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21 fevereiro 2013

Em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido

Conferência Nacional
 

No próximo dia 23 de Fevereiro, realiza-se a Conferência Nacional «Em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido», na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

A Conferência Nacional tem lugar no Anfiteatro 3.2.14 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Campo Grande, Edifício C5, 1749-016 Lisboa), pelas 14.40 horas.

Cada dia que passa é maior a urgência da resposta ao Apelo «Em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido»

Vencendo a resignação e a manipulação fatalista, afirmamos o nosso inconformismo perante um pacto de agressão que está a conduzir Portugal e o povo português ao declínio económico, ao empobrecimento e à perda de direitos duramente conquistados, num quadro de intolerável regressão social.

  
Denunciamos as opções, os conteúdos e as consequências de uma orientação política que vem arrastando o país para uma dependência crescente, avolumando injustiças e desigualdades, hipotecando as suas possibilidades de crescimento, estrangulando o presente e comprometendo o futuro das jovens gerações.

Portugal tem futuro!       
 

Acreditando que Portugal tem futuro, tem recursos, a começar pelo seu povo, e capacidades para se afirmar como nação soberana e desenvolvida, confiamos em que é possível encetar um caminho de crescimento, de valorização do trabalho e de dignificação das condições de vida do povo português, e identificamos esse caminho com o cumprimento, a defesa e afirmação do projecto que a Constituição da República Portuguesa consagra e cujos valores e dinâmica transformadora assumem um sentido de progresso civilizacional.

Apelo
   

Apelamos por isso a todos os democratas e patriotas, para que manifestem a sua opinião e para que inscrevam, como imperativo patriótico da sua intervenção cívica e política, a denúncia e a rejeição do programa que está a ser imposto.

Alice Vieira – Escritora
Alfredo Maia – Jornalista
Álvaro Siza Vieira – Arquitecto
António Avelãs Nunes – Professor Catedrático
António Borges Coelho – Historiador
Armando Alves – Artista Plástico
Carlos Mota Soares – Professor Universitário
Deolinda Machado – Activista de Movimentos Católicos
Duran Clemente – Capitão de Abril
Eduardo Souto Moura – Arquitecto
Guilherme da Fonseca – Juiz jubilado do Tribunal Constitucional
Inês Gregório – Actriz e Historiadora
Isabel Allegro de Magalhães – Professora Universitária
Joana Manuel – Actriz
José Barata Moura – Professor Universitário
José da Cruz Santos – Editor
José Ernesto Cartaxo – Sindicalista
Kalidás Barreto – Sindicalista
Levy Batista – Advogado
Manuel Gusmão – Professor Universitário e Poeta
Manuel Loff – Professor Universitário
Mário de Carvalho – Escritor
Urbano Tavares Rodrigues – Escritor
Raquel Freire – Realizadora
...e mais 800 subscritores
https://sites.google.com/site/emdefesadeumportugalsoberano/home

Facebook - https://www.facebook.com/pages/Em-defesa-de-um-Portugal-soberano-e-desenvolvido/295243417207944

30 outubro 2012

Notas sobre o debate do Orçamento (3)

Ministro Gaspar, lentamente, como é seu timbre, começa a revelar a sua política
Disse: Portugal enveredou pela democracia em 1976

O Ministro Gaspar, ostensivamente, esqueceu o 25 de Abril de 1974, esqueceu que foi nessa data que Portugal, através de uma Revolução, se libertou de uma ditadura fascista, ditadura que levou Portugal ao maior atraso da sua história, que oprimiu o povo, e insolentemente, enalteceu a data de 1976.
Porquê?

Recuperação capitalista e submissão ao capital financeiro

Quis mostrar que está contra o 25 de Abril? 
Tudo indica que sim!
Quis mostrar que, para ele, que é ministro desta Democracia, que jurou cumprir a Constituição que o 25 de Abril criou?
Quis mostrar que a data que ele comemora é justamente a data em que os saudosistas dos monopólios capitalistas, dos banqueiros começaram a ofensiva contra o 25 de Abril?


Início da destruição da economia

De facto 1976 abriu caminho para a recuperação capitalista. Marcou o inicio da cruzada contra a economia portuguesa que se acelerou com Cavaco Silva com a destruição da nossa Produção, destruição da Agricultura, destruição das Pescas, para entregar tudo o que era português aos monopólios estrangeiros.
Percebemos melhor que o Ministro Gaspar, saudosista de Salazar, não perdoa o 25 de Abril, mas ficou aliviado e grato quando em 1976 viu que se abria o caminho de regresso ao passado. O caminho que nos trouxe à crise que estamos a viver.

