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30 janeiro 2013

As mentiras do Governo

O FALSO DILEMA “MENOS SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA SOCIAL OU MAIS IMPOSTOS”
O Economista Eugénio Rosa, no seu último estudo, mais uma vez, desmonta as mentiras do governo para enganar os portugueses quanto às verdadeiras intenções de entregar ás grandes empresas privadas os negócios da Saúde, da Educação e Segurança Social.

Diz Eugénio Rosa que “O dilema de Vítor Gaspar, repetido por ele e por todo o governo, e papagueado nos media pelos seus defensores, de “Menos saúde, educação, e segurança social, ou mais impostos”, tem a mesma credibilidade que as previsões do governo e da “troika” que sempre falham, ou seja, não tem fundamento real nem credibilidade técnica. É mais uma mentira ideológica que tem como objetivo a manipulação da opinião pública para o governo e FMI poderem mais facilmente destruir os sistemas públicos de educação, saúde e segurança sociais fundamentais para os portugueses”.



Justifica o economista: “A “espiral recessiva”, de que falou Cavaco Silva, causada pela politica de austeridade… tem determinado uma diminuição enorme das receitas fiscais do Estado e das contribuições para a Segurança Social agravando as suas dificuldades financeiras”.

O estudo, que pode ser analisado em www.eugeniorosa.com, desmonta claramente esta política de ruína para os portugueses mas de grandes lucros para meia dúzia de grandes capitalistas em Portugal e no estrangeiro.

Reproduzo adiante um resumo do estudo



22 outubro 2012

E porque não?

Salário mínimo - Salário máximo
Perguntas:

Precisamos de baixar salários?
Então porque não baixam os salários escandalosamente altos?
Se há, e bem, um salário mínimo, porque não se fixa um salário máximo?
E se o salário máximo fosse indexado ao salário mínimo? Melhor.

Poderá alguém dizer:
- No que toca a salários tudo o que for para mais é bom.
- E se os salários escandalosamente altos existem à custa dos salários escandalosamente baixos?

Dá que pensar! E depois de pensar... há que agir!




30 agosto 2012

O regresso


OPÇÕES E ESCOLHAS

Há três meses interrompi as publicações na curta vida deste blogue. Como disse então, “Foi quase ano e meio de duas lutas paralelas. Uma contra o tempo, e outra contra uma política injusta, de baixos valores humanos…Como "depressa e bem não há quem... terei que sacrificar a quantidade para melhorar a qualidade”. 


C de Continuar...

Uma questão mantém-se presente: Como continuar C de…?
Algumas escolhas não são fáceis. Recordo Antonio Machado, “o camiño; se hace al andar”. 
Por isso C de… continuará o caminho e, a cada passo, repensará o passo seguinte mas sempre na direção do objectivo da construção de um mundo melhor, socialmente mais justo. Esta é a opção, a escolha que determina todo o percurso deste blogue. Opção que me une a muitos companheiros da mesma jornada.


Progredir

C de… continuará a derrubar obstáculos, barreiras, combatendo preconceitos, paradigmas, crenças, estereótipos, "vícios" de pensamento e bloqueios metafísicos que são travões ao progresso, ao percurso da história. 

Pensar, refletir

C de… continuará a incentivar a crítica, a reflexão e tomada de consciência sobre as alternativas ao "status quo" que nos oprime material e psicologicamente.


C de… caminhará na direção do supremo objectivo humano de uma felicidade convicta, só possível num mundo melhor, numa sociedade em que a satisfação de cada um seja o alimento partilhado que se multiplica com a felicidade dos outros. 

Ser consciente, intervir

Como? Procurando estimular as consciências adormecidas, o espírito crítico e a participação de todos. 
Espero que a imaginação não me falte. 


C de… continuará a combater a degradação dos valores humanos, o individualismo, o egoísmo, a falta de solidariedade, a aceitação passiva das injustiças e deste modelo de sociedade onde domina a exploração, a agressividade, desonestidade e a corrupção.

Combativo

Como? Será implacável com o poder instalado e seus cúmplices passivos perante as injustiças como cachorros obedientes que aguardam os restos do banquete dos seus donos.

