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09 fevereiro 2013

Política de direita soma e segue

Traição e sabotagem económica a Portugal

Anos a fio de entrega da nossa economia às multinacionais culmina agora com Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020 da União Europeia que Portugal aceitou.
Ao contrário do que apregoavam os vendedores de Portugal, a "Europa Connosco" mostra ser o contrário da solidariedade e coesão. Cada vez mais as potencias económicas mandam em Portugal e aquilo a que chamam “ajudas” são a exploração dos nossos já fracos recursos.
 


O presente "acordo" prejudica os países mais debilitados como Portugal e aumenta as assimetrias e as desigualdades no desenvolvimento económico e social na UE.
Os maiores beneficiários das políticas comuns são os que impõem a austeridade e livre concorrência no Mercado Único que eles dominam.


Passos Coelho mais uma vez mente quando se regozija com o Acordo aprovado. A verdade é que Portugal volta a perder, desta vez cerca de 10% (3 mil milhões de euros) de financiamentos da União Europeia. As rubricas mais afetadas são as da política agrícola. Portugal pode perder mais de 500 milhões de Euros no âmbito do desenvolvimento rural e agrícola.

29 janeiro 2013

Cuba preside à CELAC

Contra o Bloqueio Económico dos EUA a Cuba e contra a "posição comum" da UE.

Cuba foi eleita para presidir à Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC)

Há dias publiquei o elogio feito pela secretária das Nações Unidas, a mexicana Alicia Bárcena, que qualificou como muito positivo o facto de que Cuba assumir a presidência da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).

Como é sabido, o Conselho Europeu adoptou, em 1996, no que se refere às relações com Cuba, uma “Posição Comum”, assumindo um comportamento discriminatório inaceitável em relação a este país. Esta “Posição Comum” declara como objectivo a promoção de transformações políticas neste país, numa atitude de ostensiva ingerência neste país soberano.


Deputados do PCP no Parlamento Europeu


Tendo em conta a realização da Cimeira UE-CELAC, a que Cuba preside desde ontem, os Deputados Comunistas, João Ferreira e Inês Zuber, no Parlamento Europeu, tomaram posições contra as discriminações a Cuba.

Consideraram os deputados do PCP que o Parlamento Europeu, deverá terminar urgentemente com esta inaceitável "posição comum" contra Cuba, estreitar relações com a CELAC e assumir uma posição de defesa do fim do bloqueio económico dos EUA a Cuba, bloqueio que condiciona as possibilidades de desenvolvimento económico de Cuba, como tem sido sucessivamente reconhecido pela Assembleia Geral da ONU.

22 maio 2012

A estratégia da submissão


Por cada vez que Sócrates tomava uma medida para acalmar os mercados, os mercados desvalorizavam a nota de Portugal e aumentavam os juros.


  
Passos, faz os trabalhos de casa e diz que Portugal está a cumprir (as ordens da Alemanha, dos Banqueiros e da Troika). Cada vez que Portugal cumpre, a situação económica piora e o roubo aumenta.

Deverão os trabalhadores que estão a ser assaltados fazer o mesmo? 
Vamos deixar que eles roubem tudo e não deixem nada?
Não! O povo bem sabe que quanto mais uma pessoa se abaixa mais lhe aparece o cú.

Se o povo não luta eles mais nos pisam e roubam.
Ninguém respeita os submissos e os cobardes!



17 dezembro 2011

Islândia e Argentina (2)

Resposta a um comentário anónimo ao texto anterior

Sr. Anónimo
Agradeço ter feito o comentário pois é sempre uma oportunidade para o debate. Faço-o aqui dada a dimensão da resposta que não permite de outro modo e, desta forma, creio ser também útil para outros leitores. 

Não vou pôr em causa o que disse, ainda que tenha abordado o problema desses países de uma forma demasiado restrita e fugindo ao cerne da questão. 
O texto que escrevi não tinha, nem tem, a intenção de analisar os problemas económicos dos países referidos, que sei bem que são diferentes dos de Portugal.
Por isso, como há-de reparar se ler o meu texto com isenção, eu apenas referi a forma como eles se libertaram da chantagem que os mercados, o FMI (Argentina) e a União Europeia (Islândia) lhes fizeram. Também por isso, não aceito a sua crítica de "Ora ai está um texto escrito de má fé! Possivelmente por alguém que é amigo de algum politico e por isso tenta confundir o problema da Islândia com o Português e atirar a culpa para os banqueiros".

