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09 setembro 2025

É preciso proteger o autêntico jornalismo e combater a hegemonia na informação

Cada vez mais é preciso vencer a luta pela verdade contra a falsificação da História.

Comunicadores da América Latina e das Caraíbas reunidos no Fórum de Media do Sul Global 2025, realizado em Kunming, na China com mais de 500 participantes de 110 países e regiões de todo o mundo, bem como mais de 1.000 meios de comunicação consideraram importante construir uma narrativa que desafie a supremacia e a hegemonia dos poderosos media internacionais.

“Estar aquí reunidos mostra que estamos decididos a trabalhar juntos, superar nossas dificuldades, cooperar e aprender a contarmos uns com os outros”, afirmou a presidente da TeleSUR, Patricia Villegas. Foto: Xinhua.


Erika Hoffmann, presidente do Serviço Nacional de Comunicação Audiovisual (SECAN) do Uruguai e diretora do Canal 5, defendeu que a chave está em "romper com a narrativa hegemónica que nos faz pensar que só uma coisa está a acontecer no mundo". Salientou que é preciso proteger o jornalismo autêntico, reconhecer e expressar a diversidade humana perante narrativas assentam em preconceitos: "Temos uma diversidade de culturas no Sul e em todo o mundo, que merece ser contada".

A Importância de Contar as Nossas Histórias

Os participantes do fórum concordaram que é crucial mostrar as narrativas das regiões do mundo. Luis Laínez, diretor do jornal El Salvador, destacou o benefício do intercâmbio profissional de jornalistas.

A presidente do canal de notícias multinacional TeleSur, Patricia Villegas, defendeu um trabalho conjunto. “Temos de pensar e agir como se cada um dos nossos veículos de comunicação fosse uma janela para os outros. Temos de trabalhar em conjunto”. Disse que mais jornalistas latino-americanos e caribenhos estejam na China, e vice-versa, para contar as narrativas de uns e dos outros e mostrar os pontos em comum, apesar das distâncias geográficas: “Partilhar verdadeiramente, falar em conjunto, aprender uns com os outros, será a chave para desafiar a hegemonia da comunicação que atualmente mantém o mundo sob controlo”, concluiu.

29 agosto 2015

Comentário

A censura dissimulada
  
A grande maioria dos textos aqui publicados tem merecido comentários dos leitores. Todos eles são estimulantes. A propósito do texto publicado no dia 24, um dos comentários complementa, de uma forma muito simples e resumida, o assunto tratado. Creio que vale a pena destaca-lo. Com os agradecimentos ao autor, aqui vai:
A maioria das pessoas ainda não descobriram e muito menos tomaram consciência, de que a liberdade presentemente é uma farsa, que sob a capa da democracia esconde de forma manhosa e sorrateira a censura.
Os eleitores, mesmo os filiados e que militam nos partidos, ainda não compreenderam que a censura moderna, sofisticada e mais cínica e perversa, adulterou a liberdade, anulando-a.
Efectivamente a liberdade actual está esvaziada de conteúdo pelo ardil astucioso das máfias ao serviço do grande capital.
Os Órgãos de Comunicação Social, que na sua maioria, são propriedade encapotada do grande capital, passaram a ser as grandes fábricas da censura, através da manipulação, tanto activa como passiva, praticada a uma escala global. 

14 dezembro 2014

São todos iguais? Quem?

A estratégia da direita: "são todos iguais"

Quando a direita já não consegue esconder a corrupção, os roubos, as vigarices, características da sua forma de actuar e dos seus mentores que enriquecem, toca de espalhar por aí "são todos iguais".
Assim se todos roubam, se todos, são vigaristas, quer a direita dizer que roubar é um defeito humano, que ser vigarista é normal. São todos iguais. 
E, sendo assim, como se uma infelicidade que provém do Adão ter comido a maçã, nada há a fazer. E, ser nada há a fazer o melhor é ficar tudo na mesma. 

Vem isto a propósito da notícia do jornal «Público» sobre alegados donativos do BES/Novo Banco à Festa do «Avante!».

Sabe bem o «Público» que mesmo que muitos dos seus leitores desconfiem de tal notícia, ainda por cima mal feita, vale a pena mentir. Isso vende jornais e há sempre quem acredite. Vai daí e publica em grande título:  "BES aprovou donativo de 11 mil euros proibido por lei à Festa do Avante!". Ora toma!

Quem acreditaria que Ricardo Salgado era tão amigo dos comunistas para lhes dar 11.000 euros?

Agora, pergunta-se:

Que jornalismo é este que, apesar dos desmentidos e não tendo confirmação da acusação publica tal notícia?

Que jornalismo é este que apesar dos desmentidos e "não tendo conseguido contactar com o BES" para confirmar a notícia, a publica mesmo assim?

