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03 setembro 2015

Crimes contra a Humanidade

Os que rotulam os revolucionários de terroristas, são os maiores terroristas do planeta

Este texto vem a propósito da acusação das FARC como organização terrorista. (Ver publicação de 31 de agosto).
Por diversas vezes foram aqui indicados relatórios que mostram os crimes contra a humanidade dos norte americanos e ainda o desrespeito pelos Direitos Humanos.
O Senado norte-americano discutiu um relatório de 6000 páginas, sobre a actividade da CIA no cumprimento da sua política de terrorismo internacional.
No entanto "o país das Liberdades da Democracia" e da transparência, só permitiu que se divulgassem 524 páginas. As restantes 5.476 não foram divulgadas.
Mesmo as 524 páginas divulgadas foram escondidas pela maioria da comunicação social, controlada pelas grandes cadeias americanas.
Os Estados Unidos intervêm em todo o mundo. Aberta ou secretamente. Não dão a conhecer o que fazem e muito menos como o fazem.
Todo o mundo está a ser espiado, secretamente manipulado e, sujeito às mais abomináveis intervenções directas ou indirectas.
Os que denunciam essas atrocidades são presos sem culpa formada e mantidos na prisão sem julgamento.
Do pouco que se conhece do relatório confirma aquilo que já se sabia: a CIA, desenvolveu um chamado «programa de detenção e interrogatório» que incluía «técnicas reforçadas de interrogatório», ou seja as mais abjectas torturas praticadas em Guantanamo e em vários outros campos de detenção espalhados pelo mundo. No sumário do relatório é possível identificar práticas como tortura do sono durante semanas a fio, alimentação e hidratação forçada por via rectal, simulação de afogamento, isolamento, iminência de assassinato, humilhações de variada espécie, estátua, entre outras. Técnicas de tortura, algumas das quais muitos comunistas e outros democratas portugueses conhecem bem praticadas pela PIDE.
Os EUA, potência imperialista que quer controlar o mundo, tem uma política criminosa e coloca-se acima da lei e de quaisquer obrigações do direito internacional.

A História dos EUA está feita de crimes, brutais crimes, de terrorismo de Estado, de crimes contra a Humanidade que numa outra qualquer situação já teriam sido motivo de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU e muito possivelmente de uma agressão militar em nome da «liberdade» mas sem apoio internacional. O maior factor de instabilidade, de ameaça à Paz, de perigo  para os povos, são os EUA, o seu governo, as suas forças armadas, as bases militares e as suas agências de terrorismo organizado, espalhadas por todo o mundo.

18 janeiro 2015

O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ (3)

Espionagem que pouco tem a ver com o terrorismo

A NSA é a maior agência deste tipo à escala mundial. A sua acção consiste em especial na interceptação e análise das comunicações. Até há pouco tempo as operações da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos eram realizadas de forma secreta e o governo norte-americano negava a sua existência.

Desde que Edward Joseph Snowden, analista de sistemas, ex-administrador de sistemas da CIA e ex-contratado da NSA tornou público, em junho de 2013 detalhes de vários programas que constituem o sistema de vigilância global da NSA americana, revelados pelos jornais Washington Post e The Guardian não foi possível mais esconder a existência dessa Agência.

Especialistas afirmam que a NSA tem uma operação chamada Sistema Echelon em conjunto com agências de outros países como a "Government Communications Headquarters" (Reino Unido), a "Communications Security Establishment" (Canadá), a "Government Communications Security Bureau" (Nova Zelândia) e a "Defence Signals Directorate" (Austrália). 
O Echelon consiste na análise de comunicações do mundo inteiro, com o argumento de encontrar mensagens que possam ser uma ameaça à segurança de qualquer daquelas nações. Porém, o sistema, já foi acusado de promover também a espionagem industrial, uma vez que recolhe informações de todos os movimentos de empresas, de seus projectos e mercados.

Para terminar esta série de textos, volta-se a referir o perigo do controlo total da Internet, meio pela qual hoje é possível a livre circulação de informações, muitas das quais são a forma de contornar o controlo dos órgãos de comunicação social dominados pelos grandes grupos económicos e pelo imperialismo norte americano. Hoje a Internet representa a possibilidade do debate de ideias e o contraditório indispensável à democracia.