A fábula da maratona a andar para trás

Percebemos agora a fábula da maratona. Trata-ser de facto de uma maratona iniciada em 1976 mas uma maratona de regresso a Salazar. Uma maratona a voltar para trás.
O Ministro Gaspar, foi mais longe e ofendeu o período revolucionário do 25 de Abril, período em que o povo e os militares começaram a aprender a viver em democracia e a construir um país novo, e depreciativamente, chamou-lhe um período indefinido e totalitário. 

A pensar na "Refundação"

Esqueceu-se, ou quis esquecer, que se não fosse o 25 de Abril não havia democracia, não havia Constituição da Republica. 
Mas mostrou também que a Constituição de Abril, tão mal tratada desde 1976, mesmo assim, é para ele um incómodo.
Não pode rasgar a Constituição e retirar os direitos dos portugueses.
Foi mais longe que Passos Coelho que, mais habilidoso, não definiu o que pretende com a "Refundação".

O sonho de Gaspar - Goldman Sachs

O Ministro Gaspar não perdoa ao 25 de Abril, o facto de ter que prestar contas da política que pratica contra os portugueses para beneficiar o capitalismo financeiro internacional. 
O Ministro Gaspar gostaria de seguir a carreira "profissional" de António Borges no Goldman Sachs - Mas continua a tentar.

17 outubro 2012

Está na hora!

Pensar e aprender com a História

48 anos de obscurantismo, 1 ano a aprender a fazer uma revolução, e 37 anos a destruir o pouco que aprendemos. 
É uma síntese da história recente, da formação das nossas consciências coletivas, de povo espezinhado por quem explora e que, para explorar, precisa de manter os explorados na dependência política e económica.

Nos 48 anos que vivemos do fascismo, ensinaram-nos que "a política é para os políticos" e o povo não tem que pensar. Para pensar bastavam os políticos da Assembleia Nacional e o Senhor Presidente do Conselho. A Bem da Nação.
Houve quem resistisse e pensasse. O "contraditório", como agora se diz, dessa "lição" de Salazar, fazia-se em segredo, nas casas e locais recatados por quem queria pensar de outra forma. Era difícil. Homens e mulheres enfrentaram o monstro, uns pagaram com a vida, outros foram presos e torturados mas, todos venceram.

O povo é quem mais ordena!

No ano depois dos 48, metade de 1974 e metade de 1975, uma explosão cultural foi desencadeada. O Povo é quem mais ordena! O povo? Perguntavam muitos. O povo é para trabalhar, diziam outros. 
Se o povo é quem mais ordena, que vamos nós ordenar? Perguntavam muitos. 
Cada um por si não tinha resposta, ou pior, tinham muitas respostas. Boas e más. Por isso, aqueles que há muito, em segredo para não serem presos e torturados, discutiam o "que fazer" para libertar o povo, vieram à luz do dia, comunicar, transmitir o que sabiam fruto da sua discussão organizada no Partido que tinham e que, assim, resistiu.

Da discussão nasce a luz

Esses homens e mulheres do povo, oprimidos e segregados, não sabiam tudo. Sabiam o que sabiam. Mas era um saber colectivo. Como diz o povo, duas cabeças a pensar pensam melhor que uma.
Nesse ano, fizeram-se muitas reuniões, comícios, elegeram-se comissões de trabalhadores, comissões de moradores, substituíram-se os sindicatos e as autarquias fascistas, formou-se o Poder Local Democrático e fez-se a Reforma Agrária. A terra é de quem a trabalha.
Era a participação popular, a melhor escola política e da cidadania.

A "reação" assustada e atenta

Estávamos todos a aprender. Foram cometidos erros. Certamente. Mas, o que era fundamental, era o objectivo: Liberdade. Com dedicação todos davam o que podiam e sabiam. Sem reparar-mos estava a ser cumprido o lema: "Povo é quem mais ordena".
Mas houve quem reparasse. Houve quem sentisse que, os poderosos, estavam a perder o poder e os privilégios. Os bancos foram nacionalizados. Os acionistas deixaram de ter os frutos da sua exploração. O capitalismo internacional estava a perder o controlo do "mercado" português.

Mário Soares, o mais bem colocado...

Como sempre, os americanos intervieram. Democracias participativas e populares não era o que lhes convinha. Nixon e Ford tomaram as suas providências. Colocaram cá em força a CIA. Veio o Kissinger. Veio o Carlucci. A NATO pôs-se em alerta e não permitiu que os militares do 25 de Abril participassem nas suas reuniões. Escolheram Mário Soares como o "mais bem colocado" para impedir que o povo tomasse o poder. Sá Carneiro era anti-americano e tinha que ser afastado. Era preciso retomar os preconceitos que Salazar foi inculcou nas mentes das pessoas. O perigo dos comunistas. Os comunistas comem criancinhas, os comunistas matam os velhos, dizia-se nas igrejas. Mário Soares conspirou com o apoio da Igreja e do Cardeal D. António Ribeiro, confessou ele, agora, em 10 de junho de 2011. 
Fez-se o 25 de Novembro. 
A Revolução do 25 de Abril foi interrompida.

