7 de dezembro de 2014

Homenagem a Urbano Tavares Rodrigues

Muito interessante, comovente, mas cheia de força, a homenagem onde participaram muitos intelectuais, grandes figuras da cultura do país, mas, onde também, mais uma vez, a comunicação social esteve quase ausente

A RTP fez uma referência interessante ao vídeo que foi feito e passou nesta homenagem.
"Sentado na sua sala, Urbano Tavares Rodrigues mantém-se o escritor, o resistente, o que acredita no melhor do Homem...  
Um homem fala sobre o seu passado, que se confunde com o da História do seu país. Num discurso comovente evoca a luta pela liberdade e a sua crença nas revoluções e na supremacia da Beleza. Sentado na sua sala, Urbano Tavares Rodrigues mantém-se o escritor, o resistente, o que acredita no melhor do Homem. E se as coisas em que acreditou nem sempre lhe corresponderam foi porque ainda não tinha chegado o tempo certo. Mas vai haver um mundo novo. Vai haver. No meio do Tempo, Urbano reflecte, enquanto a brisa do sul não cessa de soprar".

Alguns jornais fizeram breves alusões à Homenagem que ontem foi feita, no Auditório da Biblioteca Nacional. 

Urbano Tavares Rodrigues tem dezenas de livros publicados, desde o romance ao conto e aos poemas, passando pelo ensaio, a narrativa de viagens, a crítica e o teatro. Tem ainda alguns livros por publicar.

Urbano Tavares Rodrigues foi homem de  imensa coragem na sua vida de intervenção em muitos domínios. Homem de intensa actividade política, no seu partido, no movimento da Paz, na oposição democrática, enfrentando a prisão, as torturas e as represálias. Manteve sempre essa coragem, depois do 25 de Abril, até ao fim dos seus dias.

O escritor, jornalista e militante do PCP, Urbano Tavares Rodrigues morreu na manhã de sexta-feira, 9 de Agosto de 2013. Estava a poucos meses de completar 90 anos. Mas, Urbano Tavares Rodrigues continua connosco, sempre presente, mesmo para além da sua bela mensagem que nos deixou:

«Daqui me vou despedindo, pouco a pouco, lutando com a minha angústia e vencendo-a, dizendo um maravilhado adeus à água fresca do mar e dos rios onde nadei, ao perfume das flores e das crianças, e à beleza das mulheres. Um cravo vermelho e a bandeira do meu Partido hão-de acompanhar-me e tudo será luz.»