5 de dezembro de 2012

Um agradecimento excecional


Obrigado Pinto Balsemão
Obrigado Daniel Oliveira
Obrigado João Lemos Esteves
Obrigado Henrique Raposo
Obrigado Henrique Monteiro
Obrigado a todos e aos que esqueci

Não é que precisemos muito deles. Sempre seria melhor que,  se tivessem  inteligência, contribuíssem para um mundo melhor. No entanto sempre é bom que escrevam o que escrevem para ajudar os indecisos a ver até onde vai a estupidez da direita instalada no poder. Até onde vai a estupidez dos anti-comunistas.

Faça-se justiça

Por isso, e porque é justo, desta vez, excepcionalmente agradeço ao Pinto Balsemão que gasta o seu dinheiro pagando textos tão estupidamente esclarecedores, de atrasados mentais, como os que publicou no Expresso. 

Henrique Monteiro prova que 66,6% dos dirigentes do PCP têm vidas semelhantes uniformizadas. E como é que o prova. Dizendo:
“É um dado que fala por si. De tão evidente, é como um grito”. Esta demonstração tão profunda e inteligente vale todo o dinheiro que Pinto Balsemão lhe dá. Obrigado Pinto Balsemão, obrigado Henrique Monteiro.


Centro de trabalho Vitória. Um luxo


A carinha aqui ao lado, de tão bonita não resisto a decorar, com ela este blogue tão feio, publicou também no Expresso, o seguinte e inteligente pensamento:
Disse João Lemos Esteves 
“1. Caminhava eu, tranquilamente, pela Avenida da Liberdade em Lisboa, quando me deparo com um cartaz em tons vermelhos com as palavras de ordem da mensagem comunista "exploração capitalista", "desigualdades", e por aí adiante. Julguei tratar-se de mais um (banal) cartaz do PCP, dos muitos que se encontram espalhados pelas ruas de todas as cidades portuguesas. Mas não: aquele cartaz revelava algo especial.

A sede do Partido Comunista

Continua o João: "Aquele cartaz sinalizava a localização da sede do partido comunista português. E perguntam os caríssimos leitores: a sede do PCP situa-se num edifício modesto, economicamente contido, distante dos centros de lazer "pequeno-burgueses" e das lojas símbolos do capitalismo selvagem? O leitor mais incauto responderá de imediato: é evidente, os comunistas, esses verdadeiros defensores dos interesses dos trabalhadores, jamais aceitariam trabalhar na mesma rua do que os "porcos capitalistas" que tanto censuram. Lamento desapontá-lo, ao quebrar porventura as suas crenças de infância, mas os dirigentes comunistas têm hábitos e práticas de burgueses…” 

O mais luxuoso e caro da Av. da Liberdade

Depois concluiu brilhantemente:
“2. Pois bem, vamos aos factos. O Partido Comunista tem a sua sede no dos edifícios mais luxuosos e caros da Avenida da Liberdade…”. 
É claro que errar é humano. Por isso o João, está desculpado por não saber, nem ter querido saber, da história daquele edifício que estava para ser demolido por já não servir a especulação imobiliária na Cidade. O João não quis dizer que o PCP o salvou e fez obras para transformar o velho Hotel Vitória no centro de trabalho, que não é a sede do PCP, (mas isso são os tais pormenores). 

Um luxo que merece ser apreciado

Seria interessante os leitores deste blogue, entrarem no edifício e com os seus próprios olhos apreciarem o luxo daquelas instalações. Assim poderão confirmar o acerto das palavras de João Lemos Esteves. Assim poderão ver até onde vai a estupidez humana dos prostitutos da direita. Obrigado João Lemos Esteves, por mostrares isso. Quando fores grande terás futuro a limpar as botas dos teus patrões, se ainda existirem, o que é duvidoso com serventuários como tu, rapazinho.

Raposos e raposas

Um outro rapazinho também principiante nestas lides, o Henrique Raposo, escreve também no Expresso, vejam lá o esforço que Pinto Balsemão faz, coitado. Diz o Raposo que ”É sempre cómica a forma como o jornalismo português transforma um fascista vermelho num grande democrata”. 
Vejam lá esta dupla tirada tão extraordinária: "jornalismo português" e "fascista vermelho".

