Mostrar mensagens com a etiqueta Cavaquismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cavaquismo. Mostrar todas as mensagens

15 novembro 2015

Cavaco indigno e os seus infames discursos

A degradante actuação de um Presidente que não respeita a República, a Democracia e não se respeita a si próprio

A perda de maioria do Partido de Cavaco, mostrou-nos que essa criatura não tem limites para a baixeza, a ponto de prejudicar gravemente o País. Escabreado criou um grave problema institucional, uma instabilidade que nos pode trazer problemas acrescidos e uma crispação que tinha o dever de evitar.
Ele que dizia ter tudo estudado, ele que não comemorou o aniversário da República, agora foi passear para a Madeira e deixou o país a ser governado por um governo de gestão, quando tinha dito que isso era prejudicial para a nossa imagem nos mercados.
O tristemente célebre, ressabiado discurso ao país sobre a indigitação de Passos Coelho para formar Governo, fez-me recordar o sublime texto de Baptista Bastos, de 29 de outubro de 2010 que bem carateriza a vil criatura:

Na terça-feira, 26 de Outubro, p.p., assistimos, estupefactos, a um espectáculo deprimente.
O dr. Cavaco consumiu vinte minutos, no Centro Cultural de Belém, a esclarecer os portugueses que não havia português como ele. Os portugueses, diminuídos com a presunção e esmagados pela soberba, escutaram a criatura de olhos arregalados. Elogio em boca própria é vitupério, mas o dr. Cavaco ignora essa verdade axiomática, como, aliás, ignora um número quase infindável de coisas.

O discurso, além de tolo, era um arrazoado de banalidades, redigido num idioma de eguariço. São conhecidas as amargas dificuldades que aquele senhor demonstra em expressar-se com exactidão. Mas, desta vez, o assunto atingiu as raias da nossa indignação. Segundo ele de si próprio diz, tem sido um estadista exemplar, repleto de êxitos políticos e de realizações ímpares. E acrescentou que, moralmente, é inatacável.

O passado dele não o recomenda. Infelizmente. Foi um dos piores primeiros-ministros, depois do 25 de Abril. Recebeu, de Bruxelas, oceanos de dinheiro e esbanjou-os nas futilidades de regime que, habitualmente, são para "encher o olho" e cuja utilidade é duvidosa. Preferiu o betão ao desenvolvimento harmonioso do nosso estrato educacional; desprezou a memória colectiva como projecto ideológico, nisso associando-se ao ideário da senhora Tatcher e do senhor Regan; incentivou, desbragadamente, o culto da juventude pela juventude, característica das doutrinas fascistas; crispou a sociedade portuguesa com uma cultura de espeque e atrabiliária e, não o esqueçamos nunca, recusou a pensão de sangue à viúva de Salgueiro Maia, um dos mais abnegados heróis de Abril, atribuindo outras a agentes da PIDE, "por serviços relevantes à pátria." A lista de anomalias é medonha.

Como Presidente é um homem indeciso, cheio de fragilidades e de ressentimentos, com a ausência de grandeza exigida pela função. O caso, sinistro, das "escutas a Belém" é um dos episódios mais vis da história da II República. Sobre o caso escrevi, no Negócios, o que tinha de escrever. Mas não esqueço o manobrismo nem a desvergonha, minimizados por uma Imprensa minada por simpatizantes de jornalismos e por estipendiados inquietantes. Em qualquer país do mundo, seriamente democrático, o dr. Cavaco teria sido corrido a sete pés.

O lastro de opróbrio, de fiasco e de humilhação que tem deixado atrás de si, chega para acreditar que as forças que o sustentam, a manipulação a que os cidadãos têm sido sujeitos, é da ordem da mancha histórica. E os panegíricos que lhe tecem são ultrajantes para aqueles que o antecederam em Belém e ferem a nossa elementar decência.

É este homem de poucas qualidades que, no Centro Cultural de Belém, teve o descoco de se apresentar como símbolo de virtudes e sinónimo de impolutabilidade. É este homem, que as circunstâncias determinadas pelas torções da História alisaram um caminho sem pedras e empurraram para um destino que não merece - é este homem sem jeito de estar com as mãos, de sorriso hediondo e de embaraços múltiplos, que quer, pela segunda vez, ser Presidente da nossa República. Triste República, nas mãos de gente que a não ama, que a não desenvolve, que a não resguarda e a não protege!