C de… será dedicado a todos os que sofrem e não se conformam e querem conhecer explicações e caminhos diferentes dos que nos impingem a toda a hora.


O novo substituirá o velho

C de… é um blogue para todos os que, apesar das legítimas dúvidas, têm a lucidez para procurar novas respostas e capacidade para duvidar das "verdades" com que têm convivido.

C de… é um blogue para quem não quer ser inconsciente, para quem é capaz de admitir outras formas de explicar as injustiças e refletir sobre as soluções para os males que atormentam a maioria explorada por este sistema injusto.


Fotografias de Sebastião Salgado

13 maio 2012

Razões processuais


As leis que a direita faz para proteger os corruptos, os vigaristas e ladrões de milhões

Em julho de 2010, o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a condenação de Isaltino Morais, mas anulou a parte respeitante ao crime de corrupção, devido a uma "irregularidade processual".
As "irregularidades processuais" são uma das formas de "safar" os que têm muito dinheiro. 
O Tribunal mandou repetir o julgamento relativamente a esses factos.

Depois das habilidades habituais, passou o tempo e o crime de corrupção para acto ilícito imputado ao autarca estará prescrito.

A procuradora-geral adjunta, Cândida Almeida, atribuiu a culpa da prescrição aos "abusos" que foram praticados no ato da defesa.

Concluindo: Para não fugir à regra é mais um caso de crime provado que não é julgado por "razões processuais". 

Pergunto: Afinal os Tribunais servem para apurar a verdade ou para se enredarem em "questões processuais". 


Quem rouba um pão é ladrão
e vai para a prisão
  
Quem rouba um milhão 
não é julgado e é indemnizado.




10 janeiro 2012

Estamos no país da(o)s bananas

Os sacrifícios de quem pede sacrifícios
  

Eduardo Catroga: remuneração anual de 639 mil euros.
45 mil euros por mês, que acumulará com uma pensão de mais de 9600 euros.





Este é apenas um no meio de todos os que foram nomeados do PSD e CDS-PP
Somem-se os carros de luxo, os motoristas privados, as ajudas de custo, os cartões de crédito, os gabinetes, os boys...

Pergunto:
Quem vai pagar? 
Respondam, se quiserem, na caixa dos comentários:





20 agosto 2011

Ainda de José Saramago

"... um sino, uma campânula de bronze inerte, depois de tanto haver dobrado pela morte de seres humanos, chorou a morte da Justiça. Nunca mais tornou a ouvir-se aquele fúnebre dobre da aldeia de Florença, mas a Justiça continuou e continua a morrer todos os dias. Agora mesmo, neste instante em que vos falo, longe ou aqui ao lado, à porta da nossa casa, alguém a está matando. De cada vez que morre, é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado, para aqueles que dela esperavam o que da Justiça todos temos o direito de esperar: justiça, simplesmente justiça. Não a que se envolve em túnicas de teatro e nos confunde com flores de vã retórica judicialista, não a que permitiu que lhe vendassem os olhos e viciassem os pesos da balança, não a da espada que sempre corta mais para um lado que para o outro, mas uma justiça pedestre, uma justiça companheira quotidiana dos homens, uma justiça para quem o justo seria o mais exacto e rigoroso sinónimo do ético, uma justiça que chegasse a ser tão indispensável à felicidade do espírito como indispensável à vida é o alimento do corpo. Uma justiça exercida pelos tribunais, sem dúvida, sempre que a isso os determinasse a lei, mas também, e sobretudo, uma justiça que fosse a emanação espontânea da própria sociedade em acção, uma justiça em que se manifestasse, como um iniludível imperativo moral, o respeito pelo direito a ser que a cada ser humano assiste."


Hoje, neste Sábado 20, não um sino mas uma tempestade, a fúria do vento e o protesto dos trovões, parece mostrar que a natureza não se conforma, não se rende ao luto, acorda e convoca para a luta. Todos temos o direito à revolta. A justiça, não aquela que é cega, que tem uma balança desequilibrada e uma espada que corta só para um lado, mas, a nossa, a de quem trabalha e não explora, está na nossa vontade, unidade e organização. 