Que jornal é este que deixa publicar esta notícia mesmo tendo recebido a informação da Entidade das Contas, diz, que esta entidade «limitou-se a responder que “se houve ou tivesse havido donativos de pessoas colectivas, a entidade teria imediatamente feito uma queixa-crime ao Ministério Público”».

Que jornalista é esta Maria Lopes que na resposta da Entidade das Contas diz "limitou-se a responder"?.
O que quer esta espécie de Jornalista dizer com "limitou-se a responder"?

Creio que os leitores do jornal Público, quando lêem as suas noticias devem reflectir bem no que estão a ler.

Vítor Dias no seu blogue, mais uma vez denunciou estas manobras do "nosso" jornalismo.

Conclusão: Coitados dos jornalistas ao serviço da direita que se esforricam à procura de um caso, nem que seja inventado, para encontrar nos comunistas algum pecado. A direita quer que o povo acredite que são todos iguais. Mas, nem todos são iguais. Infelizmente a lista dos crimes da direita, já vai muito longa. 

12 dezembro 2014

A Censura discreta

Em Portugal, os órgãos de comunicação social privados pertencem a cinco grandes grupos económicos que condicionam jornalistas.

Continuando o tema da publicação anterior, aborda-se neste texto, para alem do condicionamento da opinião pública o condicionamento dos Jornalistas.
O papel da Comunicação dita Social, ou dos média, na "formação de opiniões" é conduzida por interesses económicos e é tratada como mercadoria, a "produção de conteúdos". Mas que conteúdos? Conteúdos que, para além da frivolidade, encerram valores, ideologias e opiniões muito condicionados. As opiniões e pontos de vista que a generalidade dos media veiculam são sempre limitados a uma concepção política, ideológica, social e cultural do "pensamento único", dos interesses da classe no poder que coincidem com os interesses dos grupos económicos proprietários dos média.

Dizem todos o mesmo...

Qualquer telespectador, leitor ou ouvinte mais atento repara que quase todos dizem o mesmo, quer sejam as notícias ou as opiniões dos comentadores. Por vezes parecendo haver discordâncias essas são menores, de forma e não de conteúdo. A ideia transmitida vai sempre parar ao mesmo. "Não há alternativa... Temos que aguentar". Tudo isto acompanhado por fortes doses de anestesia com as notícias dos crimes ou programas para entreter. Não se estimula a análise. Os telespectadores, os ouvintes ou leitores recebem a toda a hora doses maciças de informação superficial, descontextualizada, sem análise para que não se saiba o porquê das coisas. O que é dito é como se fosse uma verdade absoluta. Não se perspectivam alternativas. 
Quem não procura informação alternativa, jornais de esquerda, sites na Internet que ofereçam confiança, e outras, está condenado a só saber o que esses média querem que se saiba e da forma como eles querem. É assim que as pessoas são moldadas por esta máquina infernal do capitalismo que nos explora porque deixamos. E deixamos porque nos convencem que não há alternativa.



Os jornalistas explorados e os sem... ética

A agravar este problema, os jornalistas que dantes tinham alguma independência, hoje raros são os que mantêm a sua tradicional ética. A precariedade aumenta, como aumenta o trabalho não remunerado de estagiários. A maior parte recebe em função do que é publicado. Se o chefe ou patrão não gostam é muito provável que o trabalho não seja remunerado. A liberdade dos jornalistas quase não existe uma vez que os editores têm poderes para decidir sobre aquilo que é publicado e como é publicado. 
O Estatuto dos Jornalistas regulamenta, a favor dos editores, as opiniões e os diferentes pontos de vista dos jornalistas.


Exige-se que a comunicação social seja "pluralista, democrática e responsável" que promova a informação e formação, com liberdade de opinião. Os média deveriam ter o papel de estimular a participação cívica em todos os assuntos da sociedade e promover a transparência da vida política, o controlo democrático da acção dos órgãos de poder. 
Para a necessária participação na vida política, os cidadãos devem conhecer as realidades, as alternativas e opções para a solução dos problemas nacionais. Devem saber pensar e tomar consciência dos seus interesses e direitos. Para isso os média teriam que ser um meio para a elevação do nível cultural da população, o estímulo para a assumpção dos valores que o 25 de Abril nos transmitiu, a solidariedade, a amizade a paz e compreensão entre os povos.




06 dezembro 2014

O papel de Fátima Campos Ferreira

Os "Prós e Prós" e a censura que domina a televisão e jornalistas

Dantes, "no antigamente", a Censura era exercida pela PIDE e por Censores da confiança dessa polícia.
Hoje tudo é mais subtil e até mais eficaz. As notícias não precisam de ir à Censura. Os próprios jornalistas a fazem e, bem feita. Fazem-na por convicção política, fazem-na por medo de ficar mal vistos ou sofrer represálias dos chefes e patrões, fazem-na ainda na expectativa de serem promovidos e terem a encomenda de mais trabalho e maior remuneração.
Isto vem a propósito do programa da RTP, chamado "Prós e Contras" mas que Fátima Campos Ferreira, transforma em Prós e Prós. Não sei em que categoria ela se inscreve. Censora por convicção, censora por medo ou censora oportunista.

