A vergonhosa política das multinacionais farmacêuticas
Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos.
Privatização da saúde
A propósito recordemos uma entrevista em 2011 com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que acusa os grandes monopólios farmacêuticos de não considerarem rentáveis os medicamentos que curam. Por isso não os desenvolvem. Em troca, preferem que as doenças sejam crónicas e desenvolver medicamentos que sejam consumidos de forma constante.
Diz Roberts, que medicamentos que poderiam curar doenças não são investigados. É aquilo que conhecemos bem: a indústria privada da saúde rege-se pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, a ponto de se assemelhar ao da máfia.
É mais rentável não curar
Diz Richard J. Roberts: «Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pelas Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender». E acrescenta «A investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas». E explica «as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas». Em Portugal o povo conta o caso do médico que não retirava a carraça para manter o doente sempre dependente dos seus tratamentos.
Tornar crónicas doenças que poderiam ser curadas
Richard J. Roberts, diz ainda que a investigação «é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação». E ainda: «é habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo».
Exemplos
A seguir dá exemplos: «Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas».
A corrupção dos políticos
A terminar a entrevista fala dos políticos: «Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos. Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…»
Publicado originalmente no La Vanguardia. 18 de junho de 2011
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07 setembro 2015
08 agosto 2015
Cenoura murcha
A história do burro
e da cenoura revisitada
O comunicado do Sindicato
dos Médicos, com o título acima começa assim:
"Não é difícil ver
quem se pretende que seja o burro nesta história"
"Os médicos de
família já estão no limite da sua capacidade de oferecerem cuidados de
qualidade aos seus doentes.
Segundo informações nos
jornais, Paulo Macedo quer dar mais dinheiro aos médicos, cerca de 350 euros
líquidos, para que aceitem alargar as suas listas de utentes. Isso significa
que os médicos de família que estão já sobrecarregados venham a ter entre mais
de 2300 a 2800 doentes para atender. Significa ainda que as consultas que se
exigem aos médicos não ultrapassem os 15 minutos sejam reduzidas para cerca de
metade do tempo. As noticias dizem que o Governo vai avançar com esta medida à
revelia dos sindicatos que alertam que os médicos, "a serem iludidos por
esta cenoura murcha e desbotada", vão prejudicar qualidade dos cuidados de
saúde aos doentes.
As exigências da limitação dos tempos de consulta são uma indignidade quer para utentes que têm direitos, quer para os médicos que devem defender a ética inerente à sua profissão.
Imagem retirada de WEHAVEKAOSINTHEGARDEN
23 novembro 2014
Saúde? Quem a quer, que a pague! pois então
A lógica das privatizações. Só quem tem dinheiro pode viver
Nesta sociedade capitalista, onde o lucro comanda tudo, só quem tem dinheiro é livre. Livre para ter o que precisa para viver, para se divertir, para comprar o que lhe apetecer. Pobres, só são livres para trabalhar. Se para trabalhar precisarem de uma perna ou de um medicamento, ou pagam ou então é mais económico que morram.
Esta é a lógica desta virtuosa sociedade. Esta é a lógica dos privados que dizem, nada têm a ver com as necessidades das pessoas. São empresas e, como tal, o seu negócio é ter lucro.
Esta é a lógica da política de direita que,sabendo isto, entrega tudo aos privados.
Exemplos destes não faltam. É frequente vermos nas farmácias pessoas a pedir informação dos preços dos medicamentos receitados. Muitos vão-se embora sem aviar as receitas porque, dizem, não podem pagar aqueles preços.
Administração do Hospital Amadora-Sintra pergunta ao médico, o que é mais barato: amputar perna ou colocar prótese?
Biofarmacêutica exigiu 400.000 euros para tratar 4 doentes
Nesta sociedade capitalista, onde o lucro comanda tudo, só quem tem dinheiro é livre. Livre para ter o que precisa para viver, para se divertir, para comprar o que lhe apetecer. Pobres, só são livres para trabalhar. Se para trabalhar precisarem de uma perna ou de um medicamento, ou pagam ou então é mais económico que morram.