Acabando por onde comecei:
Estejamos prevenidos para que a luta pela liberdade de expressão, afirmada na solidariedade a Charlie Hebdo, não degenere na retirada da precária liberdade que ainda existe através da Internet, a pretexto do combate ao terrorismo.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_de_Segurança_Nacional
http://www.nsa.gov/about/index.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/PRISM_(surveillance_program)
http://www.defesaaereanaval.com.br/tag/cia/page/2?print=print-page
http://pt.wikipedia.org/wiki/PRISM_(programa_de_vigil%C3%A2ncia)
http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/09/metodos-de-espionagem-da-nsa-intrigam-especialistas.shtml
http://www.infoescola.com/estados-unidos/agencia-de-seguranca-nacional-nsa/
http://www.publico.pt/mundo/noticia/programa-da-nsa-recolhe-quase-tudo-o-que-um-utilizador-comum-faz-na-internet-1601891
http://www.esquerda.net/dossier/quem-%C3%A9-edward-snowden/28576
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861#ixzz3Oo3AwW5I
http://www.ionline.pt/artigos/mais-livros/livro-sobre-ex-analista-da-cia-edward-snowden-publicado-portugal
http://port.pravda.ru/mundo/16-03-2014/36422-snowden-0/
http://www.esquerda.net/dossier/ignacio-ramonet-%E2%80%9Csomos-todos-vigiados%E2%80%9D/28557



16 janeiro 2015

O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ (2)

O polvo que tudo quer controlar

Continuando o assunto do pretexto do terrorismo para os EUA incrementarem os seus programas de espionagem em todo o mundo, e com base no relato de Greenwald a partir das denúncias do ex-administrador de sistemas da CIA, Edward Snowden, como foi referido na publicação anterior, diz o jornalista: «Ao longo das últimas décadas, os líderes norte-americanos têm tirado partido do medo do terrorismo – alimentado pelos constantes exageros da verdadeira ameaça que este constitui – para justificar uma série de políticas extremistas. Este medo tem levado a guerras de agressão, regimes de tortura por todo o mundo, e à detenção (e até homicídio) de cidadãos estrangeiros e norte-americanos sem acusação».

O livro, publicado em Portugal e já referido anteriormente, aborda ainda outros casos como o processo WikiLeaks, de Julian Assange, e as acções do soldado Maning, que forneceram as informações sobre acções ocorridas durante a invasão do Iraque e da intervenção militar no Afeganistão. Também nesses casos comprovámos que o Terrorismo no Afeganistão foi financiado pelos EUA e os métodos que a CIA utiliza são iguais aos dos terroristas.
Como a NSA infecta nos computadores para recolher informações
Além dos casos de vigilância, espionagem e ataques informáticos, contabilizados em mais de 50.000 infecções de redes, Greenwald relata o longo processo político que acompanha os actos de vigilância e a resposta da administração do Presidente norte-americano, Barack Obama, e do Governo britânico sobre Edward Snowden, acusado de espionagem, e que se encontra actualmente refugiado na Rússia.

Para além da CIA e do Programa de vigilância global PRISM, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), fundada em novembro de 1952, é o órgão responsável pela utilização do sistema SIGINT (Signals Intelligence), que consiste na interpretação e selecção a partir de sinais, o que inclui criptoanálise e interceptação. A NSA é responsável pela base de dados obtidos pelo SIGINT, tornando-se o maior órgão de dados de criptologia do mundo.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_de_Segurança_Nacional
http://www.nsa.gov/about/index.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/PRISM_(surveillance_program)
http://www.defesaaereanaval.com.br/tag/cia/page/2?print=print-page
http://pt.wikipedia.org/wiki/PRISM_(programa_de_vigil%C3%A2ncia)
http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/09/metodos-de-espionagem-da-nsa-intrigam-especialistas.shtml
http://www.infoescola.com/estados-unidos/agencia-de-seguranca-nacional-nsa/
http://www.publico.pt/mundo/noticia/programa-da-nsa-recolhe-quase-tudo-o-que-um-utilizador-comum-faz-na-internet-1601891
http://www.esquerda.net/dossier/quem-%C3%A9-edward-snowden/28576
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861#ixzz3Oo3AwW5I
http://www.ionline.pt/artigos/mais-livros/livro-sobre-ex-analista-da-cia-edward-snowden-publicado-portugal
http://port.pravda.ru/mundo/16-03-2014/36422-snowden-0/
http://www.esquerda.net/dossier/ignacio-ramonet-%E2%80%9Csomos-todos-vigiados%E2%80%9D/28557



01 janeiro 2015

manual da CIA para assassinatos políticos

Wikileaks revela manual da CIA para assassinatos políticos

Um manual secreto da Agência Central de Inteligência (CIA) que define o assassinato político como forma de limitar a ação de grupos insurgentes circula atualmente na internet, após ter sido revelado pelo site Wikileaks.

