5 de março de 2011

A Regra e a Excepção

"Os partidos são todos iguais" é a regra que a direita quer impor. Mas, toda a regra tem uma excepção. A excepção é o PCP.


Jerónimo de Sousa no 90º Aniversário do PCP disse:

Criado em 1921, o PCP nasce do movimento operário português e do efeito galvanizador da Revolução Socialista de Outubro de 1917. Expressão de uma necessidade histórica da classe operária portuguesa, a sua criação marcou o início de uma nova etapa do movimento operário em Portugal, tornando-se o instrumento indispensável para a concretização da sua aspiração à transformação da sociedade.


Desde esse já longínquo ano de 1921 que o PCP não tem tido uma vida fácil. Vindo dos sectores mais combativos do movimento operário, nomeadamente dos militantes sindicalistas revolucionários, o PCP teve que travar uma exigente batalha política e ideológica contra a estreiteza do anarquismo que, nessa altura, era a corrente dominante no movimento operário e contra o oportunismo de direita do Partido Socialista.

Apenas com cinco anos de vida e em resultado do golpe militar de 28 de Maio de 1926 que abriu o caminho à instauração do fascismo em Portugal, o PCP é proibido e perseguido, é forçado a actuar na mais severa clandestinidade e é objecto da mais violenta repressão. O fascismo não se engana na hierarquização dos seus inimigos: o PCP é o alvo privilegiado da selectiva repressão fascista. Mas enquanto todos os partidos existentes forçados ou não, desistiram, o PCP resistiu e nunca desistiu.


O PCP é o único partido político que atravessa os 48 anos da ditadura sem se render, nem abandonar a luta, comprovando a justeza da afirmação de que os partidos não são todos iguais.