Jornalismo português

Jornalismo português é, explicou ele: “uma jornalista até disse que "Cunhal sempre lutou por um partido livre e transparente". E depois fica admirado com a possibilidade de ainda haver comunistas nas redações. Haverá? pergunta ele, deixando no ar o apelo:  Vamos já à caça deles.

Fascista vermelho

Fascista vermelho é o que não vai à caça de comunistas. É Alvaro Cunhal que segundo o rapazote Henrique Raposo, que não conheceu o fascismo, foi um fascista vermelho. Fascista vermelha foi a jornalista que disse que Álvaro Cunhal lutou por um partido livre e transparente.

Romances e tampos de sanita

Mas Henrique Raposo descarrega toda a sua grande dose de Cultura, para demonstrar o que afirma: “ Meus amigos, Cunhal lutou toda a sua vida contra a democracia. Cunhal tinha uma concepção totalitária da política: só compreendia a linguagem da força… dos romances aos tampos das sanitas, tinha de obedecer a um plano central (o de Moscovo). Por outras palavras, Cunhal era fascista”

Raposas Sapiens

Este Henrique Raposo supera tudo o que se espera de um ser humano (Homos sapiens). Mais adiante conrfirma o que diz: “Antes de 1974, Cunhal fez a vida negra às oposições democráticas, porque o PCP não queria uma transição para a democracia”. “Cunha Leal e Norton de Matos afirmaram que Cunhal era pior do que Salazar. …Cunhal era uma fotocópia de Salazar. Moral da história? Durante o Estado Novo, o grande alvo do PCP não foi Salazar, mas a restante oposição. Daí nasceu esta guerra civil entre as esquerdas (tornada explícita em 1975) e a ditadura intelectual do PCP junto dos meios jornalísticos e intelectuais. Algo que ainda perdura em reportagens que cantam loas a Cunhal em 2012”.

Um espanto tanta idiotocultura

Henrique Raposo, o rapazote, lutador pela democracia, conclui: “Em 2012, os jornais e TV estão cheias de pessoas a dizer que "ora, ora, com tanta manif na rua, o governo perdeu a legitimidade e deve cair". O fascismo de Cunhal continua vivinho da silva”. Continua a não ter coragem para escrever mas novamente deixa no ar o apelo: “vamos a eles”.” Vamos caçar os Jornalistas fascistas vermelhos”. Obrigado, Henrique Raposo. Obrigado Pinto Balsemão que bem lhe pagas o que ele merece.

Militantes de fim de semana

Daniel Oliveira, merecia-me algum respeito. Contudo agora merece mais. Obrigado Daniel por teres escrito, também no Expresso (Obrigado Expresso): “Quando vi que o Congresso do PCP começava numa sexta-feira, de dia, não pude deixar de pensar: como pode um partido político juntar os delegados a um congresso num dia de semana? Só de uma forma: se uma parte significativa desses delegados trabalharem para o partido…”.
Sim Daniel. Os militantes os militantes que foram eleitos delegados, os amigos do PCP que vão às manifestações, que constroem a Festa do Avante, que dedicam parte das suas férias ao partido, que metem dias de férias a que têm direito para trabalhar no PCP, “trabalham para o partido”. 

E os desempregados, Daniel?

Mas não incluíste no teu superior pensamento, os muitos milhares de desempregados. Não te lembraste que muitos comunistas foram vítimas preferenciais dos despedimentos. Enfim são números de pouca monta. Uns escassos 25% ou seja um quarto. 
Obrigado Daniel por lembrares este esforço militante de quem dedica parte da sua vida a uma sociedade mais justa. Obrigado Daniel. Obrigado Pinto Balsemão.

Falta de espaço para os muitos comunistas no Expresso

Entretanto com tantos comentários e comentadores o Expresso não teve espaço para falar do Congresso do PCP, nem sequer de dar uma linha a um dos muitos jornalistas comunistas que abundam naquele jornal. Obrigado Balsemão por tornares tão evidente o que é o jornalismo e o que são os “grandes” Jornais.
Obrigado!