Mostrar mensagens com a etiqueta consciência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta consciência. Mostrar todas as mensagens

14 abril 2013

A "renegociação" ao contrário

Aumentou o roubo
A "renegociação" da dívida que o governo fez, agrava a nossa dependência

Temos o futuro mais comprometido. Mais juros para pagar durante mais tempo. Esta política compromete as gerações vindouras, a vida dos nossos netos. Quem tolera esta política de direita, é conivente. 

Milhares de milhões que desaparecem chamados "ajuda"

Os juros da dívida pública continuam a aumentar mais do que aquilo que produzimos. Para a capitalização dos Bancos estão previstas fatias de muitos milhares de milhões o que também faz disparar os juros que vamos ter que pagar. 

A divida vai aumentar ainda mais. Pedir emprestado para pagar os juros. Paga o povo ganham os bancos. Este é o negócio dos que nos "ajudam". Eles ganham mais em juros do que o valor que nos emprestaram. 

O capitalismo está numa crise profunda

Os bancos, que nada produzem, têm sido a máquina de enriquecimento de grandes capitalistas internacionais. Essa máquina alimenta-se do nosso dinheiro. Dinheiro roubado às reformas de quem trabalhou e descontou. Dinheiro retirado aos ordenados que diminuem. Dinheiro desviado ao Serviço Nacional de Saúde para o qual descontamos. Dinheiro roubado aos contribuintes que pagam para serviços que o Estado extingue.

Ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres

A classe média está a desaparecer, a empobrecer. 
Os milionários, os banqueiros, aumentam as suas fortunas. De onde lhes vêm o dinheiro?

Esta geração é responsável pelo empobrecimento dos nossos filhos e netos. É responsável por permitir que governos há muitos anos a fazer esta política de direita, continuem a destruir o nosso país. Será isto tão difícil de perceber?

A desculpa que "não há alternativa"

A direita, a troika PS+PSD+CDS às ordens da troika FMI+BCE+UE, dizem que não há alternativa. 
Isto é uma grande mentira e uma desculpa para não estragar o negócio dos bancos.

A alternativa é coisa que não convém aos bancos. Por isso a silenciam. 
A alternativa é investir na produção nacional. A alternativa é não canalizar os recursos para os bancos mas para a produção. A alternativa é produzir e reduzir as importações. A alternativa é reduzir o desemprego e criar postos de trabalho. A alternativa é renegociar a dívida, não aceitar os juros especulativos dos bancos. 

Exemplos e alternativas

Os países em desenvolvimento, Brasil, Rússia, Índia  China, África do Sul, (BRICS) mostram estão a construir a alternativa para se libertarem da tirania deste capitalismo terrorista comandado pelo FMI.
A Islândia, um pequeno país na Europa, mostrou a dignidade do povo que não se submeteu e está em grande progresso. 

Bancos e banqueiros
Todos temos o dever de apelar à consciência de quem se cala, de quem "deixa andar" - e por isso é também responsável pelo futuro de Portugal. Pelo futuro dos seus filhos e netos que não nos perdoarão.

Este blogue C de... 

...bem ou mal, tem tentado chamar à realidade as consciências adormecidas, os "eternamente enganados", os que teimam em desculpar quem nos rouba.

Não tenho conseguido dedicar o tempo que esta "missão" deveria exigir. 
Vou estar ausente, no estrangeiro e, interromper por mais tempo as publicações neste blogue. Não abandonarei a luta, a luta pelo esclarecimento, a luta contra a passividade que permite os vampiros comer tudo e não deixar nada.
Até já!


31 agosto 2012

Os "enganos" da crise do capitalismo

Há enganados e "enganados"


Uma violenta crise alastra nos países capitalistas. Uma crise que parece não ter responsáveis. É descrita como se fosse um castigo divino ou uma peste natural que a humanidade não controla.

Em Portugal, dirigido por políticas e interesses monopolistas com ataques ao 25 de Abril, sistematicamente conduzidos pela direita, através do PS, PSD e CDS/PP, são os trabalhadores e a generalidade dos portugueses obrigados a fazer os sacrifícios para pagar a crise que não provocaram.

A “crise” é uma óptima oportunidade para que o grande capital aumente a exploração e retire os direitos a quem trabalha.

Há quem teime em não querer ver quem são os que beneficiam com a "crise" e continue aceitar as explicações dadas pelos que tentam esconder os responsáveis. Outros, queixam-se mas falham o alvo e dizem-se enganados pelos políticos. Quais políticos?


