O euro e a situação a que chegamos
Notas de um artigo de opinião de Vasco Cardoso no Avante
«...Desde a adesão ao euro, Portugal é um dos países que menos cresce na Europa e no mundo, produzindo hoje menos riqueza do que quando se introduziu as notas de euro. Dentro do euro, o País não cresce, não se desenvolve, não recupera emprego...»
«...Recordamos aqui que os mesmos que dizem que a saída do euro conduz ao desastre foram os que que prometiam convergência com a UE, mais crescimento económico, mais emprego e melhores salários com o euro. Foi aquilo que se viu. O PCP, fortemente empenhado na libertação do domínio do euro entende que nesse processo é um imperativo a defesa dos rendimentos, das poupanças e do nível de vida da população...».
«... A dívida pública portuguesa, uma das maiores do mundo, é insustentável, reproduz-se de ano para ano e, sem renegociação, não é possível diminuí-la substancialmente, como prova o seu agravamento em mais de 50 mil milhões de euros nos últimos quatro anos. Em 2015, Portugal gastará quase nove mil milhões de euros em juros, mais do que o Estado gasta com a saúde, tudo isto para no final de cada ano a dívida ficar na mesma, quando não aumenta...»
«... Pensando tirar proveito da actual situação na Grécia, PS, PSD e CDS procuraram acenar com o papão grego para engrossar a tese de que não há alternativa. Mas se há coisa que a situação na Grécia veio provar é que o caminho para o desenvolvimento requer a ruptura com os constrangimentos e mecanismos de exploração que foram urdidos. O grande erro do governo grego não foi querer sair do euro ou renegociar a dívida, foi, ao contrário, ter alimentado ilusões de que era possível eliminar a austeridade e desenvolver o país dentro do euro e amarrado a uma dívida insustentável...»
C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de Conhecer, C de Curiosidades, C de... Cultura
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25 setembro 2015
28 outubro 2012
Refundação. A palavra mágica!
O que é a "refundação". Nada de confusões!
Tentemos perceber.
Até Passos Coelho já viu que todos percebemos que esta política não serve.
Mas não quer assumir a necessidade de uma nova política. Não! Isso seria assumir que o sistema capitalista não tem resposta.
Não quer assumir a renegociação da dívida. Não! Isso seria reconhecer que as propostas do PCP cada vez mais apoiadas por largos sectores da sociedade, são mesmo necessárias.
Que refazer? ou "Que Fazer?"
Passos, está num beco sem saída. Que refazer? ("Que fazer?" lembraria outro).
Foi ao dicionário e encontrou uma palavra suficientemente ambígua para dar resposta a tudo. Refundação.
Refundação, parece ser a palavra mágica que contenta (q.b.) todos.
Todos sabemos que esta política não serve. Refundemos a política!
Todos sabemos que este memorando assinado com a troika é a corda na garganta. Refundemos o Memorando!
Todos sabemos que a dívida que estamos a pagar não é a nossa dívida e é uma dívida impagável. Refundemos a Dívida.
Todos sabemos que são os Bancos que ganham com o negócio dos juros. Refundemos os Juros.
Todos sabemos que o Estado não exerce as suas funções para dirigir a economia do país. Refundemos o Estado.
Todos nos queremos livrar das troikas (FMI, BCE, UE) e (PS, PSD, CDS). Refundemos as troikas.
Todos começamos a perceber que este sistema está... f... (falido ou fundido). Refundemos o sistema! (Há aqui uma confusão de palavras e de letras que é preciso refundar. Agora sou eu que tenho que ir ao dicionário, porque este verbo Refundar presta-se a confusões em demasia).
Refundação. É palavra que pode levar longe. Passos Coelho, creio, entrou em caminhos perigosos com esta palavra Refundação. Será preciso refundar bem fundo a refundação?
Tentemos perceber.
Até Passos Coelho já viu que todos percebemos que esta política não serve.
Mas não quer assumir a necessidade de uma nova política. Não! Isso seria assumir que o sistema capitalista não tem resposta.
Não quer assumir a renegociação da dívida. Não! Isso seria reconhecer que as propostas do PCP cada vez mais apoiadas por largos sectores da sociedade, são mesmo necessárias.
Que refazer? ou "Que Fazer?"
Passos, está num beco sem saída. Que refazer? ("Que fazer?" lembraria outro).
Foi ao dicionário e encontrou uma palavra suficientemente ambígua para dar resposta a tudo. Refundação.