Estamos a assistir ao fim de muitas esperanças, de muitos sonhos acalentados, e à traição imposta a gerações de homens e de mulheres. É gente deste jaez e estilo que corrói os alicerces intelectuais, políticos e morais de uma democracia que, cada vez mais, existe, apenas, na superfície. O estado a que chegámos é, substancialmente, da responsabilidade deste cavalheiro e de outros como ele.

Como é possível que, estando o País de pantanas, o homem que se apresenta como candidato ao mais alto emprego do Estado, não tenha, nem agora nem antes, actuado com o poder de que dispõe? Como é possível? Há outros problemas que se põem: foi o dr. Cavaco que escreveu o discurso? Se foi, a sua conhecida mediocridade pode ser atenuante. Se não foi, há alguém, em Belém, que o quer tramar. 

Um amigo meu, fundador de PSD, antigo companheiro de Sá Carneiro e leitor omnívoro de literatura de todos os géneros e projecções, que me dizia: "Como é que você quer que isto se endireite se o dr. Cavaco e a maioria dos políticos no activo diz 'competividade' em vez de 'competitividade' e julga que o Padre António Vieira é um pároco de qualquer igreja?"

Pessoalmente, não quero nada. Mas desejava, ardentemente desejava, ter um Presidente da República que, pelo menos, soubesse quantos cantos tem "Os Lusíadas."

Isto em 2010. Hoje Cavaco, nos últimos dias do seu mandato, revela-se muito mais degradado, sem vergonha, um ser vil que ficará na história como o pior presidente que Portugal já teve e, como homem, um ser sem vértebras, um verme.

25 outubro 2015

Cavaco e seus comentadores

Que querem eles dizer? Estabilidade ou Instabilidade. Continuidade ou Mudança?
Querem confundir-nos?


Uma nota prévia:
O PS, depois da eleição de Costa e na campanha eleitoral, informou que não daria apoio à política de direita. Isso alterou muita coisa, incluindo a expressão do voto dos eleitores.

Cavaco, no desespero de querer voltar a colocar o seu partido no Governo, contra o resultado das eleições, mete medo aos portugueses com a instabilidade, que ele próprio criou ao indigitar Passos Coelho para formar um governo com apoio minoritário.
Antes das eleições disse que só empossaria um Governo que desse garantias de estabilidade e acabou, depois das eleições, por decidir empossar a Coligação do seu partido, em minoria. Portanto sem garantir a estabilidade que o País precisa.
Logo vieram às Televisões,  jornais e os comentadores da falange ao serviço de Cavaco, lançar a confusão entre estabilidade e instabilidade argumentando que a maioria dos deputados constituída por PS+BE+PCP+PEV não garantia a estabilidade.
O desenho que Cavaco e seus comentadores não querem perceber

Quem forma o Governo é a Assembleia da República

Pergunta-se muito simplesmente:
Se a maioria dos deputados não garante a estabilidade como é que a minoria garante?
Não faltaram argumentos imbecis. Os  principais são dois, que estão interligados:
- Os partidos da esquerda ainda não apresentaram um documento que garanta a estabilidade e,
- Não está garantida que essa estabilidade seja para quatro anos.
Esta dúvida, que parece rasoável, é, na verdade, muito capciosa, falsa e enganadora. Porquê?
Se aplicarmos a mesma pergunta ao partido de Cavaco, a dúvida fica desfeita:
- A coligação, que está em minoria, não tem nem terá um documento que garanta a estabilidade porque a maioria dos deputados já declarou que não o aceita.
- Não o aceita hoje, o que fará cair o Governo e, portanto, nem para amanhã quanto mais para quatro anos. Como garantem a estabilidade?
Pelo lado da coligação, do "presidente da república", o caso estará arrumado se os deputados dos partidos de esquerda, em maioria, cumprirem o que anunciaram aos eleitores. O Governo cai e lá se vai a estabilidade da cadeira onde Cavaco se apoia.

As confusões para enganar

Mas então onde estão as confusões que Cavaco e comentadores, querem criar?
São também claras se recordarmos o (miserável, criminoso, e antipatriótico) discurso de Cavaco Silva.
A confusão que ele quer lançar aos portugueses é que pensem em Estabilidade quando ele pensa em Continuidade. Rima mas não são a mesma coisa. Ele e os seus falangistas comentadores, não podem falar de Continuidade porque é evidente que as eleições traduziram a vontade de Mudança. Por isso tentam baralhar com a Estabilidade. As referências que faz à nossa submissão à Europa, aos tratados europeus e aos "mercados" mostra exactamente o que Cavaco quer. Mas... o seu problema é que, o que ele quer, não foi aceite pelos portugueses, que votaram pela mudança.
 