Tudo levaria a crer que 36 anos de política de direita, praticada sempre pelos mesmos, PS, PSD e CDS/PP seriam suficientes para desenganar os enganados. Muitos anos de “lavagem de cérebros”, pode ser a explicação para a fraca cultura, para os preconceitos, para as crenças e crendices da maioria dos portugueses que são enganados. É uma justificação que não explica toda a cegueira para analisar os factos. Há enganados e “enganados”.
De facto, não falando do que foram os 48 anos de fascismo, antes do 25 de Abril de 1974, bastaria aos “enganados” recordar os 36 últimos anos de política de recuperação capitalista, latifundista e imperialista iniciados com Mário Soares. 

Os “enganados” não tiveram ainda a lucidez para analisar o maquiavelismo que golpeou o 25 de Abril, com sucessivas contrarrevoluções legislativas, revisões constitucionais, acções sempre justificadas por uma intensa propaganda dos meios de comunicação pagos pelos grandes grupos económicos. 

Foram 36 anos de política seguida pelos partidos da direita (PS, PSD e CDS), que destruíram a nossa economia para encher os bolsos de corruptos, de banqueiros, de grandes grupos económicos privados, contudo 36 anos não bastaram para abrir os olhos aos “enganados”.

PS, PSD e CDS, que propagandearam a “Europa connosco” como a receita para o desenvolvimento de Portugal, transformaram o país numa Junta de Freguesia da Europa, dependente de esmolas pagas bem caro e, agora, aceitam a sua transformação numa colónia da Alemanha. 
A dependência de Portugal aumenta, como aumenta o desemprego e o custo de vida com a redução brutal dos salários. 


Nem o pacto de agressão e de traição a Portugal e aos portugueses, assinado pelo PS, PSD e CDS/PP com a Troika, pacto que, para além de retirar direitos a quem trabalha, pretende impor a submissão de Portugal às potências e poderes estrangeiros, tem sido suficiente para alertar as consciências adormecidas.

Não têm bastado as denúncias nem os factos que mostram a fraude política das explicações da necessidade de aceitar as imposições económicas e as medidas de austeridade, várias vezes anunciadas como a cura para os males da crise que os capitalistas provocaram. Apesar das provas provadas de que as curas anunciadas agravam os malefícios que dizem curar, os “enganados” continuam cegos perante os factos e os resultados de tais medidas.

Os “enganados” não têm capacidade para ver a regressão social e civilizacional, a restrição e encarecimento do acesso à saúde, o ensino apenas para os ricos, a destruição do Sistema Público de Segurança Social. Os “enganados”assobiam para o lado e alguns ainda culpam os trabalhadores por não se deixarem explorar ainda mais. 
Os “enganados” preferem passar nos intervalos da chuva, desculpar-se com os enganos e continuar enganados… mas a história não pára e, um dia… 

30 agosto 2012

O regresso


OPÇÕES E ESCOLHAS

Há três meses interrompi as publicações na curta vida deste blogue. Como disse então, “Foi quase ano e meio de duas lutas paralelas. Uma contra o tempo, e outra contra uma política injusta, de baixos valores humanos…Como "depressa e bem não há quem... terei que sacrificar a quantidade para melhorar a qualidade”. 


C de Continuar...

Uma questão mantém-se presente: Como continuar C de…?
Algumas escolhas não são fáceis. Recordo Antonio Machado, “o camiño; se hace al andar”. 
Por isso C de… continuará o caminho e, a cada passo, repensará o passo seguinte mas sempre na direção do objectivo da construção de um mundo melhor, socialmente mais justo. Esta é a opção, a escolha que determina todo o percurso deste blogue. Opção que me une a muitos companheiros da mesma jornada.


Progredir

C de… continuará a derrubar obstáculos, barreiras, combatendo preconceitos, paradigmas, crenças, estereótipos, "vícios" de pensamento e bloqueios metafísicos que são travões ao progresso, ao percurso da história. 

Pensar, refletir

C de… continuará a incentivar a crítica, a reflexão e tomada de consciência sobre as alternativas ao "status quo" que nos oprime material e psicologicamente.


C de… caminhará na direção do supremo objectivo humano de uma felicidade convicta, só possível num mundo melhor, numa sociedade em que a satisfação de cada um seja o alimento partilhado que se multiplica com a felicidade dos outros. 

Ser consciente, intervir

Como? Procurando estimular as consciências adormecidas, o espírito crítico e a participação de todos. 
Espero que a imaginação não me falte. 


C de… continuará a combater a degradação dos valores humanos, o individualismo, o egoísmo, a falta de solidariedade, a aceitação passiva das injustiças e deste modelo de sociedade onde domina a exploração, a agressividade, desonestidade e a corrupção.

Combativo

Como? Será implacável com o poder instalado e seus cúmplices passivos perante as injustiças como cachorros obedientes que aguardam os restos do banquete dos seus donos.

C de… será dedicado a todos os que sofrem e não se conformam e querem conhecer explicações e caminhos diferentes dos que nos impingem a toda a hora.