A REUTERS/Petar Kujundzic reproduziram partes de um relatório secreto da CIA que analisa diversas operações de assassinato em vários países. Estão referenciados os alvos entre os quais está a Organização para a Libertação de Palestina (OLP), Exército Republicano Irlandês (IRA), a Frente de Libertação Nacional de Argélia (FLN) e as FARC.

A publicação do Wikileaks foi divulgada na Internet dez dias depois do Comitê de Inteligência do Senado norte americano ter apreciado o relatório secreto, só parcialmente divulgado, sobre o emprego da tortura contra prisioneiros supostamente vinculados a acções terroristas, sem acusações formais nem julgamento em Tribunal.

O manual revelado pelo Wikileaks data de 7 de julho de 2009, seis meses depois de Leon Panetta assumir a direção da CIA e pouco depois de que o agente John Kiriakou – atualmente preso – denunciasse pela primeira vez a prática de crueis torturas por parte de oficiais interrogadores.

Segundo o Wikileaks, o relatório da CIA inclui estudos de casos no Afeganistão (2001-2009), Argélia (1954-1962), Colômbia (2002-2009), Iraque (2004-2009), Israel (de 1972 a 2009), Peru (1980-1999), Irlanda do Norte (1969-1998) e Sri Lanka (1983-2009).

As operações descritas nos planos da CIA incluem: assassinatos políticos, sequestros, remoção de lideranças, neutralização e marginalização de dirigentes guerrilheiros.

Ademais, encontram-se evidências sobre a participação da CIA na luta contra as guerrilhas na Colômbia durante o mandato de Álvaro Uribe, através de ataques a objetivos de alto valor combinando operações militares e de informação e programas para provocar e tratar desertores.

Não são referidas as acções em Portugal após o 25 de Abril, em conluio com Mário Soares e Carlucci. Essas estão noutros documentos.



25 novembro 2014

Os Três Dias do Condor

A CIA, os governos dos Estados Unidos e o apoio às ditaduras militares

Quem se lembra do filme "os Três Dias de Condor" recorda um pacato investigador contratado pela CIA para ler livros e revistas, procurando significados escondidos e mensagens em código. Descobrira coisas que não devia e, um dia, ele sai comprar comida e quando regressa ao seu gabinete, numa dependência da CIA, encontra todos os seus colegas assassinados. Sente imediatamente que escapara por sorte e foge tentando descobrir quem está por detrás do crime antes que os assassinos cheguem até ele.

Hoje li em notícias do Brasil que o Ministério Público Federal (MPF/RJ) no Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira (24) ter encontrado documentos na casa coronel Paulo Malhães, assassinado em abril deste ano. Esses documentos comprovam a colaboração entre os regimes ditatoriais da América do Sul nas décadas de 1970 e 1980, conhecida como Operação Condor. 

A Operação Condor foi uma ação conjunta de repressão a opositores das ditaduras instaladas nos seis países do Cone Sul: Brasil, a Argentina, o Chile, a Bolívia, o Paraguai e Uruguai. A função principal era neutralizar e reprimir os grupos que se opunham aos regimes militares montados na América Latina, como os Tupamanos no Uruguai, os Montoneros na Argentina, o MIR no Chile, etc. Montada em meados dos anos 1970. Esta acção foi apoiada pela CIA e há fortes indícios de que essa ação conjunta entre os governos do Cone Sul contou não apenas com o conhecimento, mas também com o apoio do governo norte-americano, como demonstram documentos secretos divulgados pelo Departamento de Estado em 2001.
foto retirada do portal Vermelho

Em 1992, foi comprovada, através de documentos encontrados no Paraguai, a existência de um acordo costurado por todos os países do Cone Sul com o intento de facilitar a cooperação na repressão aos grupos e indivíduos opositores dos regimes militares que então governavam o Cone Sul. 

Já em 28 de Abril deste ano a Globo noticiou que o Ministério Público Federal (MPF) tinha feito uma busca e apreensão de documentos na casa do coronel-reformado Paulo Malhães, morto no dia 25 ao que tudo indica assassinado por estranhos que invadiram a sua casa e levaram dois computadores.
Dizia ainda a Globo que segundo a polícia a morte de coronel pode ser um ato de 'queima de arquivo' ou 'vingança'.