A "Europa Connosco"

Vieram os Governos de direita que se alternaram durante 36 anos.
Mas os desígnios do capitalismo internacional não estavam suficientemente assegurados. Portugal mesmo governado por governos de direita era demasiado autónomo. Qualquer dia poderia acontecer que fosse eleito um governo que defendesse em demasia os interesses nacionais. Esta "democracia representativa" é muito segura para quem tem o poder económico mas... 
Em 1 de janeiro de 1986 Portugal é integrado na Comunidade Económica Europeia - CEE.

A destruição da nossa produção, da nossa independência

Então, em troca dos subsídios, Portugal começa a destruição da economia para ser um "comprador" de produtos europeus. Reforçam-se as privatizações. Os estrangeiros compram a maioria das nossas empresas para encerrar grande parte delas.
Destrói-se a Agricultura, as Pescas as Indústrias. O desemprego aumenta.
Portugal fica mais dependente. Estavam reunidas as condições para a Europa impor a Portugal as suas leis.
A troika portuguesa (PS+PSD+CDS) que sempre governou, pede mais dinheiro.

O "polvo" da especulação dos Bancos

Esse era o primeiro grande objectivo dos Bancos. É o seu negócio. Emprestar dinheiro a juros elevados.
A crise do capitalismo internacional acelerou o desastre. Os juros subiram graças ao que chamaram "nervosismo dos mercados". 
A troika portuguesa aceitou o jogo da troika estrangeira. Pedir "ajuda" externa segundo as regras de jogo que os Bancos da Europa decidiram. O Banco Central Europeu, empresta o dinheiro aos bancos privados a  baixos juros para os bancos privados emprestarem ao Estado a altos juros. Os lucros passam directamente para os acionistas que os guardam bem guardados nos Bancos suiços para a seguir voltarem a emprestar a juros mais elevados. O negócio do capitalismo financeiro que manda nos governos.

O "papão" da alternativa

Compreende-se pois porque eles, e os fantoches da nossa troika, dizem que não há alternativa. 
Através da Televisão e dos jornais que eles controlam, com os comentadores bem pagos e nos programas de Prós e Prós repetem a toda a hora que não há alternativa a esta política. 
O povo, que é quem mais ordena, começa a desconfiar.

Mentir para ganhar eleições

Foi preciso que os partidos da troika portuguesa aumentassem as promessas eleitorais para acalmar os mais revoltados. Das promessas passaram às mentiras depois de instalados no poder.
Tal como dizem que não há alternativa, espalham o boato que são todos iguais. Mas o povo depois de enganado várias vezes sempre pelos mesmos começa a desconfiar. Serão todos iguais? Ou, iguais são sempre os mesmos?

Estamos a acordar. A alternativa, constrói-se!

Passamos 48 anos de obscurantismo, de "educação" à obediência aos poderosos.
O 25 de Abril disse-nos que é o povo quem mais ordena.
36 anos de troikas e política de direita, não conseguiram fazer esquecer os valores de Abril, que é o povo quem mais ordena.

Acordai! é um dos hinos mais cantados nas manifestações... Estamos a acordar.

12 setembro 2012

03 maio 2012

Crime de Camarate (1)

Atentado ou Acidente? 

Está a circular na net uma carta do confesso co-autor do crime de Camarate. 
Duvido que seja tudo verdade o que ele diz. Contudo há muita coisa que coincide com vários acontecimentos reais descritos em outros documentos mais fidedignos e que espero vir a analisar brevemente.
Vale a pena ler esta carta para termos uma ideia das tramas que se desenvolveram nos primeiros anos desta tão atacada revolução do 25 de Abril de 1974.

A direita, o imperialismo, o capitalismo que controla a vida política de muitos países, conseguiu interromper a Revolução do 25 de Abril, destruir grande parte das conquistas civilizacionais que foram então alcançadas. 
Em nome de uma falsa liberdade e democracia retiraram-nos a liberdade e a democracia real. 

Retiraram-nos a participação popular e dos trabalhadores, a democracia directa, a solidariedade e a justiça social, os salários justos, o salário mínimo digno, pensões de reforma merecidas. 

Retiraram-nos o subsídio de Natal e de férias. Impuseram-nos mais tempo de trabalho com menos salário e aumentaram o desemprego. 

Obrigaram-nos a horas extraordinárias sem remuneração. Impuseram-nos a precariedade no trabalho para que os patrões possam aplicar as suas regras e despedir.

