8 de janeiro de 2012

Onde está o poder do povo?

Esta "democracia" é uma farsa, uma enorme fraude

Hoje, ao ler as notícias, "perdi a cabeça" e, indignado, tenho que desabafar. Afinal onde estamos?
Consultei o dicionário Aurélio (online), e outros de referência e vi: Democracia é ”1-Governo do povo; soberania popular; democratismo. 2-Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição equitativa do poder.”
“É o governo do povo, para o povo, pelo povo”. “Governo do povo” quer dizer governo com um sentido popular; “para o povo” significa que o objetivo é o bem do povo; “pelo povo” quer dizer realizado pelo próprio povo. Na democracia é o povo quem toma as decisões políticas importantes - direta ou indiretamente por meio de representantes eleitos.

De uma forma mais condensada como diz o Dicionário Priberam, Democracia é: "Governo em que o povo exerce a soberania, directa ou indirectamente."
Muitas outras definições podem ser invocadas mas, em todas elas, é respeitado o princípio geral do "poder do povo" através de um "governo para o povo", decidido pelo povo. 

Acontece que, todos os dias, verificamos que cada vez o povo tem menos poder a ponto de se concluir que não manda nada.

Cingindo-me apenas à forma mais restrita de ver a democracia como a capacidade do povo escolher os seus representantes através do voto, o que vimos é o povo ser mais enganado nas escolhas que faz. Vota em quem promete fazer uma política e depois faz outra. Vota em quem engana melhor. Vota em quem tem mais apoios financeiros para enganar. 
Banqueiros e grandes capitalistas, financiam as campanhas eleitorais de alguns para, depois, cobrarem com juros, o que investiram.

Uma vez colocados os "representantes do povo", que melhor mentiram, como é que o povo exerce o seu direito de punir os falsários? Apenas através dos próprios representantes que escolheu, o que quer dizer que, se são os vigaristas que foram eleitos, só esses mesmo trapaceiros, se podem destituir a si mesmo. Esta é a lei desta “democracia”.
 
Mas afinal, quem é que efectivamente manda nos representantes do povo? Será o povo? Não, porque, como se vê, não tem poder para isso. Se o povo quiser mandar os deputados da Assembleia da República aprovar leis que defendam o povo, como por exemplo para punir os corruptos, impedir a fuga de dinheiro, impedir a acumulação de reformas milionárias, como é que o pode fazer, se a maioria se estiver nas tintas para o povo, se for corrupta e não quiser aprovar essas leis? A maioria, ao serviço dos grandes capitalistas, que ganhou as eleições enganando, tem que cumprir as ordens desses seus "chefes" em Portugal e no estrangeiro. 
  
São as ordens dos chamados "mercados" (banqueiros), dadas através de órgãos em que o povo nada decide, como por exemplo da troika, da Merkel, do Sarkozy, e agora descobrimos que também através de algumas lojas Maçónicas. 
Esta “democracia” formou uma rede de organizações nada democráticas e até secretas ou de cariz mafioso, que têm, na realidade, muito mais poder que o povo e, por isso, formam um sistema (identificado na gíria como "o polvo", não confundir com povo) de vários tentáculos que dominam a nossa vida.


A servir todo esse poderoso sistema, foram formados muitos outros órgãos nomeados e comandados pela cabeça do polvo e que são os seus tentáculos para controlar e dominar as nossas vidas. Os tribunais, incluindo o tribunal constitucional, são regentes e executantes das leis fabricadas pelos deputados da maioria e "apadrinhadas" pelo verdadeiro poder dos 1% dos grandes capitalistas, que nesta democracia, mandam mais que os 99% do povo. A comunicação “social” é outro dos poderes das grandes fortunas, que contribui para enganar e “adormecer” o povo.

Esta é a realidade actual, até que o povo acorde e verifique que tem mais poder do que aquele que este sistema lhe permite. Em que consiste esse poder? No trabalho que cria a riqueza de que esses 1% se servem para oprimir os restantes 99%. O mundo está a acordar. A indignação alastra. O povo bem organizado, se quiser, tem de facto muita força. Não digo mais. O resto é com cada um.