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19 março 2013

Sessão Cultural - Convite

A dimensão intelectual, artística, humana e militante de Álvaro Cunhal



Sessão onde se fala daquele que foi um dos mais consequentes lutadores pela liberdade, a democracia, o socialismo.

Homenagem à figura que mais se destacou, na luta pelos valores da emancipação social e humana que, pela sua dimensão e riqueza de conteúdo, ganhou assinalável projeção no plano mundial. Um intelectual, um artista, um pensador, um revolucionário.

O seu pensamento e reflexão sempre foram postos ao serviço da intervenção no combate à repressão, à censura e ao obscurantismo. Deu valioso contributo para a reflexão sobre a arte, sobre a estética, sobre a atividade criativa.

23 de Março pelas 15.00 horas na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa

06 março 2013

O PCP faz anos


Foi há 92 anos que um grupo de militantes operários e sindicalistas formaram o PCP

O PCP comemora 92 anos da sua criação. São 92 anos de luta sempre em condições muito difíceis. Hoje em tempo de democracia, de uma débil democracia marcada pela ofensiva da política de direita contra os trabalhadores, os tempos continuam a não ser fáceis.

O PCP tem sido imprescindível no travar o Pacto de Agressão negociado pela troika PS, PSD e CDS. Sem o PCP a direita já tinha conseguido todos os seus objectivos e destruído o que resta do 25 de Abril.
É neste quadro político complexo que se avalia quem não desiste da luta, quem não se rende. Está em causa o regime democrático de Abril. 



As grandiosas manifestações realizadas este ano e em especial as mais recentes, são a expressão desta luta contra a política de direita que nos oprime, destrói vidas e arruína o país. 
Manifestações, greves e lutas dos trabalhadores nos locais de trabalho e na rua são a  expressão do descontentamento e a afirmação de uma consciência política que aumenta. 
Lutas que têm exigido do PCP um enorme esforço de organização, de esclarecimento político, mas que devolve a esperança no futuro que muita gente já tinha perdido.

Recordar Álvaro Cunhal

O PCP comemora o seu aniversário num ambiente de intensa atividade,  recordando o exemplo de Álvaro Cunhal nas inúmeras actividades das Comemorações do seu Centenário. 

Os comunistas mostram que não estão dispostos a baixar os braços perante a exploração e a injustiça. 
Os comunistas nunca aceitaram ser subjugados e não se ajoelham perante o uso de um poder ilegítimo deste Governo, ou face à exploração do grande capital e seus representantes. 

Hoje, os comunistas portugueses continuam onde sempre estiveram: ao lado dos trabalhadores e do povo. A sua história, desde esse longínquo ano de 1921, é a história da luta do nosso povo. Uma história de quase um século a intervir, agir e lutar contra todas as formas de exploração e opressão, moral, cultural, de informação, por melhores condições de vida para o povo, por uma sociedade superior.

21 dezembro 2012

Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal


Uma vida, pensamento e luta. 
Um exemplo que se projeta na atualidade e no futuro

As Comemorações do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal serão a justa homenagem ao homem, ao comunista, ao intelectual, ao artista, figura central do século XX, que se afirmou como referência na luta pelos valores da emancipação social e humana no país e no mundo. 

As comemorações do centenário realizam-se ao longo de todo o ano de 2013, ano em que se perfazem 100 anos do seu nascimento.

Álvaro Cunhal é uma das mais ricas e fascinantes personalidades do século XX português, um homem que se destacou na luta pelos valores da emancipação social e humana. Uma figura de forte projeção no plano mundial.

A vida, o pensamento e a obra de Álvaro Cunhal tornam indispensável esta homenagem, de inegável significado. 
Homenagem, ao seu exemplo, inserido na ação coletiva em que se integrou e na causa à qual dedicou toda a sua vida. 
Homenagem também ao seu legado, pensamento, acervo de análises e ação, que expressa um conteúdo a que a vida deu e dá razão. 
Homenagem que tem uma crescente projeção na atualidade e no futuro.

