4 de dezembro de 2012

A Crise do Capitalismo



Tempo de grandes mudanças históricas


Jerónimo de Sousa na abertura do Congresso do PCP fez uma caracterização muito interessante da situação internacional que vivemos no presente.

A luta de classes

“Por um lado, o aprofundamento da crise estrutural do capitalismo a que está associada uma violenta ofensiva exploradora e agressiva visando fazer retroceder e liquidar conquistas e direitos alcançados ao longo do século XX”.

“Por outro, a forte resistência e luta dos trabalhadores e dos povos de todos os continentes, luta que os grandes órgãos de comunicação escondem e que nós temos de valorizar, até pelo encorajamento que representa para a nossa própria luta em Portugal”.

Jerónimo de Sousa, detalhou muitos dos aspectos desta crise. Para não alongar este texto realço alguns que me parecem de destacar.

As contradições do capitalismo

“Trata-se de uma situação contraditória, muito complexa e instável, em que grandes perigos de um retrocesso social de dimensão civilizacional coexistem com reais possibilidades de transformação progressista e revolucionária. “... o desenvolvimento da luta e a tomada de consciência da real natureza exploradora, agressiva e predadora do capitalismo, demonstram a existência de reais possibilidades de resistência ao imperialismo e de desenvolvimento da luta pela superação revolucionária do capitalismo”.




O grande estoiro do capitalismo

“A crise cíclica do capitalismo desencadeada em 2007 continua sem fim à vista, envolvendo particularmente as grandes potências capitalistas numa situação de estagnação e recessão económica prolongada e mesmo, como nos EUA, a ameaça de um novo estoiro de grande dimensão".

O desespero do capitalismo, traduz-se no ganhar tudo o que puder e até onde puder

De acordo com a característica do capitalismo, do poder do mais forte, da lei da selva, do salve-se quem puder, as classes dominantes procuram sacar aos à classe média tudo o que podem para acelerar a concentração do capital. Para isso atacam e destroem "direitos e conquistas sociais e políticas alcançadas pelos trabalhadores dos países capitalistas, particularmente após a 2ª Guerra Mundial, e sob a influência das realizações da União Soviética". 
Libertos da influência da União Soviética exploram, roubam os povos e trabalhadores alastrando guerras e conflitos. 

O capitalismo é uma doença que cria os anticorpos que o destroem

Para reduzir salários e aumentar a exploração, servem-se do desemprego massivo. Assim cresce o fosso entre ricos e pobres e alastra a pobreza. O capitalismo apodera-se dos sistemas públicos de Saúde, do Ensino e Segurança Social; das funções sociais do Estado, através das troikas, que impõem “programas de ajustamento estrutural” como o pacto de agressão que está a ser aplicado em Portugal.

É assim o capitalismo que na fase actual, tudo faz para tentar sobreviver, mas que simultâneamente cria os anti-corpos (a consciência social) que levarão à sua morte.