Refundação, parece ser a palavra mágica que contenta (q.b.) todos.
foto refundada do ParafusoVadio
Todos sabemos que este memorando assinado com a troika é a corda na garganta. Refundemos o Memorando!
Todos sabemos que a dívida que estamos a pagar não é a nossa dívida e é uma dívida impagável. Refundemos a Dívida.
Todos sabemos que são os Bancos que ganham com o negócio dos juros. Refundemos os Juros.
Todos sabemos que o Estado não exerce as suas funções para dirigir a economia do país. Refundemos o Estado.
Todos nos queremos livrar das troikas (FMI, BCE, UE) e (PS, PSD, CDS). Refundemos as troikas.
Todos começamos a perceber que este sistema está... f... (falido ou fundido). Refundemos o sistema! (Há aqui uma confusão de palavras e de letras que é preciso refundar. Agora sou eu que tenho que ir ao dicionário, porque este verbo Refundar presta-se a confusões em demasia).
Refundação. É palavra que pode levar longe. Passos Coelho, creio, entrou em caminhos perigosos com esta palavra Refundação. Será preciso refundar bem fundo a refundação?
25 maio 2012
Entrevista de Bernardino Soares na Antena 1
"Venham mais cinco" - apelo para a Manifestação de Sábado
O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, classifica como uma hipocrisia a atitude do PS em relação ao ato adicional ao tratado orçamental europeu, afirmando que os socialistas quiseram apenas disfarçar a sua aprovação ao tratado, depois de a situação ter mudado com a eleição de François Hollande em França. Bernardino Soares lembra que o Presidente da República ainda não o promulgou, ou seja, não está em vigor.
Cavaco agora quer esquecer o tem feito
Bernardino Soares aponta também críticas ao Presidente da República, Cavaco Silva, que compara ao guarda-redes Rui Patrício. O deputado comunista reprova que Cavaco Silva tenha dito na Indonésia que finalmente não está sozinho na ideia do crescimento económico, porque é como se Rui Patrício dissesse que não era o único goleador da seleção portuguesa de futebol. “Se não fosse tão sério dava vontade rir”, remata.
Outra política e renegociação da dívida
Em entrevista à jornalista da Antena1 Maria Flor Pedroso, Bernardino Soares considera absolutamente necessário uma outra política e que seja aprovado o projeto do PCP para a renegociação da dívida. “Se esta maioria não quiser aceitar, acabará por ruir”, diz, acrescentando que não está certo de que o governo cumpra o mandato até ao fim.
O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, classifica como uma hipocrisia a atitude do PS em relação ao ato adicional ao tratado orçamental europeu, afirmando que os socialistas quiseram apenas disfarçar a sua aprovação ao tratado, depois de a situação ter mudado com a eleição de François Hollande em França. Bernardino Soares lembra que o Presidente da República ainda não o promulgou, ou seja, não está em vigor.
Cavaco agora quer esquecer o tem feito
Bernardino Soares aponta também críticas ao Presidente da República, Cavaco Silva, que compara ao guarda-redes Rui Patrício. O deputado comunista reprova que Cavaco Silva tenha dito na Indonésia que finalmente não está sozinho na ideia do crescimento económico, porque é como se Rui Patrício dissesse que não era o único goleador da seleção portuguesa de futebol. “Se não fosse tão sério dava vontade rir”, remata.
Outra política e renegociação da dívida
Em entrevista à jornalista da Antena1 Maria Flor Pedroso, Bernardino Soares considera absolutamente necessário uma outra política e que seja aprovado o projeto do PCP para a renegociação da dívida. “Se esta maioria não quiser aceitar, acabará por ruir”, diz, acrescentando que não está certo de que o governo cumpra o mandato até ao fim.
Há muitas razões para dizer BASTA!
No final da entrevista Bernardino Soares, fazendo referência à música escolhida, "venham mais cinco" de José Afonso, apelou para que no próximo Sábado também venham muitos mais cinco à manifestação convocada pelo PCP para Lisboa.
