Mostrar mensagens com a etiqueta mercados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mercados. Mostrar todas as mensagens

28 janeiro 2013

O Regresso aos Mercados

A nova fraude. A mentira para enganar tolos. Um novo roubo para dar aos bancos
 

O apregoado "regresso aos mercados" é fraude para enganar tolos. É uma manobra de diversão. Os juros baixam porque os grandes capitalistas financeiros (os mercados) começam a ter dificuldade em aplicar as imensas fortunas que estão a ganhar com o roubo que fazem a muitos milhões de pessoas. A quantidade de bancos (mercados) interessados em “comprar” dívida a estes juros está a aumentar, justamente porque o negócio é uma mina. Continuam a ir buscar dinheiro dos estados a menos de 1% (BCE) e emprestam aos estados a mais de 4%. É a moderna forma de roubo a somar à antiga exploração de quem trabalha. É o capitalismo especulativo financeiro.

Pagar dívida com mais dívidas e juros
 

Com o “regresso aos mercados” Portugal continua a afundar-se, pois os juros que pagamos aos “mercados” são superiores ao que se produz com esse dinheiro. É como ir ao banco pedir emprestado para comprar mais um carro que apenas vai trazer mais despesa. Pagar dívida com novas dívidas mais elevadas (dívida e mais juros) não leva a lado nenhum. É a espiral recessiva que os economistas falam.

De 117% para 120% de dívida


A dívida pública portuguesa continua a aumentar. Atingiu o seu valor mais alto de sempre. No terceiro trimestre de 2012, a dívida passou de 117,4% para 120,3% do PIB, sendo a terceira mais elevada da UE, a seguir à Grécia e à Itália. Comparativamente com o terceiro trimestre de 2011, o aumento estimado da dívida foi de 10%. Mais 25 mil milhões de euros de dívida desde que este Governo iniciou o seu mandato, mais 11 mil milhões do que aquilo que estava previsto no memorando com a troika. 
Comparem-se estes milhões todos com os 4 mil milhões que o governo quer retirar à Saúde, Educação e Serviço Social (pensões, etc.).
 

Ricos mais ricos, pobres mais pobres

É esta a situação a que nos conduz esta política de austeridade para dar dinheiro aos Bancos. É esta política que faz com que 10 milhões de portugueses estejam a empobrecer para os mais ricos continuarem a enriquecer com a crise. Os 7 mais ricos de Portugal aumentaram as suas fortunas em mais de 1540 milhões de euros em 2012 ou seja tiveram um aumento de 13% enquanto 10 milhões de portugueses baixam ordenados e pensões.

É o regresso da política de Salazar. “Roubar aos pobres porque eles são muitos e já estão habituados”.


De quem é a responsabilidade?


No tempo de Salazar não havia escolha pois as eleições não eram livres. Agora não há desculpa pois os pobres podem* escolher quem governa. Não se deixem enganar pois os exemplos duram há 36 anos, com os mesmos sempre no poder PS, PSD e CDS. Os que assinaram o pacto com a troika.

Os indignados, os revoltados, os desiludidos que não arranjem novas desculpas para dizer que não vão votar. Isso é o que eles querem. Não votar* é entregar as armas ao inimigo.

Se todos os que discordam desta política não votarem, apenas votam os da direita, os mais ricos. Então, esses, continuam a ganhar as eleições com a abstenção a aumentar. Continuam a poder roubar-nos. Acordem!


*Correções às 9.00h de 29/01

08 dezembro 2012

Os Mercados e os Mitos (1)


Capitalismo especulativo. Um capitalismo que nada produz. 

Carlos Carvalhas, no Congresso do PCP falou sobre os Mercados e os Mitos, ou como ele disse os «chamados mercados». Carvalhas frisou que «esses ditos mercados tem bilhete de identidade e são Bancos, companhias de seguro e fundos especulativos em que assenta a economia de casino».

Os Mercados são uma "identidade mítica que nos é apresentada como algo que decide pelos povos, pelas nações, apesar de não ter sido eleita nem escrutinada", disse Carlos Carvalhas.