Ainda que não fosse esse o tema do texto, admito que, conscientemente, "atirei a culpa para os banqueiros" (caso da Islândia) e não só os banqueiros, como é o caso da Argentina. 
O cerne da questão está na forma como o povo desses países reagiram defendendo os interesses do seu país e, "de certo modo", se estiveram "marimbando" (para utilizar o termo tão badalado) para as chantagens e ameaças do FMI, da União Europeia (Islândia) e também dos Bancos Ingleses e Holandeses.

Independentemente da grande fatia de culpa dos Bancos e banqueiros, no caso da Islândia, também o Governo da Islândia quis pagar as dívidas exigidas pela União Europeia, impondo um Plano de Austeridade aos islandeses. Como sabe o Presidente da República, apesar das ameaças, exigiu que fosse feito um referendo. O povo recusou pagar as dívidas da responsabilidade dos Bancos Privados e exigiu a renegociação da dívida. A União Europeia (UE) acabou por ceder e baixou os juros significativamente.

Essa é a moral da história.
  
Na Argentina de 1999 Fernando de la Rúa anunciou a necessidade de uma série de aumentos de impostos e ajuste da estrutura estatal com privatizações de considerável magnitude. 
A situação económica e social era muito delicada: desemprego que superava os 15% e que subia implacavelmente, desconfiança de 

25 março 2011

O exemplo da Islândia

Alguma coisa podemos aprender, com a situação de outros.


Na Internet, anda a circular um texto que, segundo afirma, procura romper a barreira do silêncio que a comunicação social tem feito à "revolução anticapitalista" na Islândia. Citam-se informações de alguns blogues que revelam que, com a crise capitalista e, perante as dívidas dos Bancos, foi formada uma coligação de esquerda que  nomeou  Johanna Sigurdardottir, para primeiro ministro. O novo Governo, enfrentou a pressão da exigência do pagamento em oito anos de uma dívida de 3,9 mil milhões de euros, de um Banco on-line à Grã-Bretanha e Paises Baixos. A União Europeia exigiu o pagamento mas o Presidente da República recusou-se a assinar a lei negociada pelo Governo, imposta pela UE. Nesta situação, o Governo, foi obrigado a submeter a proposta, a referendo popular realizado em Março de 2010. A população, por 93%, recusou pagar a dívida contraida pelo Banco privado. Neste contexto, a União Europeia, no princípio deste ano, foi obrigada a reformular a proposta de pagamento e alargou o prazo de 8 para 30 anos, reduzindo os juros de 5.5% para 3 e 3.3%. Contudo o Presidente decidiu novamente recusar a promulgação da lei e submeter a proposta a referendo popular, marcado para 9 de Abril. Esta posição levou a União Europeia a fazer várias ameaças para atemorizar os Islandeses e forçar a aprovação dos pagamentos da dívida.
Os "mercados", nomeadamente a Agência Moody's, têm vindo a fazer duras ameaças e chantagens, dizendo explicitamente que se o povo voltar a recusar o pagamento da dívida, será desvalorizada a "classificação" da Islandia e, os juros, passarão a ser elevados ou até os financiamentos recusados. A Grã-Bretanha ameaça levar a dívida a Tribunal. No entanto, muitos juristas, consideram que os tribunais não podem obrigar um país a transformau uma dívida privada, de um banco privado, em dívida pública. 



A questão central que se coloca ao povo islandês é uma questão de princípio "uma dívida ilegítima permanece ilegítima e não deve ser paga"
O que preocupa a União Europeia, os países ricos, os banqueiros e os ditos "mercados" não é o valor da dívida que é insignificante comparada com as de outros países. É sim o exemplo de "rebeldia" que poderá alastrar a outros países europeus também estrangulados pelas dívidas dos bancos. É isso que mais temem os grandes capitalistas e especuladores financeiros chamados "mercados".
Para Portugal, seja qual for a decisão do povo islandês, este caso é uma clara demonstração de que é possível não ceder à chantagem dos "mercados" e às imposições da União Europeia. É também uma clara evidência de que, um Presidente da República que defenda a Constituição e o povo, pode sempre impor-se e não aceitar as chantagens.

As informações para este post foram retiradas de http://www.cadtm.org/Islande-l-odieux-chantage e de http://resistir.info/