Correia da Fonseca, num interessante artigo no jornal Avante, "Tudo Boa Gente", entre outras coisas que vale a pena ler, recordou que, no Programa da RTP de Fátima Campos Ferreira, os participantes ao analisarem os problemas da "Pobreza e Solidão", enveredaram por uma análise social, diversificada. Dos exemplos que Correia da Fonseca mostrou destaco o seguinte:
Eugénio Fonseca, presidente da Caritas, depois de denunciar «a artimanha de baixar a linha de definição da pobreza» e «a produção de riqueza que não foi distribuída», confirmou que «há fome em Portugal, distribuída por todo o país». O psiquiatra dr. José Gameiro deu voz à nossa indignação quando disse que «é inacreditável dizer que Portugal vivia acima das suas possibilidades». Henrique Pinto preconizou «o paradigma da dignidade» em vez da «idolatria do dinheiro» e afirmou que «a pobreza é uma questão estrutural». Sérgio Aires, que «a pobreza não é uma fatalidade, é uma opção política e económica», e Henrique Pinto que, «cabe ao Estado criar oportunidades». Fátima Campos Ferreira, assustada... acordou (digo eu) para o seu papel de censora e, de imediato, interrompeu: «-Já estamos a meter ideologia!» Corta! 
Como referi no início, hoje esta falsa democracia, já não precisa do velho censor, com lápis azul, nem da PIDE, pois Fátimas Campos Ferreiras há por aí aos montes, na Televisão e jornais, que se encarregam dessa tarefa para ficarem bem vistos pelos seus patrões.


17 novembro 2014

A informação pimba

Que critérios usa a comunicação dita “social” para a informação?

Quem queira pensar vê que a "nossa" comunicação dita social, a toda a hora nos impinge informações de qualidade e interesse muito duvidoso.
Será por falta de capacidade dos jornalistas?

Notícias que mostram um incêndio que destrói uma habitação e deixa uma família desalojada, com reportagem e auscultação dos dramas daquela família. Tudo bem, mas então porque pouco falam milhares de famílias sem habitação e das que a estão a perder diariamente por terem que as entregar aos bancos?

Assistimos a folhetins, ou "verdadeiras telenovelas", de dramas individuais de interesse muito duvidoso mas que rendem por terem "mercado" assente na especulação que muita gente gosta. Será esta a função da nossa comunicação?

Vimos manifestações de uma população que não quer o padre, mas pouco se fala das muitas populações que lutam para manter os centros de saúde o posto dos correios ou os tribunais.

A toda a hora vimos festas e festinhas, nos mais variados locais. Algumas enchendo programas inteiros de várias horas, mobilizando caras equipas de reportagem. Certamente é sempre bom haver referências a essas expressões populares. Mas, então porque é que quase não falam de actividades como a Festa do Avante que mobiliza centenas de milhar de pessoas de todas as ideologias e é a maior Festa cultural do país? Para essa o tempo ou o espaço é sempre limitado.


Assistimos a notícias de um cantor que cai da bicicleta e parte o braço. De um baterista que ultrapassa recorde do Guinness na maratona de bateria, de outros que se zangou com a namorada, contudo pouco se fala no Orçamento de Estado que dedica ao apoio da Cultura em Portugal menos de 1%.
Afinal parece que não são apenas os jornais e televisão que não dão importância à cultura. Isto vem de mais fundo. Será "serviço" combinado?
Muitas pessoas, artistas, intelectuais, professores, subscreveram um manifesto exigindo pelo menos 1% para a Cultura. Sim um por cento! O Orçamento pode ter muitos por cento para as Forças Armadas e para participarmos na NATO. Para comprar submarinos e armas de guerra. Mas para a Cultura não há dinheiro. Milhares de pessoas têm-se manifestado nas ruas e em actividades culturais a exigir apenas 1% para a Cultura. Que aparece na nossa comunicação dita social?

Fernando Correia, diz no o Diário, que  “os critérios jornalísticos tornaram-se cada vez mais dependentes das «leis do mercado» e da busca do máximo lucro. Lucro este que, no caso da comunicação social, é financeiro mas também político e ideológico.”

De facto isso explica tudo: Interesses de Mercado somados aos interesses políticos e ideológicos.
Razão suficiente para justificar as "lavagens de cérebros" com programações ditas de entretenimento, por vezes de nível verdadeiramente degradante, ou uma informação dirigida não para o aumento do conhecimento da realidade mas para a distracção do que é essencial, alienando com o espectacular e o superficial, em detrimento das causas e dos contextos, numa óptica de melhorar a cultura e a consciência social dos leitores ou espectadores. Enfim jornalismo para estupidificar e desviar do que é importante.

