14 de abril de 2012

A luta de classes

O que a Direita, ao serviço da sua classe exploradora, não quer que se saiba

A classe exploradora foge a identificar-se com a chamada "classe dominante". Assim, quem na realidade domina, esconde que é também quem explora, quem reprime e causa a miséria de milhões. Quando o descontentamento é grande substituem-se os governantes por outros da mesma classe e, passado algum tempo, tudo volta ao mesmo.
A tal falsa "classe dominante" procura legitimar o seu domínio não como classe exploradora mas como representante da maioria explorada. É a tática do lobo com pele de cordeiro para se misturar no rebanho. Trabalhadores e pessoas com menos cultura ou menos politizadas, são as principais vítimas dos lobos disfarçados. Vão atrás da canção do bandido e julgam que o lobo, que tudo promete, é seu irmão.

A luta de classes é silenciada, não se aprende nas escolas, nem é acessível à compreensão da maioria das pessoas. Apenas sentem as injustiças quando são flagrantes. Outros reparam que produzem 100 mas só recebem o equivalente a 10. Outros ainda verificam que os muito ricos continuam a enriquecer e os pobres continuam a empobrecer - ainda que trabalhem mais.
Marx estudou as classes e luta de classes, sendo hoje a sua obra reconhecida como de grande atualidade. Muitos trabalhadores, embora não tenham acesso à aprendizagem teórica das obras de Marx de Engels e de Lenin, compreendem a luta de classes, pela prática da sua vida de trabalho. 
Outros adquirem na luta de explorados a consciência de que pertencem a uma classe que, para sobreviver, tem que vender o seu trabalho.
(Continuação)
Compreendem também que são eles que produzem mas, são os donos da empresa que enriquecem. 
Muitos acham isto natural e poucos sabem explicar porque é que isto acontece "isto sempre foi assim e assim sempre será" é o que sabem dizer não dizendo nada. Este convencimento que nada explica é transmitido pelas famílias, pela “cultura”, pelos jornais, pela televisão, pelos programas das escolas feitos pela classe exploradora no poder e que tudo domina.
Nas fábricas, nas empresas onde os trabalhadores convivem, debatem os problemas e lutam, os mais conscientes ensinam os menos politizados e, na luta coletiva, todos aprendem que a história da humanidade é a história da luta de classes que faz evoluir a sociedade com as conquistas de direitos dos trabalhadores.
Tempos houve em que os explorados não tinham direito a nada. Nem direito à vida. Eram propriedade do dono para trabalhar. Foram escravos que pela sua luta se libertaram. Depois, foram assalariados que conquistaram as 10 horas de trabalho. Foram operários que lutaram pelas oito horas e as conseguiram. Foram trabalhadores que, unidos e organizados em sindicatos e partidos da sua classe, conseguiram os direitos à segurança social, à reforma, a férias pagas, a assistência médica. 
É a luta de classes que fará com que os explorados se libertem da exploração deixando de existir exploradores e explorados e o produto do trabalho de cada um seja justamente repartido.