27 de janeiro de 2012

A nova censura no poder


O que a censura corta e o Jornal Avante revela


Os jornais, rádio e televisão ocultam aos portugueses tudo o que consideram que, para a política do pensamento único, não devemos saber. Em contrapartida vão “desculpando” e encobrindo os responsáveis pela política de direita que está a levar para a ruína os que trabalham e a enriquecer os grandes capitalistas. Assim vão iludindo e amolecendo a luta dos trabalhadores. 


É a nova forma de censura. Uma censura discreta mas eficaz. 


O Jornal Avante, semanalmente, mostra o que os outros escondem. São centenas de exemplos que mostram esta realidade. Vejamos alguns curtos excertos desta semana. 


http://www.avante.pt/pt/1991/opiniao/118434/ :
As 500 maiores empresas

Estas empresas aumentaram em 130% (cento e trinta por cento) os seus lucros face a 2009, ainda que aqui esteja considerado o valor da venda da VIVO pela PT; mesmo descontando esse factor extraordinário, o aumento de lucros situa-se nos 27,8% a somar aos 17% de 2009. 
O que estes números põem a nu, é a concentração da riqueza nas mãos de cada vez menos. É a alienação para o capital estrangeiro duma parte significativa da riqueza nacional: 42,4% destas 500 empresas são totalmente detidas por capital estrangeiro.

O lucro das empresas e o salário dos trabalhadores

A Continental Mabor, fábrica de pneus situada em Famalicão, foi considerada a melhor do ranking. Ora a Mabor consegue este feito no ano em que os seus trabalhadores conseguiram impedir, com a sua luta e unidade, a tentativa da administração de cortar o salário dos trabalhadores de fim-de-semana em cerca de 300€ por mês. 

Não é pois a luta dos trabalhadores que cria dificuldades às empresas e ao seu desenvolvimento! 

A exploração dos grandes aos pequenos. As melhores à custa dos outros

No sector Têxtil e do Vestuário, a maior e a melhor empresa, a Zara Portugal e a Bershka Portugal são as empresas que na sua ligação com centenas de pequenas unidades que para elas trabalham, esmagam os preços, os prazos de entrega, aplicam multas por incumprimentos de que são elas mesmo, muitas vezes, responsáveis. 


http://www.avante.pt/pt/1991/opiniao/118433/ :
Cavaco, um dos responsáveis pela política de direita…

Em Guimarães, na abertura da Capital Europeia da Cultura, Cavaco terá tido das maiores vaias da sua vida. O que Cavaco talvez não saiba – mas saberá daqui para a frente – é que foram milhões os portugueses que gostavam de ter estado naquela noite em Guimarães, só para expressar a indignação que sentem.


http://www.avante.pt/pt/1991/opiniao/118435/ :
Política da direita para os transportes: reduzir, encarecer, privatizar

Esta política, traduzindo-se em desvantagens tão grandes para os trabalhadores, os utentes e o País, tinha que ser, necessariamente, antecedida de uma gigantesca operação de propaganda, com o objectivo de neutralizar a resistência.

Os anexos aos «Estudos» que o Governo encomendou para acelerar a privatização dos transportes mostram que estas políticas vão reduzir 5 a 10% a utilização dos transportes. Eles sabem que a dívida das Empresas Públicas foi criada por 20 anos de desorçamentação que as empresas públicas estão a ser esbulhadas para as privadas nos passes. Eles sabem que metade do que dizem é falso, e a outra metade são meias-verdades.
  
Eles saber, sabem. Mas a sua opção é outra…


http://www.avante.pt/pt/1991/pcp/118475/ :
Governo ataca transportes públicos
Novos aumentos e reduções de serviços 

As novas tarifas a impor nos serviços de transporte público e as significativas reduções a introduzir no serviço prestado por algumas empresas constitui, para o PCP, um «novo salto» na negação do direito à mobilidade dos portugueses.

Os comunistas reagiam assim ao anúncio feito na véspera pelo Governo acerca das novas tarifas a impor nos transportes públicos e das significativas reduções a introduzir no serviço prestado por algumas destas empresas, como a Carris, o Metro, a Transtejo, a Soflusa e a STCP, que se juntam às alterações já em curso na CP»


Governo, o agente dos monopolistas

O Governo assumiu-se uma vez mais como um «agente de serviço dos grupos monopolistas, promotor do agravamento da exploração e do empobrecimento dos trabalhadores e do povo português, responsável por uma política que ameaça fazer implodir o serviço de transportes públicos que existe em Portugal». Quando o que se exigia era, por outro lado, libertar as empresas públicas do estrangulamento das dívidas à banca e atrair mais utentes para o serviço público, adequando-o às alterações demográficas, reduzindo tarifas, alargando a amplitude dos passes sociais, respeitando os direitos dos trabalhadores.


