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07 maio 2014

Saída da Troika? Um embuste, mais uma mentira!

As troikas cá continuam e é preciso combate-las

A política de direita, neoliberal, ao serviço do capital financeiro internacional, destruiu a nossa riqueza, destrói a nossa autonomia e coloca-nos na posição de país do terceiro mundo explorado pelos ricos.
A União Europeia foi o instrumento dessa política. "Venderam-nos" uma Europa solidária e de desenvolvimento, a "Europa Connosco" e, afinal, o que comprámos - e bem caro - foi uma "ajuda" que leva todo o dinheiro a quem trabalha.
Destruíram a nossa produção, baixaram salários, aumentaram horários de trabalho, criaram o desemprego para melhor explorar, colocando-nos na total dependência do poder financeiro dos bancos que dominam a economia e a política. Somos um "cliente" explorado até ao tutano. Pagamos mais em juros do que o dinheiro que nos emprestaram para as chamadas ajudas.
Estamos rapidamente a caminhar para o Terceiro Mundo. 
País de mão de obra barata para exploração das empresas estrangeiras que nos invadiram. 
País que está a ficar sem técnicos, sem cientistas, sem ensino qualificado.


Diz o Governo que a troika se vai embora.

Será verdade? De um Governo de traição nacional, de vendidos à troika estrangeira, de direita, só podemos esperar mentiras.
A troika estrangeira apenas mudou de "escritório" mas continua a mandar.
A troika de lá impõe novos cortes, nos salários e pensões para 2015. A troika de cá aceita.
A troika de lá exige mais privatizações e transferência dos impostos arrecadados pelo Estado a quem trabalha, para salvar quem gerou a crise. A troika de cá aceita.
A troika de lá exige mais benefícios fiscais e redução de impostos aos Bancos e às grandes fortunas que têm o dinheiro no estrangeiro. A troika de cá aceita.
A troika de lá quer aumentar o preço dos transportes e de outros serviços públicos. A troika de cá aceita.
A troika de lá quer uma nova taxa de caráter permanente, a Contribuição de Sustentabilidade para mais roubar trabalhadores e pensionistas e a troika de cá aceita.
A troika de lá não quer que o Estado faça investimentos. A troika de cá aceita.
A troika de lá exige a destruição de empresas públicas, o encerramento de mais hospitais, maternidades, centros de saúde, escolas, tribunais e repartições de finanças. A troika de cá aceita.
A troika estrangeira não se foi embora! Tal como o dinheiro que nos levaram, está no estrangeiro a fazer o seu negócio de "ajuda". Com amigos destes quem precisa de inimigos?

22 novembro 2012

1 de Dezembro de 1640


A história que a direita quer esquecer

O 1º de Dezembro é um feriado que foi suprimido. Porquê?
As semelhanças com o que se passa hoje são esclarecedoras.
Os Migueis de Vasconcelos de hoje precisam que esses exemplos não se repitam. 
I
Em 1580 Portugal perdeu a independência com a morte de D. Sebastião. A coroa passou para Filipe II de Espanha. Este, aquando da tomada de posse, nas cortes de Leiria, prometeu zelar pelos interesses de Portugal, dos portugueses, respeitando as leis, os usos e os costumes nacionais. Essas promessas foram sendo desrespeitadas, os cidadãos nacionais foram perdendo privilégios e passaram a uma situação de subalternidade em relação a Espanha

Como é fácil de ver até aqui tudo semelhante ao que se passa hoje.
Mudem-se os nomes, troque-se a Espanha pela Alemanha. 




 II
O povo e muitos fidalgos organizam um movimento revolucionário para recuperar a independência. 
A 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos introduz-se no Paço da Ribeira, onde reside a Duquesa de Mântua, representante da coroa espanhola, mata o seu secretário Miguel de Vasconcelos, atira-o pela janela do Paço.  Assim como previa a revolução, o povo, que aguardava no Terreiro do Paço, só saberia que a revolução tinha sido bem sucedida quando Miguel Vasconcelos fosse defenestrado. 
A revolução de Lisboa foi recebida com júbilo em todo o País. 

Aqui troquem-se os fidalgos pelos pequenos e médios empresários, comerciantes, militares... O povo, esse, é o mesmo. Como se percebe esta é a parte que ainda não sucedeu, mas...
pode ser que o feriado volte em 1 de Dezembro e noutra data.