26 de janeiro de 2012

Políticas de classe

Sempre os mesmos a ver reduzidos os salários e pensões


Os contribuintes funcionários públicos, para além de perderem os subsídios de férias e Natal arriscam nova penalização no salário de Janeiro, por ainda não terem sido publicadas as tabelas de retenção de IRS, alertou o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.


Também, 117 mil reformados e beneficiários de prestações sociais foram notificados para devolver, em 30 dias, o dinheiro que dizem foi “indevidamente” recebido.


O Governo, justificando-se numa lei de 2007, que nunca foi aplicada, elimina o complemento de pensão a milhares de reformados. Em causa estão reformas de 400 ou 500 euros que sofrem cortes que chegam aos 100 euros.


Para uns... milhões, para outros... tostões


Recordo a intervenção de Jorge Machado, deputado do PCP, na Assembleia de República, que mostrou que este governo tira ao povo, o salário ou reforma, para dar aos mais ricos. Disse: "para uns há austeridade, para outros há oportunidades. Oportunidades acompanhadas de largos milhões de euros, do dinheiro de todos nós, para distribuir por meia dúzia de amigos e grupos económicos".




Disse ainda o Deputado do PCP: "Numa altura, em que devido as medidas do Pacto de Agressão e do Orçamento de Estado para 2012, aumenta de forma inaceitável o custo de vida, congelam-se as reformas, aumentam os transportes, a eletricidade aumenta 22%, aumentam as rendas, a água, o gás, o telefone e os custos com a saúde, não é aceitável que o Governo corte em quem tem 400 ou 500 euros para sobreviver".


12.000 milhões para a Banca


Em contrapartida na Segurança Social prescrevem aos milhões as dívidas das empresas. Revelou o deputado: "O Governo anulou, nos últimos 5 anos, cerca 4.800 milhões de euros de dívidas dos empresários, sem que se conheça uma única medida para combater as situações de fraude que existem.


Enquanto cortam nas reformas de 400 ou 500 euros, para a Banca vão 12 mil milhões de euros para “ajudar”, e largos milhões em benefícios fiscais".




Para uns os sacrifícios para outros largos benefícios. "Veja-se o caso de Eduardo Catroga, ex-ministro PSD, e Celeste Cardona, ex-ministra do CDS", disse Jorge Machado . 


Eduardo Catroga tem um salario anual 639 mil euros ou seja 45 mil euros por mês. 


A política de classe dos governos


Enquanto os reformados passam mais dificuldades, enquanto cortam nas prestações sociais e atacam os trabalhadores, o Governo permite que o Grupo Pingo Doce deixe de pagar os seus impostos em Portugal e se transfira para o off-shore da Holanda.


A proposta do PCP para impedir a fuga de impostos, tal como as feitas para criminalizar a corrupção, foram derrotadas pelo PS, PSD e CDS.