15 de julho de 2015

O que acontece na Grécia

Lições que temos que aprender

Cada vez mais se reforça a convicção de que, com esta “união europeia”, não é possível resolver a crise que o capitalismo criou. A austeridade que a EU está a impor à Grécia, a Portugal e a outros países visa exclusivamente ir buscar dinheiro aos povos, aos trabalhadores, para o transferir para os Bancos dominados pelo grande capital financeiro.
A Grécia, por ser o país onde a crise mais se adiantou em relação a outros, mostra-nos o caminho que, cedo ou tarde, nos espera.
E o caminho para servir o povo não passa por Bruxelas. É o povo que terá que o abrir.

nem se constrói com salamaleques



Os planos coloniais

Numa primeira fase os grandes banqueiros que, apesar de se concentrarem na Alemanha, não têm pátria, acenaram-nos com a cenoura dos subsídios e “empréstimos” para pôr os países mais atrasados em igualdade com os mais avançados. Diziam ser a Europa da solidariedade. Era, na realidade, mais um passo no programa do imperialismo para dominar os povos.
Esses subsídios e empréstimos visavam, em especial, destruir a nossa economia já frágil, para comprarem por tuta e meia empresas que produziam. Visavam, e conseguiram, destruir as nossas actividades da Pesca, da Agricultura e Indústrias. Paralelamente passaram a vender-nos o que deixamos de produzir.
Com os empréstimos e os chamados subsídios para o nosso desenvolvimento, levaram-nos a fazer estradas e obras de grande envergadura, obras não produtivas, mas que permitiram negócios fabulosos em especial para a Alemanha. Para as fábricas e outros meios de produção, não vieram subsídios.
Recordemos os avisos como os aqui publicados em texto anterior.

Consolidação da dominação

Depois de estarmos bem endividados, credores e “mercados”, passaram a mandar em nós. E esse mandar foi feito por etapas para não dar nas vistas. Graças aos seus agentes colocados em Portugal e noutros países, representados pelos governos, impediram que o povo se pronunciasse em referendo sobre os Tratados que assinaram. A dependência económica foi-se consolidando por tratados e leis que esses governos de direita assinaram em nome do povo.
Assim esses “mercados”, esses bancos, montaram o maior negócio de sempre, com o dinheiro de quem (o) produz. E quem o produz fica em dívida.
Esta Europa não é dos europeus! É a Europa dos grandes banqueiros dos grandes capitalistas.
Chegamos aos dias de hoje com uma Grécia a caminho de ser uma colónia da Alemanha. Portugal caminha na mesma direcção. Tudo o que era nosso foi vendido. Pouco nos resta.
Em 38 anos de governos do PS do PSD e do CDS, esses partidos armadilharam a nossa economia e destruíram o nosso futuro.


"austeridade" para quem?

A solução que nos impõem é aceitar mais “austeridade” ou, traduzindo, transferir dinheiro do povo, das pensões, dos salários, dos impostos, para os seus bancos chamados “mercados” que passaram a ser chamados credores para legitimarem o negócio leonino que fizeram e a quem ficamos a dever cada vez mais. Ficamos a dever e ainda agradecemos o que nos fizeram. É a isto que eles chamam “austeridade”.
Os governos PS, PSD e CDS assinaram tratados com esses grandes capitalistas, e contraíram as  dívidas que nos amaram, dívidas para todos nós pagarmos. Aqui, na Grécia, como na Espanha e outros países. Quando ouvimos Passos Coelho a defender a Alemanha e a condenar a Grécia ouvimos o que ele diz para os portugueses: “Temos que aceitar, temos que ser mansos”. Aceitar o poder dos ricos que enriqueceram a nossa custa porque governos PS, PSD e CDS assim o permitiram e ajudaram.
Eles, todos, os grandes capitalistas e os governos e partidos que os servem, sabem bem que a dívida contraída é impagável. A eles isso não importa. O que é preciso é receber os juros que valem muito mais que a dívida.  O que é preciso é ir recebendo cada vez mais enquanto o povo aguentar. E aguenta, aguenta, dizem.