15 de junho de 2011

Bombardeamento humanitário?

Depois de ter editado o post abaixo, vi esta notícia no Jornal Público:
"...Dentro da Aliança Atlântiva há opiniões divergentes e dúvidas sobre a capacidade de a NATO manter uma operação de longa duração na Líbia. "Estamos a fazer esta operação com todos os meios que temos disponíveis... Se se prolongar, esses meios vão tornar-se [insuficientes]", disse o general Stephane Abrial..." 


Genocídio?

A NATO comandada pelos EUA, França e Inglaterra bombardeiam diariamente, há quatro meses, as principais cidades Líbias. Utilizam todas as espécies de bombas, misseis, aviões teleguiados, helicópteros.  São já muitos milhares de bombas e mísseis cada um capaz de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra estrutura de água, esgoto, gás e luz estão sèriamente danificados.
As bombas usadas contem DU (Uranio depletado) tempo de vida 3 biliões de anos (causa cancro e deformações genéticas). Armas ainda mais evoluídas que as usadas no Vietname.
Metade das crianças líbias estão traumatizadas, física e psicológicamente por causa das explosões.
Com o bloqueio marítimo e aéreo da NATO, com o bombardeamento de fábricas de produtos hospitalares, principalmente as crianças sofrem com a falta de remédios e alimentos.
A água está imprópria para consumo em grande parte do país. 
Cerca de 150.000 pessoas por dia, deixam o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egipto. 


Muitas vão para o deserto sem abrigo, sem água e sem comida.Mesmo que o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver. A população da Líbia era de 6,5 milhões de habitantes.

As pessoas viviam bem e o país era o de melhor nível de vida de toda a África. As pessoas não fugiam. Pelo contrário muitos naturais de outros países se deslocavam para a Líbia, para estudar e trabalhar. Quais foram as causas de um ódio tão violento? Os ódios começaram em 1969, quando o Conselho Revolucionário do Comando da República Árabe Líbia tomou a decisão de retirar do seu território todas as bases militares estrangeiras. Nessa altura os interesses dos EUA e da Grã-Bretanha sofreram um grande revés. A partir de então foram várias as tentativas para colonizar a Líbia.
    
Não podemos acreditar no que dizem os órgão de comunicação controlados pelos interesses que têm apoiado a rapina do petróleo dos países árabes.
Há muitos artigos e dados independentes, na Internet, que devem ser consultados.
A Constituição da República Portuguesa defende a resolução negociada dos conflitos. Esta guerra atinge as proporções de genocídio de uma população que vivia pacificamente e com boa qualidade de vida. 
Não devemos ficar indiferentes.


O que mais me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons
Martin Luther King


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