O Deus Mercado

"Para que o mito funcione – os mercados são sempre referenciados de forma abstracta, “divina”.

Os Mercados dizem-nos que temos que cumprir, "isto é, pagar os juros usurários" e sujeitar-mo-nos às "medidas de extorsão!"

Carvalhas mostrou que "com a decisão ditada pela Alemanha de o Banco Central Europeu não financiar os Estados (o que não acontece nos EUA, Japão, Inglaterra) ... Portugal deixou de poder contar com o Banco de Portugal para se financiar e... ficou dependente dos ditos "mercados". Meteram a raposa no galinheiro".
(...)
"É necessário sublinhar e recordar que Portugal antes da crise (2007) não só tinha uma dívida pública inferior a boa parte dos países europeus (França, Bélgica, Itália …) como se financiava a taxas de juro inferiores à média europeia".

Os nossos impostos vão para os Bancos privados

Explicou Carvalhas que o Estado se transformou "em rede de segurança dos Bancos privados à custa dos contribuintes".  "O Estado transformou-se de facto em prestamista de último recurso dos Bancos, devendo injectar 3 400 milhões de euros até ao fim do ano no BPN, o Banco das figuras gradas do PSD e de Cavaco Silva".
*

Lembrou ainda que do "empréstimo da troika, 12 mil milhões de euros são para a Banca. O BCP já ficou com 3 mil milhões e o BPI com 1 500 milhões. E há ainda 7 mil milhões que estão a vencer juros – pagos pelos contribuintes, isto é, pelos trabalhadores – e que o governo não os injecta na economia porque diz estarem de precaução no caso de a Banca vir a precisar!". E somos nós que pagamos os juros!

Uma dívida perpétua

"Em Portugal e na Europa, os Estados aumentam os seus défices orçamentais por causa do sistema financeiro, aumentaram a sua dívida pública para salvar a Banca, melhor dizendo, os banqueiros e os seus principais accionistas".

"Este governo está a enredar Portugal numa dívida perpétua e numa repetição de medidas de austeridade. Ao contrário do que diz o Ministro dos submarinos (...) a política que está a ser seguida não vai levar a que Portugal recupere a sua soberania, mas sim a que o País fique cada vez mais endividado e dependente", disse Carvalhas..

Renegociar, palavra maldita que lhes estraga o negócio

Lembrou ainda que "Quando o PCP denunciava as PPP's e as rendas excessivas, e quando foi pioneiro ao afirmar que era necessário renegociar a dívida, a resposta dos economistas e comentadores enfeudados ao sistema foi a do silêncio, da indiferença, ou da negação sobranceira".

"Depois de negarem a evidência começaram então a conjugar o re, de reavaliação, de reanálise, de revisitação da dívida e dos termos acordados com a troika, para evitarem chamar os bois pelos nomes: renegociação!"
(...)
Pôr Portugal a produzir, para a nossa economia

"Quando o PCP afirmou e afirma que era e é necessário pôr Portugal a produzir, que a questão central do país era e é o crescimento económico e a sua reindustrialização durante muito tempo fizeram de conta que não ouviam".

"Agora, até o PS o afirma em voz grossa e o Ministro da Economia, pelo menos em palavras, parece que também descobriu a necessidade de reindustrializar o país!"
(...)
Os patrões do Governo mandam privatizar, privatizar tudo o que dá lucro

"Sempre afirmámos também, que as privatizações (a venda dos anéis) levariam a entregar ao estrangeiro a preços de saldo, alavancas fundamentais da economia, acentuando a nossa dependência".

"Os dados aí estão a evidenciá-lo. (...)
Ainda no tempo de Sócrates foi afirmado pelo então presidente do AICEP, que por cada mil euros de lucros das empresas detidas por investidores estrangeiros só cá ficavam 19, os restantes, saíram em lucros e dividendos. A situação não melhorou, piorou!"

