7 de junho de 2011

Guerra na Líbia

05/06/2011 12h14 - Notícia de Globo Atualizado em 05/06/2011 12h20
Com helicópteros, Otan continua bombardeios à capital da Líbia
Emissário russo deve chegar ao país na segunda para negociar.
Revolta contra o regime Kadhafi já deixou mais de 10 mil mortos, diz ONU.


Com este cabeçalho começa uma notícia do Jornal Globo que passo a comentar.
Quase não se fala da Líbia, mas a guerra, os bombardeamentos, e a destruição em nome da defesa das populações, continua a matar indiscriminadamente. Diz o lead da notícia:

A capital da Líbia, Trípoli, continua sendo alvo de ataques aéreos da OTAN no sábado (4) e no domingo (5), com o início das ações de helicópteros de combate britânicos e franceses, enquanto se espera a chegada de um emissário russo no país na noite de segunda-feira.

Helicópteros britânicos Apache, que foram usados pela primeira vez na noite de sexta-feira, executaram no sábado um novo ataque perto de Brega, posição mais ao leste das forças pró-Kadhafi, e destruíram lança-foguetes, informou neste domingo o ministerio de Defesa britânico.

Em paralelo, aviões de combate Tornado do Exército britânico participaram de um "grande ataque", da Otan contra um depósito de misseis antiaéreos em Trípoli, segundo o ministério.





Por aqui se vê a extensão de uma guerra que envolve, para além dos revoltosos, a Nato com meios bastante poderosos. São quase quatro meses de bombardeamentos diários e do mais variado apoio militar aos revoltosos. 

Continua a notícia "Na noite de sexta-feira, helicópteros de combate franceses e britânicos entraram pela primeira vez em ação... Helicópteros Apache atacaram a instalação de um radar e um posto de controle militar perto de Brega. Ao mesmo tempo, helicópteros franceses Tigre e Gazelle destruíram "dezenas de alvos, inclusive um comboio de veículos militares", informou o Exército francês...

No plano diplomático, a rebelião se fortaleceu com a visita do secretário britânico de Relações Exteriores, William Hague, a Benghazi, reduto dos insurgentes no leste do país, no sábado.

Desde o início da rebelião, em meados de fevereiro, a repressão do movimento provocou entre 10 mil e 15 mil mortes e obrigou a fuga de 890 mil pessoas, segundo dados da ONU.




Em 22 de Abril a RTP informou que "O Secretário de Estado, (EUA) Robert Gates, anunciou que os Estados Unidos vão enviar para a Líbia drones (aviões não tripulados) armados, para combater ao lado das forças da coligação internacional e atacar os apoiantes de Kadhafi. Os americanos argumentam que os aviões não tripulados vão dar maior “capacidade de precisão” ao seu ataque, evitando vítimas civis.

O almirante Mike Mullen chegou mesmo a afirmar que os ataques aéreos da coligação têm contribuído para reduzir em 30 ou 40 por cento as forças de Kadhafi, mas admitiu que o conflito está a chegar a um beco sem saída.

“O presidente Obama disse que estes (drones Predator) têm capacidades únicas, que está disposto a usar”, afirmou Robert Gates, colocando-os à disposição da NATO".


Há coisas que escapam à minha inteligência. Como é que revoltosos com o apoio generalizado das populações, dos militares que também são povo, e de meios tão poderosos como os da NATO, França e Inglaterra, aviões Predator dos EUA, durante quatro meses ainda não controlam o país?
Onde é que Kadafi vai buscar as forças?