18 dezembro 2011
Auditoria cidadã à dívida pública
Convenção de Lisboa
Sob o lema "CONHECER PARA AGIR E MUDAR", reuniram-se em Lisboa centenas de cidadãos que debateram as questões relacionadas com a Dívida Pública. Do texto final da Resolução, de extraí algumas ideias que me pareceram mais significativas:OS PROBLEMAS
O texto começa com a seguinte introdução: "Salários e pensões confiscadas, trabalho adicional não pago, mais impostos sobre o trabalho e bens básicos de consumo, mais taxas sobre a utilização de serviços públicos, menos protecção no desemprego, cedência a privados de bens comuns pagos por todos — tudo justificado pela necessidade de servir a dívida pública sem falha. Dizem-nos que cortar despesa pública, aumentar impostos e taxas, degradar o nível de provisão e de qualidade dos serviços públicos para servir a dívida sem falha, é “a única alternativa”. Mas como pode ser alternativa o que não chega sequer a ser uma solução? A austeridade, o nome dado a todos os cortes e confiscos, não resolve nenhum problema, nem sequer os da dívida e do défice público. Pelo contrário: conduz ao declínio económico, à regressão social, e depois disso à bancarrota. É chegado por isso o momento de conhecer o que afinal é esta dívida, de exigir e conferir a factura detalhada. De onde vem a dívida e porque existe? A quem deve o Estado? Que parte da dívida é ilegítima e ilegal? Que alternativas existem para resolver o problema do endividamento do Estado? Tudo isso incumbe a uma auditoria à dívida pública. Uma auditoria que se quer cidadã para ser independente, participada, democrática e transparente".
DA CRISE FINANCEIRA Á CRISE DA DÍVIDA
O texto faz seguidamente uma análise da génese dos problemas desde 2007, data em que foram evidentes os efeitos de uma crise que teve origem na especulação financeira e imobiliária nos EUA. Refere-se que, numa primeira fase, os Estados salvaram o sistema financeiro através de injecções massivas de dinheiro do Estado socializando os prejuízos da banca. O preço, destas medidas foi a degradação das contas públicas.
A crise estendeu-se à Europa, em particular à Grécia, à Irlanda e a Portugal, Espanha e Itália. Estas economias viveram uma degradação da sua posição na economia europeia e mundial, que resultou no endividamento, público e privado. "A vulnerabilidade económica estrutural destes países, somada à crise financeira internacional, foi explorada pelos mercados financeiros através de uma euforia especulativa em torno da dívida pública de que se não conhecem precedentes".
"A resposta a este ataque foi, incompreensivelmente, a imposição de programas de austeridade brutais a estes países, agravados pelas condições exigidas nos vários resgates financeiros da troika BCE/FMI/FEEF. A austeridade condena os países intervencionados ao aumento do desemprego, à destruição progressiva do Estado social e à recessão sem fim".
CONFIRMAM-SE AS ANÁLISES DA CONFERÊNCIA NACIONAL DO PCP SOBRE QUESTÕES ECONÓMICAS E SOCIAIS
A análise prossegue verificando que "a situação que se vive em Portugal resulta das condições de adesão ao euro e da sua arquitectura".
Com base nos dados do Governo verifica-se que no início da intervenção da troika, a dívida pública portuguesa era de 97% do PIB e em 2013, prevê-se que seja acima de 106% do PIB desse ano e o desemprego situar-se-á acima dos 13%. Portugal terá uma dívida pública maior e estará mais pobre. Reconhecer-se-á então que a dívida pública é insustentável e que os sacrifícios foram inúteis, tendo servido apenas para agravar os problemas.
Estas conclusões não são novidade e têm sido constantemente repetidas pelo PCP em especial depois da Conferência Económica e Social realizada em 24 e 25 de Novembro de 2007, quando nos EUA se revelou a crise do capitalismo. Continuando as conclusões da Convenção, conclui-se que "a austeridade não oferece soluções", que se torna "urgente a reestruturação da dívida pública" alargando os prazos de pagamento, reduzindo as taxas de juro, ou mesmo reduzindo o valor da dívida.
16 dezembro 2011
Islândia e Argentina
Dois exemplos que devem ser estudados
O Presidente da Islândia depois de recusar assinar o acordo para pagar as dívidas dos Bancos privados, obrigou o Governo a um referendo que mostrou que tinha razão. Os islandeses recusaram pagar as dívidas dos Bancos privados, recusaram pagar os juros agiotas e decidiram julgar e prender os banqueiros.
Quer a Argentina e depois, recentemente, a Islândia sofreram dramáticamente as crises financeiras que os Bancos e grandes grupos económicos criaram. Tudo indica que estavam piores que Portugal. No primeiro caso por a Argentina ter sofrido muitos anos de roubos e de uma política subordinada ao imperialismo americano e com a intervenção do FMI. No segundo caso por a Islândia ser um país muito pequeno e sem poder para enfrentar as grandes potências económicas.