Uma política de classe. Uma traição a Portugal e aos trabalhadores

Será que os nossos governos são estúpidos? Não! Eles sabem bem que o PCP tem razão. Mas, com a razão do PCP não se governam eles e os amigos "mercados".

Dentro de alguns dias espero abordar novas ideias da pedagógica intervenção de Carlos Carvalhas.

* troca de fotografia em 08/12 às 22.30

15 fevereiro 2012

70 milhões ganhos com o dinheiro dos outros


ROUBAM O POVO E AFUNDAM O PAÍS

O Estado obteve hoje três mil milhões de euros nos mercados financeiros em leilões de curto prazo. 
Apesar do recente corte da nota de crédito pela agência Moody's, as taxas de juro foram um pouco mais baixas.

Foram colocados 1500 milhões de euros a um ano, a uma taxa média de 4,943%. A ultima operação semelhante decorreu há cerca de um mês, com um leilão de títulos a 11 meses pelo qual Portugal pagou 4,986%.



Serviço combinado

A Moody's desclassifica para que os juros subam e facilitar a especulação dos Bancos. Mas, entretanto, como os "mercados", obtêm dinheiro do BCE a 1%, ou menos, e estão cheios de dinheiro, que conseguem com a especulação, não sabem o que fazer dele. Assim, aproveitam todas as oportunidades para ganhar ainda mais. A corrida ao leilão da dívida portuguesa foi grande apesar da nota baixa da Moody's a Portugal. 


Um bom negócio...
   
Os Bancos, ganharão com mais este empréstimo de 1.500 milhões, a módica quantia de 70 milhões num ano. Tudo isto com o nosso dinheiro, claro!
Portugal, no final do ano vai ter que pagar o empréstimo e mais os 70 milhões sem entretanto aumentar a sua riqueza, pois a austeridade leva à recessão e a não investir no setor produtivo. Isto significa que aumenta a dívida e a sua dependência. Amanhã terá que pedir mais, e pagar mais juros, para pagar o que pediu hoje e assim, de leilão em leilão, "ROUBAM O POVO E AFUNDAM O PAÍS"

06 dezembro 2011

Rebeldia premiada

Recordar a Argentina, mais um exemplo, como o da Islândia, de coragem e patriotismo

Em 2001, a Argentina viveu uma dura crise, tal como a nossa, provocada pela exploração do capitalismo neoliberal, que levou a uma dívida elevadíssima. Os vários governos, submetidos aos bancos e FMI, obtiveram empréstimos e "ajudas" a juros especulativos que afundaram o país.

De um artigo de Umberto Martins, (Brasil) recortei alguns parágrafos que me mereceram atenção:


"Tivemos a tragédia da Argentina em 2001, com direito a rebeliões, queda de governos e bancarrota no momento em que o país, altamente endividado e sob o tacão de governos neoliberais, aplicava as amargas receitas do FMI destinadas, como sempre, a assegurar os gordos lucros dos credores. Nosso vizinho e parceiro do Mercosul só saiu da lama quando deu um pontapé no traseiro do Fundo e decretou soberanamente, para irritação e desespero da banca internacional, a moratória da dívida externa.

 
A rebeldia argentina foi premiada pela história, já que depois da moratória (apesar das ameaças imperialistas e das pragas rogadas pelos banqueiros, que cortaram o crédito internacional para o país) a Argentina voltou a crescer impetuosamente reduzindo substancialmente os índices de desemprego e pobreza. Nestor Kirchner, que morreu em 2010, é por lá considerado com razão um herói nacional por ter tido a coragem política e intelectual de enfrentar o poderoso, muito embora decadente, sistema financeiro mundial.

Agora comento eu:
"É uma vergonha que em Portugal, Presidente da República, Governo e Deputados da direita, PS, PSD e CDS não tenham a dignidade e patriotismo que tiveram outros, para defender quem os elegeu (apesar de ter sido por engano, acreditando nas promessas eleitorais), e sejam uns cobardes submissos às ordens da Troika. Exijam a renegociação da dívida a que nos obrigaram os bancos privados! É certamente por vergonha que retiraram o feriado da Independência Nacional".