Álvaro Cunhal, militante e dirigente comunista. 
Uma vida inteiramente dedicada à luta pela liberdade, pela democracia e pelo socialismo.
Homem intelectual, artista com um apaixonado interesse por todas as esferas da vida.
Criador que se expressa nas suas obras, quer no plano da literatura, com o romance e o conto (“Até Amanhã, Camaradas”; “Cinco Dias; Cinco Noites”; “A Estrela de Seis Pontas”; “A Casa de Eulália”; “Fronteiras”; “Um Risco na Areia”; “Os Corrécios”; “Sala 3”; “Lutas e Vidas”) e a tradução (“Rei Lear” de Shakespeare), quer no plano das artes plásticas, com o desenho e a pintura ("Desenhos da Prisão", "Projetos"), quer ainda no plano da reflexão teórica sobre a estética e a criação cultural (“A Arte, o Artista e a Sociedade”).

A Álvaro Cunhal se deve uma intervenção notável na vida política, económica, social e cultural do seu tempo, uma invulgar atitude de constante observação, estudo e investigação da realidade social e histórica no supremo intuito, político e moral, de intervir, coletivamente, para a sua transformação. Ficaram célebres os estudos que fez sobre o aborto (“O Aborto Causas e Soluções”); sobre a história de Portugal, desde a Idade Média aos nossos dias (“ As Lutas de Classes em Portugal nos Finais da Idade Média”, “Rumo à Vitória”, “A Revolução Portuguesa O Passado e o Futuro”, “A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril”, entre tantos outros); sobre a questão agrária em Portugal (“Contribuição Para o Estudo da Questão Agrária”); sobre temas de eminente pendor político (Discursos Políticos e diversas outras obras).

Álvaro Cunhal nasceu em Coimbra, em 10 de Novembro de 1913. Iniciou a sua atividade política quando estudante na Faculdade de Direito de Lisboa. Participou no movimento associativo estudantil, tendo sido eleito em 1934 como representante dos estudantes no Senado Universitário. Foi militante da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas (FJCP), sendo eleito seu secretário-geral em 1935. Membro do Partido Comunista Português desde 1931, passou, a partir de 1935, a integrar o quadro de militantes clandestinos. É preso neste período duas vezes, em 1937 e em 1940. Participa na reorganização do PCP, em 1940/41, e é membro do seu Secretariado de 1942 a 1949. Preso de novo em 1949 e levado a julgamento, faz em Tribunal uma contundente acusação à ditadura fascista e a defesa da política do seu Partido. Condenado, permanece 11 anos seguidos nas cadeias fascistas, cerca de 8 anos dos quais em completo isolamento. Transferido da penitenciária de Lisboa para a prisão-fortaleza de Peniche, evadiu-se em 3 de Janeiro de 1960 com um grupo de outros destacados militantes comunistas. Integrou de novo o Secretariado do Comité Central e foi eleito Secretário-geral do PCP em Março de 1961.

Álvaro Cunhal deu uma contribuição decisiva na análise da situação nacional, no traçar da orientação, na definição das tarefas e na direção da ação política do PCP, criando condições para a Revolução de Abril e influenciando o seu desenvolvimento.

Até ao fim da sua vida, Álvaro Cunhal manteve uma intervenção intensa na vida política, na atividade cultural e artística.

Morreu aos 92 anos em 13 de Junho de 2005 e o seu funeral (no dia 15 de Junho), com a participação de centenas de milhar de pessoas, uma extraordinária homenagem dos comunistas, dos democratas e patriotas, dos trabalhadores e do povo a quem Álvaro Cunhal dedicou a sua vida, constituiu uma manifestação que foi em si mesma uma afirmação de determinação, empenho e confiança na continuação da luta pela causa que abraçou.