PCP contra a barreira do silêncio

O PCP, vai fazer acções de contacto com trabalhadores e utentes, no próximo dia 1 de Fevereiro, nos principais terminais de transporte do País.


Tirar às empresas públicas para dar aos privados

Em 2011, «um total de 4140 milhões de euros que deveriam ter sido entregues às empresas públicas foram entregues às empresas privadas, particularmente às empresas ligadas ao grupo Barraqueiro (a RL recebeu dois milhões e 747 mil euros a mais) e à multinacional alemã DB (a TST recebeu dois milhões e 129 mil euros a mais)». 


Aumentos dos transportes. O Governo mente.

Cerca de 100 mil utilizadores dos passes urbanos na cidade de Lisboa, 27,5 por cento tem o passe daCarris (sofre um aumento de 5,45 por cento); 30,16 por cento tem o passe do Metro (sofre um aumento de 21,34 por cento) e 42 por cento usa o passe Carris-Metro (que sofre um aumento de 3,4 por cento). Ou seja, a média ponderada dos aumentos dos passes urbanos na cidade de Lisboa é de 9,3 por cento.


No espaço de um ano os maiores aumentos

Num ano, o passe do Metro de Lisboa Urbano 30 dias passou de 18,70 para 29 euros (mais 55 por cento); o passe Metro de Lisboa Urbano 30 dias 4/18 e Sub-23 passou de 9,35 para 21,75 euros (mais 132 por cento); o passe Carris Urbano 30 dias 4/18 e sub-23passou de 11,95 para 21,75 euros (mais 82 por cento).


Carreiras retiradas e diminuídas. Voltamos ao tempo das carroças

Os utentes vão gastar muito mais tempo à espera de transportes. Está prevista uma «importante redução das frequências na ligação fluvial entre as duas margens do Tejo e uma redução da oferta na rede Metro». Na Carris a redução é ainda mais significativa: são suprimidas seis carreiras e mais duas ao fim-de-semana, nove são encurtadas, e só uma é prolongada, e pelo menos mais 13 sofrem uma redução de frequência.

O mesmo tipo de reduções é apontado para a Área Metropolitana do Porto, estando adiantada a ideia da supressão de 16 carreiras na STCP.


http://www.avante.pt/pt/1991/pcp/118479/ :
Pacto de agressão agrava discriminação
Trazer mais mulheres para a luta

O pacto de agressão, para além do que representa de degradação das condições de vida dos trabalhadores e do povo, tem implicações acrescidas no estatuto e nos direitos das mulheres, concluiu o PCP num debate realizado no sábado.


http://www.avante.pt/pt/1991/opiniao/118432/ :
A UGT deu uma passada muito para além da perna.
Primeiro, ao assumir-se como o que nunca foi: uma «central sindical» que pode representar «os trabalhadores portugueses». Toda a gente sabe – embora já quase ninguém o diga na comunicação social – que a UGT está muito longe de representar a maioria dos trabalhadores. Essa maioria sempre esteve na CGTP-IN, a central sindical que mergulha as origens na luta contra o fascismo. Ao contrário a UGT, foi gerada oportunisticamente após o 25 de Abril com a missão de sabotar a luta dos trabalhadores. Lembram-se do Gonelha, do PS, a ginchar que «hei-de quebrar a espinha à Intersindical»?
Uma minoria muito útil ao capitalismo
Segundo, ao caucionar com a assinatura do seu secretário-geral, o mimoso Proença, a mais devastadora ofensiva contra os direitos dos trabalhadores consagrados no Código do Trabalho, e jamais ousada pelo patronato e as governações de direita. Esta «caução» da UGT – como todas as anteriores – não representa a maioria esmagadora dos trabalhadores sindicalizados, mas permite ao Governo e ao patronato proclamarem a vitória temperada pelo «apoio dos trabalhadores».

http://www.avante.pt/pt/1991/internacional/118447/ :
Imperialismo pilha petróleo no meio do caos
Militares dos EUA ocupam Líbia
Doze mil soldados norte-americanos chegaram à Líbia consumando o domínio do país pelo imperialismo. A ocupação ocorre quando o território está mergulhado em conflitos entre facções do CNT, e um grupo armado supostamente leal ao antigo regime tomou de assalto a cidade de Bani Waled.
Controlo do petróleo
  
O controlo dos campos, portos, refinarias e outros pontos estratégicos na extracção e escoamento do petróleo líbio será o principal, e para já o único, objectivo das tropas dos EUA que chegaram ao território.