Agora o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, disse que a descoberta feita é uma marco histórico para revelar os responsáveis por crimes durante a ditadura. Na diligência na casa de Malhães, o Grupo de Trabalho de Justiça e Transição do MPF/RJ descobriu documentos relativos à Operação Gringo, que consistia no monitoramento, na vigilância e prisão de estrangeiros que demonstrassem qualquer atividade considerada ofensiva ao regime. 

Diz ainda a notícia que «Um informe em espanhol, denominado Operação Congonhas, detalha a estrutura de organizações de militância e guerrilha contra a ditadura argentina. Também explicava atividades de infiltração de militares argentinos no Brasil para monitorar, contatar e prender os "inimigos” do regime argentino. Os documentos agora encontrados são a maior prova da existência da Operação Condor e de que a Operação Gringo era um braço internacional».

19 novembro 2014

Ainda o Muro de Berlim e os Muros do mundo.

18 mil quilómetros de muros

Depois do que escrevi no poste do dia 11, volto a falar de muros.  

Hoje existem mais de 7,5 mil quilómetros de muros construídos pelo capitalismo para isolar países e povos. Muros físicos, bem sólidos, que fazem parte da política de exploração e subjugação de países e populações, à estratégia imperialista. Estão projetados e em construção mais de 10 mil quilómetros de outros muros todos construídos pelo capitalismo e nomeadamente pelos EUA, como o que acontece para isolar o México. Só esse tem 3.000 quilómetros. Quando todos os muros em construção estiverem acabados, e se entretanto o capitalismo não projetar novos, atingirão mais de 18 mil quilómetros. 

Os muros mais famosos

Deixando para outra ocasião os outros tipos de muros que o capitalismo usa para limitar a liberdade a quem lhes interessa, falemos apenas dos muros puros e duros. Os muros mais conhecidos são o que separam os EUA do México, o muro de Ceuta e Melilla, o muro da Cisjordânia e faixa de Gaza (construído pelo Governo de Israel que vai roubar mais 10% do território da Cisjordânia, que ficará dividida e isolada do resto do país), o muro da Irlanda do Norte (eufemisticamente "Linha de Paz"), o muro que divide as Coreias, O Muro da Arábia Saudita que atingirá 9.000 km e será o mais longa do mundo, altamente sofisticado com tecnologias de segurança, o muro de Chipre (Nicósia que divide a capital em duas partes, e tem 180 km.), o Wall Bagdad, construído pelo exército americano (iniciado em 2007) e tem 5 km., O Muro da Índia e do Paquistão com 2,9 mil quilómetros de arame farpado, o Muro Caxemira, o Wall Botswana e Zimbabwe com 500 km. de comprimento, o Muro Irão e Paquistão, o Muro da Tailândia e da Malásia, o Muro do Iraque e Kuwait, o Muro da Índia e Bangladesh com 4.000 km., o Muro Uzbequistão, eletrificado e minado que isola em parte o Afeganistão, o Muro Egito-Gaza e ainda outros como o do Rio de Janeiro para separar a cidade Olímpica das favelas.

Bloqueio. Muro à volta de Cuba.

Os EUA só não construíram um muro à volta de Cuba porque é uma ilha. Contudo sujeitam esse país a um bloqueio económico que infringe as leis internacionais e pela 23ª vez foi condenado na ONU por 188 países. Apenas Israel e EUA votaram contra.
Se há tantos muros, muitos deles maiores que o de Berlim, outros que criam situações dramáticas entre habitantes que estão isolados e até condenados à sede por cortes do abastecimento de água como é o caso de Gaza, porque é que só o de Berlim (com motivações que não vale a pena repetir) é que é citado? Da parte da propaganda e da censura controlada pelo imperialismo não admira. Admira sim que, democratas e pessoas que deveriam lutar por uma sociedade melhor, se coloquem do lado do imperialismo para, com ele, fazer coro contra o Muro de Berlim que deveriam saber, foi construído justamente para defesa do socialismo contra as permanentes guerras, conflitos, invasões e ingerências para criar dificuldades.

