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16 março 2011

É tempo de lutar

Que sabes tu disto?

É sabido que a comunicação dita "social", é comandada pelos interesses do grande capital através dos grupos económicos que controlam os meios de comunicação. A grande divulgação que fizeram da manifestação da "geração à rasca", iniciada quase duas semanas antes e, todos os dias reforçada, com informações sobre transportes, locais e formas de deslocação para as zonas de concentração, foi caso único. Porquê? Os mentores dessa informação organizada, estavam convencidos que isso iria desviar as atenções da Manifestação da CGTP, a realizar na semana seguinte. 

Faça-se agora a comparação com a divulgação para a Manifestação do Próximo Sábado 19. Desta vez, tudo volta ao normal e, faz-se um completo silêncio e boicote às informações que sindicatos e CGTP procuram transmitir. 


Temos que romper esta vergonhosa barreira do silêncio da comunicação dita "social". 
Felizmente, os trabalhadores têm formas de organização nos locais de trabalho nas suas organizações, nos Sindicatos e no(s) partido(s) que defendem os seus interesses de classe (explorada). Os parêntesis nos plurais é apenas para salvaguardar a possibilidade teórica. Essas organizações são a força que os torna menos dependentes do poder.

Felizmente, também, que hoje existem ferramentas como a Internet, as redes sociais, telemóveis, SMS e outras que as novas tecnologias proporcionam e que tornam mais fácil a comunicação. Se, por um lado, estas ferramentas são usadas pelos que têm mais possibilidades económicas para, em poderosas organizações, disseminarem a ideologia dominante, também são hoje usadas por muitos trabalhadores que, infelizmente, não estando organizados, têm nestes instrumentos alguma possibilidade de conhecer muito do que desconheceriam se apenas estivessem dependentes dos órgãos de comunicação social.
  
Aqui vai um exemplo:

14 março 2011

A Consciência e a Organização

19 de Março, mais um passo para a mudança de política


É na luta que está o caminho da mudança, é na luta organizada dos trabalhadores, na luta consciente, que vença as dificuldades que se deparam em cada momento. Uma luta de classes, luta histórica que pode durar muito tempo mas, uma luta que ganha terreno na consciência dos trabalhadores e do povo. A grande Manifestação Nacional convocada pela CGTP-IN para o dia 19 de Março é mais um passo nesta luta. Pode, e deve, ser a maior acção de massas depois da Greve Geral de 24 de Novembro.




Os trabalhadores, através de suas acções colectivas e organizadas, formam e usam a sua consciência para defender os seus direitos e construir uma sociedade mais justa.


Na luta organizada forma-se a consciência social numa relação entre o Ser e o Pensar. É nestas relações que se desenvolve o processo de consciencialização, capaz de interpretar os fenómenos sociais para além dos preconceitos difundidos pela cultura dominante. 


A importância da participação consciente e a consciência da participação


Quem não participa nos processos sociais, permanece preso dos conceitos retrógrados, e é ultrapassado pela dinâmica social, é “sujeito morto”, não se desenvolve, não tem consciência política. 


Portanto, não basta contestar a realidade deste sistema que oprime e nos explora. É necessário, transformá-la, substituí-la. A consciência de cada um tem que evoluir, reflectir a realidade que nos rodeia, fazendo-nos intervir, aprendendo com a nossa intervenção e, nesse processo interactivo, desenvolver a consciência. 


O processo de formação da consciência


Quanto mais avançarmos nas lutas de massas, melhor se forma a consciência. É a organização que possibilita alcançar os objectivos. A nossa força e eficácia está na organização.


A consciência, manifesta-se na indignação e desenvolve-se com a solidariedade para com os que são igualmente explorados. 


A discussão organizada e colectiva, das dúvidas, incertezas e esperanças, possibilita elaborar os pensamentos, abre caminho para encontrar as alternativas e lutar conscientemente por elas. 


Essa discussão organizada, com método, promove a formação, desperta as consciências adormecidas, instiga a curiosidade e o gosto pelo saber.


A discussão e participação colectivas, motivam para as acções de mudança e para unir as pessoas numa acção colectiva organizada.
  
A consciência é o conhecimento que liberta


Na medida em que se aprofunda a luta de classes, novos problemas se colocam que exigem o saber intervir, exigem o entendimento do papel que nos compete desempenhar nos processos e na história. Cada trabalhador consciente consegue recuperar a auto-estima em consonância com a força e os resultados das acções colectivas e organizadas. 
É o confronto com as forças inimigas, que consolida a consciência do papel e da importância de cada trabalhador na mudança da política. Assim os trabalhadores entendem de forma sólida, os sentimentos, as emoções, o entusiasmo, as alegrias, e os dramas dos seus camaradas, do colectivo em luta, aumentando também a solidariedade de classe. 


Com a luta organizada, desenvolve-se a capacidade de criar, de contornar as dificuldades. É a luta organizada que nos permite transformar o sonho em realidade. 


A consciência e a organização são as armas mais poderosas dos trabalhadores e do povo.