O ensino, a saúde, os transportes públicos, passaram a ser só para quem tem dinheiro.

Retiraram-nos a liberdade conquistada para todos terem direito às condições de vida digna. Só há liberdade para uma minoria de ricos, que a podem comprar. 

A democracia está a ser substituída por um estado policial e repressivo para quem trabalha. Polícias violentam manifestantes e jornalistas. Ameaçam impunemente. Tolerância Zero para o 25 de Abril. 

Os trabalhadores são ameaçados e despedidos se usarem os seus direitos. Neste 1º de Maio muitos trabalhadores foram intimidados e obrigados a trabalhar.

Na comunicação social foi imposta uma censura discreta, subtil, que impede que os trabalhadores e suas organizações se exprimam. Muitos jornalistas abdicam da ética profissional e são “obrigados a colaborar” nesta farsa para não serem despedidos.

O povo deixou de escolher em liberdade os seus representantes. Como já tem sido afirmado os representantes eleitos pelo povo não têm legitimidade para fazer o contrário daquilo que prometeram para ser eleitos.
 “Quem mente aos eleitores perde todas as legitimidades democráticas, incluindo - diria mesmo: sobretudo - a de governar. Em rigor não se pode representar aqueles que foram enganados. A mentira ou até a simples omissão da verdade gera um vício de representação que esvazia o mandato político de toda a legitimidade democrática."
Marinho Pinho 
É uma fraude esta "democracia". 
Estamos de facto numa ditadura, cínica, disfarçada que substituiu a democracia alcançada com o 25 de Abril.

Uma ditadura que faz as leis e os tribunais para defender os corruptos, os que roubam e exploram, os muito ricos. Uma ditadura de uma minoria que oprime e retira aos pobres o produto do seu trabalho. Uma ditadura dos Bancos e banqueiros e dos seus discípulos corruptos, que roubam e auferem ordenados milionários para governar e gerir o Estado que eles comandam.

A história julgará quem interrompeu o 25 de Abril.
Os trabalhadores hão-de acordar e retomar a Revolução Interrompida.

Entretanto juntemos as peças do puzzle para percebermos a quem interessaria o (eventual) atentado de Camarate que vitimou Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. Leia aqui:      http://pastebin.com/DFR398ZM   

02 maio 2012

Os Donos de Portugal

Uma boa contribuição para compreendermos o papel de alguns partidos e políticos

E assim chegamos aos dias de hoje, com a miséria a relembrar os tempos de Salazar.
  
25 de Abril: A revolução interrompida
No vídeo podemos recordar quem e porquê interrompeu a esperança do 25 de Abril.


Donos de Portugal from Donos de Portugal on Vimeo.

Temos hoje que prosseguir a revolução interrompida.

26 abril 2012

Zeca e Adriano


A denúncia global desta política, desta democracia (1)

ABRIL OPTOU! 

Decidiu o salário mínimo. Optou pelos direitos dos trabalhadores contra os interesses do capital. Optou pelos que não tinham escola nem saúde. Optou pelos sem terra contra os que a tinham em demasia. Optou pela paz contra os interesses dos que faziam a guerra. Optou pela liberdade de todos os povos como fundamento da nossa própria liberdade.

E OPTAR É TOMAR PARTIDO


Uma crise profunda brutaliza a pátria portuguesa. Uma crise encaixada, embebida na crise do capitalismo.

Uma crise que é doença congénita de um sistema injusto, irracional, destrutivo, mas que serve para enriquecer alguns. Uma crise que é também a opção de alguns, imposta à grande maioria que trabalha e produz. Uma crise que é inerente ao sistema capitalista, que Portugal de Abril poderia ter evitado. Uma crise que em Portugal foi o resultado de uma opção política contra os valores de Abril que, aos poucos e com traições, restituiu o poder económico às "famílias" sem pátria mas "donas do mundo". O grande capital financeiro, vestido com pele de cordeiro, em nome de uma falsa democracia, está a vingar a afronta que o povo e militares lhes fizeram, quando tomaram partido a favor dos trabalhadores e do povo.

Não aconteceu por acaso. É o resultado de opções políticas. Tem responsáveis: PS, PSD e CDS/PP, os partidos, os seus dirigentes políticos, os seus governos, que assumiram ao longo dos últimos 36 anos a política de recuperação capitalista, latifundista e imperialista e golpearam o regime de Abril, com sucessivas contrarrevoluções legislativas e revisões constitucionais.


25 abril 2012

Defender Abril é defender Portugal


A importância das comemorações do 25 de Abril


A direita já várias vezes tentou acabar com as comemorações oficiais do 25 de Abril. 
Foi a indignação de muitos portugueses que os levou a recuar. 