Achei curioso este vídeo: http://youtu.be/DiNPxZdemTg

07 dezembro 2012

Um exemplo de Jornalismo


RTP1 Bom Dia Portugal
Hoje dia 7 de dezembro

Em causa a polémica da extinção de mais de 1150 freguesias

Os factos

João Tomé de Carvalho informa que toda a oposição está contra.
As respostas vêm de Miguel Relvas e do Secretário de Estado da Administração Local, entre outras.

João Tomé de Carvalho entrevista depois o presidente da ANAFRE.
O Presidente da Associação Nacional de Freguesias explica que não faz sentido esta reforma, pois as freguesias não têm dívidas e nada contribuem para o défice uma vez que representam 0.1% do Orçamento de Estado.

O Jornalista João Tomé de Carvalho interrompe e pergunta:
- Mas acha que faz sentido manter freguesias onde moram meia dúzia de pessoas?

O presidente da ANAFRE diz que as pessoas devem escolher a forma como se agrupar e tenta explicar que não é essa a situação.

João Tomé de Carvalho (o "jornalista"), interrompe novamente e repete a pergunta.

O presidente da ANAFRE "cai na ratoeira" e diz: 
- Pode não fazer sentido, mas...

A entrevista termina aí sem se ouvirem as explicações do entrevistado. 

João Tomé de Carvalho "enganou" o presidente da ANAFRE e logo avança com as explicações do Secretario de Estado.



As consequências

Conclui o ouvinte:

A extinção de mais de 1150 freguesias é para acabar com as freguesias de menos de 6 pessoas.
Pois claro!. O Governo tem razão. Não faz sentido haver mais de 1150 freguesias com menos de 6 pessoas.

A mentira

Pergunto:
Há freguesias com meia dúzia de pessoas? É claro que não!
Então porque é que o "jornalista" João Tomé de Carvalho faz a pergunta que fez? É isso que está em causa na extinção das 1150 freguesias? Claro que não! Então porque não deixou o representante das freguesias explicar?

Foi marcadamente intencional este ato de desinformar.
Isto não é jornalismo.
Isto é manipular a opinião pública.
Uma mentira pública destas na televisão devia ser punida com uma pena severa.

O ator que representa o papel de jornalista sabe bem o que está a fazer. Faz o frete ao seu chefe Miguel Relvas e, segundo os modelos da política de direita, sabe que, para manter o poder, tem que mentir.

É assim que a direita informa. É assim que a direita engana os portugueses. É esta a política de direita.

26 novembro 2011

Jornalistas que não pensam?


Banca salva? ou será que banca faz mais um negócio?

Como em relação a tudo o que lemos e ouvimos, é preciso não acreditar sem pensar.

A Banca privada nunca foi benemérita e nunca faz favores, tudo o que faz é para ganhar dinheiro.

Vejamos pois as coisas com mais atenção:

Os hospitais, (como as escolas, etc.) nunca poderão dar lucros. São peças fundamentais da assistência em que as suas receitas provêm essencialmente das contribuições que todos pagamos.
Se o Governo corta o financiamento é lógico que não é com o que pagam as pessoas que necessitam dos seus serviços que podem pagar as suas despesas. 
Como o Governo reduziu as verbas para os Hospitais os bancos privados fazem o negócio de emprestar dinheiro a juros. É esse o negócio dos bancos.
Então, para alem dos custos dos Hospitais, alguém vai ter que pagar o empréstimo e mais os juros o que vai duplicar as actuais despesas.

Quem é que vai pagar, amanhã, os prejuizos dos Hospitais, mais os Juros aos Bancos? Adivinhem quem vai ser?

Será verdade, então, que os Bancos salvam os Hospitais?
E, porque será que a notícia não fala dos Juros?

25 outubro 2011

Continua a farsa sobre a Líbia

Os "profissionais" do jornalismo já não sentem vergonha por transmitir, sem comentários, evidentes mentiras

O descaramento é tal que ouvi ontem no notíciário da televisão, um jornalista dizer, sem corar nem gaguejar, o CNT sugere que o Kadafi foi morto pelos seus homens, porque "a sua morte imediata iria beneficiá-los".
A noticia, segundo o "honesto" jornalista, foi dada pelo primeiro ministro da Líbia Mahmoud Jibril, o mesmo que tinha dito que o corpo não seria autopsiado e que seria entregue â família. 
24 horas depois foi autopsiado e 48 horas depois disse que foi enterrado em local secreto no deserto. 


Esta fez-me lembrar a do Bin Laden atirado ao mar.


(Nem Sócrates ou Passos Coelho dizem e desdizem com tanta rapidez).

22 setembro 2011

O Jornalismo em Portugal

Ao serviço do pensamento único, da ideologia capitalista dominante no mundo


No blog Pedras Rolantes, Venerando de Matos mostra, com alguns exemplos, como a comunicação dita "social" (não) trata os assuntos que realmente são importantes para a sociedade. É um assunto que me indigna e que tenho referido muitas vezes. 


