7 de outubro de 2011

A justiça acompanha a política de classe


Na sequência da prisão e libertação de Isaltino Morais...


As sanções aplicadas a seis ex-gestores do BCP, entre os quais Jardim Gonçalves, ficaram esta sexta-feira sem efeito, após o juiz ter considerado que as provas acusatórias apresentadas pelo empresário Joe Berardo são nulas, por violarem o sigilo bancário. Os advogados de defesa manifestaram-se satisfeitos com a decisão do tribunal. (noticia de hoje da RTP)


Este é o teor da informação que traduz bem como é encarada a lei e a justiça numa sociedade em que quem manda é a classe dos ricos, ou dos grandes capitalistas ou ainda dos que exploram quem trabalha.


A outra classe, a classe explorada, diria assim:

O banqueiro, Jardim Gonçalves e os outros cinco arranjaram forma de endrominar o grande capitalista e também acionista do BCP, Joe Berardo. Este queixou-se ao Tribunal que lhe deu razão. No entanto os outros esmiuçaram as leis que mandaram fazer e verificaram que não podendo desmentir a fraude, podiam anular as provas que se deveriam ter mantido em segredo "sigilo bancário". Portanto o tribunal agora deu razão aos acusados. 

Certamente em privado, uma parte disse à outra:
- Nós sabemos que tens razão mas, não te armes em parvo, pois, como revelaste o que era segredo, a tua razão deixa de o ser. Faltaste a uma lei importante dos capitalistas. Portanto... Faça-se justiça!.
E assim, tudo fica em família, nada que não se possa resolver com uma valente festa e comezaina entre todos eles, no iate ou mansão do mais voluntarioso, paga é claro, com o dinheiro dos depositantes do BCP. Entretanto o Joe já deve estar a preparar uma outra manigância para se recompensar (à custa do dinheiro do Banco, ou seja dos depositantes). Moral da história: De fraude em fraude os banqueiros vão-se lixando uns aos outros mas sempre com o dinheiro dos depositantes. Nada perdem. Quem paga é sempre o mesmo.

Dir-me-hão: Então quem se deveria queixar são os que lá põem o seu magro dinheirinho.
Digo eu: Experimentem e logo verão que eles não são parvos e fizeram as leis para se defenderem.
Dirás tu: Então num tribunal a Justiça é feita de acordo com as leis que foram feitas por quem tem o poder para as fazer?
Diremos todos: À pois é! Então não tinhas ainda reparado nisso. Todas as leis, dependem da relação de forças entre os exploradores e os explorados.
Digo eu: Pois é! Não lutes, não... e logo verás as leis que vão ser feitas a seguir!