Aumentam as manifestações de descontentamento na Líbia
As manifestações de descontentamento multiplicaram-se nas últimas semanas, nomeadamente envolvendo antigos mercenários ao serviço do CNT, que protestam contra a opacidade das decisões, a manutenção dos alegados kahdafistas nos seus postos no aparelho de Estado, e, sobretudo, reclamam o cumprimento das promessas de reforma dourada que lhes terão sido feitas a troco da sua adesão ao levantamento armado.

Pela sua saúde, lute 
Promovida pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, centenas de pessoas participaram, dia 19 de Janeiro, em Lisboa, numa acção de protesto e rejeição à política que o Governo está e se prepara para implementar contra os direitos dos utentes e o próprio Serviço Nacional de Saúde (SNS), cujo objectivo final é a sua total liquidação e privatização.

Comício em Famalicão
Jerónimo de Sousa, num comício em Famalicão apela à luta, contra o pacto de agressão que denunciou: 
O PCP denuncia a intenção de promover o trabalho forçado e não pago com a tentativa de «eliminação de quatro feriados e de três dias de férias, e a marcação arbitrária e impositiva de dias de férias pelo patronato». O capital controla e decide sobre a vida dos trabalhadores, ao estabelecer o banco de horas de forma mais agressiva (até 12 horas por dia e 60 por semana). Os trabalhadores deixam de poder organizar a vida pessoal e familiar e o acompanhamento aos filhos. O acordo com a UGT preconiza ainda a eliminação do descanso compensatório por trabalho em dias de descanso.
Redução dos salários
Governo, patronato e UGT acordaram ainda uma brutal baixa de salários e remunerações, em particular com a redução para metade do pagamento de horas extras e do trabalho em dias de descanso, facilitar os despedimentos individuais sem justa causa e ataque à contratação colectiva e aos direitos sindicais.

http://www.avante.pt/pt/1991/pcp/118473/ :
PCP faz balanço de um ano de mandato de Cavaco Silva
Um ano depois da reeleição de Cavaco Silva como Presidente da República, o País está «mais pobre, mais dependente e menos soberano», afirmou Francisco Lopes, numa declaração à imprensa na segunda-feira.
O apoio e cumplicidade com a política do Governo do PSD/CDS-PP, tem significado uma profunda regressão social e económica do País.
Primeiro, «o seu discurso de tomada de posse com um conteúdo demagógico, populista e retrógrado profundamente vinculado à política de direita das últimas décadas.»
Segundo, as suas «afirmações legitimadoras da guerra colonial e do colonialismo que assumiram um carácter claramente reaccionário e passadista».
Terceiro, o seu apoio ao chamado «memorando de entendimento, o pacto de agressão subscrito pelo PS, PSD e CDS-PP com o FMI, UE e BCE», que constitui um «golpe contra a Constituição da República».
Quarto, a sua intervenção, «ao lado das associações patronais, representa um dos mais violentos ataques de sempre aos interesses e direitos dos trabalhadores».
Quinto, a «desvalorização dos problemas dos trabalhadores e do povo, das profundas desigualdades e injustiças sociais existentes no País, bem evidenciada recentemente quando declarou que o valor da sua reforma não lhe chega para pagar as despesas». Tal afirmação, «constitui um insulto aos trabalhadores, aos desempregados e aos reformados e pensionistas, que têm de viver com vinte ou trinta vezes menos do que os rendimentos de Cavaco Silva».
Sexto, a sua «permanente posição de hipocrisia quando, identificando muitos dos problemas do País, esconde ao mesmo tempo causas e responsabilidades».  Cavaco Silva é responsável pela situação da agricultura, da indústria, das pescas ou do mar.
Sétimo, o comprometimento anti-constitucional com a União Europeia e a estratégia global do capitalismo, na exploração, ingerência, guerra, domínio e ocupação que atinge povos e países em todo o mundo».
Na Presidência da República, Cavaco Silva é o «provedor dos interesses do capital monopolista, dos seus lucros, do saque dos recursos nacionais», concluiu Francisco Lopes.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118524/ :
Marcha em Guimarães
Os direitos são para defender

Mais de três mil trabalhadores participaram, em Guimarães, numa marcha em defesa das 40 horas semanais e contra as alterações à legislação laboral.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118523/ :
Acções da Interjovem por todo o País
Marchar por trabalho com direitos
«Contra o desemprego, não fiques parado! Marcha pelo trabalho com direitos» foi o lema das acções da Interjovem/CGTP-IN contra a precariedade e o desemprego, entre dia 16 e ontem.