Venerando de Matos aponta que "Em Espanha, uma greve geral de professores em defesa do ensino público, entra no segundo dia e anima o debate público no país vizinho". Do lado de cá da fronteira é bom que nada se saiba não vão os nossos professores lembrar-se da forma como eles e o ensino são tratados.
Diz também que, "Em Nova Iorque algumas centenas de jovens, imitando o movimento dos “indignados” assentam arraiais há vários dias em Wall Street". Maus exemplos que não devem ser revelados para, em Portugal, não acordar os adormecidos.
Matos lamenta que "mil e um pequenos e grandes acontecimentos que descobrimos na imprensa internacional aqui na net, que nem sequer são comentados na comunicação social portuguesa ...". Diria eu que não é por razões de espaço, pois também a nossa Comunicação dita Social, impinge-nos mil e um pequenos e grandes acontecimentos e futilidades para nos "distrair" do que é de facto importante. Há dias dei o exemplo da notícia muito difundida em Portugal de que os preservativos chineses são demasiado pequenos para os sul africanos. 
Por outro lado, como diz Venerando de Matos, "todos os canais repetem até à exaustão as mesmas notícias, os mesmos temas , as mesmas ideias, os mesmos comentadores e entrevistados…" o que mostra que não há falta de espaço mas a intenção de "martelar" as cabeças dos portugueses com o que interessa à direita no poder.


O texto do Blog Pedras Rolantes conclui que "Os três canais informativos por cabo chegam a dar, ao mesmo tempo, a mesma conferência de imprensa, a discussão sobre o mesmo tema e muitas vezes, são os mesmos comentadores, todos a pensar da mesma maneira, apenas com ligeiras nuances para dar algum colorido à coisa". 


Diz ainda que, "Em vez de reportagem, temos cada vez mais comentário, em vez de debate pluralista, temos cada vez mais “especialistas” de tudo e coisa nenhuma que, no essencial , pensam da mesma maneira, em vez de diversidade, o domínio do pensamento único…"
Não é por acaso, que o pensamento único que domina o país há 35 anos, tenta repetir e aproveitar o pensamento único que formatou os cérebros de muitos portugueses nos 48 anos da salazarenta ditadura. Agora o poder da direita instalada apoia-se nessas ideias, na submissão aos que mandam, na aceitação da intromissão da igreja na política, no anticomunismo, nos preconceitos difundidos de que a política é para os políticos, de que são todos iguais, de que assim foi sempre e sempre continuará a ser, que cada um "amanha-se", etc. etc. 


Para garantir essa continuidade, para que os eleitores não despertem para outras soluções, para outras políticas, para outros modelos de sociedade,"Os mesmos ex-ministros que conduziram o país aos descalabro são ouvidos por tudo e por nada sobre a crise, e ainda têm o descaramento de darem a sua opinião e conselhos, e desta ser respeitada pelos jornalistas, sem recurso ao contraditório...". 


"E quando não há “casos” para debater, inventam-se, forçando declarações ou distorcendo interpretações..." distraindo para futilidades, fazendo o apelo ao egoismo e ao individualismo do "salve-se quem puder", à lei do mais forte,  e para terminar como termina Venerando de Matos, "…e é assim que se vai fazendo jornalismo em Portugal…".


Pode este "jornalismo" atrasar o progresso da sociedade mas, tal como acabou o esclavagismo, como acabou o feudalismo, acabará este modelo explorador, injusto, de sociedade capitalista. 

09 setembro 2011

Jornalismo "democrático" censura

Jornalismo de esgoto

Num artigo com o título acima, Samuel mostra no seu blog "Cantigueiro" um dos muitos exemplos de censura (ou auto-censura) na nossa comunicação social.


Lula da Silva, em Lisboa, disse entre outras coisas:


"Não é justo que Portugal, Grecia y España assím como outros países pequenos paguem uma crise causada pela especulação bancária norteamericana"


Na imprensa de esgoto, saiu: O ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, mostra-se profundamente solidário com Portugal perante a crise que o país atravessa, salientando que "não é justo que Portugal, Grécia e Espanha paguem uma crise causada pela especulação".

29 maio 2011

A manipulação da "comunicação social" (3)

A Sic apresenta em grandes parangonas:

CDU cada vez mais distante de PS visita "bastião" de Alpiarça

O que quer dizer, não é o que diz! Isto pode ser lido ao gosto de cada um.

É mais o exemplo de uma informação que não informa. Manipula! Distorce! Este jornalismo não vale nada.


Mais adiante a Sic Notícias diz:

A CDU está hoje em campanha no "bastião" de Alpiarça e em Évora, quando está cada vez mais distante e crítica  do PS, que o secretário-geral comunista diz que "abre a porta" do governo  à direita. 

