3 de dezembro de 2014

Estados Unidos da América, Canadá e Ucrânia do lado do Nazismo


Os Estados Unidos, o Canadá e a Ucrânia foram os únicos países que, numa reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, votaram contra o projecto russo de resolução condenando o nazismo. 
O documento é dedicado ao 70º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial, que acontecerá no próximo ano.

A favor do documento apresentado pela Rússia votaram 115 dos 193 estados membros da ONU. Três países votaram contra: Canadá, EUA e Ucrânia. As restantes 55 delegações, incluindo a da União Europeia, abstiveram-se de expressar suas opiniões sobre este assunto.

A política do imperialismo, confirma-se constantemente. Exploração extrema, violação dos Direitos Humanos, tortura e prisões arbitrárias, constantes golpes para derrubar democracias, apoio aos mais tenebrosos ditadores como Pinochet, Mubarak, Somoza, Suharto, etc. etc. em África, América do Sul e na Ásia. 

Da Voz da Rússia, extraí alguns trechos da informação. A resolução, condena tentativas de negar o Holocausto, exorta a garantir a ratificação universal e a aplicação eficaz da Convenção internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial. O documento expressa preocupação com a glorificação do movimento nazista e dos antigos membros da organização Waffen-SS.

Tudo isso se baseia nos princípios adoptados pela ONU desde o fim da Segunda Guerra Mundial e dos Julgamentos de Nuremberg. Mas ultimamente alguns países têm-se afastado desses princípios. Na Ucrânia, soldados da Guarda Nacional põem suásticas em seus uniformes. Nos países bálticos, o dia da libertação dos ocupantes fascistas é declarado dia de luto. Estes e outros fatos causam preocupação em Moscovo e na maior parte do mundo. Mas não em Kiev, Ottawa e Washington, nota o vice-presidente do Comitê para assuntos internacionais do Conselho da Federação russo, Andrei Klimov.

O presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko, declara publicamente que o país está preparado para uma guerra total com a Rússia. Total quer dizer por todos os meios e formas. Isto não é apenas uma ideologia, mas também uma terminologia hitleriana. Mas a Europa, como na década de 30 do século passado, está escondendo a cabeça na areia: espera o assunto seja resolvido sem ela, enquanto que ela, despercebida, defende seus interesses. Esta política de avestruz não vai levar a nada de bom, adverte o senador Andrei Klimov:

“Tal política já resultou em seu tempo na Segunda Guerra Mundial. Os europeus incentivavam o agressor durante muito tempo guiados por certas considerações racionais de que, supostamente, incentivando Hitler, eles poderiam assim pôr a União Soviética em seu devido lugar. E acabaram mal – praticamente todos foram vítimas de ocupação. Infelizmente, a história se repete”.

Hoje, na véspera do 70º aniversário da vitória sobre o fascismo, este monstro está a renascer. E existem Governos a apoiá-lo. A resolução visa lembrar aos países, as consequências de uma tal política e a inviolabilidade do veredicto dos Julgamentos de Nuremberg. É bom lembrar antes que seja tarde demais.