12 de julho de 2015

Aprender com os erros. Aprender com o passado

Quem te avisa, teu amigo é!

Em 25 de Janeiro foi aqui deixada uma mensagem de esperança. O povo grego dando a expressiva vitória ao Syriza, mostrava que queria uma alternativa à política que tinha conduzido a Grécia ao desastre. Também em Portugal, e em muitos outros países, os partidos "do grande capital" vendem-se aos interesses dos banqueiros em nome de uma "Europa da solidariedade". Em Portugal foi o slogan da "Europa connosco" que Mário Soares utilizou para a nossa integração na CEE. Desde 1977 que os partidos da política de direita PS, PSD e CDS "trabalham", juntos ou separados, para destruir a marcha de esperança e libertação do povo trabalhador que o 25 de Abril iniciou. Já lá vão 38 anos de retrocesso para os trabalhadores, 38 anos de restauração dos monopólios e do capitalismo financeiro.

Na Grécia o povo reagiu. Apesar das chantagens, das campanhas de amedrontamento os gregos derrotaram a sua troika, os PS e PSDs de lá. Apostaram numa alternativa de esquerda, na insubmissão perante a Europa dos banqueiros e especuladores.
Resistirá o Syriza a ponto de não desiludir o povo que nele confiou? O Syriza não tem assumido que não é possível uma alternativa, verdadeiramente positiva para o povo, no quadro da UE, das suas regras e leis. O Syrisa bem deverá saber que não é possível agradar a gregos e a troianos.
A alternativa que o povo deu sinais de querer, exige a ruptura com as imposições da Alemanha. Não sendo possível alterar a política da UE, será preferível pensar no futuro e preparar a saída desta "União". Não será fácil mas não há outra solução que defenda o futuro e os interesses do povo trabalhador.

Que poderá o povo aprender com os erros e com o passado?

38 anos de política de direita, a destruir o caminho que o 25 de Abril abriu, deveriam chegar para termos aprendido. 38 anos de mentiras, de corrupção, de roubos, de desvios de dinheiro e de bens, de privatizações, da venda do país aos grandes grupos económicos, de aumento das desigualdades. Os muito ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais e mais pobres.
Para isto ser possível o poder financeiro dominou os meios de comunicação e serviu-se de politólogos, comentadores, pretensos jornalistas e tantos outros que se venderam para desinformar, para ajudar a enganar, para distrair, para fazer censura, para silenciar os que defendem outros interesses.
As pessoas para aprender precisam de estar informadas, de conhecer a realidade e as alternativas.
Avisos houve!
Dos muitíssimos exemplos repito um já aqui publicado:

Vídeo histórico e actual