É só confusão. Pouco se percebe. Parece que, afinal, a distância é relacionada com a abertura que o PS dá à direita. Ou será a de Alpiarça a Évora? Para quem estiver atento, poderá concluir que se trata de um afastamento ideológico, uma vez que foi aqui introduzida a palavra "crítica". Ficamos um pouco mais esclarecidos, ainda que sem qualquer nova informação. 
Contudo, como a notícia sugere, "...cada vez mais distante..." revela um movimento, um afastamento. Como aprendi na escola, há uma relatividade nesta distanciação. Ficamos sem saber quem se afasta de quem ou do quê. Qual o ponto de referência? Enfim, pouco ficamos a saber, excepto que há uma intenção deliberada de não esclarecer e de proporcionar o engano. Esse é o objectivo desta notícia. Conta para a estatística, mas como uma "não notícia".

04 maio 2011

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

A propósito do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, 3 de Maio, publiquei três textos abaixo:

Ameaças à liberdade de imprensa
 
Liberdade de Imprensa
 
A manipulação da "comunicação social" (1)

Ameaças à liberdade de imprensa

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) denuncia como “sérias ameaças” à liberdade e ao pluralismo da imprensa a concentração dos media, o “poder absoluto” das empresas, a “degradação” laboral e a ameaça de desemprego dos profissionais da classe.

SJ refere que, “não obstante a garantia constitucional de liberdade de imprensa”, em Portugal continuam a ser “sérias ameaças à liberdade e ao pluralismo” a “concentração da propriedade dos meios de comunicação social, o poder absoluto das empresas e dos principais grupos para decidir quem entra, quem permanece e quem sai da profissão, a degradação das condições de trabalho dos jornalistas, a ameaça de desemprego e a precarização”. 
 
Também o presidente do Sindicato afirmou que "em Portugal persistem ameaças à liberdade de imprensa como seja a própria concentração da propriedade dos meios de informação, as condições de trabalho dos jornalistas e a precariedade que representam constrangimentos à liberdade de expressão” e apelou aos jornalistas para que garantam “a difusão e o esclarecimento sobre opiniões, projectos e propostas que todas as formações políticas, sem exceção nem privilégio, estão a apresentar aos cidadãos”. 

21 abril 2011

O papel "educativo" da Televisão

As entrevistas manipuladoras de Fátima Campos Ferreira
O que se passou com Ramalho Eanes

Todas as entrevistas que tenho visto de Fátima Campos Ferreira (FCF), contêm, sempre, manipulação dos entrevistados mas, especialmente dos telespectadores. 

Por vezes, a manipulação é muito bem disfarçada, outras menos. Normalmente as técnicas usadas são o retirar conclusões que distorcem o que o entrevistado disse, outras é interromper o entrevistado quando a sua ideia não é o que ela quer que seja, outras ainda, introduzir na interrupção perguntas, que elas próprias são afirmações, ou que, face ao contexto das respostas do entrevistado, desviam a atenção para ideias que não são as que estão a ser expostas.

Isto acontece sempre nas entrevistas de FCF, que não perde oportunidades para induzir em erro o telespectador menos prevenido. 




Vejamos alguns exemplos:

Na entrevista com Ramalho Eanes (RE), depois de uma introdução em que o Ex-Presidente, manifestou a necessidade do diálogo e da unidade de todos para resolver os graves problemas que atravessamos, aos 4 min. FCF pergunta concretamente se "o senhor acha... que o Presidente da República poderia ter antecipado esta inacção até chegar o FMI?"
RE começa por responder que "nesta negociação é necessário haver uma estratégia" e essa estratégia devia passar "por uma concentração de forças... com os partidos todos reunidos... a consensualizar um estratégia e… apresentarem-se como uma frente unida perante os nossos interlocutores". Mais adiante esclarece "isso não está a acontecer e estamos a negociar de forma dispersa o que reduz a nossa capacidade de intervenção".
Então aos 5.25 min. FCF interrompe e dá-se ao luxo de completar a ideia do entrevistado dizendo "e os partidos de esquerda nem sequer foram ouvidos porque não aceitaram ir". 
Com esta interrupção Fátima desviou o assunto que era "das medidas que o PR poderia ter tomado para reunir todos os partidos" para uma outra que foi a posição dos partidos de esquerda não quererem negociar com o FMI