Esta é a lógica desta virtuosa sociedade. Esta é a lógica dos privados que dizem, nada têm a ver com as necessidades das pessoas. São empresas e, como tal, o seu negócio é ter lucro.
Esta é a lógica da política de direita que,sabendo isto, entrega tudo aos privados.
Exemplos destes não faltam. É frequente vermos nas farmácias pessoas a pedir informação dos preços dos medicamentos receitados. Muitos vão-se embora sem aviar as receitas porque, dizem, não podem pagar aqueles preços.
Administração do Hospital Amadora-Sintra pergunta ao médico, o que é mais barato: amputar perna ou colocar prótese?
Biofarmacêutica exigiu 400.000 euros para tratar 4 doentes
30 janeiro 2013
As mentiras do Governo
O Economista Eugénio Rosa, no seu último estudo, mais uma vez, desmonta as mentiras do governo para enganar os portugueses quanto às verdadeiras intenções de entregar ás grandes empresas privadas os negócios da Saúde, da Educação e Segurança Social.
Diz Eugénio Rosa que “O dilema de Vítor Gaspar, repetido por ele e por todo o governo, e papagueado nos media pelos seus defensores, de “Menos saúde, educação, e segurança social, ou mais impostos”, tem a mesma credibilidade que as previsões do governo e da “troika” que sempre falham, ou seja, não tem fundamento real nem credibilidade técnica. É mais uma mentira ideológica que tem como objetivo a manipulação da opinião pública para o governo e FMI poderem mais facilmente destruir os sistemas públicos de educação, saúde e segurança sociais fundamentais para os portugueses”.
Justifica o economista: “A “espiral recessiva”, de que falou Cavaco Silva, causada pela politica de austeridade… tem determinado uma diminuição enorme das receitas fiscais do Estado e das contribuições para a Segurança Social agravando as suas dificuldades financeiras”.
O estudo, que pode ser analisado em www.eugeniorosa.com, desmonta claramente esta política de ruína para os portugueses mas de grandes lucros para meia dúzia de grandes capitalistas em Portugal e no estrangeiro.
Reproduzo adiante um resumo do estudo
01 novembro 2012
Uma jovem que sabe o que diz
Paula Santos, confrontou e deixou sem resposta o Ministro da Saúde
Paula Santos, deputada do PCP, confrontou o Ministro da Saúde com as propostas contidas no Orçamento do Estado para 2013 mostrando que os cortes previstos e o ataque aos direitos dos trabalhadores deste sector e dos utentes, como já se estão a verificar, desmentem as afirmações do Ministro e provam as suas intenções de destruir o Serviço Nacional de Saúde.
Paula Santos, deputada do PCP, confrontou o Ministro da Saúde com as propostas contidas no Orçamento do Estado para 2013 mostrando que os cortes previstos e o ataque aos direitos dos trabalhadores deste sector e dos utentes, como já se estão a verificar, desmentem as afirmações do Ministro e provam as suas intenções de destruir o Serviço Nacional de Saúde.
12 abril 2012
Defender o Serviço Nacional de Saúde
Manifestações Sábado dia 14 nas principais cidades do País
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) mais as estruturas sindicais e movimentos sociais, CGTP-IN - Uniões Sindicais – Federação Nacional dos Médicos, Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública – Sindicato dos Enfermeiros Portugueses – Direcções Regionais do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses de Lisboa, Porto e Setúbal, MURPI e outras estruturas apelam a todos os cidadãos para a manifestação em defesa do SNS,
Sábado 14, nos seguintes locais:
Lisboa - Setúbal – Braga e Viana do Castelo juntos - Porto e Aveiro juntos – Coimbra,
Leiria e Viseu juntos- Covilhã - Santarém - Beja - Évora - Portalegre - Grândola e Seia.
Cumpra-se a Constituição!
Os Governos têm vindo a retirar direitos sociais e laborais a utentes e trabalhadores. A qualidade dos serviços de saúde piora e encarecem.
Aumentam as taxas moderadoras, o custo dos medicamentos. Acabam apoios ao
transporte de doentes. Encerram muitos serviços de proximidade. Aumentam as dificuldades para muitos portugueses no acesso aos cuidados de saúde.