O novo substituirá o velho

C de… é um blogue para todos os que, apesar das legítimas dúvidas, têm a lucidez para procurar novas respostas e capacidade para duvidar das "verdades" com que têm convivido.

C de… é um blogue para quem não quer ser inconsciente, para quem é capaz de admitir outras formas de explicar as injustiças e refletir sobre as soluções para os males que atormentam a maioria explorada por este sistema injusto.


Fotografias de Sebastião Salgado

06 junho 2011

Reflexão (3)

A setinha

É legítimo querermos sempre melhor. Mas, o resultado da CDU, foi um bom resultado. Subida em percentagem e em deputados. Sinal de que muitos adquirem consciência, e por isso, a CDU está mais forte, em número e em qualidade. Votar PS ou PSD é fácil, são os mais poderosos e todos gostam que o seu clube ganhe, ou de seguir o conselho dos senhores importantes da terra e, por isso, cada inconsciente vota na seta apontada para o céu como diziam hoje as pessoas na aldeia onde estive: "O que o senhor Padre e o senhor Presidente da Junta disseram era para pôr a cruzinha no quadradinho ao lado da setinha a apontar p'ró céu". Alguns diziam também que "Só tinham pena era de, no papel, não haver caras para saberem em quem votavam", perante o boletim que lhes entregavam com tantas letras e desenhos. Muitos, depois de mirarem e remirarem o papel na câmara de voto, voltavam à mesa e perguntavam, perplexos: "onde está a setinha a apontar para o céu?". 
Eles não têm culpa. Têm-na os que beneficiam com a manutenção do povo na ignorância. "Não percebo nada disto. Isto da política é para os políticos, eu sei lá onde hei-de pôr a cruz". Muitos boletins de voto apareceram em branco por falta de "aconselhamento". Muitos outros apareceram com cruzes em todos os partidos pois "todos merecem, coitados". Uma senhora idosa, espreita para a câmara do lado e diz "ó vizinho diga-me lá onde ponho a cruz" perante o protesto do delegado, o vizinho responde "eu não sei para mim quanto mais para ensinar".
Na CDU, não é qualquer um que vota. Mas, os que votam, sabem o que fazem.

03 junho 2011

Reflexão

Votar é um direito conquistado, mas é também uma responsabilidade social

Com o nosso voto, pouco que seja, influenciamos a política que se seguirá com os políticos que forem eleitos.
Votamos livremente de acordo com a nossa consciência. Contudo, bem ou mal a nossa consciência é um produto da sociedade em que vivemos. Da correcta ou incorrecta influência da família, dos amigos e colegas, da escola, dos camaradas de trabalho, dos jornais que lemos, da televisão que vimos, da publicidade que nos assola todas as horas, enfim de todo o ambiente que vivemos, na cidade, no bairro, na aldeia, nas colectividades e actividades que frequentamos. Esse ambiente é normalmente "conservador" pois procura "ensinar" aos mais novos, aquilo que cada um já tinha aprendido com os mais velhos.

...o mundo avança como bola colorida...

Contudo, a sociedade evolui. Não é conservadora porque o Homem aprende com os erros e deseja sempre fazer melhor. Já dizia o poema de Gedeão "o sonho comanda a vida, sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança. ...". São os jovens quem mais sonha, quem mais  ambiciona um mundo melhor, um mundo mais justo sem o egoísmo de homens que exploram outros homens e os mantêm na ignorância.
São os que sonham, os que pensam, os que reflectindo, conseguem tirar ensinamentos da realidade, que ousam dizer e mostram que o mundo pode ser diferente. São poucos, é certo, como poucos foram os que mudaram o mundo com as suas descobertas e os seus estudos. Mas quando esses poucos acertam no que  dizem, arrastam multidões e mudam as consciências anestesiadas.


Um dia, mais cedo que tarde...

Retomando ao fio da meada, falava eu de votos, da possibilidade, e da responsabilidade de cada um de nós despertar a sua consciência e de acrescentar a essa consciência - do mundo injusto em que vivemos -  o sonho, a aposta na capacidade de o transformar. Então, um dia, tão cedo quanto a soma dessas consciências o permitir, o povo, os trabalhadores organizados decidirão mudar a política e aprenderão a tomar nas suas mãos o destino da sociedade onde vive.

O povo é quem mais ordena...

Cada acto eleitoral, cada votação, pode ser um passo na direcção de uma política nova, melhor, mais justa que defenda os trabalhadores e o povo, permitindo-lhe a participação nos destinos da sociedade. Teremos uma verdadeira democracia o que alguns denominam por democracia directa. 
Então poderemos, com propriedade, dizer: "O povo é quem mais ordena".

