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02 outubro 2015

Papa Francisco na ONU

As palavras do Papa Francisco que a Comunicação Social, submetida aos interesses dos grandes grupos financeiros, pouco refere.  

Para bom entendedor as palavras do Papa Francisco na ONU, foram uma severa crítica ao actual sistema, referindo expressamente as organizações financeiras internacionais, que não promovem o desenvolvimento sustentável, aumentam a exclusão social e sujeitam os Estados a uma submissão asfixiante a dívidas que, longe de promoverem o progresso, submetem as populações a maior pobreza e dependência.
O Papa Francisco foi claro e, ainda que usando palavras moderadas, referiu o problema das desigualdades onde os ricos são cada vez mais ricos e os pobres são cada vez mais e mais pobres. É isto que o poder que nos domina não quer que saibamos.

A colonização ideológica imposta aos povos

Acentuou ainda que a exclusão económica e social é um atentado aos direitos humanos referindo a necessidade de acabar com a colonização ideológica que impõe modelos e estilos de vida contrários à identidade (e interesses, acrescento) dos povos. Referiu também que, os mais pobres são os que mais sofrem ao ser excluídos e obrigados a viver na pobreza.
De facto o Papa ao alertar para estes graves problemas está a dizer que é preciso uma verdadeira alternativa a esta política que é responsável pelo sofrimento de tantas pessoas.

Paz sim guerra não!

O Papa, depois de condenar os abusos contra o meio ambiente, acrescentou que a guerra é a negação de todos os direitos e insistiu que "se se quiser um verdadeiro desenvolvimento para todos é preciso continuar a tarefa contra a guerra" e para isso é preciso resolver os conflitos pelo diálogo e negociação. Também por isso o Papa Francisco criticou a proliferação das armas de destruição maciça, em especial as nucleares.
A Televisão e os jornais pouco falam disto mas, muito mais disse o Papa que sabe perfeitamente que as pessoas estão a "abrir os olhos", que o repúdio por estas políticas cresce e a Igreja não pode continuar alheia ou encostada ao poder político que, ao lado dos grandes grupos financeiros, gera as crises e explora a grande maioria dos povos.

Uma reflexão final:
Enquanto o Papa se manifesta frontalmente contra a guerra, o nosso governo, a UE e a NATO promovem enormes exercícios militares em Portugal, acirrando conflitos e gastando centenas de milhões do dinheiro que faz falta para a Educação, para a Saúde e para desenvolver o país.


05 agosto 2015

A pátria em acentuada decadência

Ainda há quem lute e não desista

No passado 31 Julho, Baptista Bastos escreveu no Jornal de Negócios uma crónica, que é importante conhecer.
Começa B.B. por acentuar o papel de desinformação da nossa Comunicação dita Social. «Se quiser saber o que realmente ocorre, tem de frequentar a imprensa estrangeira, tal como no fascismo». 

O colonialismo ideológico

A esse propósito também o Papa Francisco disse que «A concentração monopolista dos meios de comunicação social que pretende impor padrões alienantes de consumo e certa uniformidade cultural é outra das formas que adota o novo colonialismo. É o colonialismo ideológico». Por muito que "comentadores e politólogos" tentem disfarçar, são eles próprios, que o confirmam pelas constantes mentiras com que procuram defender esta política, de direita. Muito mais disse o Papa. Por isso, não agradou a esta direita que coloniza os meios de comunicação. Os jornais e a Televisão escondem tanto quanto podem, quem, contra corrente, tem a coragem de dizer a verdade.

A realidade não pode ser desmentida

Por isso não estranhamos que, um estudo da Marktest sobre o tempo de antena dado pelos maiores canais de televisão, tenha mostrado que «os comunistas são, entre todos os partidos com assento parlamentar, à exceção do Partido Ecologista Os Verdes, os que menos ocupam as atenções mediáticas». Por outras palavras: Os comunistas, como outros já referidos, incomodam, agitam as águas podres deste charco em que esta política de direita, há 39 anos vem transformando o país. Muito gostariam os colonizadores que não existisse o Partido Comunista, nem que homens sérios "colocassem a boca no trombone" uma vez que os microfones e câmaras de Televisão já a Censura do poder controla.

Adormecimento e pensamento único

Baptista Bastos não é "um qualquer" como os que vão à Televisão fazer o frete ao governo. Baptista Bastos não rasteja aos pés dos "colonizadores" - para utilizar as palavras do Papa - como rastejam os sabujos, os repugnantes seres, sem espinha dorsal, que lambem as botas dos seus patrões donos dos Orgãos de Comunicação Social, a troco de umas benesses. B.B. aponta «O universo de embuste criado com o "empobrecimento" da população; a "austeridade" imposta por uma ideologia que ignora as características, a cultura e a História do país». Mostra a «apatia de desistência», planeada, para que este povo se vá habituando a ser explorado sem refilar. Tal como no fascismo, Batista Bastos evidencia que faz parte desta política de direita o adormecimento das mentalidades. Para isso, estes colonizadores, com a cumplicidade dos que dizendo-se de esquerda, sempre abriram o caminho à direita, inoculam os analgésicos «o fetiche do futebol; as revistas cor-de-rosa» acompanhado das drogas que Televisões e Jornais injectam a toda a hora nos portugueses que ainda procuram conhecer o que se passa neste país e no mundo.

Os que não se vergam

Para quem a verdade é um valor, como diz Baptista Bastos «É penoso ler a imprensa dita de "referência", estafada em desaforar o leitor dos grandes problemas nacionais e internacionais». Dá como exemplo o caso da Grécia e o que tem sido dito, para concluir «No ponto da situação, há uma luta de classes e de poder que pode arrastar a Europa para um abismo profundíssimo. A questão é que deixou de existir analistas que, pedagogicamente, explicassem o que está em jogo, e os perigos decorrentes de uma Europa atrozmente desunida, que não passa de uma cabisbaixa serventuária da Alemanha». "Sem papas na língua" e com lucidez, B.B. termina a sua crónica dizendo: «Na discórdia europeia, Passos Coelho colocou-se, obediente e sabujo, ao lado de Angela Merkel, tal como, anteriormente, o fizera José Sócrates. Nesta parada de serviçais, não o esqueçamos, o único partido que sempre recalcitrou foi, e tem sido, o PCP. Goste-se ou não, os comunistas portugueses têm pelejado contra a subserviência dos nossos governos e alertado para a urgente necessidade de Portugal sair desta Europa defeituosa. Nada desta problemática é tratada, com a seriedade exigida, pelos órgãos de comunicação sociais. Se quiser saber o que realmente ocorre tem de frequentar a imprensa estrangeira, tal como no fascismo. Este reino cadaveroso está envolvido num lamaçal de condescendências e de cumplicidades, que afecta a própria alma do que somos. "Um fraco rei faz fraca as fortes gentes", disse-o o Poeta, melhor do que ninguém».

Não deixemos que enfraqueçam a força do povo e, por todos os meios ao nosso alcance, façamos com que a Comunicação dita Social, não continue a deformar as nossas consciências. Comuniquemos!