Aumentam as mortes, o número de doentes e regressam doenças que tinham sido extintas
Tais medidas são também responsáveis pelo aumento de mortes no mês de Fevereiro. Mais quatro mil do que a média dos últimos dez anos.
O número de doentes em lista de espera no final de 2011 era superior a 175 mil, mais cerca de 14 mil em apenas um ano.
O número de utentes sem médico de família tem aumentado, sendo actualmente mais de um milhão e meio.
Os negócios dos privados
O governo empurra os doentes para os negócios dos privados. Os custos dos tratamentos privados são mais caros e custam mais ao país.
Estes são alguns dos resultados das políticas de direita e de privatizações que tornam os Serviços de Saúde Privados um negócio à custa de todos os portugueses.
09 março 2012
Morte dos idosos
O capitalismo e a sua
política de direita,
mata silenciosamente
Como escrevi anteontem, há famílias que não têm condições para tratar dos idosos, outras egoístas esquecem-nos. Estamos numa sociedade do "salve-se quem puder".
Os hospitais registam muitos casos de pessoas de idade que vivem sozinhas. Essas pessoas, sem família, não têm condições para regressar a casa, depois de lhes ter sido dada alta.
Os jornais revelam que "no que toca a protelamentos da alta no Centro Hospitalar Lisboa Norte, em 2011, o principal motivo foi mesmo a indisponibilidade da família para a prestação de cuidados (181 casos). Segue-se insegurança da família para assegurar a continuação da prestação de cuidados, com 125 situações. Entre outros, registaram-se 113 casos de recursos financeiros insuficientes.

Nos Hospitais da Universidade de Coimbra - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (HUC-CHUC), o que o serviço social mais recebe são casos destes, de idosos que viviam sós e sem familiares de 1.º grau: "Nesses casos, o ingresso num lar, comparticipado pela Segurança Social, é muito difícil e alguns ficam internados demasiado tempo", diz o Jornal Público.
Também no Hospital Amadora-Sintra, entre os 38 adultos - a maioria idosos - que ainda não saíram do hospital por "motivos sociais", grande parte corresponde a casos de utentes sós, dependentes, e sem família, que necessitam de resposta da Segurança Social, ou, então, idosos que não têm familiares com disponibilidade para cuidar deles. A coordenadora do serviço social, Adélia Gomes, nota que há famílias que não conseguem suportar uma mensalidade num lar particular, que, na área de Lisboa, "têm mensalidades de 1200 euros ou mais" revela também o Público.
Muitos outros exemplos poderiam ser apontados. Com uma política em que o "lucro" tudo comanda e onde a saúde é um negócio, "quem não tem dinheiro não tem direito a nada". No capitalismo, o poder do dinheiro, encara o ser humano como uma máquina para dar lucro. Quando está velha, e dá prejuízo, deita-se fora.
política de direita,
mata silenciosamente
Os hospitais registam muitos casos de pessoas de idade que vivem sozinhas. Essas pessoas, sem família, não têm condições para regressar a casa, depois de lhes ter sido dada alta.
Os jornais revelam que "no que toca a protelamentos da alta no Centro Hospitalar Lisboa Norte, em 2011, o principal motivo foi mesmo a indisponibilidade da família para a prestação de cuidados (181 casos). Segue-se insegurança da família para assegurar a continuação da prestação de cuidados, com 125 situações. Entre outros, registaram-se 113 casos de recursos financeiros insuficientes.

Se quer continuar a viver ponha mais uma moeda
Também no Hospital Amadora-Sintra, entre os 38 adultos - a maioria idosos - que ainda não saíram do hospital por "motivos sociais", grande parte corresponde a casos de utentes sós, dependentes, e sem família, que necessitam de resposta da Segurança Social, ou, então, idosos que não têm familiares com disponibilidade para cuidar deles. A coordenadora do serviço social, Adélia Gomes, nota que há famílias que não conseguem suportar uma mensalidade num lar particular, que, na área de Lisboa, "têm mensalidades de 1200 euros ou mais" revela também o Público.