Para ver o resto do artigo:

23 agosto 2011

Afinal quem é que têm razão?

Ora vejam lá!
Cavaco e Angela Merkel contra os mercados e empresas de rating
 
Angela Merkel disse que “os políticos não podem seguir os mercados”. 
Aquilo que era tabu há uns meses atrás de repente deixa de ser.
Em resposta indirecta às críticas do PCP, Cavaco dizia em 13.07.10, que não vale a pena “recriminar” agências de rating, assim como em 9.11.10 afirmou que "A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego” e ainda em 21.12.10, que “Insultar os mercados prejudica a economia nacional”. 
Recentemente reconheceu (8.07.11) que “agências norte-americanas são ameaça à estabilidade europeia”. 








Também os políticos europeus, neo-liberais sempre têm andado atrás dos mercados, seguindo suas conveniências e fazendo eco das medidas impostas aprofundando a austeridade, numa subserviência que coloca a política a reboque dos interesses dos poderosos mercados.
Agora Angela Merkel diz que “os políticos não podem seguir os mercados”.
Como dizia eu, aqui, há dias, ainda vamos ver muita gente dizer que, afinal os comunistas é que tinham razão.

11 agosto 2011

Devemos exigir auditoria à dívida portuguesa


Éric Toussaint: «Portugal deve repudiar de forma soberana a parte ilegítima da dívida»

Com o título acima, tem sido divulgada uma entrevista de Éric Toussaint, presidente do Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, que esteve em Lisboa, a convite do CES, para explicar o que é uma auditoria à dívida. 

Explicou então que, uma auditoria "é um instrumento para analisar de maneira rigorosa as características da dívida pública interna e externa". Não basta analisar a letra da lei, é preciso que a auditoria apure "como foi utilizado o dinheiro, qual foi o impacto ao nível dos direitos económicos, sociais e até ao nível ambiental. "A auditoria é um instrumento para identificar dívidas legítimas e ilegítimas".

Toussaint esclareceu que "as dívidas ilegítimas podem ser dívidas ilegais [que partam, por exemplo, de actos de corrupção] ou, mesmo as que são legais, podem ao mesmo tempo ser ilegítimas"... "Um exemplo muito concreto: os empréstimos do FMI, do Banco Central Europeu e dos governos europeus à Grécia, à Irlanda e agora a Portugal. São créditos outorgados sob condições que implicam a violação de direitos económicos e sociais da população do país, em contradição com convenções assinadas pelo país com instituições como a Organização Internacional do Trabalho, etc."...Adiantou que "estes créditos são dívida do tipo ilegítimo. Além disso, ocorreram num contexto de chantagem dos mercados financeiros"...
Disse também: "Há cinco anos os governos europeus diziam que tudo andava perfeitamente. Até falavam de margem para aumentar gastos. A cidadania, influenciada por esse discurso oficial, pensava que tudo estava sob controlo. Tudo começou a mudar com a crise que explodiu nos EUA em 2007 e o contágio à Europa em 2008. Há uma mudança total de panorama e o público agora dá-se conta que o mundo está dirigido por poderes que não são eficientes, que não são controlados, que estão sob a pressão de forças como os chamados "mercados financeiros", que aparecem como um ente misterioso".
 
Quanto aos responsáveis disse que "se há evidência de uma política de endividamento exagerado e ilícito há que acusar judicialmente os responsáveis. No caso do Equador foram acusados antigos ministros das Finanças. Há um antigo ministro que foi sentenciado com 5 anos de cadeia e está em fuga nos EUA, que não o querem extraditar". Informou que esse ministro "Assinou contratos - juntamente com outros altos funcionários que também foram acusados - prejudicando os interesses da nação e desrespeitando a lei do Equador". 
 

Ao ler estas declarações imediatamente relacionei com os inúmeros actos contrários à constituição portuguesa e que se fossem seriamente julgados muitos ministros e altos responsáveis estariam presos. 