Em ambos os casos, diziam os que defendiam o grande capital o que diz hoje o nosso governo, repetindo a senhora Merkel. Diziam que os mercados iriam reagir cortando as ajudas e financiamentos. Seria o desastre!
Contudo não foi isso que aconteceu. Renegociaram a dívida, reduziram os juros e afinal o "papão" dos mercados foi bluff. Não só continuam a ter acesso aos mercados como apresentam índices de crescimento económico e de desenvolvimento social muito superiores aos da maioria dos países europeus.
Como sempre, valeu a pena lutar. O povo fez bem em não se assustar com as chantagens do capital financeiro nem com os seus servidores de Bruxelas. Esteve-se "marimbando" (palavra da moda) para os sábios da Europa, para os analistas, para os comentadores de serviço que repetiam como Passos Coelho: não há alternativa, temos que fazer o que manda a troika.
15 dezembro 2011
Vítimas ou caloteiros?
Qual a verdadeira razão do "PAPÃO" de "não pagar" a dívida?
O vice-presidente da bancada do PS referiu que Portugal devia ameaçar deixar de pagar a dívida nacional externa. Pedro Nuno Santos, líder do PS-Aveiro, disse que o Governo devia ignorar as exigências dos credores internacionais e, dessa forma, poupar os portugueses aos sacrifícios a que estão a ser obrigados. "Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses - ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos".
Caloteiros? Quem?
A resposta não se fez esperar. Logo vieram as acusações de "caloteiro" ao atrevimento de Pedro Santos, inclusive da direcção do PS que sempre se encostou ao grande capital financeiro. Note-se que isto não é novo. Também quando o PCP defende a renegociação da dívida, logo a comunicação social veicula as vigorosas acusações dos defensores dos Bancos, dizendo que nós não somos caloteiros.
Faço então algumas perguntas:
Quem é que disse que queria ser caloteiro? Quem contraiu as dívidas?
Então porque não são os Bancos, causadores da crise, a pagar as dívidas com o muitos milhares de milhões de euros que ganharam, em juros cobrados ao Estado e aos portugueses?
Se esses fabulosos lucros foram em grande parte distribuídos aos acionistas banqueiros, e estão bem escondidos nos bancos da Suíça ou paraísos fiscais, porque não são eles (os donos) a entrar com o capital que falta aos Bancos.? Porque exigem que seja o Estado com o dinheiro dos trabalhadores a fazê-lo?
Esses senhores, para alem de caloteiros, não serão coniventes com os ladrões que roubam o dinheiro das famílias portuguesas?
Os jornalistas, pagos por esses senhores, exploram a seriedade tradicional do povo português, que não gosta de caloteiros, para agora chamar caloteiros aos que são vítimas dos exploradores.
Pedir fiado
Quando um pobre pede fiado na mercearia ou na farmácia, em geral faz todo o esforço para pagar a dívida. Isso faz parte dos nossos valores, da nossa cultura. Mas também faz parte dos nossos valores o merceeiro ou o farmacêutico não cobrar juros pela dívida.
Com os Bancos e os chamados mercados é muito diferente. Esses, tal como os penhoristas, aproveitam-se de quem tem dificuldades, para exigir elevados juros, para além de penhorarem tudo o que podem. E a exploração é tal que, quanto maiores são as dificuldades, mais aumentam os juros.
Lei do Funil
Os Bancos e "mercados", que vivem do nosso dinheiro, ganham mais em juros do que os valores que emprestam. No entanto, o Estado, (que somos todos nós), recapitaliza os bancos. E neste caso são os que precisam, os Bancos, que impõem as condições. Ou seja, a "lei do funil". A parte larga para eles e a apertada para os outros.
É isto que o povo não sabe. É isto que os defensores dos bancos escondem e usam para apelar aos "nobres sentimentos" para defesa dos bancos e para continuarem a roubar o povo para dar aos grandes capitalistas.
Bancos públicos ou privados?
Para que servem os Bancos? Para ajudar a economia, certamente. Ora, os Bancos privados fazem precisamente o contrário. Servem-se da economia do país para ter grandes lucros e distribuir esses lucros aos acionistas. A Caixa Geral de Depósitos, que é do Estado, poderia apoiar a economia portuguesa em vez de gastar os seus recurso a apoiar os Bancos.
Só para o BPN foram mais de 5.000 milhões de euros, perdidos.