A derrota dos países socialistas

O imperialismo venceu e acabou por derrotar os países socialistas. Mas que aconteceu depois disso?
O Pacto de Varsóvia foi extinto. Mas a NATO logo estendeu os seus domínios e guerras a quase todo o mundo. O tratado de Lisboa consolidou esse expansionismo.
Os EUA e a Europa trataram de lançar as suas multinacionais aos novos mercados. Meia dúzia de grandes multimilionários dominaram o poder económico e o poder político. 
Lançaram o desemprego, a fome, a miséria com o nome de liberdade.
Vencida a resistência dos países socialistas, os EUA lançaram-se em novas guerras que destruíram países e mataram milhares de pessoas, civis, mulheres e crianças inocentes, para dominarem o Médio Oriente e as suas riquezas como o petróleo.
Fomentaram golpes militares e o terrorismo para derrubar governos legítimos substituindo-os por ditaduras dando apoio e abrindo o caminho ao fascismo declarado.

Da guerra fria para a guerra quente

O mundo passou da guerra fria para a guerra quente, violenta e assassina, sem controlo, à revelia da ONU e das leis internacionais.
Os EUA nunca respeitaram os direitos humanos, mas agora, de mãos livres a CIA (Agência Nacional de Inteligência) pratica os mais hediondos crimes e torturas, discricionariamente, em qualquer lugar do mundo capitalista. O orçamento da CIA, e militar, atinge verbas incalculáveis enquanto grande parte do povo americano vive com fome e na miséria (46,2 milhões).
Em 2013, o orçamento da CIA equivalia a mais de 52,6 mil milhões de dólares. 
A NSA (Agência Nacional de Segurança), cuja missão é interceptar todas as conversas telefónicas, e-mails e mensagens de rádio no planeta. gasta muito mais. 
Por sua vez a NRO (Serviço Nacional de Reconhecimento), gasta ainda mais do dobro destes valores.
Os serviços secretos do exército que tem também orçamentos equivalentes. Existem mais de 15 agências de inteligência dedicadas a áreas específicas, com mais de 107.000 funcionários que desestabilizam governos ou oposições, formam terroristas, para em seguida intervirem de acordo, exclusivamente, com os interesses dos EUA e do imperialismo.

Foi isto que a queda do Muro de Berlim facilitou. Festejem que o imperialismo e o fascismo, agradecem.


18 fevereiro 2013

Internet ao serviço de quem?

Em Portugal e no mundo o poder capitalista utiliza a Internet para dominar

Há dias vi a circular na Internet um alerta sobre o software das finanças e os ficheiros SAF-T.
Explicava o autor que informava ser técnico de informático a trabalhar no assunto, que o ficheiro SAF-T era, até 1 de Janeiro de 2013, um ficheiro de auditoria, fornecido ao inspector das finanças nos eventos de inspecção.
Este ficheiro permite controlar a fuga aos impostos cruzando os dados de multibanco e bancários e ainda possibilita conferir muitos outros dados.
Explicava também que um ficheiro SAF-T, contém os dados gerais da empresa, dados de todos os seu clientes, de todos os produtos ou serviços vendidos pela empresa, dados das transações, data, hora, cliente e nif do cliente, produtos vendidos, valor, valor de iva, etc.

Todos os dados SAF-T de todas as empresas são enviados para as finanças mensalmente

Esta imposição legal permite conhecer uma boa parte da vida de qualquer cidadão. Os seus hábitos o que consome o que faz e o que escolhe, através de todos os documentos que atestam as suas relações através de transações.
Podem inclusive ser cruzados com os dados de familiares e conhecer factos passados no mesmo dia e à mesma hora entre eles. Se estavam juntos ou em locais diferentes e quais esses locais. Qualquer transação por multibanco, pagamento de uma despesa num café, numa loja, em qualquer parte pode ser conhecida.


Qualquer político ou pessoa pública pode ser rastreado. Para o bem ou para o mal

E quem domina estas bases de dados? A fúria das privatizações entrega tudo isto a empresas privadas. Muitos desses dados podem servir de comercio escondido de influências. Não há garantia da privacidade dos dados.
Poderá ainda acontecer que estes dados vão parar a outros países e sejam trabalhados pela CIA, pelo FBI e NSA (National Security Agency) americana, tal como foram os nossos dados pessoais do Arquivo de Identificação enviados aos Estados Unidos da América por Sócrates.

