28 de outubro de 2012

Refundação. A palavra mágica!

O que é a "refundação". Nada de confusões! 
Tentemos perceber.

Até Passos Coelho já viu que todos percebemos que esta política não serve. 

Mas não quer assumir a necessidade de uma nova política. Não! Isso seria assumir que o sistema capitalista não tem resposta. 
Não quer assumir a renegociação da dívida. Não! Isso seria reconhecer que as propostas do PCP cada vez mais apoiadas por largos sectores da sociedade, são mesmo necessárias. 

Que refazer? ou "Que Fazer?"

Passos, está num beco sem saída. Que refazer? ("Que fazer?" lembraria outro).
Foi ao dicionário e encontrou uma palavra suficientemente ambígua para dar resposta a tudo. Refundação.
Refundação, parece ser a palavra mágica que contenta (q.b.) todos.

foto refundada do ParafusoVadio

Todos sabemos que esta política não serve. Refundemos a política!
Todos sabemos que este memorando assinado com a troika é a corda na garganta. Refundemos o Memorando!
Todos sabemos que a dívida que estamos a pagar não é a nossa dívida e é uma dívida impagável. Refundemos a Dívida.
Todos sabemos que são os Bancos que ganham com o negócio dos juros. Refundemos os Juros.
Todos sabemos que o Estado não exerce as suas funções para dirigir a economia do país. Refundemos o Estado.
Todos nos queremos livrar das troikas (FMI, BCE, UE) e (PS, PSD, CDS). Refundemos as troikas.
Todos começamos a perceber que este sistema está... f... (falido ou fundido). Refundemos o sistema! (Há aqui uma confusão de palavras e de letras que é preciso refundar. Agora sou eu que tenho que ir ao dicionário, porque este verbo Refundar presta-se a confusões em demasia). 
Refundação. É palavra que pode levar longe. Passos Coelho, creio, entrou em caminhos perigosos com esta palavra Refundação. Será preciso refundar bem fundo a refundação?