Sabemos bem que governos que querem desrespeitar os valores de Abril, que pretendem rever a Constituição da República, querem também apagar da memória o que foi a libertação do fascismo.

É a contragosto que a direita celebra o 25 de Abril.

Bem sabemos que o Presidente da República, Governantes, e muitos dos deputados da direita quando discursam nestas comemorações estão a representar um papel de hipócritas.

É compreensível que a Associação 25 de Abril e os militares tenham decidido não participar nestas comemorações oficiais. O Manifesto que subscreveram, é uma justa e dura crítica à política que estes governos têm seguido contra a Constituição de Abril e contra os valores que Povo e MFA conseguiram reconquistar. 

Mário Soares e outros “históricos”, aproveitaram esta atitude para se afirmarem também muito pesarosos e solidários com esta posição. Mário Soares não é digno de tal atitude, nem ela nos faz esquecer que foi ele que esteve na origem da política de direita que arruinou o país e os portugueses. 
Mário Soares, na sua cega fúria anticomunista, aliado à CIA, Carlucci, Kissinger e outras forças da extrema direita e reacionárias - como ele próprio se gaba - encetou um plano de divisionismo dos portugueses e da unidade dos trabalhadores, para se  aliar ao poder capitalista e financeiro. Traindo o próprio Partido Socialista e a confiança que muitos socialistas tinham nele, meteu o socialismo na gaveta.

A partir de então, foi o que se viu. 

A adesão à Europa, aquela Europa que nos foi vendida como uma Europa Solidária, a Europa a que Mário Soares chamou a Europa Connosco. A Europa que nos faria enriquecer mas que exigiu a destruição da Agricultura, das Pescas, das Indústrias e nos obrigou a comprar o que eles vendiam. A Europa agiota que agora nos cobra juros especulativos impossíveis de aguentar. 

Vieram as privatizações e o roubo ao Estado e aos portugueses daquilo que era a sua riqueza. Em substituição das empresas destruídas Mário Soares ofereceu às grandes multinacionais, possibilidades de investimentos em Portugal a troco de mão de obra barata e muitas outras benesses. 
Muitas multinacionais exigiram que se aumentasse o desemprego e se retirassem direitos aos trabalhadores como referiu explicitamente o patrão da Sony japonesa. 

Assim se iniciou o aumento do desemprego, friamente calculado, para submeter os trabalhadores às exigência do capital estrangeiro. Criaram a UGT para “partir a espinha à Intersindical” e aos sindicatos, condição necessária para o poder económico retirar os direitos dos trabalhadores. Dividir para reinar foi a política imposta por Soares e executada por Gonelha.

Foram 36 anos de política de direita, sempre com a Troika PS, PSD e CDS-PP juntos ou “à vez”. Cada um destes partidos prometia fazer melhor do que o anterior. Mentiram sempre para ganhar votos. 
Uma vez no poder, compraram submarinos para encher as carteiras de alguns. 
Privatizaram e “desprivatizaram” bancos e empresas. Por cada operação o Estado e os portugueses eram roubados em milhões de euros. 
Os negócios privados e a corrupção levou milhares de milhões de euros ao país. Dinheiro pago com as reduções de salários, das pensões de reforma dos trabalhadores e tantos outros sacrifícios de todo o povo. 
Governantes do PS, do PSD e do CDS-PP deixavam os cargos, com elevadíssimas reformas e bons lugares milionários nos Conselhos de Aministração de muitas empresas. Nessas empresas, com a sua “experiência” continuaram os negócios para roubar o Estado, como nas Parcerias Público Privadas (PPP).

Estes partidos PS, PSD e CDS-PP com a sua política de direita, encheram os bolsos de uma minoria de grandes capitalistas e colocaram na miséria milhões de portugueses. 
Não são punidos pois as leis foram feitas por eles.

Arruinaram o país para as próximas décadas. 


É tempo de dizer BASTA! 
É tempo de defender os valores e conquistas de Abril. 
É tempo de rejeitar o Pacto de Agressão!
É tempo de exigir a renegociação da dívida!
É tempo de defender a nossa soberania!
É tempo de lutar!

23 abril 2012

Manifesto da Associação 25 de Abril

O poder político que governa Portugal está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores

Pela primeira vez, a Associação 25 de Abril não participará nas comemorações oficiais do 25 de Abril. Acusam os militares de Abril que “a linha política seguida pelo atual poder político deixou de refletir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril” e que “as medidas e sacrifícios impostos” à população “ultrapassaram os limites do suportável”. Criticam muito justamente que "Portugal é tratado com arrogância por poderes externos, o que os nossos governantes aceitam sem protesto e com a auto-satisfação dos subservientes. 