Toussaint esclareceu que "Quando se negoceiam empréstimos os credores podem propor subornos ou o ministro pode sugerir uma comissão" ou, simplesmente, beneficiar os amigos em troca de outros favores ou bons empregos.

O entrevistador perguntou se "Seria possível em Portugal, no domínio da teoria, chegar à conclusão que ministros do passado pudessem ser acusados de crime público e julgados? ao que Toussaint respondeu: 


"Para mim é imaginável. Não vou afirmar que é provável. Claro que a auditoria não chega a uma sentença. A auditoria dá os dados e uma interpretação. O poder judicial, executivo e legislativo é que têm de tomar decisões". Informou que verificados essas decisões ilegítimas, Portugal poderia "repudiar de maneira soberana a parte ilegítima da dívida. Tomar um acto soberano que claro que põe em causa as regras actuais na zona euro, mas que não implica sair da União Europeia. Implica tomar medidas unilaterais justificadas, compreensíveis pela opinião pública, para dar outra saída para a crise". Recordei que foi isso que se passou com a Islândia. Esclareceu finalmente "que tais decisões não são actos unilaterais para prejudicar a comunidade internacional, nem actos que não tomam em conta o direito internacional". 



 
Éric Toussaint, mostrou com exemplos reais como um povo ou um orgão de soberania pode defender o interesse nacional sem se subordinar aos ditames dos credores, dos mercados ou dos interesses ilegítimos do poder económico. 
 
Não é que os governantes portugueses não saibam isto. Eles sabem, não querem é que os portugueses saibam. A política de direita dos partidos que alternadamente governam o país há 36 anos tem por principal objectivo defender os amigos, o poder económico privado. As migalhas que sobram  são as papas e bolos para enganar tolos. 

07 julho 2011

A lei dos Mercados

Moody's já teve em conta medidas anunciadas por Passos Coelho

“O consenso político e as medidas recentemente anunciadas pelo Governo foram tomadas em conta”, disse Anthony Thomas, analista sénior de risco soberano da agência de notação Moody’s.
 
Segundo o também vice-presidente da agência de rating, estes dois factores não foram suficientes para evitar os “riscos de deterioração”, pelo que a Moody’s considera que “o rating de Portugal está mais apropriado em Ba2”.
 
No comunicado em que anunciou o corte na notação, a Moody’s avança com três argumentos principais.
 
Por um lado, argumenta que existe o risco crescente de Portugal precisar de um segundo pacote de empréstimos internacionais antes de conseguir regressar aos mercados no segundo semestre de 2013. Depois, existe uma “possibilidade crescente de a participação dos investidores privados ser imposta como pré-condição” para esse segundo resgate, à semelhança do que está a ser estudado no âmbito de um segundo pacote de ajuda à Grécia.
Em terceiro lugar, agravam-se os receios de que Portugal não seja capaz de cumprir a totalidade das metas de redução do défice e da dívida acordadas com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional, no âmbito do empréstimo de 78 mil milhões de euros.

Além de cortar o rating da dívida de longo prazo de Portugal em quatro níveis, a agência de notação colocou-o ainda em ‘outlook’ negativo, podendo a notação voltar a cair em breve.
 
Noticia extraída do Jornal Público

06 julho 2011

C de Continuar (2)

De parasitas... a: muitos comentários e poucas conclusões
 
Hoje os jornais foram fartos em comentários dos mais insigne, pesporrentos e bachareleiros analistas, que não se escusaram a mostrar a sua indignação pela classificação dada a Portugal pelas agências de rating. Tais comentadores, no entanto, escusaram-se a interpretar estes acontecimentos. Se o fizessem, teriam que por em causa o sistema que tanto admiram e, atentos e venerandos servem. Os mercados. O neoliberalismo e a lei do mais forte. 
Para os que sempre defenderam alternativas de independência face ao grande capital, nada disto surpreende. Surpreende apenas o facto de tanta gente querer ser cega.
 
Vamos então aos comentários, apanhados ao acaso:

Passos Coelho diz que corte do ´rating´ foi um «murro no estômago».
 