A ideia que FCF habilidosamente deu, foi que a recusa dos partidos de esquerda, era a recusa do diálogo. Eanes volta a afirmar que a democracia é o diálogo e então aos 6.15 min Fátima reforça a mesma ideia, de que os partidos de esquerda não quiseram dialogar, concluindo o que RE dizia, com a sua pergunta/conclusão "acha, então, que esses partidos deveriam ter ido a essa reunião?". Com esta pergunta/afirmação FCF novamente desviou o entrevistado que opinava – “reunião conjunta com todos os partidos, para definir uma estratégia” - para a “reunião do FMI com cada partido”. Mais uma "habilidade" a que Eanes respondeu dizendo que cada partido terá as suas razões e, reportando-se, certamente, à sua ideia da reunião para definir a estratégia disse "eu ficaria muito satisfeito que isso tivesse acontecido".
Fátima dá mais umas estocadas nos partidos de esquerda e RE relembrou acontecimentos em que participou como Presidente da Republica e, aos 6.30 min diz que "nunca o Dr. Álvaro Cunhal se recusou a discutir comigo, com a Presidência, todas as questões..." Então FCF aos 7.00 min tenta interromper mais uma vez, mas RE completou a sua opinião da necessidade de dialogo com os partidos. Aos 7.15 min FCF volta a distorcer a ideia de Eanes - necessidade de diálogo com os partidos - dizendo: "não é essa a realidade" actual, os partidos estão a ir a "conta gotas" às reuniões com o FMI. 
É evidente que esta forma de caracterizar “reuniões a conta gotas”, dita como foi, cria nos telespectadores uma imagem errada dos acontecimentos.



Aos 10.50 min. Eanes avança a ideia de um Governo de unidade com todos os partidos fomentado pelo PM para, na mesma linha de diálogo, enfrentar a situação e definir uma estratégia para negociar a redução dos juros, o alargamento do prazo de pagamento e pagar a dívida sem "esticar demasiado a corda" para os que estão em situação mais desfavorecida. Estas opiniões pareceram não interessar a FCF.
Então aos 23.00 min, já quase no fim, quando RE estava a falar da desarticulação da Europa, desde o fim da União Soviética, FCF preferiu perguntar quais as opiniões sobre as opiniões de Mário Soares, sobre Sarkosy, Merkel e Berlusconi. Como o povo diz "estava mais interessada em lavar roupa suja" e fabricar dissensões. É este o melhor jornalismo que temos na nossa televisão.

19 janeiro 2011

Ainda Miguel Sousa Tavares

O Conteúdo das campanhas presidenciais
Para além do breve comentário feito a propósito do post do Cantigueiro, quero ainda referir o que para mim é a questão de fundo. O conteúdo das campanhas. Miguel Sousa Tavares considerou que todos os candidatos eram vazios de propostas e que todos tinham feito uma campanha de fraco conteúdo. Não conseguiu ver diferenças. Mediu todos pela mesma bitola. 
Desde a apresentação da candidatura que Francisco Lopes assumiu publicamente um compromisso com os democratas e patriotas, com os trabalhadores.
Desde então, Francisco Lopes tem manifestado, nos debates, nos textos escritos e nos discursos que “o regime democrático consagrado na Constituição tem tido nos detentores do poder e nas políticas que praticam o seu principal agressor, num permanente conflito entre o carácter progressista e avançado do regime democrático, e a acção e os objectivos prosseguidos por sucessivos governos com vista ao seu desfiguramento e amputação”.



Tem afirmado que “a situação a que o País chegou é indissociável do desrespeito sistemático, por omissão ou violação grosseira, do texto constitucional e das mutilações que as várias revisões lhe têm imposto”. Insistiu sempre que a “solução dos problemas nacionais implica um compromisso empenhado com o projecto de Abril, inscrito na Constituição da República Portuguesa”.
Assinalou sempre que a sua candidatura “exprime a exigência de uma profunda ruptura e de uma efectiva mudança em relação às orientações políticas seguidas nas últimas décadas”.
Apresentou repetidamente “uma alternativa para o exercício das funções do Presidente da República” com o respeito, cumprimento e efectivação da Constituição da República, e dando combate às práticas que a desrespeitam e aos projectos que visam a sua subversão”.



O novo rumo que defende Francisco Lopes, assenta “na afirmação do reforço do aparelho produtivo e da produção nacional, como componente essencial para o desenvolvimento económico, para a criação de postos de trabalho com objectivo do pleno emprego e para a resolução dos principais estrangulamentos do País”.
Esclareceu, muitas vezes, em todos os locais, embora esquecido pela comunicação social, as formas como encara essa nova política, que passa pelo “aumento dos salários e das pensões, elevação do poder de compra, maior justiça social, reduzir as desigualdades, combate à pobreza, estímulo ao desenvolvimento económico e sustentação da actividade de milhares de pequenas e médias empresas”.



Tem acrescentado que o novo rumo que defende, se firma “na garantia de um sector público forte e determinante, no apoio às PME, na defesa dos serviços públicos, das funções sociais do Estado, na saúde, na educação, na segurança social”.
“Um rumo que valorize as imensas potencialidades da nossa agricultura, das pescas e de todos os recursos do mar, que defenda, na sua especificidade, a pequena e média agricultura, as explorações familiares e que, garantindo rendimentos dignos aos agricultores, promova a protecção e desenvolvimento da floresta, defenda o mundo rural e combata o abandono e a desertificação do interior”.
Avançou ainda com a necessidade de cumprir a Constituição no que se refere à “promoção da cultura e da língua portuguesas e de desenvolvimento de uma política nacional de ciência e tecnologia, que estimule e diversifique a produção e a criação artística, promova a fruição cultural, preserve e difunda o património cultural e a cultura popular, que aposte na ciência e investigação, no acesso sem restrições ao conhecimento, como forma de emancipação humana”.