  
 Independentemente da controversa atitude de recusa a estarem presentes nas cerimónias oficiais, os militares de Abril, explicam as suas razões com justas e duras críticas ao "poder político" expressas no seguinte:

Manifesto "Abril Não Desarma", da Associação 25 de Abril

"Há 38 anos, os Militares de Abril pegaram em armas para libertar o Povo da ditadura e da opressão e criar condições para a superação da crise que então se vivia.

Fizeram-no na convicta certeza de que assumiam o papel que os Portugueses esperavam de si.

Cumpridos os compromissos assumidos e finda a sua intervenção directa nos assuntos políticos da nação, a esmagadora maioria integrou-se na Associação 25 de Abril, dela fazendo depositária primeira do seu espírito libertador.

Hoje, não abdicando da nossa condição de cidadãos livres, conscientes das obrigações patrióticas que a nossa condição de Militares de Abril nos impõe, sentimos o dever de tomar uma posição cívica e política no quadro da Constituição da República Portuguesa, face à actual crise nacional.

A nossa ética e a moral que muito prezamos, assim no-lo impõem!

Fazemo-lo como cidadãos de corpo inteiro, integrados na associação cívica e cultural que fundámos e que, felizmente, seguiu o seu caminho de integração plena na sociedade portuguesa.

Porque consideramos que:

Portugal não tem sido respeitado entre iguais, na construção institucional comum, a União Europeia.

Portugal é tratado com arrogância por poderes externos, o que os nossos governantes aceitam sem protesto e com a auto-satisfação dos subservientes.

O nosso estatuto real é hoje o de um “protectorado”, com dirigentes sem capacidade autónoma de decisão nos nossos destinos.

O contrato social estabelecido na Constituição da República Portuguesa foi rompido pelo poder. As medidas e sacrifícios impostos aos cidadãos portugueses ultrapassaram os limites do suportável. Condições inaceitáveis de segurança e bem-estar social atingem a dignidade da pessoa humana.

Sem uma justiça capaz, com dirigentes políticos para quem a ética é palavra vã, Portugal é já o país da União Europeia com maiores desigualdades sociais.

O rumo político seguido protege os privilégios, agrava a pobreza e a exclusão social, desvaloriza o trabalho.

Entendemos ser oportuno tomar uma posição clara contra a iniquidade, o medo e o conformismo que se estão a instalar na nossa sociedade e proclamar bem alto, perante os Portugueses, que:

- A linha política seguida pelo actual poder político deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa;

- O poder político que actualmente governa Portugal, configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores;

Em conformidade, a A25A anuncia que:

- Não participará nos actos oficiais nacionais evocativos do 38.º aniversário do 25 de Abril;

- Participará nas Comemorações Populares e outros actos locais de celebração do 25 de Abril;

- Continuará a evocar e a comemorar o 25 de Abril numa perspectiva de festa pela acção libertadora e numa perspectiva de luta pela realização dos seus ideais, tendo em consideração a autonomia de decisão e escolha dos cidadãos, nas suas múltiplas expressões.

Porque continuamos a acreditar na democracia, porque continuamos a considerar que os problemas da democracia se resolvem com mais democracia, esclarecemos que a nossa atitude não visa as Instituições de soberania democráticas, não pretendendo confundi-las com os que são seus titulares e exercem o poder.

Também por isso, a Associação 25 de Abril e, especificamente, os Militares de Abril, proclamam que, hoje como ontem, não pretendem assumir qualquer protagonismo político, que só cabe ao Povo português na sua diversidade e múltiplas formas de expressão.

Nesse mesmo sentido, declaramos ter plena consciência da importância da instituição militar, como recurso derradeiro nas encruzilhadas decisivas da História do nosso Portugal. Por isso, declaramos a nossa confiança em que a mesma saberá manter-se firme, em defesa do seu País e do seu Povo. Por isso, aqui manifestamos também o nosso respeito pela instituição militar e o nosso empenhamento pela sua dignificação e prestígio público da sua missão patriótica.

Neste momento difícil para Portugal, queremos, pois:

1. Reafirmar a nossa convicção quanto à vitória futura, mesmo que sofrida, dos valores de Abril no quadro de uma alternativa política, económica, social e cultural que corresponda aos anseios profundos do Povo português e à consolidação e perenidade da Pátria portuguesa.

2. Apelar ao Povo português e a todas as suas expressões organizadas para que se mobilizem e ajam, em unidade patriótica, para salvar Portugal, a liberdade, a democracia.

Viva Portugal!

ASSOCIAÇÃO 25 de ABRIL"

Abril, lembranças mil


19 junho 2011

As várias formas da Luta de Classes

A laicidade de Mário Soares e a conspiração contra o 25 de Abril


A propósito das recentes declarações de Mário Soares, reproduzo parte do artigo de opinião de José Casanova, no Avante, para recordar o que que já se sabia mas, ainda há pouco tempo, o PS e a direita desmentia.