Muitos outros exemplos poderiam ser apontados. Com uma política em que o "lucro" tudo comanda e onde a saúde é um negócio, "quem não tem dinheiro não tem direito a nada". No capitalismo, o poder do dinheiro, encara o ser humano como uma máquina para dar lucro. Quando está velha, e dá prejuízo, deita-se fora.
06 março 2012
Política assassina mata idosos
Nesta ditadura do capitalismo só pode sobreviver quem tiver bastante dinheiro
Quem toda a vida trabalhou, descontou para ter uma reforma, está agora indefeso perante os ataques desta política da direita.
Redução das pensões de reforma.
Fecho de Hospitais e Centros de Saúde.
Aumento dos Custos das consultas com a privatização dos Hospitais e Unidades de Saúde.
Aumento das Taxas Moderadoras.
Aumento dos preços dos medicamentos.
Redução das comparticipações.
Aumento dos preços de transportes e da distância para ir ao médico.
Retirada de apoios aos Bombeiros e Transportes de Ambulância.
Aumento dos custos da electricidade e gás.
Redução da capacidade dos familiares apoiarem os idosos com o aumento do desemprego, do custo de vida e dos horários de trabalho.
Tudo se conjuga para o aumento do sofrimento e da mortalidade em especial nos pobres e mais idosos.
Para os Bancos e Banqueiros vai todo o apoio que nos custa muitos milhares de milhões de euros.
Só no BPN já foram enterrados cerca de 8 mil milhões de euros.
De onde vem esse dinheiro? Vem de quem trabalha e produz e que fica sem nada.
É esta a política de classe da minoria que explora a grande maioria dos portugueses.
Tempo de crise para quem trabalha e de "vacas gordas" para meia dúzia de grandes fortunas.
09 setembro 2011
Os assobios de Cavaco (1)
É isto a "democracia" capitalista.
A saúde deixa de ser o direito e a prioridade que a Constituição define, e passa a ser tratada como uma área de negócio, para alguns enriquecerem.
Medicamentos e assistência só para quem tem dinheiro. Impostos e trabalho para os pobres.
O Governo da direita, dos ricos, PSD, CDS/PP, corta nos apoios à saúde, para alimentar os privados. Quem tem dinheiro compra a assistencia à saúde, os que o não têm, trabalham até aguentar. Se deixarem de trabalhar não comem e ficam curados de vez. É esta a nossa democracia. A democracia do dinheiro.
Cavaco fecha os olhos, assobia para o lado e finge que não conhece a Constituição da Republica que jurou defender.
A saúde deixa de ser o direito e a prioridade que a Constituição define, e passa a ser tratada como uma área de negócio, para alguns enriquecerem.
Medicamentos e assistência só para quem tem dinheiro. Impostos e trabalho para os pobres.O Governo da direita, dos ricos, PSD, CDS/PP, corta nos apoios à saúde, para alimentar os privados. Quem tem dinheiro compra a assistencia à saúde, os que o não têm, trabalham até aguentar. Se deixarem de trabalhar não comem e ficam curados de vez. É esta a nossa democracia. A democracia do dinheiro.
Cavaco fecha os olhos, assobia para o lado e finge que não conhece a Constituição da Republica que jurou defender.
16 julho 2011
Negócio da Saúde ou da Doença?
Em defesa do Serviço Nacional de Saúde
Os grandes grupos económicos pretendem a retirada dos serviços de saúde do Estado. Isso permite-lhes um negócio altamente lucrativo. Os privados recebem os lucros e o Estado fornece os "clientes" e subsidia os serviços. Ou seja, é o costume: o Estado fica com os prejuízos e os privados com os lucros.
Os grupos financeiros consideram a saúde uma “área de negócio". Um negócio altamente lucrativo, assim repartido: Para o Estado, um serviço de "caridade", para os que não podem pagar e, para os privados, os "clientes" de maiores rendimentos, e que podem pagar serviços de melhor qualidade.
Assim os utentes, que recorram aos privados, pagam de duas maneiras. Aos privados o serviço que estes prestam e, de uma forma mais discreta, ao Estado, os impostos para que subsidie esses serviços.