Encontro de Jovens em Braga
Num encontro de jovens trabalhadores, promovido pelo Conselho Sindical Inter-regional Galicia-Norte de Portugal no Mitpenha, em Guimarães, participaram cerca de cem jovens do distrito de Braga e cerca de 30 da Galiza.

Acções em Castelo Branco
Em Castelo Branco, também no dia 20, realizou-se uma acção de contactos com jovens trabalhadores da Delphi, seguida de uma conferência de imprensa.

Contactos com jovens trabalhadores em Faro
Anteontem a acção decorreu em Faro contactando jovens trabalhadores no Centro de Emprego. À tarde, idêntica iniciativa teve lugar no Fórum Algarve.

Cordão Humano e Marcha em Lisboa
Convocada uma marcha com cordão humano, em Lisboa, com início no El Corte Inglés, onde foi colocado um MUPI sobre a situação dos trabalhadores daquele espaço comercial, prosseguindo o desfile até ao Centro de Emprego do Conde Redondo, passando por muitos locais de trabalho.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118516/ :
Travar redução salarial
Os trabalhadores da SEAE, no Barreiro, recusaram em plenário a intenção da administração de reduzir o horário em oito horas semanais a 15 trabalhadores e 16 horas a outros 21 a partir de 1 de Fevereiro e durante um período de seis meses, com redução de vencimento. Esta posição, tomada por unanimidade, ficou expressa num documento subscrito pela Comissão de Trabalhadores e entregue à administração.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118515/ :
Cerâmica Valadares
Cerca de 200 trabalhadores da Cerâmica Valadares, em luta pelo direito ao emprego e ao pagamento dos salários de Dezembro e do 13.º mês, deslocaram-se a Lisboa, no dia 19, para exigirem do Ministério da Economia e Finanças uma intervenção que garanta a continuidade e viabilidade da empresa e a suspensão de despedimentos,

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118512/ :
 Panrico despede 47
A Panrico está a proceder a um despedimento colectivo «ilegal» de 47 trabalhadores em Lisboa e Gulpilhares. O processo, iniciado dia 19, ocorre na sequência da compra da empresa pela Oaktree.
Nas cartas de despedimento não constam as datas das demissões e os visados foram os mais activos na greve geral. Entretanto, a empresa está a admitir contratados a prazo para as mesmas funções e o CCT não é respeitado.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118517/ :
Desempregados exigem mudança
A Direcção Regional de Braga do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) apelou à participação na marcha de Guimarães. Para o MTD, o «desemprego e a precariedade afectam a generalidade dos trabalhadores, das famílias e dos jovens bracarenses».
Muitos destes jovens, apenas têm ao seu alcance empregos através de empresas de trabalho temporário que, muitas vezes são despedidos por SMS ou trabalham 11 meses, seguindo-se o desemprego sem direito a qualquer tipo de protecção social. 
No distrito de Braga, há mais de 57 mil desempregados registados oficialmente, dos quais mais de 24 mil não recebem qualquer prestação social.

http://www.avante.pt/pt/1991/trabalhadores/118513/:
Telcabo quer encerrar a Tegael
Em Coruche, a empresa, Tegael, maior empregador privado do concelho, com 300 empregos directos e 90 indirectos anunciou, a intenção de encerrar aquelas instalações, embora seja viável.
Este encerramento tem «contornos insólitos», uma vez que a concorrente Telcabo adquiriu, em Abril, a maior parte do capital da Tegael por 4,5 milhões de euros e agora pretende encerrá-la, eliminando-a.

http://www.avante.pt/pt/1991/assembleiadarepublica/118478/ :
Jerónimo de Sousa rejeita acordo e reafirma confiança
«Quem vai ser derrotado no futuro é o Governo» 
O Secretário-geral do PCP acusou o Governo, patrões e UGT, «não há uma medida para promover nem o crescimento nem o emprego» mas, ao invés, uma orientação clara para «aprofundar o modelo de crescimento assente nos baixos salários».

Jerónimo de Sousa denuncia a política de saúde
Deu como exemplo o que está a acontecer nas urgências dos hospitais de Lisboa, após o encerramento deste serviço no Hospital Curry Cabral. A sua transferência para os hospitais de Santa Maria e de S. José traduziu-se num aumento significativo de doentes a precisar de internamento, afirmou o Secretário-geral do PCP, alertando para a circunstância de as urgências destes hospitais viverem neste momento o que classificou de «situação caótica».

