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07 janeiro 2012

Duarte Lima e a lavagem de dinheiro

A Propósito do apagamento do caso Duarte Lima. 
Uma das "famílias" do regime dito democrático.

Refletindo sobre informações retiradas da imprensa (clique aqui) 

O caso Duarte Lima, que tem andado muito apagado, revela bem como funcionam os políticos e a política de direita. Dado a extensão do texto em que me apoiei, que pode ser consultado (aqui), vou resumir alguns aspectos que mostram a moral destes políticos.
Tal como não precisamos de ver a parte submersa do iceberg, para saber que existe, também nos bastam os exemplos de 35 anos, de política de direita, para sabermos que não nos serve.

Contudo há quem ainda ande iludido. Por isso, aqui vão mais algumas informações:

"Desde os anos 90 que o ex-líder parlamentar do PSD conhece, [tal como muitos outros] ao pormenor, as técnicas daquilo a que os juristas chamam 'dissimulação de capitais', mas que é vulgarmente conhecido por branqueamento ou lavagem de dinheiro. Essa é a arte de fazer com que o dinheiro obtido de forma ilegal regresse aos circuitos financeiros e bancários com o estatuto de plena legalidade". 

"Corria o ano de 1994, e o cavaquismo já agonizava", quando o "inspector da PJ Carlos Pascoal, que assina o relatório final da investigação" mostrou "em matéria de enriquecimento ilícito assente no tráfico de influências e correspondente branqueamento de dinheiro, tudo crimes não existentes no ordenamento jurídico português à época dos factos". A propósito lembro que várias propostas do PCP para criminalizar estas práticas têm sido sistemáticamente derrotadas pelos deputados da direita PS, PSD e CDS-PP. Isto só por si seria uma prova de que nem todos os partidos são iguais, como muitos costumam dizer. "Carlos Pascoal, hoje com 57 anos e reformado da PJ, que investigou este processo com o colega José Peneda e sob a direcção do magistrado do Ministério Público Luís Bonina, enumerou as técnicas de lavagem uma a uma". 


Duarte Lima, apesar de estar em exclusividade de funções como líder parlamentar do PSD, "mantinha uma intensa e profícua relação com muitas empresas. Na investigação são detectados dezenas de depósitos feitos pelos administradores da então Mota e Companhia para as contas controladas por Duarte Lima. A um ritmo mensal, Manuel António da Mota, fundador da empresa já falecido, e o seu filho, António Mota, actual patrão da Mota-Engil, pagaram perto de 150 mil contos a Duarte Lima entre 1991 e 1993". A partir de 1993 começou a emitir recibos verdes de "uma pequena parte do dinheiro recebido". O deputado do PSD, "porém, tinha a inscrição suspensa na Ordem dos Advogados e nunca declarou ao Fisco estes rendimentos". Tambem a Associação Nacional de Farmácias (ANF) pagou milhares de contos a Lima e ainda as obras feitas num dos seus apartamentos de Lisboa e "o ex-líder parlamentar do PSD funcionou como um avençado no Parlamento. De outras empresas, como a Altair Lda. e a Portline S.A., Duarte Lima recebeu dinheiro a título de 'despesas confidenciais' e 'saídas de caixa'."

Cavaco quando lhe falam do BPN
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