2 de fevereiro de 2013

A CIA na América Latina

Intervenções e democraCIA dos Estados Unidos

Há dias, relatei que, no passado dia 28, Cuba iria presidir à CELAC (Confederação da América Latina e Caribe). Tinha já também informado que, a secretária das Nações Unidas, Alicia Bárcena, qualificou como muito positivo o facto de que Cuba assumir a presidência da CELAC.

Informei também que os Deputados do PCP no Parlamento Europeu João Ferreira e Inês Zuber, defenderam que o Parlamento Europeu, deverá terminar urgentemente com a inaceitável "posição comum" contra Cuba, assumir uma posição de defesa do fim do bloqueio económico dos EUA a Cuba e estreitar relações com a CELAC.

Todas estas notícias foram escondidas nos nossos jornais e Televisão.

Vi entretanto na ARGENPRESS um artigo de Alberto Maldonado que relembra as intervenções da CIA no mundo e em especial na América Latina.


DemocraCIA, crimes e ingerênCIAs

Diz Maldonado que nos Estados Unidos da América (EUA) é um crime denunciar alguém que trabalha para a CIA. Quem o fizer pode acabar na prisão. E a propósito da Presidência de Cuba na CELAC, revela que, recentemente, apareceram em Santiago o "Sr. Ignacio Wolker e seu irmão Patrick, (agentes da CIA) que começaram a promover a CDAL (Centro de Abertura e Desenvolvimento), que é a contrapartida da CELAC".

Lembra ainda que a CIA é um aparelho que tem anualmente centenas de milhões de dólares de orçamento. Serve para garantir o neoliberalismo no mundo.

Há muitos casos na América Latina, que são bem conhecidos, como da intervenção da CIA. Anteriormente essa intervenção era do FBI, mas os governos consideraram que era mais prático ser o presidente do grande império a comandar diretamente essa ação através da CIA.

 
A "lei da bala"

Por alguma razão se diz que não há operação no mundo, que não envolva a CIA. Na américa latina, são constantes as intervenções da CIA como o assassinato de Salvador Allende, o ataque ao Panamá e a prisão de Piña, a agressão na República Dominicana, onde o povo elegeu um presidente que não era do agrado dos Estados Unidos, o bloqueio feroz e criminoso contra Cuba e muitas diversificadas agressões a países soberanos.

A CIA tentou o assassinato de Fidel e planeou o de Hugo Chávez Frias. Foram denunciadas verbas enormes para financiar a oposição aos presidentes ne América Latina, não do agrado dos Estados Unidos como Rafael Correa, Evo Morales e Chavez.

Tudo isto leva-nos a pensar o que virá a acontecer com as intervenções dos Ignacio Wolker, Patrick e a CDAL, peças da CIA.

É assunto que porventura virá ainda a fazer correr muita tinta, ou não caso a CIA consiga manter controlada, como tenta, a informação em todo o mundo.