A grande maioria da população sabe que esta política afunda o país. Que pagamos uma crise que não criámos e dívidas que não contraímos. Que a crise não é para todos. Que o aumento do desemprego, conduz ao aumento da pobreza e da maior injustiça social. Que enquanto fecham empresas os bancos aumentam os lucros. E sabe que muitos dos políticos dos banqueiros e dos grandes capitalistas são corruptos e roubam o nosso dinheiro. 
Mas a maioria da população não acredita que seja possível mudar. Ou, mesmo que acredite na mudança não sabe quem fala verdade, depois de tantos anos a ouvir mentiras dos que nos governam.  


Mas... É possível mudar!

PS, PSD e CDS têm interesses e políticas quase iguais. Há 35 anos que governam o país e os resultados estão à vista. 
Precisamos de outra política. 
Precisamos de apoiar as empresas que produzem. Precisamos de apoiar a agricultura, as pescas, as industrias, o pequeno comércio e serviços. Precisamos de criar mais empregos. Desenvolver Portugal sem interferências dos interesses do capital financeiro estrangeiro.
Só assim poderemos defender os trabalhadores, com salários justos, com trabalho não precário, com direitos.

Qual a escolha mais acertada?

A responsabilidade da escolha, para encetar um caminho de mudança, cabe a cada um de nós. É natural que essa reflexão seja mais acertada se procurarmos quem defende os interesses dos trabalhadores e do povo em geral. Os que lá estão há 35 anos já deram provas que não defendem esses interesses. Isto é claro para a grande maioria dos eleitores que se recusam a votar. No entanto os que não votam por estarem desiludidos com esta política deveriam reflectir e concluir que, não votando, estão a, mais uma vez, a deixar que tudo fique na mesma. Lembremo-nos de Martin Luther King:


"O que mais me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons".


Uma política patriótica e de esquerda


Precisamos de votar em quem defenda os trabalhadores, o desenvolvimento do país e não se submeta aos interesses dos grandes grupos estrangeiros ou banqueiros. Precisamos de uma política patriótica e de esquerda. A melhor solução é reforçar a CDU para que, na Assembleia da República, tenha mais força para defender o povo os trabalhadores e Portugal, e não deixar que os mesmos continuem a sacrificar quem trabalha.

09 maio 2011

O Criador de Porcos

Era uma vez...


Um Criador de Porcos que despejava os dejectos da pocilga para o rio da Aldeia.
A água, essencial para as pessoas, animais e agricultura, ficou poluída e os habitantes começaram a adoecer. 
O Criador de Porcos, homem astuto, de iniciativa e bom falador, logo viu uma oportunidade para criar, para além dos porcos, uma Clínica para curar a população cada vez mais doente. O Presidente da Câmara, liberal e confiante nos "lei dos mercados" nada fazia pois, apesar de pressionado pela população, recebia os favores do Criador de Porcos e agora, também Empresário da Saúde, que entretanto abriu uma Farmácia na Aldeia.

A população doente, com menos possibilidades de trabalhar, deixou de ter dinheiro para as despesas essenciais. Então o Criador de Porcos, Empresário da Saúde e Farmacêutico, logo viu uma outra oportunidade e fundou um Banco para ajudar a população.
   
Captado o dinheiro que as pessoas ainda guardavam no colchão, constituiu um fundo, para emprestar, a juros, aos mais necessitados. 
Os aldeões para pagar os juros dos empréstimos vendiam o que podiam ao, agora, Banqueiro que comprava a baixo preço, para lhes fazer o favor, para que eles pagassem as dívidas ao seu Banco.
Os aldeões que viviam do trabalho das suas terras ficaram sem terras. 
O Criador de Porcos, Banqueiro, Empresário da Saúde e Farmacêutico, então, para os ajudar, ofereceu-lhes trabalho para que continuassem tratar das terras, produzindo para ele. 

A população, agradecida, juntou-se e, apesar dos poucos recursos, conseguiu juntar dinheiro para fazer uma estátua, bem no centro da Aldeia, ao seu benfeitor.

O Criador de Porcos, Empresário, Farmacêutico, Banqueiro e, agora, também Lavrador ia ajudando a população, que adoecia não só com a água contaminada, mas agora também com a fome e com o trabalho a mais, a que, a austeridade, para vencer a crise, obrigava. A conselho do benfeitor da Aldeia, Criador de Porcos, Empresário, Farmacêutico, Banqueiro e Lavrador, aumentaram as horas de trabalho e reduziram a alimentação, pois, concluiu ele, estavam a gastar acima das suas possibilidades. Apesar do aumento do trabalho, os salários não aumentaram, devido à crise que tocava a todos, e não chegavam para o sustento das famílias e para pagar ao patrão os medicamentos, a conta da clínica e os juros dos empréstimos.