O texto completo da Intervenção de Saramago no Fórum Social Mundial de 2002 pode ser lido (aqui)

12 agosto 2011

Perguntas...(1)

Os argumentos hipócritas



Notícia dos Jornais: Vítor Gaspar justifica aumentos no IVA com desvio orçamental


Quem é que é responsável pelo desvio orçamental? São os que vão sofrer as consequências dos aumentos?
 
Quem é que contribui para as despesas supérfluas? o trabalhador que compra uma bicicleta para ir para o trabalho ou o Administrador que tem 3 carros de luxo e alta cilindrada?
 
Para um Administrador ou Banqueiro que ganha 10.000 euros mensais, mais os extras, como existem muitos, nada o incomoda pagar mais IVA. Se pagava de Electricidade 500 euros por mês e passar a pagar mais 85 euros nada o afeta.
Contudo, para um desempregado ou trabalhador que ganhe 500 euros, e nada lhe sobra ao fim do mês, como acontece com milhões de famílias, pagar 50 euros ou pagar 58,5 euros na electricidade, faz muita diferença. E isto vai multiplicar-se por todos os bens de consumo. Recordemos as despesas de transportes, as de saúde e muitas outras.

É a política da direita, uma política da classe exploradora, contra a classe explorada. 
Dizia Salazar: "É preciso que sejam os pobres a pagar porque são muitos e já estão habituados"

29 julho 2011

A velha Política da Direita

Cobrar hoje e prometer para amanhã

As medidas de aumento de impostos a quem trabalha, os aumentos dos preços, são decididos no imediato.
Os apoios vão ser dados amanhã.

O Governo do PSD e CDS-PP esqueceu-se de retirar o azulejo que tem à porta do gabinete do Primeiro Ministro, azulejo colocado por José Sócrates. Azulejo, aliás,  que os do costume conhecem muito bem.

17 maio 2011

Liberalismo e exploração

As relações sociais no trabalho e a luta de classes voltaram ao Séc. XIX

Em todas as épocas, do esclavagismo ao capitalismo, quem trabalha tem sido explorado quer fosse pelo rei, pelo imperador, pelo senhor feudal ou, pelo capitalismo.

Com a revolução industrial, as ideias socialistas, estudadas por Marx, mostraram que, quem vive do seu trabalho, que o tem como única fonte de sustento, adquiriu o direito à protecção social, uma vez que é o trabalhador que cria a riqueza coletiva. 
Os operários, não tendo outra fonte de rendimentos que não seja a sua "força de trabalho", são totalmente dependentes dos detentores dos meios de produção.
Lacordaire, em meados do séc. XIX perante a ascensão do Liberalismo e a invocação da liberdade para explorar, dizia: …quer entre o forte e o fraco, quer entre o rico e o pobre, é a lei que liberta e a liberdade que oprime

Hoje estamos novamente confrontados com a necessidade de repensar estes valores de justiça e liberdade, numa sociedade de desigualdades cada vez mais acentuadas.


PS, PSD e CDS aceitando a política do liberalismo, pretendem extinguir as normas do direito do trabalho, e os valores que a sociedade vem adquirindo com a evolução civilizacional. "Esquecem" que os trabalhadores têm como única fonte de sustento, o seu trabalho, não podendo formar a sua vontade sem constrangimentos, nem contratar livremente as condições de trabalho por estarem numa relação de total dependência económica.

Finalizou há pouco o Ano Europeu do Combate à Pobreza e estamos  mais pobres - economicamente, culturalmente e socialmente. Aumentaram as desigualdades e a pobreza. É preciso mudar de política.

O direito à dignidade, está a regredir ao tempo anterior à Grande Guerra. Estão a regredir os valores humanos. 



Precisamos reagir e abrir um novo caminho com uma política de esquerda, uma política que defenda os trabalhadores, que defenda a produção nacional, que defenda o País. As alternativas existem. A responsabilidade é nossa. A luta e o voto são decisivos para iniciar a mudança.
 
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Corrigido e actualizado às 23.00 h.