Gato escondido com rabo de fora!

Não é a Estabilidade que ele, Cavaco, quer para o Governo, mas simplesmente a Continuidade das políticas de empobrecimento, de austeridade como lhe chamam, para continuarem a roubar os salários dos trabalhadores, as pensões, para dar esse dinheiro aos Bancos, aos "mercados" e, portanto, aos que cada vez estão mais ricos à custa do continuado aumento da pobreza dos portugueses.
Esse Cavaco que, no Governo, destruiu a nossa Agricultura, as Pescas, a Indústria, as Empresas nacionais para as entregar aos ricos da Europa, a quem temos que comprar o que precisamos, quer agora que o seu partido continue a fazer o mesmo com o argumento de termos que nos submeter aos "mercados" e decisões que os portugueses nunca votaram, porque eles impediram que fossem referendadas.

Esse Cavaco e os seus falangistas de comentadores instalados e bem pagos nas Televisões, querem que os portugueses, que votaram pela Mudança, sejam obrigados a aceitar a Continuidade desta política de desastre.

Concluindo:
A Continuidade que eles não se atrevem a nomear foi firmemente regeitada pelos portugueses que, nas eleições de 4 de outubro, retiraram a maioria à coligação PSD+CDS e deram-na aos partidos de esquerda, que assim estão em melhores condições para garantir a estabilidade e a mudança que os portugueses desejam.

23 outubro 2015

Cavaco excede tudo o que se poderia imaginar


É por demais sabido e provado que Cavaco não respeita a República de que se tornou presidente, nem a Constituição que jurou cumprir.
Sabemos agora que Cavaco também não respeita Portugal e os portugueses, nem a Democracia Parlamentar resultante das eleições, quando considera deputados com direitos diferentes e governo subordinados às ordens dos mercados e dos que atuam como donos da Europa.

Mais grave ainda, se é possível medir esta gravidade, é o facto de Cavaco ter ameaçado, com chantagem, os deputados que votem pelo governo do PS (com apoio da esquerda anti-europeísta).

Por último, excedendo tudo quanto se poderia imaginar, mesmo de uma vil figura como Cavaco, foi o ter admitido, ou subrepticiamente convidado "mercados" e investidores a boicotar o Governo de Portugal, caso seja formado pelo PS com apoio da esquerda. Isto indicia a sabotagem económica, feita com a frieza de um "chefe de seita" que vê derrotado o seu partido e assim se serve do lugar que ocupa.
Cavaco não aceita a mudança que os portugueses votaram e não olha a meios, criando a instabilidade e prejudicando gravemente os interesses do País e dos portugueses.

28 julho 2015

30 anos em rodagem

O trampolim do Marketing

0 Expresso publicou, revista-2230, um artigo que considero de grande interesse analisar. É um trabalho importante de Ângela Silva sobre a vida do político Cavaco Silva. “30 anos em rodagem”. Não devemos desconhecê-lo. (Ver aqui) 
Este trabalho de Ângela Silva mostra como se fabrica um político que, defendendo interesses contra o povo, contra o país, consegue que o povo e o país o elevem a Presidente da República e o mantenham nos píncaros da política durante 30 anos.


O bom aluno


Isto deve levar-nos a reflectir no que falta a políticos que defendem o povo e o país para que, não consigam o suficiente para que, este povo e este país, reconheça os erros que têm cometido ao eleger quem não os defende.
Leva-me também a reflectir no poder que, as técnicas da comunicação e outras ciências como o marketing político podem ter para que prevaleça a mentira sobre a verdade.

A transformação da mentira 


Por último fico a pensar que, sendo mais fácil convencer com a verdade do que com a mentira, o que é que nos falta para que não sejamos capazes de mostrar ao povo, tantas vezes enganado, quem, verdadeiramente, defende os interesses que os outros, mentido com habilidade, dizem defender?

Sabemos que a direita têm o controlo da Comunicação dita Social. Sabemos que a cultura "das massas" tem sido adulterada por preconceitos transmitidos ao longo de gerações. Mas também sabemos que a mentira “tem perna curta” e, mesmo com as ajudas de trampolins da Comunicação Social e Marketing, a verdade pode ter muita força se for devidamente transmitida.

Como amantes da verdade, mas também do progresso, da Técnica e da Ciência, utilizemo-las com inteligência, com assertividade e eficácia.  Isso também se aprende. Num combate tão desigual não cultivemos a ignorância nem utilizemos pedras ou fisgas, para combater espingardas.