Enfim demonstrou que Portugal só tem a ganhar com essa nova política e ainda com uma adequada política de ambiente e de ordenamento do território e que preserve os recursos naturais. Um rumo em que o Estado assuma um papel de motor do desenvolvimento, com o fortalecimento e autonomia do Poder Local, a afirmação da autonomia político-administrativas das regiões autónomas, a concretização da regionalização. Tem exposto a sua visão do papel do Presidente da República, no quadro dos seus poderes, pode e deve intervir de forma inequívoca na concretização do compromisso que assume de «defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa».
Pois, parece, que nada disto Sousa Tavares entendeu.

Máquina de moedas...

Do blogue "Cantigueiro"
é com muito gosto que transcrevo a seguinte boa observação: "Miguel Sousa Tavares é assim como que uma espécie de máquina dispensadora de clichês reacionários. Os patrões enfiam-lhe as moedas e lá vão saindo as frases estúpidas que todos lhe conhecemos".

12 janeiro 2011

Um debate no facebook

Comentário do Jornal Público, provocou a indignação. 

O comentário do Público foi o seguinte:

Público - Temperatura em campanha - jornal.publico.pt


Francisco Lopes. Dedicou o dia aos trabalhadores, à margem sul e insistiu no "desmantelamento" da indústria. Um pouco de originalidade era bem-vinda.


As reacções não tardaram:


"A vergonha de Jornal da direita "O Público" começa por ter um nome falso e enganador - Deveria ser "o Privado". De público não tem nada. De comunicação "social" ainda menos. O que diz de Francisco Lopes:
"Dedicou o dia aos trabalhadores, à margem sul e insistiu no "desmantelamento" da indústria. Um pouco de originalidade era bem-vinda. ..."
"à direita custa que Francisco Lopes dedique o dia aos trabalhadores. Aos que dedicam os dias a negociar acções do BPN pagos pelo povo não lhes custa!"


"O chamado "Jornal Público" diz no seu comentário que Francisco Lopes insistiu no "desmantelamento" da indústria. Será porque não sabem escrever ou porque quiseram enganar os leitores? Francisco Lopes não insistiu. Francisco Lopes criticou o desmantelamento da nossa indústria!
Como se atreve o jornal chamado "Público" a aconselhar Francisco Lopes a ser mais original. Para dizer o mesmo que Cavaco? Não obrigado. Essa originalidade não serve os trabalhadores."

"É de facto uma "informação" do mais baixo nível. Por onde andarão os bons jornalistas?"

"Estes pseudo-jornalistas deviam ter zelo profissional. E ética. Servem-se da profissão para manipular consciências. É tudo menos relato de notícias."
"Mas o "Público" continua a ser o que sempre foi, nem para embrulhar peixe serve!"
"São maus profissionais e tudo menos boa gente."
"Por isso ninguém o compra. É sustentado pelo Grupo Sonae até ao dia que deixe de fazer falta ao Belmiro."

"O nível é tão baixo que a frase final do comentário diz tudo "Um pouco de originalidade era bem-vinda. ..." De facto a tal originalidade que o Público desejaria, não a têm nem a terão! Avança Francisco Lopes, na tua batalha de sempre: a defesa dos explorados contra os exploradores. Contra os parasitas, o Grande Capital Financeiro e especulativo."

"Na falta de uma verdadeira "Comunicação Social" temos que ser nós a levar a informação cada vez mais longe. Não fiquemos por este circulo de amigos. Alarguemos os nossos círculos de amigos, aos trabalhadores que ainda andam mal informados com a poluição da informação dominante e dominada pelos grandes grupos económicos."


"http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=3360b4a8-bc0e-484e-8c62-be00cb22b3c2
Como se pode ver pela a "análise" da situação política nacional, para Leonete Botelho, não existe mais vida para além de PS e PSD, não admira estas tiradas."

"Foram jornalistas destes que tem dado um contributo indispensável para o caminho que nos conduziu até....ao buraco!"

"O que eles não reparam é que também são trabalhadores que se deixam levar pela exploração que os domina. A maioria dos jornalistas está a prazo, sempre dominados pela ameaça do despedimento, ou de serem postos na prateleira quando não agradam aos chefes."

"Francisco Lopes solidário com a luta dos ferroviários" www.franciscolopes.pt

"No dia em que cerca de mil trabalhadores do grupo CP se manifestaram em frente à residência oficial do Primeiro Ministro, contra as medidas que o Governo tem em curso para o sector, Francisco Lopes enviou uma saudação onde se solidarizou com esta luta"