«Tendo em atenção o acordo de ajuda externa já celebrado com as instituições e as medidas adicionais anunciadas pelo Governo, esta classificação parece-nos pouco compreensível», afirmou Nino Magalhães aos jornalistas.
 
«Mais do que ter uma atitude hostil para com as agências de rating e com a Moody´s em particular, interessa sublinhar e enfatizar muito que o Governo português e a maioria parlamentar que o apoia não vão esmorecer com esta notícia e vão continuar muito concentrados em cumprir com os objectivos [traçados]», acrescentou Luís Montenegro.


 
O jornal alemão Die Welt escreve esta manhã que a agência de notação financeira Moody’s “deu uma bofetada a Portugal” ao decidir um corte do ‘rating’ da dívida portuguesa para um nível que os mercados classificam como lixo.
 
Nicolau Santos considera que é inadmissível essa decisão, tendo em conta o esforço que Portugal está a fazer e os argumentos que foram apresentados.
 
João Ferreira do Amaral defende que decisão da Moody’s prova que medidas da ‘troika’ deixam muito a desejar.
 
Daily Telegraph diz que Moody’s agiu para pressionar investidores a financiarem ajuda à Grécia. 
Este comentário merece uma pergunta: Então as agências de rating já fazem política? Prejudicam uns para beneficiar outros?
 
O corte do rating de Portugal pela Moody`s é, para o ex-ministro da Economia Vieira da Silva uma «má notícia» e um ataque externo às finanças portuguesas.
 
O presidente da SIBS, Vítor Bento, considerou esta quarta-feira que apesar da descida do «rating» português ser «inconveniente», o problema está nas autoridades europeias, que se deixam «condicionar nas suas próprias políticas» pelas avaliações externas.
 
Não deixa de ser, no mínimo irónico, que o Estado e as empresas portuguesas paguem por ano cerca de 9 milhões de euros às agências de rating. as mesmas que têm baixado sucessivamente a nota à dívida soberana e que a colocam agora a nível de lixo financeiro. (Agência Financeira).
 
O presidente da EDP, António Mexia, disse esta quarta-feira que o corte de rating da Moody`s «é uma decisão lamentável, totalmente especulativa e, sobretudo, em termos de timing, não me parece justificável».
 
Para o presidente do BES, Ricardo Salgado, este foi mais um movimento na guerra que se está a travar entre o euro e o dólar.
 
O presidente do BPI, Fernando Ulrich, diz que na Europa temos que deixar de «estar escravizados pelos critérios das agência s de rating norte-americanas».
 
O presidente da CGD, Faria de Oliveira, tinha reagido, considerando a descida de rating «imoral e insultuosa», e um «ataque» a que temos que reagir.
 
O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) disse «O que é que as agências de rating querem mais? Que, permitem-me a expressão, façamos o pino?». «Portugal e os outros países que venham a ser vítimas destes ataques não terão qualquer capacidade de a eles reagirem», reforçou.


E que se passa com as empresas que foram "libertas" das "golden share"?
 
Na Bolsa a PT, que recuou 3,1% para 6,61 euros, e a EDP, em baixa de 3,36% para 2,44 euros. A Galp registou a segunda menor descida e, mesmo assim, afundou 1,3% para 15,98 euros. 


Tudo ao contrário do que se dizia! Que lições há a tirar de tudo isto?

29 março 2011

O exemplo da Islândia (2)

Cava... ndo-se mais o fosso!


No blog anónimo do séc.XXI um curto mas interessante texto do bem conhecido Economista Sérgio Ribeiro, toca no cerne das questões que aqui foram referidas na passada Sexta-Feira 25. Destaco estes parágrafos: 
"Os critérios da Standard (a normais) & Poor's (pobres) e mais duas outras - e mais não há - não podem ser os nossos cangalheiros.
Parece que os islandeses já os puseram com (o) dono (deles)! E são pouco mais de 300 mil num território pouco maior que o nosso."
Já agora vai também um comentário feito no post:

Jorge Manuel G disse...