Como uma desgraça nunca vem só, a água contaminada, atingiu os poços e deixou de poder ser utilizada. Os animais morreram. O desespero na Aldeia crescia. E, com o desespero começaram a surgir críticas à situação. Houve até alguém que quis recordar a origem dos problemas.
Então, o Criador de Porcos, Empresário, Farmacêutico, Banqueiro e Lavrador, sempre atento, resolveu criar um Jornal e organizar umas festas populares. As pessoas não tinham nada mas andavam entretidas. 

Criado o ambiente, o Criador de Porcos, Empresário, Farmacêutico, Banqueiro, Lavrador, Empresário da Comunicação Social e Cultura, convocou toda a população e disse:
- Eu estou a fazer todos os esforços para vos ajudar. Como sabem eu é que vos tenho resolvido os problemas. Criei uma Clínica, uma Farmácia, um Banco para vos emprestar dinheiro e dou-vos trabalho sem o qual vocês não viviam. Preocupo-me com a vossa Informação e Cultura. Agradeço a estátua que me fizeram. Mas, se votarem em mim, para Presidente da Câmara eu prometo fazer uma captação de água para a aldeia. 

As pessoas exultaram, mais uma vez agradecidas. Para outra estátua já não havia dinheiro. Contudo, graças ao benfeitor, havia uma solução para salvar a Aldeia da Crise. Votar no benfeitor da aldeia! A única solução. Afinal, a água era o principal problema. O benfeitor iria ser Presidente da Câmara para os defender. O Jornal da Terra assim o aconselhava.

Com esta garantia, o Criador de Porcos, Empresário, Farmacêutico, Banqueiro e Lavrador, Empresário da Comunicação Social e Cultura, tratou de imediato de criar mais duas empresas. Uma para fazer a rede de águas, a quem ele adjudicaria a obra, outra para fazer a distribuição, contagem e cobrança da água aos aldeões. O resto adivinha-se. 

O Criador de Porcos, Empresário da Saúde, Farmacêutico, Banqueiro, Lavrador, Empresário da Comunicação Social e Cultura, Industrial da Construção, Empresário das Águas, Projectista, Consultor Municipal, e benfeitor da Aldeia continuou por mais uns anos como Presidente da Câmara, até que... 



24 março 2011

Começou a Campanha Eleitoral.

Estejamos atentos!
  
Com a queda do Governo PS, vêm aí as promessas e demagogias de uma campanha eleitoral (que já começou há muito através dos jornais, dos comentadores políticos dos analistas, etc.) mas que, agora, entra numa nova fase.

O problema não está na existência de campanhas eleitorais. As campanhas fazem parte da democracia e do esclarecimento das pessoas. São até, uma boa oportunidade para ouvir o que cada um diz e tentar compreender o que é verdade e o que é falso. Lembremo-nos de que, mais cego, é o que não quer ver.

É preciso saber interpretar o que são as palavras e o que são as intenções, muitas vezes escondidas ou camufladas nas palavras. Temos sido enganados pelos partidos que prometem uma coisa e, depois, no poder, fazem outra. Recordemos e aprendamos com o passado. É preciso desconfiar dos que dizem que são todos iguais. Essa é uma forma de esconder as intenções de alguns. De levar as pessoas a não pensar e a "deixar andar". 

Mas, os partidos, não são todos iguais! Por aquilo que dizem e, pelo que fazem, é sempre possível "prever" a política que defendem. É sempre possível separar o "trigo do joio", filtrando as palavras e os interesses que estão por detrás dessas palavras.



Vou dar um exemplo, que creio ser característico e, já verificado em palavras e acções.

O PSD e o CDS têm vindo há muito tempo a defender uma política de redução das despesas do Estado ou do sector público. O PS, de uma forma menos explícita, tem vindo a fazer o que o PSD quer, privatizar. É uma medida lógica para o País que tem um défice público tão elevado, dizem eles. Mas, que querem eles dizer com isto?
Defendem retirar do Estado muitas actividades para as entregar aos privados. Pode isto parecer lógico pois, como esses partidos sustentam, a privatização pode gerar receitas e menos encargos para o Estado e para os portugueses que pagam impostos. Contudo temos que raciocinar! Será isso verdade?

Vejamos alguns exemplos:
São os sectores mais importantes do estado, e os que geram receitas, que os privados estão interessados em comprar, muitas vezes por baixos valores. Coisas que os portugueses já pagaram, com os seus impostos, e que por isso é de todos, património público, que vão perder para as mãos de poucos. Mas, dizem alguns “se é para o Estado gastar menos, enfim… O que é preciso é gastar menos”. Será? Vejamos exemplos já conhecidos. Pensemos no que se passou depois do 25 de Abril, com todos estes anos de PS+PSD+CDS (política de direita que, com algumas variantes, defenderam sempre as privatizações). 



