9 de dezembro de 2012

Os Mercados e os Mitos (conclusão)


De nada valem as justificações do Governo quando vimos fazerem ao contrário do que seria preciso


Os governos de direita justificam-se com a necessidade de recorrerem aos mercados. Contudo isso é consequência das políticas económicas e financeiras que destroem a nossa sustentabilidade e nos fazem perder a independência.



Primeiro foram as privatizações das empresas estratégicas. Depois foi a destruição da Agricultura das Pescas da Industria e de muitos sectores da produção nacional. Depois foi o uso e abuso dos subsídios que parecia serem uma ajuda e rapidamente se revelaram ser um negócio especulativo com altas vantagens para quem nos "ajudava". Assim acabamos por perder a nossa autonomia financeira.

Governo ao serviço do capitalismo e não dos trabalhadores e do povo

Carvalhas denuncia: Se "Portugal tivesse um governo patriótico ao serviço do povo e do país" nada disto acontecia. Impunha aos bancos que assumissem as suas responsabilidades e libertava dinheiro para financiar a economia nacional. "Na verdade, fala-se muito da dívida pública para se esconder a dívida privada e em particular a da Banca! Para se esconder que se está a resolver os problemas do sistema financeiro à custa da dívida pública, à custa do corte de subsídios, dos salários, das reformas e do aumento brutal de impostos".

Profetas da desgraça?

"Quando o PCP afirmava, que o governo estava errado e a criar falsas expectativas para fazer passar as suas medidas, que 2013 ainda seria pior do que 2012, e que ao contrário do que dizia o Ministro das Finanças e a troika, não haveria nenhuma recuperação em 2012, analistas, economistas e académicos chamaram-nos profetas da desgraça! Infelizmente tínhamos mais uma vez razão". 

É preciso avisar toda a gente

"O país precisa de romper com este rotativismo. Precisa de um governo de esquerda com uma nova política assente no crescimento económico que, para ter êxito, necessita da intervenção empenhada e criativa dos trabalhadores e das suas organizações de classe e deste grande Partido, patriota e internacionalista: o Partido Comunista Português".