9 de julho de 2011

Reflectir no que se passa e aprender

É preciso MUDAR a sério! 

Cassete?
 
Foi ontem à noite o Comício do PCP em Lisboa e o discurso de Jerónimo de Sousa.  Mais uma vez o PCP pela voz do seu Secretário Geral, voltou a alertar para o grave caminho que tem vindo a ser seguido pelos governos de direita. É a isso que alguns chamam a “cassete”. Contudo, não sendo uma cassete, é a reafirmação cada vez mais provada que o PCP tem razão. Esta política, servindo para alguns, não serve o país não serve os trabalhadores e o povo. Passos Coelho segue as pisadas de Sócrates. Passos Coelho e o PSD, agora de braço dado com Paulo Portas e o CDS-PP apresentou um programa de governo que é a continuação agravada da política anterior e do acordo com a troika negociado por Sócrates. 
 
Falsas promessas
 
 
A campanha eleitoral do PSD foi feita com a promessa de “Mudança” aproveitando de forma oportunista o sentimento de desejo de uma nova política como defende o PCP há muitos anos. Os panfletos distribuídos por Passos Coelho, com a sua fotografia em grande plano, diziam: “ESTÁ NA HORA DE MUDAR” Em letras mais pequeninas prometiam “ o nosso compromisso com os trabalhadores portugueses”. No interior desse compromisso diziam os papeis: 
A tal ideia de mudança, que não convém a alguns, porque assim é que estão bem, e que apelidavam de “cassete dos comunistas”, passou a ser defendida por muitos políticos, técnicos, comentadores, e outros que tais, que, sem dizerem que o Partido Comunista, afinal, é que tinha razão, passaram a expressar por outras palavras, aquilo que o PCP diz há anos. É preciso apoiar a nossa economia. Esta "austeridade" gera depressão. É preciso apoiar a nossa agricultura (Paulo Portas passou a andar de boné e a visitar os agricultores). É preciso defender as pescas (Cavaco evitava falar nas “pescas” não fossem as pessoas lembrar-se que foi ele que destruiu a frota pesqueira, e por isso diz “potencialidades do mar”). Aconteceu até, calculem, que apareceram políticos e comentadores a defender, ainda que timidamente, a “reestruturação da dívida”. Diziam “reestruturação” para não dizer o que o PCP sempre defendeu “a renegociação da dívida”. Outros preferiram a palavra "reprofilage". Os que criticavam o PCP por defender que Portugal não se devia subordinar às políticas dos “mercados” indignaram-se, agora, com a classificação de  “lixo” a Portugal e, ainda por cima, logo na ocasião em que o novo Governo deu os primeiros passos de coelho para, nervosamente, cumprir as exigências dos “mercados”. 

Ah! valente!

Passos de Coelho, que apesar de ter levado “um murro no estômago”, fincou bem os pés para não recuar, prosseguiu o mesmo caminho da fuga p’rá  frente, esquecendo-se que tinha dito antes das eleições, que “É PRECISO MUDAR”. Pelos vistos um “murro no estômago” não chega para o fazer mudar. Passos Coelho continua o caminho de Sócrates, caminho que a direita há 30 anos, vem impondo a Portugal. Caminho da submissão ao grande capital, seja o americano, seja o europeu, se é que é possível distinguir.  
Por isso o PCP há 30 anos que é obrigado a recorrer à “cassete” para alertar que a política de direita não serve a Portugal e aos portugueses. Muita gente continua a ser enganada pelas promessas de “mudança” que a direita é obrigada a fazer para ganhar eleições. Mas, como disse Jerónimo de Sousa, o PCP é “Um Partido que não se rende!”. 

A política que Portugal e os portugueses precisam

É cada vez mais evidente que “com este programa, com esta política, com as medidas previstas é o afundar do país no pântano em que a política de direita o fez mergulhar”
O PCP continua a lutar, e com razão, por uma alternativa política. Uma MUDANÇA verdadeira que significa: “Rejeitar o programa ilegítimo de submissão externa, renegociar a dívida pública, defender a produção nacional e uma justa distribuição da riqueza,…” uma política “patriótica e de esquerda de que o país precisa”, em torno da qual se devem mobilizar e unir os trabalhadores e o povo.