Vejam o que disse Carlos Carvalhas sobre isto, já há meses:
Nuno Teles escreveu em "Ladrões de Bicicletas" que "Pedro Nuno Santos diz aquilo que devia ser evidente para todos. As condições de pagamento da dívida são a única arma negocial ao dispor das periferias nesta era do protectorado de Merkozy. Eu diria mais, no actual contexto de austeridade recessiva é evidente que Portugal não conseguirá pagar esta dívida, nestas condições".
É evidente que este governo dos Bancos, está a tentar roubar o máximo que puder aos trabalhadores, aos mais pobres. Tal como dizia Salazar, dividir os custos pelos pobres é melhor porque eles são muitos e já estão habituados.
Só não vê quem não quer. E, enquanto os que sofrem não quiserem ver, é difícil que isto mude.
O vice-presidente da bancada do PS referiu que Portugal devia ameaçar deixar de pagar a dívida nacional externa. Pedro Nuno Santos, líder do PS-Aveiro, disse que o Governo devia ignorar as exigências dos credores internacionais e, dessa forma, poupar os portugueses aos sacrifícios a que estão a ser obrigados. "Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses - ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos".
Caloteiros? Quem?
A resposta não se fez esperar. Logo vieram as acusações de "caloteiro" ao atrevimento de Pedro Santos, inclusive da direcção do PS que sempre se encostou ao grande capital financeiro. Note-se que isto não é novo. Também quando o PCP defende a renegociação da dívida, logo a comunicação social veicula as vigorosas acusações dos defensores dos Bancos, dizendo que nós não somos caloteiros.
Faço então algumas perguntas:
Quem é que disse que queria ser caloteiro? Quem contraiu as dívidas?
Então porque não são os Bancos, causadores da crise, a pagar as dívidas com o muitos milhares de milhões de euros que ganharam, em juros cobrados ao Estado e aos portugueses?
Se esses fabulosos lucros foram em grande parte distribuídos aos acionistas banqueiros, e estão bem escondidos nos bancos da Suíça ou paraísos fiscais, porque não são eles (os donos) a entrar com o capital que falta aos Bancos.? Porque exigem que seja o Estado com o dinheiro dos trabalhadores a fazê-lo?
Esses senhores, para alem de caloteiros, não serão coniventes com os ladrões que roubam o dinheiro das famílias portuguesas?
Os jornalistas, pagos por esses senhores, exploram a seriedade tradicional do povo português, que não gosta de caloteiros, para agora chamar caloteiros aos que são vítimas dos exploradores.
Pedir fiado
Quando um pobre pede fiado na mercearia ou na farmácia, em geral faz todo o esforço para pagar a dívida. Isso faz parte dos nossos valores, da nossa cultura. Mas também faz parte dos nossos valores o merceeiro ou o farmacêutico não cobrar juros pela dívida.
Com os Bancos e os chamados mercados é muito diferente. Esses, tal como os penhoristas, aproveitam-se de quem tem dificuldades, para exigir elevados juros, para além de penhorarem tudo o que podem. E a exploração é tal que, quanto maiores são as dificuldades, mais aumentam os juros.
Lei do Funil
Os Bancos e "mercados", que vivem do nosso dinheiro, ganham mais em juros do que os valores que emprestam. No entanto, o Estado, (que somos todos nós), recapitaliza os bancos. E neste caso são os que precisam, os Bancos, que impõem as condições. Ou seja, a "lei do funil". A parte larga para eles e a apertada para os outros.
É isto que o povo não sabe. É isto que os defensores dos bancos escondem e usam para apelar aos "nobres sentimentos" para defesa dos bancos e para continuarem a roubar o povo para dar aos grandes capitalistas.
Bancos públicos ou privados?
Para que servem os Bancos? Para ajudar a economia, certamente. Ora, os Bancos privados fazem precisamente o contrário. Servem-se da economia do país para ter grandes lucros e distribuir esses lucros aos acionistas. A Caixa Geral de Depósitos, que é do Estado, poderia apoiar a economia portuguesa em vez de gastar os seus recurso a apoiar os Bancos.
Só para o BPN foram mais de 5.000 milhões de euros, perdidos.
Vejam o que disse Carlos Carvalhas sobre isto, já há meses:
Nuno Teles escreveu em "Ladrões de Bicicletas" que "Pedro Nuno Santos diz aquilo que devia ser evidente para todos. As condições de pagamento da dívida são a única arma negocial ao dispor das periferias nesta era do protectorado de Merkozy. Eu diria mais, no actual contexto de austeridade recessiva é evidente que Portugal não conseguirá pagar esta dívida, nestas condições".
