13 de setembro de 2011

Contra a política de direita

Rejeitar o programa de agressão, lutar por um Portugal com futuro


Em conferência de imprensa de ontem, Jerónimo de Sousa, mais uma vez alertou para o que o PCP vem há muito denunciando: que "o país está confrontado com uma profunda recessão económica e uma dramática situação social. Uma realidade que, sendo inseparável de mais de 35 anos de política de direita, do processo de integração capitalista na União Europeia, da natureza do capitalismo e da crise, é brutalmente agravada com a concretização pelo actual governo do programa de agressão e submissão que PS, PSD e CDS subscreveram com o FMI e a União Europeia".


A espiral de afundamento do país

Disse também que "Os últimos dados divulgados pelo INE sobre a evolução da economia portuguesa têm tanto de assustador como de aviso. (No primeiro semestre do ano assistimos a quebras históricas em termos homólogos no consumo público -4,5%, no consumo privado -3,4% e no investimento -12,5%. Valores que confirmam uma perigosa espiral de afundamento do país e que ameaçam pulverizar as já de si assustadoras estimativas que apontam para uma quebra em Portugal do Produto Interno Bruto de - 2,2% em 2011 e de -1,8% em 2012.)".

Mostrou ainda que "Com mais de 3000 empresas encerradas desde o início do ano, Portugal regista hoje níveis de investimento e produção industrial idênticos aos de 1996 e a produção do sector agrícola e do sector da construção é hoje inferior à produção registada em 1995. Um processo de declínio económico e de acelerada destruição do nosso aparelho produtivo. Um salto atrás de 15 anos."


A alternativa é uma política patriótica e de esquerda

Confirmando a alternativa que vem sem apontada pelo PCP e que os Governos do PS e agora do PSD, CDS têm rejeitado, Jerónimo de Sousa afirmou, mais uma vez, que "A gravidade da situação nacional revela, a cada dia que passa, a necessidade de proceder, tal como o PCP propôs, a uma imediata renegociação da dívida pública – nos prazos, nos montantes e nos juros – libertando o país dos condicionalismos que daí recorrem e abrindo caminho para a adopção de políticas que permitam o crescimento económico e uma mais justa distribuição da riqueza". Concretizando insistiu que "a resposta aos problemas com que o país está confrontado, designadamente no plano económico, implicam um rumo inverso ao que tem vindo a ser seguido".


É preciso reagir. É preciso lutar

São necessárias medidas urgentes de combate à recessão que impliquem o controlo de importações e a sua substituição por produção nacional na agricultura, nas pescas e na indústria".
Relembrou as propostas feitas pelo PCP e a necessidade urgente de as concretizar. Reafirmou o "apelo à máxima participação dos trabalhadores e do povo português, na jornada de luta que terá lugar no próximo dia 1 de Outubro, convocada pela CGTP-IN" e a certeza de que os comunistas estarão "na linha da frente na defesa da nossa soberania, do desenvolvimento e da justiça social, de um Portugal com futuro".