Várias situações se passaram: 

1. Se a empresa do Estado é lucrativa, como por exemplo nos transportes rodoviários, (os privados preferem as mais lucrativas) o Estado passou a ter menos despesas mas também tem menos receitas. Por outro lado, os privados, reduzem ainda mais as despesas, por exemplo, suprimindo carreiras, pois o dinheiro dos passes está garantido e o número de clientes é o mesmo, passando, estes, a estar mais tempo à espera de transporte e indo mais apertados (se couberem). O negócio, que já era lucrativo para o Estado, passa a ser muito mais lucrativo para os privados. Quem perde são os utentes, e o Estado, que deixou de ter as receitas que passaram para os privados.

2. Se a empresa do estado não era lucrativa, o privado, para a adquirir, negoceia com o governo o aumento dos custos dos serviços ou uma indemnização do Estado para cobrir os prejuízos. Se aumentar os custos, o Governo, lava daí as suas mãos e vê-se livre de alguns encargos. O utilizador continua a pagar os mesmos impostos ao Estado e paga ainda o aumento dos custos do serviço. Se isso der muito nas vistas fazem, “suaves” mas constantes, aumentos de preços sempre acima da inflação e ao fim de 3 ou 4 anos o negócio passa a ser lucrativo para o privado. Entretanto o governo, para compensar os prejuízos do privado, nos primeiros anos, dá uma indemnização, que acaba por ser sempre superior aos prejuízos que o estado tinha se mantivesse a empresa pública. Perde o Estado uma parte e perde o utilizador outra. O utilizador continua a pagar os mesmos impostos, ou mais, e paga o aumento dos preços dos passes ou dos bilhetes. Quem ganhou? É fácil de ver.

3. Há, também, formas indirectas de o Estado passar para os privados certos serviços. É o caso da Saúde, do Ensino e outros. Nestes casos como a Constituição defende os direitos das pessoas, e esses serviços não podem acabar, o esquema é o seguinte: Com pretexto de que é preciso reduzir despesas, o Estado reduz o pessoal, as instalações e funcionamento dos serviços. Os privados vêem, então, oportunidades de negócio, pois há pessoas que têm que ser atendidas e não têm onde. Surgiram os grandes grupos ligados aos bancos que montam serviços iguais aos que o Estado abandonou mas agora cobram bem os serviços. Um doente que tenha que recorrer frequentemente a esses serviços, ou um estudante que não tenha vagas, ou a escola pública é muito distante, tem que recorrer aos privados. Os privados para além de cobrarem mais caro esses serviços, ainda são subsidiados. Resultado: As despesas do Estado reduziram-se um pouco, ou por vezes nem isso, (caso das escolas) mas o utente tem que pagar muito mais para poder ter o serviço.

Progressivamente, para não dar muito nas vistas, os serviços do Estado vão sendo cada vez menos, e os dos privados cada vez mais e mais caros. É uma forma que a política da direita utiliza para "sacar" mais dinheiro aos contribuintes com o pretexto da redução do Estado.



Muitos outros exemplos poderiam ser dados.

Em todas estas situações os partidos da direita fazem grande propaganda com a redução das despesas do Estado e do maior equilíbrio das contas públicas mas, nada dizem, quanto à redução proporcional que os impostos deveriam ter e, muito menos, lembram que os utilizadores, mesmo que não paguem mais impostos, pagam muito mais pelos serviços que precisam. Entretanto os lucros de alguns vão crescendo.

Isto é a estratégia da rã cozida sem dar por isso. Mete-se a rã dentro de uma panela com água tépida. A rã sente-se bem (agradece) e deixa-se ficar. Põe-se a panela sem tampa em lume brando e a água aquece lentamente. A rã continua a achar agradável a água morna e relaxa. A água continua a aquecer lentamente mas a rã vai-se habituando e fica mole, com sono, vai perdendo as forças. Quando a água está já demasiado quente e incomodativa a rã quer saltar da panela mas já não tem forças. Ali fica até morrer.

Esta história, verdadeira, mostra quanto é importante estarmos prevenidos, antes de as coisas acontecerem. É preciso fazer um esforço crítico para interpretar o que nos querem “dar ou vender”. Qual o interesse daqueles que fazem propostas que parecem boas? Que interesses defendem? O povo diz: homem prevenido vale por dois. Estejamos prevenidos. Agucemos as nossas consciências. As consciências de classe que defendem os nossos interesses. Os Partidos não são o clube da terra ou a equipa de futebol de que somos fãns por simpatia ou porque gostamos da sua cor. Os partidos defendem projectos, defendem classes, defendem interesses. Acordemos enquanto a água está morna!