A submissão da política de direita, ao poder capitalista instalado

Na realidade isto foi debatido em Portugal e no Parlamento Europeu, tal como o polémico Echelon dos EUA que tem como finalidade escutar as comunicações internacionais, sejam conversas telefónicas, faxes, e-mails, ou outras.
Antes da década de 90 do século passado, o argumento era a luta contra os países socialistas. Agora é contra o terrorismo. Desenganemo-nos, pois a luta sempre foi e continua a ser pelo controlo do poder dos EUA e do poder financeiro que controla o sistema capitalista, à escala planetária.

O domínio económico como fim e o político e militar como meio

Este métodos de espionagem não visa apenas a segurança dos EUA, eles espiam também com fins políticos e económicos. Sabe-se que os EUA têm agências na Europa disfarçadas de empresas comerciais, para espionagem comercial e industrial no sentido de favorecer as empresas americanas.
Ver em http://www.heise.de/tp/r4/artikel/6/6929/1.html

Em 18 de Maio de 2001, foi conhecido o relatório elaborado pela Comissão Provisória, nomeada pelo Parlamento Europeu, para investigar o Echelon, e que confirmou “ A existência de um sistema global de interceptação das comunicações em que cooperam os Estados Unidos, o Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia”, e que “é que seu propósito interceptar comunicações privadas e comerciais, e não comunicações militares.” (NAVARRO, 2001: 50)

Mais um esquema de controlo pelos grandes grupos económicos

Também a imposição que os EUA querem fazer a todos os países com o argumento do controlo da contrafacção ACTA, é mais um desrespeito pelos direitos dos cidadãos. O PCP propôs que o Estado Português se desvincule e se afirme contra o Acordo Comercial Anti Contrafação - ACTA. ver em http://www.pcp.pt/pcp-prop%C3%B5e-que-o-estado-portugu%C3%AAs-se-desvincule-e-se-afirme-contra-o-acta

É interessante uma análise jurídica brasileira publicada em: http://jus.com.br/revista/texto/5899/vigilancia-tecnologica-bancos-de-dados-internet-e-privacidade e que completa muita da informação aqui trazida.

02 fevereiro 2013

A CIA na América Latina

Intervenções e democraCIA dos Estados Unidos

Há dias, relatei que, no passado dia 28, Cuba iria presidir à CELAC (Confederação da América Latina e Caribe). Tinha já também informado que, a secretária das Nações Unidas, Alicia Bárcena, qualificou como muito positivo o facto de que Cuba assumir a presidência da CELAC.

Informei também que os Deputados do PCP no Parlamento Europeu João Ferreira e Inês Zuber, defenderam que o Parlamento Europeu, deverá terminar urgentemente com a inaceitável "posição comum" contra Cuba, assumir uma posição de defesa do fim do bloqueio económico dos EUA a Cuba e estreitar relações com a CELAC.

Todas estas notícias foram escondidas nos nossos jornais e Televisão.

Vi entretanto na ARGENPRESS um artigo de Alberto Maldonado que relembra as intervenções da CIA no mundo e em especial na América Latina.


DemocraCIA, crimes e ingerênCIAs

Diz Maldonado que nos Estados Unidos da América (EUA) é um crime denunciar alguém que trabalha para a CIA. Quem o fizer pode acabar na prisão. E a propósito da Presidência de Cuba na CELAC, revela que, recentemente, apareceram em Santiago o "Sr. Ignacio Wolker e seu irmão Patrick, (agentes da CIA) que começaram a promover a CDAL (Centro de Abertura e Desenvolvimento), que é a contrapartida da CELAC".

Lembra ainda que a CIA é um aparelho que tem anualmente centenas de milhões de dólares de orçamento. Serve para garantir o neoliberalismo no mundo.

Há muitos casos na América Latina, que são bem conhecidos, como da intervenção da CIA. Anteriormente essa intervenção era do FBI, mas os governos consideraram que era mais prático ser o presidente do grande império a comandar diretamente essa ação através da CIA.

 
A "lei da bala"

Por alguma razão se diz que não há operação no mundo, que não envolva a CIA. Na américa latina, são constantes as intervenções da CIA como o assassinato de Salvador Allende, o ataque ao Panamá e a prisão de Piña, a agressão na República Dominicana, onde o povo elegeu um presidente que não era do agrado dos Estados Unidos, o bloqueio feroz e criminoso contra Cuba e muitas diversificadas agressões a países soberanos.

A CIA tentou o assassinato de Fidel e planeou o de Hugo Chávez Frias. Foram denunciadas verbas enormes para financiar a oposição aos presidentes ne América Latina, não do agrado dos Estados Unidos como Rafael Correa, Evo Morales e Chavez.