É evidente que este governo dos Bancos, está a tentar roubar o máximo que puder aos trabalhadores, aos mais pobres. Tal como dizia Salazar, dividir os custos pelos pobres é melhor porque eles são muitos e já estão habituados.
Só não vê quem não quer. E, enquanto os que sofrem não quiserem ver, é difícil que isto mude.
22 outubro 2011
As mentiras e as traições
Cavaco Silva não explica porque é que renegociar a dívida é mau. Porquê?
Passos Coelho tenta explicar com argumentos para idiotas. Utiliza o papão de ficarmos sem novos empréstimos. É uma rotunda mentira.
Quem empresta faz um negócio. Discutir os montantes, juros e prazos de pagamento é normal.
Diz Passos Coelho que se ficarmos a dever os credores não voltam a emprestar.
Renegociar não é ficar a dever!
Renegociar uma dívida é um negócio como qualquer outro em que se discutem, preços e condições de juros e prazos. É o que qualquer entidade faz para defender os seus interesses. Chegar a um acordo que seja aceitável por ambas as partes, não é ficar a dever.
Em qualquer negócio qualquer das partes defende os seus interesses. Os portugueses que elegeram um governo para os defender estão perante traidores que defendem os interesses dos que nos exploram.
Passos Coelho faz dos portugueses parvos, como um traidor, não aceita defender os interesses de Portugal perante a banca privada que já ganhou milhares de milhões de euros e à custa dos papalvos.
Passos Coelho e a clique que representa os banqueiros têm medo de renegociar. Porquê? Expliquem porquê?
Passos Coelho tenta explicar com argumentos para idiotas. Utiliza o papão de ficarmos sem novos empréstimos. É uma rotunda mentira.
Quem empresta faz um negócio. Discutir os montantes, juros e prazos de pagamento é normal.
Diz Passos Coelho que se ficarmos a dever os credores não voltam a emprestar.
Renegociar não é ficar a dever!
Renegociar uma dívida é um negócio como qualquer outro em que se discutem, preços e condições de juros e prazos. É o que qualquer entidade faz para defender os seus interesses. Chegar a um acordo que seja aceitável por ambas as partes, não é ficar a dever.
Em qualquer negócio qualquer das partes defende os seus interesses. Os portugueses que elegeram um governo para os defender estão perante traidores que defendem os interesses dos que nos exploram.
Passos Coelho faz dos portugueses parvos, como um traidor, não aceita defender os interesses de Portugal perante a banca privada que já ganhou milhares de milhões de euros e à custa dos papalvos.
Passos Coelho e a clique que representa os banqueiros têm medo de renegociar. Porquê? Expliquem porquê?
19 outubro 2011
Esta política vive da mentira!
As mentiras e as meias verdades
O perdão da dívida não é um caminho que possa ser seguido por Portugal, diz o vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, que entende que, apesar de aplicado à Grécia, “o perdão da dívida é o fim da linha” e como tal só aplicável quando todas as outras medidas falharem...
Primeiro: Não se trata de perdão da dívida. Trata-se sim de exigir renegociação da dívida. De não aceitar prazos e juros especulativos, dos bancos privados, mas os juros que o BCE pratica com os bancos.

Segundo: O caminho pode ser seguido, só que não convém aos bancos (mercados) que deixam de ganhar os juros exorbitantes que querem ganhar.
Terceiro: A renegociação da dívida só não vale de nada se forem seguidas as mesmas políticas que estão a afundar o país.
O perdão da dívida não é um caminho que possa ser seguido por Portugal, diz o vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, que entende que, apesar de aplicado à Grécia, “o perdão da dívida é o fim da linha” e como tal só aplicável quando todas as outras medidas falharem...
Primeiro: Não se trata de perdão da dívida. Trata-se sim de exigir renegociação da dívida. De não aceitar prazos e juros especulativos, dos bancos privados, mas os juros que o BCE pratica com os bancos.

Segundo: O caminho pode ser seguido, só que não convém aos bancos (mercados) que deixam de ganhar os juros exorbitantes que querem ganhar.
Terceiro: A renegociação da dívida só não vale de nada se forem seguidas as mesmas políticas que estão a afundar o país.
Por isso, a renegociação da dívida é o único caminho para libertar fundos que, em vez de irem para pagar juros, irão apoiar a produção nacional, criar emprego e reduzir importações.
A renegociação da dívida não é o fim da linha, é o princípio de uma outra linha, de uma política patriótica que defenda o país dos especuladores do grande capital.
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