Desafio a Passos Coelho
Jerónimo fez um desafio a Passos Coelho – que «anda sempre aí em viagem», observou – para que «vá lá ver, ao Garcia de Orta, ao Hospital de Torres Vedras, ao Hospital de Guimarães, ao de S. José e Santa Maria, esse espectáculo dramático de pessoas deitadas, ali, horas e horas, à espera de uma alternativa, de um internamento, que não conseguem».

Desculpas e ataques aos médicos
Alvo da crítica severa de Jerónimo de Sousa foi também o facto de o Governo desvalorizar profissional e socialmente os médicos, o que levou já centenas deles a entregar minutas de recusa do trabalho extraordinário, para além do obrigatório.
O líder comunista, numa alusão à notícia de que 700 médicos se preparam para emigrar para França, acusou que o Governo de fomentar esta política de emigração.

Negócios lucrativos
Lembrou que o presidente do BES Saúde disse que «melhor que o negócio da Saúde, só o negócio das armas».
Passos Coelho, na resposta, apesar de afirmar que «o SNS é indispensável», acabou por deixar escapar o que é verdadeiramente o seu pensamento sobre esta matéria ao afirmar que aquele «deve ser valorizado dentro do Sistema Nacional de Saúde». 

Saúde negócio ou saúde serviço?
Ao falar de sistema (onde se inclui a prestação de cuidados de Saúde que são fonte de negócio dos privados) e não apenas de serviço (o SNS), o primeiro-ministro quis deliberadamente incluir a componente privada, valorizando-a, de facto, e atribuindo-lhe, implicitamente, um papel e uma primazia, incompatíveis com a fruição do direito dos portugueses à Saúde, tal qual a Constituição o consagra.
Contra toda a evidência, e depois desse exercício de ilusionismo que foi dizer que «não obstante haver menos recursos» todos os utentes «serão bem tratados», mistificando a realidade, o chefe do Governo asseverou que tem havido na generalidade das instituições na área da Saúde «um reforço da sua capacidade de intervenção», devido «à aplicação de novas regras operacionais dentro do sistema mas também ao empenhamento dos profissionais». E, imagine-se, chegou mesmo a afirmar que «estamos num caminho de reforço do SNS».

Estudantes em luta
Os estudantes das escolas secundárias e básicas dos concelhos de Almada e Seixal manifestam-se contra a extinção do apoio ao passe escolar. À noite, na Sociedade Filarmónica União Seixalense, terá lugar uma outra iniciativa de protesto, animada com a actuação de várias bandas do concelho do Seixal.

Utentes contra aumentos dos transportes
O Governo volta a impor, a partir de 1 de Fevereiro, um novo aumento dos títulos de transportes públicos, o terceiro nos últimos 12 meses. O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, realizou, no Largo do Camões, em Lisboa, uma acção de protesto, com deslocação ao Ministério da Economia.
No Porto
No Porto, os Utentes dos Transportes Públicos manifestam-se no dia 31, às 17.30 horas, no Bolhão, contra os aumentos dos custos dos transportes, a redução de serviços, a privatização dos transportes e o aumento do custo de vida.

 http://www.avante.pt/pt/1991/BrevesNacional/118440/ :
Defender o Poder Local 
O Jornal Avante noticia muitas das acções das populações de todo o País em defesa do Poder Local Democrático e das freguesias.


http://www.avante.pt/pt/1991/europa/ :
Lutas dos trabalhadores nos vários países da Europa
Grécia, França, Itália, Bélgica, etc. têm sido palco de muitas lutas dos trabalhadores contra a política capitalista que aproveitando a crise que criaram, pretendem retirar direitos e condições sociais a quem trabalha. Também isto tem sido “censurado” na nossa comunicação social, mas o Jornal Avante não esquece. 

Enquanto a pobreza e a desigualdade alastram
Capital financeiro embolsa milhões
Os seis maiores bancos norte-americanos registaram lucros de dezenas de milhares de milhões de dólares em 2011, cenário que contrasta com o alastramento da pobreza e das desigualdades no país.
JPMorgan Chase, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs,Morgan Stanley e Bank of America acumularam mais de 50 mil milhões de dólares em ganhos líquidos durante o ano passado, o que representa um crescimento de cerca de 10 por cento face aos resultados conjuntos anunciados em 2010. 
Em 2010, o número de norte-americanos que viviam na pobreza era superior a 49 milhões, de acordo com gabinete de estatísticas dos EUA.

E creio que chega de exemplos de notícias e opiniões que os jornais e televisão não mostram.  
As notícias que dão, por vezes falando nos assuntos, escondem muitas das realidades aqui mostradas.