Parece que os islandeses andaram a insultar os "mercados". De ladrões para cima. E mandaram-nos roubar para outro lado.
Acho que lhes deviamos seguir o exemplo.
Alguma coisa deveríamos aprender. A começar por ter eleito um presidente que tivesse... coragem para fazer o que o da Islândia fez. Apesar das ameaças dos "mercados" e da Europa, recusou-se a assinar a lei do pagamento da dívida de um Banco privado e fez um referendo. Depois, o povo votou por 93% para não pagar a dívida. Os tais "mercados" perante a determinação do Presidente e do povo, recuaram e agora propõem-se renegociar a dívida, como já foi dito aqui.

25 março 2011

O exemplo da Islândia

Alguma coisa podemos aprender, com a situação de outros.


Na Internet, anda a circular um texto que, segundo afirma, procura romper a barreira do silêncio que a comunicação social tem feito à "revolução anticapitalista" na Islândia. Citam-se informações de alguns blogues que revelam que, com a crise capitalista e, perante as dívidas dos Bancos, foi formada uma coligação de esquerda que  nomeou  Johanna Sigurdardottir, para primeiro ministro. O novo Governo, enfrentou a pressão da exigência do pagamento em oito anos de uma dívida de 3,9 mil milhões de euros, de um Banco on-line à Grã-Bretanha e Paises Baixos. A União Europeia exigiu o pagamento mas o Presidente da República recusou-se a assinar a lei negociada pelo Governo, imposta pela UE. Nesta situação, o Governo, foi obrigado a submeter a proposta, a referendo popular realizado em Março de 2010. A população, por 93%, recusou pagar a dívida contraida pelo Banco privado. Neste contexto, a União Europeia, no princípio deste ano, foi obrigada a reformular a proposta de pagamento e alargou o prazo de 8 para 30 anos, reduzindo os juros de 5.5% para 3 e 3.3%. Contudo o Presidente decidiu novamente recusar a promulgação da lei e submeter a proposta a referendo popular, marcado para 9 de Abril. Esta posição levou a União Europeia a fazer várias ameaças para atemorizar os Islandeses e forçar a aprovação dos pagamentos da dívida.
Os "mercados", nomeadamente a Agência Moody's, têm vindo a fazer duras ameaças e chantagens, dizendo explicitamente que se o povo voltar a recusar o pagamento da dívida, será desvalorizada a "classificação" da Islandia e, os juros, passarão a ser elevados ou até os financiamentos recusados. A Grã-Bretanha ameaça levar a dívida a Tribunal. No entanto, muitos juristas, consideram que os tribunais não podem obrigar um país a transformau uma dívida privada, de um banco privado, em dívida pública. 



A questão central que se coloca ao povo islandês é uma questão de princípio "uma dívida ilegítima permanece ilegítima e não deve ser paga"
O que preocupa a União Europeia, os países ricos, os banqueiros e os ditos "mercados" não é o valor da dívida que é insignificante comparada com as de outros países. É sim o exemplo de "rebeldia" que poderá alastrar a outros países europeus também estrangulados pelas dívidas dos bancos. É isso que mais temem os grandes capitalistas e especuladores financeiros chamados "mercados".
Para Portugal, seja qual for a decisão do povo islandês, este caso é uma clara demonstração de que é possível não ceder à chantagem dos "mercados" e às imposições da União Europeia. É também uma clara evidência de que, um Presidente da República que defenda a Constituição e o povo, pode sempre impor-se e não aceitar as chantagens.

As informações para este post foram retiradas de http://www.cadtm.org/Islande-l-odieux-chantage e de http://resistir.info/

26 janeiro 2011

Irritar os "Mercados"

Irritar os mercados deve ser a palavra de ordem dos portugueses. Pelos vistos temos andado muito enganados.
Os mercados lá sabem! Quando foi aprovado o Orçamento, aumentaram as taxas de juro, agora eleito Cavaco aumentam outra vez. Está-me a parecer que temos andado enganados e para resolver os problemas do País e baixar os juros da dívida, o que é preciso é... "avisar a malta" e... irritar os mercados!