"Ao cognome de pai da política de direita, Mário Soares junta um rol infindável de epítetos da mesma família.


E o facto de, sendo ele o maior inimigo da democracia de Abril, lograr fazer-se passar por «pai da democracia», faz com que lhe assente como uma luva o título de rei dos embusteiros.
Curiosamente, à medida que a idade lhe vai pesando – e à semelhança do criminoso que volta ao local do crime para apreciar a obra feita - ele desdobra-se em revelações sobre as suas actividades ocultas, desnudando-se e expondo as vergonhas, das quais, babado, se orgulha.


Disse ele, há dias, relembrando a concentração de 19 de Julho de 1975: «Conspirei activamente com D. António Ribeiro». E explicou: «todos os párocos disseram nas igrejas que seria bom que os católicos se juntassem na Fonte Luminosa contra o PCP». 


Esta revelação, do aproveitamento da Igreja para explorar os preconceitos anticomunistas, que se vem desenvolvendo há séculos, para impedir a libertação dos explorados, curiosamente, ao contrário do que foi o inicial papel da igreja na libertação dos escravos, mostra como ainda hoje a direita se serve da Igreja, para influênciar o voto contra os comunistas, e contra todos os democratas, que querem uma sociedade sem exploradores e sem explorados.


Ainda hoje a Igreja tem um papel de grande influência política como pude presenciar nos eleitores que vinham com instruções para se votar nas seinhas viradas para o céu. (ver post do dia 5 de junho).




No livro de Alvaro Cunhal, "A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril" (a contra-revolução confessa-se), prova muitas das imensas mentiras que continuam a enganar os mais crédulos.


José Casanova refere ainda os encontros semanais  de Mário Soares com a CIA através do seu chefe Carlucci, que Mário Soares, sem vergonha, agora confessou serem de mais de uma vez por semana, tal como os de Otelo com esse mesmo Carlucci, chefe da CIA, para "jogar ténis", como escreveu Samuel.

14 junho 2011

25 de Abril continua a ser traído

A NATO quer e o "governo" obedece


O governo PS ainda em gestão, submisso às potências estrangeiras, aceitou a instalação em Portugal do “comando operacional”, da Força Marítima de Reacção Rápida ‘Strikfornato’ da NATO. Mais uma violação da Constituição da República Portuguesa, que expressamente afirma a igualdade entre os Estados, a solução pacífica dos conflitos internacionais, a não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados, a cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade e ainda "preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos".




A pouca vergonha é tal que Mário Soares relembrou há dias as conversas com o seu grande amigo, chefe da CIA, Frank Carlucci, a sua traição ao 25 de Abril, preparada em encontros semanais na Embaixada dos EUA e nos jogos de ténis entre Carlucci e Otelo. Hoje os traidores sentem-se tão àvontade que se orgulham de ter conspirado, até com a Igreja e com o D. António Ribeiro, o Cardeal-Patriarca de Lisboa, para que este desse instruções aos sacerdotes para dizerem nas missas o que deviam fazer para, alterar o rumo do 25 de Abril, rumo esse agora tão bem conhecido de todos nós. Submissão total aos grandes interesses económicos e militares dos EUA.


Ainda hoje, mais ou menos elaborados, esses métodos são usados para condicionar o voto dos eleitores nesta falsa democracia.


É caso para dizer que, da missa não sabemos nem a metade. Quais as condições e as consequências deste “comando operacional” para o nosso país?
Os jornais, silenciam, deixando que os portugueses tenham que aceitar factos consumados.

11 maio 2011

Comentário...

Este comentário merece mais que ficar escondido

No texto que, aqui, coloquei hoje "Os demónios e outros fantasmas" Licínia Quitério, fez um comentário que, para além da beleza da escrita, da poesia que contém, é um oportuno complemento que nos mostra os fantasmas que foram inculcados e que ainda hoje vivem na cabeça de muitas pessoas. Aqui vai com o destaque merecido:

licinia quiterio disse...