Segundo declarações de Jorge Pires do PCP numa conferência de imprensa de há dias, o SNS é muito apetecível pois movimenta mais de 17.000 milhões de euros.
A Constituição define de forma muito clara o papel do Estado na garantia do acesso à saúde de todos os portugueses e dá ao Serviço Nacional de Saúde, universal, geral e tendencialmente gratuito, o estatuto de instrumento para a concretização desse direito. É também por estas razões que os grupos económicos querem alterar a Constituição.
Expandir o mercado da doença
As privatizações têm-se provocado o crescimento da despesa pública e dos custos pagos directamente pelos doentes. Os grupos monopolistas favorecidos pela política de direita apostam na saúde como área de negócio, mas na verdade o seu mercado é a doença. Na lógica capitalista e na economia de mercado se não houver doença o negócio perde interesse. Temos os exemplos das epidemias e pandemias fabricadas para aumentar as vendas e os lucros das farmaceuticas e empresas que negoceiam produtos para o seu combate. Tal como as empresas fabricantes de armas de guerra, o objectivo destas empresas não é nem a paz nem a saúde mas a guerra e a doença que garante a sua actividade e os seus lucros.
A saúde como factor de desenvolvimento económico e social, não faz parte dos objectivos do negócio dos privados.
Como foi mostrado na Conferência de Imprensa referida, é falso que o privado faça melhor e com menos custos. Foram referidos os exemplos do Hospital Amadora/Sintra que se traduziu num enorme prejuízo para o Estado. Os custos com as Parcerias Público Privado onde o privado não corre riscos (pois o Estado financia e garante os clientes), são sobretudo as convenções, nos medicamentos e nas comparticipações nos custos dos serviços por privados. Isto constitui a maior sangria financeira do Estado para os privados.
Prioridade aos cursos de Marketing. A saúde é um negócio.
Os grandes grupos económicos pretendem a retirada dos serviços de saúde do Estado. Isso permite-lhes um negócio altamente lucrativo. Os privados recebem os lucros e o Estado fornece os "clientes" e subsidia os serviços. Ou seja, é o costume: o Estado fica com os prejuízos e os privados com os lucros.
Os grupos financeiros consideram a saúde uma “área de negócio". Um negócio altamente lucrativo, assim repartido: Para o Estado, um serviço de "caridade", para os que não podem pagar e, para os privados, os "clientes" de maiores rendimentos, e que podem pagar serviços de melhor qualidade.
Assim os utentes, que recorram aos privados, pagam de duas maneiras. Aos privados o serviço que estes prestam e, de uma forma mais discreta, ao Estado, os impostos para que subsidie esses serviços.
Segundo declarações de Jorge Pires do PCP numa conferência de imprensa de há dias, o SNS é muito apetecível pois movimenta mais de 17.000 milhões de euros.
A Constituição define de forma muito clara o papel do Estado na garantia do acesso à saúde de todos os portugueses e dá ao Serviço Nacional de Saúde, universal, geral e tendencialmente gratuito, o estatuto de instrumento para a concretização desse direito. É também por estas razões que os grupos económicos querem alterar a Constituição.
Expandir o mercado da doença
As privatizações têm-se provocado o crescimento da despesa pública e dos custos pagos directamente pelos doentes. Os grupos monopolistas favorecidos pela política de direita apostam na saúde como área de negócio, mas na verdade o seu mercado é a doença. Na lógica capitalista e na economia de mercado se não houver doença o negócio perde interesse. Temos os exemplos das epidemias e pandemias fabricadas para aumentar as vendas e os lucros das farmaceuticas e empresas que negoceiam produtos para o seu combate. Tal como as empresas fabricantes de armas de guerra, o objectivo destas empresas não é nem a paz nem a saúde mas a guerra e a doença que garante a sua actividade e os seus lucros.
A saúde como factor de desenvolvimento económico e social, não faz parte dos objectivos do negócio dos privados.