Ainda mais dois destaques do trabalho de Ângela Silva:

Como tudo começou, sempre as ajudas do PS...
... e como acaba


01 janeiro 2013

O Pastel de Belém

Cavaco de compreensão lenta

Mensagem de Ano Novo que retrata um Presidente fantoche ao serviço de uma classe que nos explora 

Para só falar, numa das questões centrais da sua Mensagem: 
Depois de 5 anos de crise, depois de o PCP e vários economistas terem alertado para a necessidade de "Pôr Portugal a Produzir", Cavaco, que destruiu a nossa produção, que afundou as nossas Pescas, que subsidiou a destruição da Agricultura, descobre a solução para os nossos problemas: A necessidade de Pôr Portugal a Produzir  “É aí, no crescimento económico, que temos de concentrar esforços. Caso contrário, de pouco valerá o sacrifício que os portugueses estão a fazer”, disse esse traidor que não tem vergonha na cara, esse paspalho.



Em 2010 o PCP lançou a campanha: Pôr Portugal a Produzir
O PCP sempre disse (cassete) que só uma política de defesa da nossa produção, dos postos de trabalho e do emprego pode salvar Portugal. 
Cavaco descobriu isso agora, porque já toda a gente o tinha descoberto. Entretanto entregou o nosso património ao estrangeiro para servir os grandes capitalistas que levam daqui o nosso dinheiro.


07 janeiro 2012

Duarte Lima e a lavagem de dinheiro

A Propósito do apagamento do caso Duarte Lima. 
Uma das "famílias" do regime dito democrático.

Refletindo sobre informações retiradas da imprensa (clique aqui) 

O caso Duarte Lima, que tem andado muito apagado, revela bem como funcionam os políticos e a política de direita. Dado a extensão do texto em que me apoiei, que pode ser consultado (aqui), vou resumir alguns aspectos que mostram a moral destes políticos.
Tal como não precisamos de ver a parte submersa do iceberg, para saber que existe, também nos bastam os exemplos de 35 anos, de política de direita, para sabermos que não nos serve.

Contudo há quem ainda ande iludido. Por isso, aqui vão mais algumas informações:

"Desde os anos 90 que o ex-líder parlamentar do PSD conhece, [tal como muitos outros] ao pormenor, as técnicas daquilo a que os juristas chamam 'dissimulação de capitais', mas que é vulgarmente conhecido por branqueamento ou lavagem de dinheiro. Essa é a arte de fazer com que o dinheiro obtido de forma ilegal regresse aos circuitos financeiros e bancários com o estatuto de plena legalidade". 

"Corria o ano de 1994, e o cavaquismo já agonizava", quando o "inspector da PJ Carlos Pascoal, que assina o relatório final da investigação" mostrou "em matéria de enriquecimento ilícito assente no tráfico de influências e correspondente branqueamento de dinheiro, tudo crimes não existentes no ordenamento jurídico português à época dos factos". A propósito lembro que várias propostas do PCP para criminalizar estas práticas têm sido sistemáticamente derrotadas pelos deputados da direita PS, PSD e CDS-PP. Isto só por si seria uma prova de que nem todos os partidos são iguais, como muitos costumam dizer. "Carlos Pascoal, hoje com 57 anos e reformado da PJ, que investigou este processo com o colega José Peneda e sob a direcção do magistrado do Ministério Público Luís Bonina, enumerou as técnicas de lavagem uma a uma". 


Duarte Lima, apesar de estar em exclusividade de funções como líder parlamentar do PSD, "mantinha uma intensa e profícua relação com muitas empresas. Na investigação são detectados dezenas de depósitos feitos pelos administradores da então Mota e Companhia para as contas controladas por Duarte Lima. A um ritmo mensal, Manuel António da Mota, fundador da empresa já falecido, e o seu filho, António Mota, actual patrão da Mota-Engil, pagaram perto de 150 mil contos a Duarte Lima entre 1991 e 1993". A partir de 1993 começou a emitir recibos verdes de "uma pequena parte do dinheiro recebido". O deputado do PSD, "porém, tinha a inscrição suspensa na Ordem dos Advogados e nunca declarou ao Fisco estes rendimentos". Tambem a Associação Nacional de Farmácias (ANF) pagou milhares de contos a Lima e ainda as obras feitas num dos seus apartamentos de Lisboa e "o ex-líder parlamentar do PSD funcionou como um avençado no Parlamento. De outras empresas, como a Altair Lda. e a Portline S.A., Duarte Lima recebeu dinheiro a título de 'despesas confidenciais' e 'saídas de caixa'."

Cavaco quando lhe falam do BPN
Para ler o resto clique aqui