É um texto poetisado, baseado numa vivência própria no chamado Verão Quente, em que fiz parte duma campanha de dinamização cultural organizada pela genuína e irrepetida aliança Povo-MFA. Partíamos por esse Portugal pobre e escondido, levando a ajuda possível: livros, brinquedos, baloiços, lexívia para desinfectar as águas, etc. E, de acordo com as populações, ajudávamos em trabalhos essenciais. Foram aventuras e sonhos lindos em que nos sentimos verdadeiramente cidadãos úteis do nosso país. Foram, no entanto, aventuras de alto risco porque a reacção ao nosso trabalho e empenho foi forte, devastadora, criminosa. Foi o Verão em que deitaram fogos às matas, acusando os comunistas. Foi quando queimavam e destruiam sedes dos partidos de esquerda. Foi quando os bombistas atacaram a matar. Os caciques diziam que nós levávamos armas e íamos fazer a guerra. Era a nossa palavra, a nossa acção contra as ameaças deles. Nessa aldeia perdida de que aqui falo, nós conseguimos calar os caciques e sermos aceites e estimados pela população que connosco colaborou e conversou como nunca tinha conversado. Foi um tempo lindo, apesar dos perigos, apesar das calúnias de que fomos alvo. Está por contar o que foi de facto esse Verão de 75. Eu vou tentando.



Os demónios e outros fantasmas

Coisas que ainda perduram

«Falavam de demónios vermelhos vindos de longe para fazerem a guerra. E os homens respondiam: "Nós trazemos o corpo inteiro e os livros da paz". E o medo das bruxas encorpava. Mulheres havia que esconderam as crianças. Era o medo do demónio, do fogo, da guerra, das sombras más que uivavam como lobos, diziam-lhes. O pão, escasso e duro, era fechado nas arcas».

Ontem, em casa do José João, Licínia contou-nos uma história, real e que permanece viva e forte em muitos de nós. Falou-nos das misérias e dos medos incendiados nos corações de gente simples após o 25 de Abril de 1974. Falou-nos do medo da liberdade, implantado durante gerações no corpo dos humildes. Contou-nos histórias de bruxas vindas de outras terras roubar o pão que as gentes não tinham. Do demónio vermelho vestido com farda de soldado ou de mulheres sem armas que vinham fazer a guerra. De belzebus com corpo de homens que traziam livros nas mãos e palavras nas bocas.
 
«E os homens diziam: "Nós trazemos o pão, o leite, o mel e o vinho". No luar se encontraram, afastados, resguardados dos estranhos que diziam palavras estranhas como livro e paz. Lá no cimo, ao longe, as matas estavam acesas, um fogo rasteiro, de devorar restolho e afugentar coelhos. De homens nem sinal. E as mulheres diziam: "Foi o demo que lá passou. De manhã cedo vai-se embora e veste-se como um homem e fala como um homem, com palavras novas como livro e paz".»

È uma história que Licínia transformou em poema e que pode, deve, ser lida em:

24 abril 2011

A luta contra o fascismo

Nesta data, da última noite negra de há 37 anos. recordemos a luta dos anti-fascistas

Recordo bem o meu pai a ouvir a Rádio Portugal Livre e a minha mãe cheia de medo a recomendar pôr um copo de água em cima do aparelho de rádio para a PIDE não detectar.

Ver também o separador Curiosidades aqui

A última noite negra do fascismo

O Movimento das Forças Armadas aguarda a canção de Paulo de Carvalho "e depois do adeus" para desencadear a revolução




Defender Abril participar no desfile popular do 25 de Abril. 

Em Lisboa, a concentração é no Marquês de Pombal às 15 horas. 

No Porto, o início do desfile, marcado para as 14h30, é no Largo Soares dos Reis

23 abril 2011

25 de Abril, SEMPRE !

Defender o 25 de Abril é defender a Liberdade, a Democracia e a Justiça Social.


Vem aí o 25 de Abril. Não apenas mais uma data, mas um rumo decidido pelo povo para um Portugal, um rumo de justiça social e progresso.
Os dias difíceis que os trabalhadores e o povo hoje vive, são o reflexo do caminho percorrido desde há 35 anos, de constantes injúrias e tentativas de transformar esse projecto numa data despida de significado.
A Liberdade conquistada, é hoje uma palavra vazia de conteúdo.
Liberdade não é apenas poder votar de 4 em 4 anos e deixar que aqueles em quem confiámos façam o que entenderem, ao contrário do que prometeram.
Liberdade não é apenas ter montras para ver e não ter dinheiro para comprar.
A Liberdade que o 25 de Abril nos trouxe, que o povo conquistou, é podermos ter acesso ao emprego com direitos, à cultura, ao ensino gratuito, aos serviços de saúde. 
Essa Liberdade conquistada tem sido aviltada. 
Defender o 25 de Abril, hoje é defendermos a liberdade, a democracia, a justiça social, a nossa independência e a soberania do povo.


Defender Abril é também participar no desfile popular de comemoração do 37.º aniversário da Revolução de Abril. 
Em Lisboa, a concentração é no Marquês de Pombal às 15 horas e o desfile termina no Rossio. 
No Porto, o início do desfile, marcado para as 14h30, é no Largo Soares dos Reis e termina na Avenida dos Aliados.