Como foi mostrado na Conferência de Imprensa referida, é falso que o privado faça melhor e com menos custos. Foram referidos os exemplos do Hospital Amadora/Sintra que se traduziu num enorme prejuízo para o Estado. Os custos com as Parcerias Público Privado onde o privado não corre riscos (pois o Estado financia e garante os clientes), são sobretudo as convenções, nos medicamentos e nas comparticipações nos custos dos serviços por privados. Isto constitui a maior sangria financeira do Estado para os privados.
Prioridade aos cursos de Marketing. A saúde é um negócio.
28 fevereiro 2011
Serviço Nacional de Saúde em perigo
Eugénio Rosa, Economista, publicou mais um dos seus conhecidos estudos sobre a realidade económica e social do País. Neste caso é um estudo decorrente de uma proposta apresentada por um dos maiores grupos económicos que enveredou pelo negócio privado da saúde.
O “MODELO” PARA GARANTIR A “SUSTENTABILIDADE” DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (SNS) DA PRESIDENTE DA ESPIRITO SANTO SAÚDE OU, A MELHOR FORMA, DE DESTRUIR O SNS E DE TRANSFORMAR A SAÚDE NUM GRANDE NEGÓCIO PARA OS PRIVADOS FINANCIADO PELO ESTADO
Eugénio Rosa, informa que o modelo da E.S. Saúde "é o modelo que os grupos privados da saúde defendem e que o PSD, na sua proposta de revisão da Constituição da República que apresentou em 2010, dá cobertura".
O autor começa por analisar o que se passa em Portugal: "os principais grupos privados de saúde são a Espírito Santo Saúde, HPP Saúde e a Mello Saúde que detêm 70% da quota de mercado privado da saúde. A Trofa Saúde e a AMI - Assistência Médica Integral são líderes de uma segunda linha de unidades independentes do foro bancário. Estes grupos tiveram, em 2009, um volume de negócios que, segundo os respectivos relatórios e contas, atingiu 641 milhões €, repartidos da seguinte forma: HPP do grupo CGD: 143 milhões €; ES Saúde do grupo Espírito Santo: 185 milhões €; José Mello Saúde : 254 milhões €; Trofa Saúde : 59 milhões €.
Todos estes grupos possuem companhias de seguros especializadas também em seguros de saúde (em Portugal já existem mais de 2,3 milhões de portugueses com seguros de saúde)".
Perante os dados analisados, Eugénio Rosa, perguntou à Presidente do ES Saúde, engª Isabel Vaz, "Como é que se garantiria a sustentabilidade do SNS desta forma, duplicando os prestadores (públicos e privados) que concorreriam entre si em pé de igualdade mas sendo assegurado o seu financiamento pelo Estado? Como é que se garantiria que muitos serviços, incluindo hospitais, não ficassem subutilizados por falta de “clientes” determinando para o País custos acrescidos? Como que o Estado sendo obrigado a financiar de igual forma os serviços privados e serviços públicos, tudo dependendo da escolha (procura) aleatória dos utentes (e sabe-se que os grupos privados são exímios na utilização do marketing para captar clientes, muitas vezes até de forma enganosa) não corria o risco de, para além de ter de financiar os privados, ter ainda de suportar os custos de muitos serviços de saúde públicos que ficariam “às moscas”? O Economista, esclarece que, "Perante estas questões incómodas, e não estando preparada ou não querendo responder, a presidente do ES Saúde apenas soube dizer que esta visão era “estalinista”..."
Fico-me por aqui, nesta informação, pois a resposta da presidente do ES Saúde é suficientemente esclarecedora. No entanto, como gosto de perceber, reflecti e concluo que a direita, gosta de explanar as suas teorias, dos mercados, e outras liberais, como as traduzidas na célebre frase "quem quer saúde que a pague". Essas teorias são disfarçadas numa embalagem bonita, atraente, para vender bem o produto que não presta, mas quando os "clientes" abrem a embalagem para ver o que tem lá dentro ficam furiosos porque se lhes descobre a careca.
O texto completo pode ser visto em - Eugénio Rosa – Economista
www.eugeniorosa.com
O texto completo pode ser visto em - Eugénio Rosa – Economista
www.eugeniorosa.com
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