19 março 2011

Hoje, Sábado 19 continua a luta

Grande Manifestação de Indignação e Protesto
 
Hoje, em Lisboa vão confluir trabalhadores vindos de longe, alguns de muito longe, numa determinação de mostrar a sua indignação e protesto contra a política de direita, ao serviço do grande capital financeiro, que arruína as pessoas e o País. É um esforço grande, sem dúvida, mas muito pequeno comparado com o orgulho de lutar contra as injustiças desta política, de lutar ao lado da minha classe explorada.
 
Vindo de longe, de muito longe,  cada um vai poder dizer: Eu vim de longe... mas valeu a pena. Vim de muito longe mas cumpri o meu dever de trabalhador consciente.
 
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou pra longe
Pra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar
E então olhei à minha volta
Vi tanta esperança andar à solta
Que não hesitei
E os hinos cantei
Foram feitos do meu coração
Feitos de alegria e de paixão
.../...
E agora eu olho à minha volta
Vejo tanta raiva andar a solta
Que já não hesito
Os hinos que repito
São a parte que eu posso prever
Do que a minha gente vai fazer
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei prá aqui chegar
Eu vou pra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar

14 março 2011

A Consciência e a Organização

19 de Março, mais um passo para a mudança de política


É na luta que está o caminho da mudança, é na luta organizada dos trabalhadores, na luta consciente, que vença as dificuldades que se deparam em cada momento. Uma luta de classes, luta histórica que pode durar muito tempo mas, uma luta que ganha terreno na consciência dos trabalhadores e do povo. A grande Manifestação Nacional convocada pela CGTP-IN para o dia 19 de Março é mais um passo nesta luta. Pode, e deve, ser a maior acção de massas depois da Greve Geral de 24 de Novembro.




Os trabalhadores, através de suas acções colectivas e organizadas, formam e usam a sua consciência para defender os seus direitos e construir uma sociedade mais justa.


Na luta organizada forma-se a consciência social numa relação entre o Ser e o Pensar. É nestas relações que se desenvolve o processo de consciencialização, capaz de interpretar os fenómenos sociais para além dos preconceitos difundidos pela cultura dominante. 


A importância da participação consciente e a consciência da participação


Quem não participa nos processos sociais, permanece preso dos conceitos retrógrados, e é ultrapassado pela dinâmica social, é “sujeito morto”, não se desenvolve, não tem consciência política. 


Portanto, não basta contestar a realidade deste sistema que oprime e nos explora. É necessário, transformá-la, substituí-la. A consciência de cada um tem que evoluir, reflectir a realidade que nos rodeia, fazendo-nos intervir, aprendendo com a nossa intervenção e, nesse processo interactivo, desenvolver a consciência. 


O processo de formação da consciência


Quanto mais avançarmos nas lutas de massas, melhor se forma a consciência. É a organização que possibilita alcançar os objectivos. A nossa força e eficácia está na organização.


A consciência, manifesta-se na indignação e desenvolve-se com a solidariedade para com os que são igualmente explorados. 


A discussão organizada e colectiva, das dúvidas, incertezas e esperanças, possibilita elaborar os pensamentos, abre caminho para encontrar as alternativas e lutar conscientemente por elas. 


Essa discussão organizada, com método, promove a formação, desperta as consciências adormecidas, instiga a curiosidade e o gosto pelo saber.


A discussão e participação colectivas, motivam para as acções de mudança e para unir as pessoas numa acção colectiva organizada.
  
A consciência é o conhecimento que liberta


Na medida em que se aprofunda a luta de classes, novos problemas se colocam que exigem o saber intervir, exigem o entendimento do papel que nos compete desempenhar nos processos e na história. Cada trabalhador consciente consegue recuperar a auto-estima em consonância com a força e os resultados das acções colectivas e organizadas. 
É o confronto com as forças inimigas, que consolida a consciência do papel e da importância de cada trabalhador na mudança da política. Assim os trabalhadores entendem de forma sólida, os sentimentos, as emoções, o entusiasmo, as alegrias, e os dramas dos seus camaradas, do colectivo em luta, aumentando também a solidariedade de classe. 


Com a luta organizada, desenvolve-se a capacidade de criar, de contornar as dificuldades. É a luta organizada que nos permite transformar o sonho em realidade. 


A consciência e a organização são as armas mais poderosas dos trabalhadores e do povo.

23 janeiro 2011

Eleições e o despertar de consciências

Hoje, dia de Eleições para Presidente da República, Cavaco Silva ganhou à primeira volta com quase 53%, Francisco Lopes, o meu candidato, obteve 7,14%.
Como disse Jerónimo de Sousa, "esta candidatura ligada aos trabalhadores e aos problemas do país, recolheu apoio e a identificação que constituem um importante contributo para novas opções políticas e garantiram a determinação na luta que continua e se vai intensificar para vencer o declínio nacional e as injustiças sociais".


