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21 novembro 2012

É preciso ter lata


Cavaco: Alzheimer, descaramento ou autocrítica?

Cavaco defendeu, na sessão de abertura do 22.º Congresso das Comunicações, que é importante o país “ultrapassar os estigmas que nos afastaram do mar, da agricultura e até da indústria, com vista a produzirmos, em maior gama e quantidade, produtos e serviços que possam ser dirigidos aos mercados externos”. 

Cavaco esqueceu-se do que fez? 

Foi ele, como primeiro ministro durante dez anos, entre 1985 e 1995, que destruiu a Agricultura, que fomentou o abate de vinhas e olivais.
Foi ele que impôs a redução das produções agropecuarias, nomeadamente de leite, promoveu o abate dos barcos de pesca e destruiu a indústria.
Foi ele que vendeu ao estrangeiro a nossa capacidade produtiva, destruiu a nossa rede ferroviária entre muitas outras medidas que colocaram Portugal à mercê dos grupos económicos estrangeiros.  

A culpa é do alemão

Será o alemão (desta vez o Alzheimer) a dominar a sua mente? Ou o descaramento ultrapassa a pouca vergonha?

O "esquecimento" parece ser uma doença nacional que afeta governantes e eleitores (no momento de votar).

13 maio 2011

A política agrícola dos governos PS PSD e CDS

Destruição da Agricultura e da Produção nacional


Como sabemos, a nossa agricultura tem sido destruída devido à criminosa política dos sucessivos Governos constituídos por PS, PSD e CDS.
Outros caminhos são possíveis.
Para isso é preciso afrontar os interesses daqueles que ganham rios de dinheiro á custa da ruína da nossa agricultura. Os Governos têm servido os grandes que dominam os negócios da indústria alimentar; do comércio; da exploração e importação dos produtos da agricultura, da pecuária e da floresta e os que dominam as industrias agro-químicas. 
Esta política serve também alguns grandes proprietários de terras que nada produzem. Recebem apenas subsídios. 


De um texto de António Bica retirei alguns dados, que mostram o que é a política dos governos PS, PSD e CDS que há 35 anos afundam o país.


Mais de metade dos apoios em subsídios vai para a grande propriedade do Alentejo, muitas que nada produzem, mas que recebe mais de metade do valor. 
Nas culturas Arvenses, o Alentejo recebe 56,6% do montante do Continente, sendo o correspondente número de agricultores  7,5% da totalidade dos beneficiários.
Por exemplo para os Bovinos, o Alentejo recebe 55% do montante para 5,5% dos beneficiários do Prémio ao Abate, para 7,1% de Prémios aos Bovinos Machos e 12,6 dos beneficiários do Prémio às vacas aleitantes, no conjunto 55% do montante para 8,4% dos beneficiários. São os grandes que são beneficiados.
Os números indicam bem que os subsídios à agricultura são canalizados em mais de metade (55,56%) para o Alentejo, onde o número de beneficiários, no que respeita às culturas com maior peso (cultural arvenses e bovinos), não chega aos 10%. 
(dados da PAC de 2004)