Tudo isto leva-nos a pensar o que virá a acontecer com as intervenções dos Ignacio Wolker, Patrick e a CDAL, peças da CIA.

É assunto que porventura virá ainda a fazer correr muita tinta, ou não caso a CIA consiga manter controlada, como tenta, a informação em todo o mundo.  

06 janeiro 2013

O país das liberdades


A DemocraCIA nos Estados Unidos 

Os Estados Unidos (EUA) que se autoproclamam país da democracia, são na realidade uma feroz ditadura não só para os países que não se entregam à exploração das suas riquezas, mas também para os próprios americanos que não fazem parte da classe dos muito ricos e poderosos.

As autoridades norte-americanas, e em particular o presidente dos EUA, Barack Obama, vão poder continuar a deter cidadãos por tempo indeterminado e sem direito à presunção de inocência, apesar dessa norma ter sido considerada ilegal pelo Tribunal Constitucional. 

Associações de defesa dos direitos humanos e jornalistas – visados na medida em que podem ser presos se expressarem apoio a grupos ou indivíduos considerados terroristas pelo regime, mesmo sem provas e sem processos judiciais – já vieram repudiar esta iniciativa.
  

Recordamos os presos que apesar das promessas eleitorais de Obama, continuam presos indiscriminadamente, como os patriotas cubanos, os raptados em Guantanamo e o célebre Bradley Manning, acusado sem provas, de vazar mais de 150 mil documentos ao site WikiLeaks. Até hoje a acusação não foi provada.
Glenn Greenwald escreveu um artigo crucial em 15 de dezembro de 2010, descrevendo as condições de detenção de Manning desumanas e ilegais na base militar de Quantico. Apesar de ter sido acusado, não lhe é permitido falar com um juiz, e em vez disso, é mantido preso, contra o princípio de habeas corpus, em total isolamento. Artigos e entrevistas confirmaram as denúncias de Greenwald.

Lá tal como cá: É esta a democraCIA do capitalismo.

18 maio 2012

Ainda a Líbia

As mentiras e a manipulação da informação 

Ainda ontem escrevi sobre a Líbia a proposito de uma notícia do "The Telegraph". Hoje, uma notícia do Público inverte as informações e pretende dar uma imagem a favor da intervenção da NATO, escondendo os verdadeiros mercenários. 
(ver: http://www.publico.pt/Mundo/onu-vai-investigar-recrutamento-de-mercenarios-por-khadafi--1546626)

O Público começa por afirmar em título "ONU vai investigar recrutamento de mercenários por Khadafi". A afirmação é perentória. Contudo logo a seguir deixa uma dúvida:"O suposto recrutamento de mercenários durante o conflito na Líbia, que culminou na morte do líder líbio, Muammar Khadafi, vai ser investigado pelas Nações Unidas". Qual suposto?

No corpo da notícia o Jornal Público, volta a baralhar para confundir. Cita os objectivos da investigação: “apurar os factos” e “avaliar as alegações sobre o recurso a mercenários no conflito recente”, assim como “as medidas tomadas pelo Governo para combater esse fenómeno”. Como se verifica não volta a afirmar que se trata de "mercenários  de Khadafi" nem se sabe bem a que Governo se refere, deixando no ar a dúvida. Diz mais adiante o Público: "Para além da questão dos mercenários, o grupo de trabalho pretende obter “informações directas e em primeira mão” sobre “as actividades das empresas privadas que ofereceram assistência militar e serviços de consultoria e de segurança na Líbia” e avaliar o impacto que essas actividades tiveram no gozo dos direitos humanos, adiantou Faiza Patel, que preside ao painel que fará a investigação". Continuamos sem saber a que empresas e a que serviços de consultoria se referem. Fica no ar a curiosidade do leitor.
Seguidamente o Público avança uma informação de há um ano difundida pelos rebeldes "A presença de mercenários de países africanos a combater do lado do ex-líder líbio Muammar Khadafi foi denunciada pela oposição ainda durante o conflito". Esta informação "relembrada agora pretende reforçar o inicialmente dito pelo Público no seu título: "os mercenários são de Khadafi" e iludir o leitor que ficou curioso para saber a que mercenários e serviços de consultoria se refere o Público. Esta pulhice é reforçada por uma afirmação de setembro do ano passado que o Público cita: "Pater disse que os mercenários tinham cometido “graves violações aos direitos humanos”. Afirmação que não atrasa nem adianta. Contudo o Público ligando estas duas informações pretende que os seus leitores concluam que sempre que fala de mercenários estes são pagos por Khadafi. E assim termina a notícia do Público, nunca referindo os mercenários introduzidos pela CIA e pela NATO, nem os consultores e conselheiros de guerra ingleses, americanos e franceses, e cobardemente, sem o afirmar no corpo da notícia, engana os seus leitores com a ideia que introduziu no título.  Os mercenários são de Khadafi.