Para quem desejaria um melhor resultado, pode parecer que foi mau. Nada de mais errado. A candidatura de Francisco Lopes, como ele disse, "colocou ao povo português a questão essencial em causa no tempo em que vivemos: a necessidade da ruptura e mudança face a um rumo de declínio e injustiça social que conduziu o País para o atoleiro". Objectivo sem dúvida ambicioso para ser compreendido pela maioria dos portugueses. Objectivo que assusta os comodistas (não os comunistas), quem foi habituado à pasmaceira, ao "deixa andar", chamados de "estabilidade". O País precisa de "estabilidade", disseram políticos e comentadores em constantes comícios feitos na Televisão e Jornais, bem apoiados, por quem quer que tudo fique na mesma pois, é assim, que mais lucram. Como hoje já não há serviço de censura, esta é feita por "administração directa", silenciando grande parte da comunicação de Francisco Lopes. Com ar de pluralismo, fazem-se debates entre comentadores iluminados, directores dos jornais, e outros que tais, e tudo fica em casa. Dizem, esses iluminados pelo saber, que a Campanha Eleitoral foi muito fraca. Que os candidatos se atacaram mais do que fizeram propostas. Na realidade, foi essa a ideia que quiseram dar, e que transmitiram, desvalorizando, ou omitindo, as linhas políticas de "um novo rumo patriótico e de esquerda, vinculado aos valores de Abril e a concretização do projecto consagrado na Constituição da República Portuguesa, no caminho do desenvolvimento, da justiça e do progresso social" muitas vezes referido por Francisco Lopes.



Muitos trabalhadores entenderam as propostas de afirmação do "caminho da produção nacional, da criação de emprego, da valorização do trabalho e dos trabalhadores", a ponto de haver quem, sem referir a autoria, falasse do mesmo como se fosse uma ideia sua, descoberta na ocasião.

Mas, também como disse Francisco Lopes, os resultados destas eleições, estão "muito além da sua expressão em votos", estão na "simpatia, no apoio e na identificação com os objectivos da candidatura, que constituem um importante contributo para novas opções políticas e a abertura de um caminho novo patriótico e de esquerda para o País".

Muitos dos eleitores que pela primeira vez votaram num candidato comunista, muitos que ainda desta vez não votaram, como também não votaram noutro, alargam "esta corrente de acção para mudar Portugal para melhor" disse Francisco Lopes acrescentando "Contem com a nossa convicção, a nossa determinação, o nosso projecto, a nossa confiança nos trabalhadores, no povo e no País. Temos encontro marcado já amanhã e todos os dias que se seguem na luta que continua e se vai intensificar para vencer o declínio nacional e as injustiças sociais, para construir um Portugal com futuro, uma sociedade mais justa".

20 janeiro 2011

Francisco Lopes

Campanha eleitoral
Hoje tive um dia muito positivo. De manhã, na Feira da Malveira, com um grande grupo de camaradas e amigos, a tentar despertar muita gente revoltada e de “braços caídos”, que diz não votar em nenhum candidato. A alguns convencemo-los que não votar é ajudar a direita a manter-se no poder e a agravar a situação que tem vindo a criar, sacrificando cada vez mais quem trabalha.

À tarde, na arruada em Lisboa, com Francisco Lopes. A baixa de Lisboa encheu-se de apoiantes e activistas.
Segundo as notícias que vi, eram mais de 2.000. A mim pareceram-me mais. 
O candidato teve oportunidade, para mobilizar e apelar ao voto na candidatura no próximo domingo. Faltam apenas dois dias. 
Jerónimo de Sousa, José Barata Moura, mandatário da candidatura, Calos Carvalhas, Bernardino Soares e vários outros Deputados da Assembleia da República, dirigentes sindicais e muita outra boa gente, lá estava também a apoiar Francisco Lopes.




Estive lá. Participei! Vi muitas pessoas e amigos que não via há bastantes anos. Verifiquei com alegria que alguns, que têm andado desanimados, agora reagiram e decidiram juntar-se a nós para ajudar a travar o perigo que vem da direita! Gostei. Muita gente consciente do seu dever, nesta luta que o povo e os trabalhadores estão a travar.

Muita alegria! A alegria de todos os que estão bem com a sua consciência, por estarem com os seus camaradas, com os trabalhadores. 
Lembrei-me de Zeca Afonso – Traz outro amigo também…. 



10 janeiro 2011

O pior analfabeto

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Não quer ouvir, não fala, não participa dos acontecimentos. Não sabe que, o custo de vida, o preço do feijão, pão, farinha, vestuário calçado, remédios, dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão orgulhoso e burro que diz, com vaidade, que odeia a política. Não sabe que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos que é o político corrupto, lacaio do grande capital nacional e multinacional "
(ataptado de Bertolt Brecht).