricos.


Estão a limpar os cofres do Estado e do País para entregar o nosso dinheiro ao estrangeiro, às multinacionais, aos offshores, aos paraísos fiscais, como denuncia Jerónimo de Sousa: