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22 setembro 2025

Israel está a cometer genocídio: é um facto, que ninguém desmente. Não é uma opinião


O Observatório da Crise, publicou aqui um artigo que afirma: 

«Com o genocídio em Gaza, devemos agir como diz o ditado: se um lado diz que está a chover e o outro diz que não, o seu trabalho não é citar ambos os lados, mas sim olhar pela janela.




CAITLIN JOHNSTONE, escritora australiana

Uma investigação da ONU concluiu que Israel está a cometer genocídio em Gaza e que as autoridades israelitas "têm como objectivo matar o maior número possível de palestinianos" no enclave.

Israel respondeu ao relatório da ONU chamando-lhe pró-Hamas e anti-semita, porque é tudo o que têm. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel emitiu um comunicado alegando que o relatório foi escrito por "indivíduos que servem como representantes do Hamas, bem conhecidos pelas suas posições abertamente antissemitas".

Blá, blá, blá. O relatório é pró-Hamas e anti-semita. Todas as organizações de defesa dos direitos humanos são do Hamas e anti-semitas. Existe uma gigantesca conspiração global anti-semita do Hamas dedicada a fazer parecer que Israel está a cometer genocídio, apenas para entristecer o povo judeu.

Neste momento, as únicas pessoas que ainda negam que Israel esteja a cometer genocídio são aquelas que querem garantir que ninguém impede Israel de cometer genocídio.

A lista de instituições humanitárias que acusam Israel de genocídio inclui agora:

 - Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre os Territórios Palestinianos Ocupados
 - Associação Internacional de Estudiosos do Genocídio
 - B'Tselem (uma organização israelita)
 - Médicos pelos Direitos Humanos - Israel (outra organização israelita)
 - Amnistia Internacional
 - Médicos Sem Fronteiras
 - Centro Europeu de Direitos Constitucionais e Humanos
 - Human Rights Watch
 - Federação Internacional dos Direitos Humanos
 - Instituto Lemkin para a Prevenção do Genocídio

A lista de instituições humanitárias que afirmam que Israel NÃO está a cometer genocídio em Gaza inclui: Ninguém, Nenhum, Zero, Nada, Absolutamente nada, Absolutamente ninguém, Ausência completa, Nada de nada, Total Nulidade. 

Não é correto tratar o facto de Israel estar a cometer genocídio como se fosse uma questão de opinião. Todas as instituições relevantes de direitos humanos na Terra dizem que se trata de genocídio. Não há nenhuma que diga o contrário. Este é um assunto resolvido».

O artigo prossegue ironicamente imaginando opiniões contrárias e termina afirmando:

Com o genocídio em Gaza, não deveria ser diferente. Como diz o velho ditado: se um lado diz que está a chover e o outro diz que não, o seu trabalho não é citar ambos, mas sim olhar pela janela.


19 setembro 2025

ONU: Comissão de Inquérito diz que ações de Israel “configuram genocídio” em Gaza - (III)

Debate urgente sobre bombardeio no Catar

Ainda nesta terça-feira, o Conselho de Direitos Humanos realizou um debate urgente sobre os ataques israelenses em Doha, no Catar, na semana passada. O alto comissário de Direitos Humanos, Volker Turk, disse que o episódio representou “uma violação flagrante da soberania e da integridade territorial do Catar”.

Ele enfatizou que o país atacado tem um "papel fundamental" como "mediador da paz". Para Turk, o ato de Israel "é um ataque aos esforços globais para resolver conflitos pacificamente".

De acordo com autoridades do Catar, a ofensiva atingiu uma área civil densamente povoada perto de escolas e mesquitas, matou um jovem cabo catari e feriu outras 18 pessoas.

O debate urgente durou cerca de três horas e, ao final, o Catar, apoiado por outros países, afirmou que pretende apresentar um projeto de resolução ao Conselho.

ONU News Português. 

Nota de C de...

O ataque à equipa de negociação do Hamas, reunida em Doha para discutir a "proposta Witkoff sobre Gaza", é mais um grave crime contra todos os direitos internacionais e humanos.
Os Estados Unidos (conforme noticiado pelo Canal 11 de Israel) aprovaram a ação sobre a qual Trump foi informado. Apesar de questionar o ataque, Trump aplaudiu o assassinato de membros do Hamas, ainda que estivessem num país quer os acolhia em missão de paz. O ataque a Doha foi mais um ataque surpresa de Trump e Israel, tal como já tinha acontecido aos líderes do Hezbollah reunidos para discutir uma iniciativa de paz dos EUA quando Trump promovia o início das negociações do Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA) com a equipa de Witkoff.
Os EUA estão abertamente a apoiar Israel no genocídio e limpeza étnica na Palestina.

18 setembro 2025

ONU: Comissão de Inquérito diz que ações de Israel “configuram genocídio” em Gaza-II

Comboios humanitários bloqueados

Equipes humanitárias relataram intensificação de bombardeios na Cidade de Gaza durante a madrugada de terça-feira.

A porta-voz em Gaza do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, disse que em meio a ataques aéreos intensos, comboios de ajuda estão tendo acesso negado a áreas do norte de Gaza.

Olga Cherevko afirmou que nos últimos dias “múltiplas missões foram totalmente negadas ou canceladas enquanto estavam em andamento”.

Também falando de Gaza, a porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou que a desnutrição infantil está "aumentando", à medida que as pessoas fogem de um "cenário infernal" para outro.

Tess Ingram afirmou que cerca de 26 mil crianças precisam de tratamento para desnutrição aguda, incluindo mais de 10 mil somente na Cidade de Gaza. Ela ressaltou que as condições no local são "desumanas".

UNRWA  - Com a intensificação da guerra na Cidade de Gaza, as coisas estão piorando

Necessidade de paz em Gaza  

O secretário-geral António Guterres, ressaltou que os chefes de Estado e de governo devem levar a sério as questões pendentes “porque as pessoas estão exigindo respostas e ações”. 

Guterres pediu respostas à gravidade dos desafios mundiais e que atendam às expectativas de todos. Para a que espera ser uma “semana de soluções”, ele citou a necessidade de paz em Gaza, na Ucrânia, no Sudão e noutros lugares, bem como um rumo para uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, baseada em uma solução de dois Estados. 

 

17 setembro 2025

Debate geral na ONU - Conferência Internacional

 

Resolver problemas  

As Nações Unidas acolhem a Semana de Alto Nível da 80ª Assembleia Geral a partir de segunda-feira. Mais de 150 líderes, incluindo chefes de Estado e de governo, devem chegar a Nova Iorque para discursar na Assembleia e participar de eventos temáticos.   


Em entrevista coletiva, o secretário-geral ressaltou que o encontro é uma oportunidade que não deve ser perdida com “todas as possibilidades de diálogo e mediação” e momentos para encontrar soluções. 

Necessidade de paz em Gaza  

O secretário-geral ressaltou que os chefes de Estado e de governo devem levar a sério as questões pendentes “porque as pessoas estão exigindo respostas e ações”. 

Guterres pediu respostas à gravidade dos desafios mundiais e que atendam às expectativas de todos. Para a que espera ser uma “semana de soluções”, ele citou a necessidade de paz em Gaza, na Ucrânia, no Sudão e noutros lugares, bem como um rumo para uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, baseada em uma solução de dois Estados. 

Crise em Gaza 

Sobre o conflito em Gaza, o chefe da ONU disse que tomou nota de alegações de investigadores independentes ao Conselho de Direitos Humanos, sobre ações de Israel que poderiam configurar, o que os investigadores classificaram de “genocídio”. O relatório produzido no contexto das operações militares israelenses na Cidade de Gaza é rejeitado pelo governo de Tel Aviv, como um documento “com mentiras do Hamas.” 

ONU News Português. 

ONU - Comissão de Inquérito diz que ações de Israel “configuram genocídio” em Gaza

16 Setembro 2025

A Comissão de Inquérito Independente nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, afirmou nesta terça-feira que as ações de Israel em Gaza “constituem genocídio”.

A presidente da Comissão, Navi Pillay, disse a jornalistas, em Genebra, que “está claro que há a intenção de destruir os palestinos em Gaza por meio de atos que atendem aos critérios estabelecidos na Convenção para Prevenção e Punição do Crime de Genocídio.”


Investigação identificou quatro atos

Navi Pillay declarou que a comunidade internacional não pode ficar em silêncio diante do que ela chamou de uma “campanha genocida lançada por Israel contra o povo palestino em Gaza”.

Segundo relatório da Comissão, as autoridades e forças de segurança israelenses “cometeram quatro dos cinco atos classificados de genocidas e definidos pela Convenção”.

Eles são: assassinato, danos físicos e mentais graves, provocar deliberadamente condições de vida calculadas para causar a destruição de um povo e impor medidas para impedir nascimentos.


31 agosto 2015

A festa do Avante e as FARC

Quem são os terroristas?

A comunicação social, que pouco fala da maior iniciativa política e cultural do país, volta novamente, como no ano passado, a interessar-se pela presença de representantes das FARC na Festa do Avante.

Foi notícia o facto do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, ter admitido a presença na festa do Avante de membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
O embaixador colombiano em Lisboa, Plínio Mendoza, pediu explicações ao Governo português sobre a presença na festa do Avante de activistas das FARC, uma organização classificada como terrorista pela União Europeia.
Jerónimo de Sousa disse que o PCP tem "uma concepção diferente de terrorismo" comparativamente à UE e Estados Unidos.
O terrorismo dos poderosos
Os que dominam, os que exploram, o imperialismo, considera terroristas os que se opõem à sua política mas, apoia como "libertadores" os que lutam contra os que não se submetem aos Estados Unidos. A história recente mostra dezenas desses exemplos, desde a Al-Quaeda para lutar no Afeganistão, passando pelos que destruíram a Líbia , pela origem do Estado Islâmico até aos fascistas que derrubaram o Governo legítimo na Ucrânia, como Pinochet, como... como... recordemos ainda o apoio que os EUA dão a Israel para matar milhares de palestinianos inocentes. Todos esses "libertadores" matam e destroem países como o Iraque e a Líbia (para não falar do Vietname). Os próprios EUA são mais terroristas que todos os terroristas juntos quando, "à lei da bomba", matam milhões de pessoas inocentes, mulheres, crianças e velhos em todos esses países. Os Estados Unidos que usam bombas atómicas para destruir cidades como Hiroshima e Nagasaqui e pussuem o maior poderio apoiado nas mais violentas armas de destruição maciça no seu arsenal nuclear, para defender os seus próprios interesses e manter a supremacia, arrogam-se no direito de chamar terroristas a quem entendem. Para os Estados Unidos da América e União Europeia, terroristas são os que como Che Guevara, Fidel de Castro e tantos outros lutaram e lutam pela liberdade e independência.

As iniciativas para o diálogo
As FARC têm feito inúmeras tentativas de diálogo com o Governo da Colômbia. Promoveu à quase três anos, os chamados "Diálogos de Paz de Havana que ainda decorrem. Pela segunda vez, este ano decretaram o cessar-fogo unilateral em todas as frentes de combate, apesar de não ter sido feito o mesmo pelo exército colombiano. Estes gestos de paz, foram anteriormente interrompidos quando o governo, ignorando esta boa vontade, bombardeou acampamentos da guerrilha.
O presidente Juan Manuel Santos, considerou, agora, positivo o cessar-fogo mas, apenas prometeu uma «desescalada das ações militares» do Exercito colombiano e ameaçou pôr termo aos diálogos de paz de Havana. Ainda assim o presidente colombiano admitiu, pela primeira vez, um cessar-fogo definitivo antes da assinatura de um acordo de paz que assinalaria o fim de 50 anos de um conflito em que pereceram milhões de colombianos. O respeito pelo cessar-fogo será acompanhado por um representante da ONU e outro da UNASUR. Estas promessas de Juan Manuel Santos, não são seguras tendo em atenção o seu passado de ter concebido e organizado, com a colaboração da CIA e da MOSSAD, o bombardeamento pirata do acampamento do comandante Raul Reyes, no Equador.

Agora, Jerónimo de Sousa disse aos jornalistas que, apesar da forma de intervenção das FARC, existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou. Quem não cumpre os Direitos Humanos é o Estado Colombiano como, reconhecidamente os EUA. Jerónimo de Sousa deplorou a iniciativa do diplomata colombiano, retorquindo que caberia ao embaixador da Colômbia "dar contas das razões que levam ao assassinato, por exemplo de 70 sindicalistas comunistas, atitudes terroristas contra o movimento sindical". Disse ainda "Pensamos que esta operação e esta deriva em relação à nossa festa procura esconder a responsabilidade deste Governo em relação a actos de terrorismo de Estado, designadamente em relação à facilidade que permitiu que em território nacional se cometam como os voos da CIA, transportando prisioneiros à revelia do Direito Internacional".

De facto o PCP, tem uma concepção diferente. Para os EUA, UE, e neste caso também a Colômbia, que não cumprem a Declaração Universal dos Direitos do Homem, os terroristas são os que se querem libertar da exploração dos monopólios.

09 agosto 2015

Nunca Mais!

70 anos dos bombardeamentos nucleares contra Hiroxima e Nagasáqui


Pela sua importância e significado para os dias de hoje, quando os Estados Unidos da América espalham a guerra no mundo e desenvolvem as mais terríveis armas para mostrar a hegemonia do seu poder imperialista, publicamos o veemente apelo do Conselho Português para a Paz e Cooperação:

Assinalam-se, a 6 e 9 de Agosto respectivamente, 70 anos sobre os bombardeamentos nucleares, pelos Estados Unidos da América, contra as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui. Nesta data, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) lembra o acto de barbárie cometido contra populações indefesas num momento em que o império japonês já se encontrava militarmente derrotado, na frente terrestre na Ásia e na frente aéreo-naval do Pacífico, e se havia iniciado o processo da sua capitulação às Forças Aliadas.

Os bombardeamentos atómicos das duas cidades japonesas – sem qualquer importância para o desfecho da guerra – constituíram acima de tudo uma aterrorizante demonstração de superioridade militar por parte dos EUA. Pela sua própria natureza, a arma atómica não tem como destino a utilização na frente de batalha, mas sim as populações civis e os centros urbanos e industriais.

Para além das 250 mil mortes provocadas no imediato, e nos dias subsequentes, os bombardeamentos atómicos deixaram uma herança de sequelas graves nas populações vizinhas: a proliferação de doenças cancerígenas e malformações genéticas, que persistem hoje, sete décadas passadas, atribuídas à exposição às radiações ionizantes e às substâncias radioactivas.



Aterrorizados com este que foi, sem dúvida, um dos maiores crimes alguma vez perpetrados, os povos do mundo uniram-se para que tal tragédia não voltasse a acontecer, fazendo do Apelo de Estocolmo, contra as armas nucleares (lançado em 1950) uma gigantesta manifestação contra as armas nucleares. Essa causa mantém hoje flagrante actualidade, tendo em conta que o actual arsenal de armas nucleares é infinitamente maior e mais poderoso, a utilização destas armas significaria a destruição da espécie humana e da civilização.

Num momento em que muitos milhões de seres humanos são confrontados com a regressão das suas condições de vida e dos seus direitos, as despesas militares mundiais atingiram, em 2014, qualquer coisa como 1,8 biliões de dólares, parte considerável dos quais canalizados para a manutenção e modernização de armas nucleares.

Reafirmando o seu compromisso com a construção de um mundo de justiça e paz o CPPC presta homenagem às vítimas das armas nucleares lançadas em Hiroxima e Nagasáqui, e exige:
  
-Que nunca mais se repita o holocausto nuclear;
  
-A abolição das armas nucleares e de extermínio em massa e o desarmamento geral e controlado;
  
-O cumprimento das determinações da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações Unidas, em respeito pelo direito internacional e pela soberania dos Estados e igualdade de direitos dos povos. 

12 novembro 2014

Prisões e presos nos EUA

Mais uma notícia que tem sido abafada

Recorde Mundial de presos e prisões 

Todos os dias me chegam da Argenpress informações das notícias mais censuradas no Mundo. Sobre isto tenho escrito alguns comentários a propósito de algumas que me parecem mais relevantes. (ver aqui). Como já disse, as grandes cadeias mundiais de difusão de informações estão nas mãos de meia dúzia de grupos económicos de grande dimensão. Não estranhemos, pois, que as notícias difundidas tenham uma marca da ideologia capitalista dominante e muitas outras sejam abafadas pela censura.

Desta vez, no separador “Comentários” faço uma síntese das informações transmitidas pela Argenpress acerca de uma notícia que não é difundida pelos órgãos de comunicação. 

A notícia censurada é o recorde mundial de presos nos Estados Unidos da América. Números que impressionam tanto pelos seus valores absolutos quer em relação à população desse país ou de cada Estado.

Para aceder ao "Comentário" e restante artigo, clique aqui.

17 maio 2012

Os Direitos Humanos nos EUA


O Jornal Argenpress, publicou um trabalho com o título:


Estados Unidos: Hegemonía en el oficio de la tortura(1)


Esse artigo assinado por Jorge V. Jaime, resumidamente, revela o seguinte:

Uma década se passou e os casos de Abu Ghraib, da prisão Bagram e o massacre de Dasht-e-Leili, conhecido como o Comboio da Morte, permanecem sem conclusão das investigaçõe pelo governo dos EUA .

Em junho de 2004, três jornais influentes, Wall Street Journal, Washington Post e The New York Times revelaram cópias de uma análise preparatória descrita no Departamento de Justiça e a Agência Central de Inteligência (CIA).

Cada soldado dos EUA recebeu instruções precisas fornecidas para atos discricionários, em nome da segurança nacional. 

Com essa filosofia, em 2002 os guardas da Bagram Air Base, no Afeganistão, fizeram experiências com "combatentes inimigos" de sessões especiais de procedimentos. 
Dois civis afegãos, identificados como Habibullah e Dilawar, eram acorrentados até o teto da instalação no norte da província de Parwan e espancado com paus. Acabaram por morrer.

No massacre de Dasht-i-Leili em dezembro de 2001, cerca de 850 supostos insurgentes talibãs foram sufocados até a morte em recipientes metálicos transportados por caminhões.
A operação foi supervisionada por oficiais dos EUA e da CIA.
Em dezembro de 2009, os médicos do grupo para os Direitos Humanos (PHR) enviaram à Casa Branca um grande arquivo sobre estes casos, mas até agora o presidente Barack Obama não moveu um dedo para os esclarecer.

Presos políticos em Israel

A greve de fome dos presos políticos palestinos nas prisões israelitas: 
Grito de alerta sobre a condição do martirizado povo palestino.


Cerca de vinte organizações nacionais, apelam à participação no acto simbólico de solidariedade, com os presos políticos palestinos em prisões israelitas. 
Esse ato simbólico decorre hoje, 17 de Maio, pelas 18h00, em frente à Embaixada de Israel, em Lisboa.


Cerca de 5.000 presos palestinos, muitos dos quais encarcerados há vários anos sem que contra eles tenha sido pronunciada uma única acusação, estão sujeitos a desumanas e indignas condições, ao isolamento, por vezes durante anos, à proibição de visitas de familiares ou dos próprios advogados, a espancamentos, sevícias e chantagens. Apesar de Israel informar que estiveram em greve da fome 1.600 presos, na Palestima afirma-se que essa luta foi travada por mais de 2.500 presos. Tal facto levou as autoridades israelitas a aceitar o fim das «detenções administrativas», o fim do confinamento ao isolamento na prisão e as visitas de familiares dos detidos, entre outras reivindicações.
  

Como refere o documento a ser entregue na Embaixada de Israel, sem a libertação dos presos políticos palestinos das prisões israelitas não haverá uma solução justa para a questão palestiniana. É o seguinte o texto do documento:


"A greve de fome dos presos políticos palestinos nas prisões israelitas constituiu um grito de alerta sobre a condição do martirizado povo palestino.
Com a sua corajosa acção, mais de dois mil presos políticos palestinos denunciaram a violência da ocupação israelita e a sua determinação em prosseguir a luta pela realização dos seus legítimos direitos.
Cerca de 5000 presos palestinos, muitos dos quais encarcerados há vários anos sem que contra eles tenha sido pronunciada uma única acusação, estão sujeitos a desumanas e indignas condições, ao isolamento, por vezes durante anos, à proibição de visitas de familiares ou dos próprios advogados, a espancamentos, sevícias e chantagens.
O estado de saúde de muitos dos prisioneiros palestinos - alguns tendo ultrapassado os setenta dias de privação de alimentos - é de extrema gravidade.
A condição dos prisioneiros políticos palestinos nas cadeias israelitas ilustra o drama do povo palestino sob a ocupação israelita, a violência de um quotidiano feito da repressão sistemática, da contínua espoliação das terras, da destruição das casas e dos campos de cultivo, das expulsões, do alargamento contínuo dos colonatos, da meticulosa aplicação de uma política que visa o esmagamento da sua identidade e da supressão dos seus direitos, como a constituição de um estado nos territórios ocupados em 1967, com Jerusalém Oriental como capital, e uma solução justa para a situação dos refugiados palestinos.
Deste modo, as organizações signatárias:
- Expressam a sua solidariedade com os presos políticos palestinos que realizaram a greve de fome e, através deles, com todo o povo palestino vítima da ocupação israelita
- Reclamam dos órgãos de soberania portugueses uma intervenção firme e determinada que responsabilize Israel pela situação dos presos políticos palestinos e que exija o cumprimento, por aquele estado, dos princípios e normas do direitos internacional e humanitário a que está obrigado pela sua condição de membro das Nações Unidas
- Apelam à opinião pública portuguesa para que se mobilize na denúncia dos crimes da ocupação israelita e na afirmação da sua solidariedade com o povo e os presos políticos palestinos, pugnando pela sua libertação
- Decidem promover um acto público de solidariedade para entrega desta tomada de posição, dia 17 de Maio, pelas 18h00, frente à Embaixada de Israel, em Lisboa".

12 março 2012

Ditadura na Colômbia (2)


Genocídio, violação dos direitos humanos perseguição, assassínio e censura 


Como escrevi ontem, os EUA, têm dado todo o apoio à ditadura há muito instalada na Colômbia e que massacra a população indígena e os movimentos populares que se opõem.


Em abril do ano passado, o jornalista Pérez Becerra foi preso pelas autoridades colombianas que, sem prova alguma, o têm mantido há quase um ano no cárcere de La Picota (Bogotá).
Pérez Becerra, era vereador do município de Corinto pela União Patriótica até ao assassinato de sua mulher (e mais de 3.500 companheiros de partido, entre outros populares). Escapou ao massacre e pediu asilo político na Suécia que o acolheu desde 1995 e lhe deu a nacionalidade em 2000.
Agora, acusado de ser a “voz internacional da guerrilha”, pelo presidente Santos, que é jornalista, do jornal diário mais poderoso do país, El Tiempo e propriedade da sua família.


A voz silenciada
  
Em declarações para La Jornada, Joaquín Pérez Becerra, que fundou a agência de notícias Anncol com outros suecos e colombianos, conta que "sempre viajou pela Europa com toda a liberdade" e “antes de partir até Caracas, a policia alemã do

18 janeiro 2012

A missão civilizadora



Em declaração ao jornal britânico The Daily Telegraph, Tabuga disse que os militares norte-americanos, além de espancar os prisioneiros (entre os quais várias mulheres), abusam sexualmente deles.
 
O presidente Barack Obama opos-se à publicação das fotos que estão em poder de Tabuga, alegando que isso colocaria em risco a segurança de suas tropas.
Nota: Artigo feito a propósito do Relatório  Taguba Report (Maj. Gen. Antonio M. Taguba) Investigation of the 800th MP Brigade

14 janeiro 2012

Soldados americanos urinam em cadáveres

A missão militar dos EUA
 
Tenho escrito sobre o não respeito dos Direitos Humanos nos EUA. Escrevi anteontem sobre a Prisão de Guantanamo, ontem sobre a fascização das forças armadas dos EUA.
Hoje escrevo sobre o exemplo da consciência adquirida pela educação militar e cultura transmitida pela hierarquia que leva a que tropas de "elite", que invadem a casa de outros povos, assasinem indiscriminadamente e cometam os abjectos crimes de torturas, de humilhação indigna e obscena, violações sexuais, e agora o miserável ato de urinar sobre os corpos das suas vítimas.
Arrisco-me a não ter tempo nem "espaço" para expandir a minha indignação (mas não surpresa), por no séc. XXI, um país que se afirma das Liberdades, Democrático, Desenvolvido e a suprema referência do Capitalismo, ser o maior e mais negativo exemplo de barbárie e falta de civilização. 

12 janeiro 2012

Guantanamo, exemplo das "liberdades" nos EUA

O Nobel da Paz, Obama, tal como os que bem conhecemos, promete sem intenção de cumprir

No Jornal Avante, Ângelo Alves, escreve um artigo de opinião, a propósito de 10 anos passados da Prisão de Guantanamo e das promessas eleitorais de Obama. Mais um caso entre tantos outros que acrescenta a extensa lista de crimes e atentados aos Direitos Humanos que tenho vindo a publicar aqui. É escandalosa a desfaçatez de Obama que, tal como os nossos governantes, nas campanhas eleitorais juram e prometem uma política e, depois de eleitos. fazem o oposto. 

No artigo de Ângelo Alves, ele refere que "Foi no dia 11 de Janeiro de 2002 que os primeiros 20 prisioneiros sequestrados no Afeganistão ali chegaram vestidos com os célebres uniformes laranja, as cabeças encerradas em sacos pretos e as pernas e mãos amarradas com correntes e algemas. Os cidadãos sequestrados ilegalmente pelo exército norte-americano, sem direito a qualquer acusação formal e muito menos a julgamento, tinham sido transportados ilegalmente nos «voos da CIA» com a conivência e participação activa de vários governos ditos «democráticos»", incluindo o Governo de Portugal, do PS. 

Diz Ângelo Alves que apesar da falta de informação e barreira de silêncio imposta pela CIA, sabe-se hoje que "cerca de 800 prisioneiros de Guantanamo foram submetidos aos mais variados e abjectos métodos de tortura física e psicológica..., simulações de afogamento, privação do sono, simulações de assassinato e sevícias várias". Há hoje muitas provas de "os EUA mantiveram, e mantêm, em vários países do mundo, dezenas de prisões secretas similares a Guantanamo" onde são cometidas miseráveis crimes e atrocidades.

Diz Ângelo Alves: "Não espanta portanto que a tão «democrática» e «livre» imprensa «ocidental» tenha tratado os dez anos de Guantanamo com… um silêncio de chumbo". 

A "democrática" política do Nobel da Paz, Obama, impõe o segredo e a censura aos crimes que todos os dias são descobertos, cometidos pelo imperialismo dos EUA.
As for his campaign pledge to ban torture...
Photo: Credit , Saul Loeb / AFP/Getty Images

02 dezembro 2011

Os Direitos Humanos nos EUA (4)

Sobre os direitos económicos e sociais

Continuando a recolha de informações contida no relatório sobre os Direitos Humanos nos EUA, iniciado no separador "Cortes e Recortes" em 29 de Outubro, publiquei, no mesmo separador, o seu quarto capítulo, voltado para a defesa dos direitos económicos e sociais. (clique aqui).
  

20 novembro 2011

10 novembro 2011

Registo dos Direitos Humanos nos EUA

Sobre os direitos civis e políticos (segunda parte)


Em "Cortes e recortes" foi publicada a segunda parte do relatório sobre os Direitos Humanos nos EUA.
Aí se constata que "Nos Estados Unidos, o governo restringe e viola gravemente os direitos políticos e civis dos cidadãos."

29 outubro 2011

Direitos Humanos? Que direitos?

China expõe hipocrisia dos EUA em relação aos Direitos Humanos

O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou seu Relatório por Países sobre Práticas de Direitos Humanos correspondente a 2009, erigindo-se, mais uma vez, em "juiz mundial dos direitos humanos".

Como em outros anos, os documentos estão cheios de acusações sobre a situação dos direitos humanos em mais de 190 países e regiões, inclusive a China. No entanto, é completamente omisso, ignora e inclusive encobre as violações dos direitos humanos em seu próprio território.

Aproveitando estas publicações do Portal O Vermelho, vou colocar no separador "Cortes e recortes" deste blog alguns dados, compilados pelo Conselho de Estado da China, que evidenciam o que é  "Democracia" no país das desigualdades.
Para ver mais, (clique aqui)