Vejamos agora uma análise feita pelo Jornal Avante de ontem. (Ver: http://www.avante.pt/pt/2007/internacional/120110/)

Título: "Tortura denunciada na ONU"

Diz a notícia: "O enviado especial das Nações Unidas para a Líbia confirmou, sexta-feira, 11, que a tortura é uma prática disseminada no país após o derrube do anterior regime.
Sete mil pessoas estão em cárceres onde a tortura é frequente".

"Perante o Conselho de Segurança da ONU (CS), Ian Martin admitiu que os dados recolhidos pela sua equipa indicam que os maus-tratos e a tortura são frequentes nos 31 cárceres administrados pelo autoproclamado Conselho Nacional de Transição (CNT), nos quais se calculam que estejam detidas cerca de três mil pessoas".

"«Persistem os casos de maus-tratos e tortura», disse Martin, para quem a «resposta a estas práticas devia ser uma prioridade do governo no caminho da construção de uma nova cultura de direitos humanos e de Estado de direito no país» (EFE 11.05.2012)".

"O responsável instou ainda as novas autoridades a assumirem o controlo das dezenas de centros de detenção, muitos dos quais ilegais, que permanecem nas mãos dos grupos de mercenários. Calcula-se que nestas prisões estejam outros quatro mil supostos apoiantes do regime derrubado pela agressão imperialista, sujeitos a igual tratamento."

"Martin exemplificou a situação com a morte, a 13 de Abril, de três pessoas num centro de detenção em Misrata, casos sobre os quais a missão da ONU no território diz ter «informações confiáveis»."

"As mesmas provas indicam que «pelo menos outras sete pessoas foram torturadas até à morte no mesmo centro» (Telesur 11.05.2012)".

"O enviado das Nações Unidas notou ainda que os relatos respeitantes aos maus-tratos e às torturas, e os «sérios obstáculos no acesso dos cidadãos à justiça», contrastam com as promessas feitas pelo CNT... (EFE)"...

O leitor deste blogue que veja as notícias e conclua.

Minha conclusão: O Jornal Público, como a generalidade dos Jornais propriedade dos grupos económicos, tentam mostrar-se independentes mas na realidade mentem (com mais ou menos subtileza) e são dependentes dos interesses do poder económico.

O Jornal Avante, assumidamente, defende os interesses dos trabalhadores e para isso não precisa de mentir. Basta que informe o que os outros escondem ou deturpam.
Como disseram grandes revolucionários "Só a verdade é revolucionária".  

16 agosto 2011

Da Líbia para a Síria

Nova guerra organizada e financiada pela CIA


Várias informações provenientes da Rússia, indiciam que a Nato se prepara para uma nova agressão terrorista a um país independente. Desta vez a Síria.


Repete-se o método clássico utilizado pela CIA. Organizam-se grupos de "dissidentes" com financiamento e fornecimento de armas.
O diário The Washington Post, informou que EEUU financiou grupos de opositores e uma televisão crítica do regime sírio, o canal por satélite Barada TV, com sede em Londres. Segundo The Washington Post, as emissões começaram em Abril de 2009. Os dissidentes organizados e financiados pela CIA, criam os factos e a televisão cobre os protestos contra o presidente sírio, Bashar al Assad. 

Na Síria, tal como na Líbia, o objectivo chave é o petróleo e o derrube dos que não se subordinam à estratégia geopolítica do eixo EUA, UE-Israel, em Africa e no médio Oriente.

Prevê-se que a intervenção na Síria custe 15 mil milhões de dólares. O plano da Nato/CIA prevê que, ainda que a Russia e China se oponham e não permitam que o Conselho de Segurança das Nacões Unidas, legalizem a agressão militar, a Nato avançará na mesma. 

Fonte: http://almanar.com.lb/french/adetails.php?eid=26966&cid=18&fromval=1&frid=18&seccatid=37&s1=1