20 de outubro de 2014

PONTO DA SITUAÇÃO

Nestes meses de ausência, que aconteceu?

No essencial nada de novo. Agravaram-se os problemas criados pela política de direita que nos tem desgovernado há quase 40 anos.

Os embustes continuam

O Primeiro Ministro anunciou a saída da troika, e a “saída limpa”. Mais uma mentira. 
Continua a política das troikas, nacional e estrangeira. 

Tem vindo a piorar os serviços de saúde num claro boicote para favorecer os serviços privados que custam fortunas ao Estado.
Prossegue o desinvestimento público para facilitar as privatizações.
Alastra a pobreza que atinge um quarto da população do país. 
Aumentou a emigração o que tendo reduzido a percentagem de desemprego, na realidade não aumentou o número de postos de trabalho. É por isso necessário que passemos a contar a evolução dos postos de trabalho e não as percentagens manipuladas pelo Governo. 

Os mesmos sempre a pagar

Continua o ataque aos salários e pensões agravados com o aumento do custo de vida. 
Revelou-se o caos a que a justiça foi conduzida com a chamada reforma judicial e o novo mapa judiciário. 
Foi vergonhosa a degradação das condições de ensino, o desrespeito pelos professores e o caos criado nas escolas no início do ano lectivo.
Prosseguiram as tentativas de redução e liquidação de novos serviços públicos, para entregar aos negócios privados sectores como o das águas e tratamento dos lixos. 
Prosseguiu a política fiscal que penaliza quem trabalha e protege o grande capital. 

Os grandes negócios dos privados

No domínio dos negócios da banca privada, continuaram os escândalos, como no BPN, agora com o maior banco privado do país, o Espírito Santo e o grupo GES. Conhecida a falência do Banco Espírito Santo/GES, que o Governo garantia que estava de boa saúde, foi dito que os portugueses não teriam que suportar os custos. Contudo, apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo. Pouco tempo depois o Governo teve de confessar os valores que o estado despendeu e vai transferir, para os privados, fazendo o povo e ao País pagar os custos da especulação e da gestão danosa dos grandes grupos financeiros.
A Portugal Telecom, empresa estratégica, apresentada como exemplo de afirmação nacional no sector das telecomunicações, tal como outras grandes empresas nacionais, está a ser entregue a grupos estrangeiros.

E o futuro? Será o que nós quisermos!

A proposta de Orçamento do Estado para 2015,  confirma a política de desastre da direita, das troikas, e o roubo aos portugueses.

Prosseguiu a promiscuidade entre poder político e poder económico e a impunidade do tráfico de influências e os casos de corrupção. Continuam as fugas de capitais, os offshores e a sangria dos já poucos recursos dos portugueses.

Continuamos a ser enganados pela contra-informação lançada pelo Governo e grupos económicos que dominam a Comunicação Social, como aconteceu com o Salário Mínimo Nacional. 

Também no domínio do embuste, o PS inventou uma eleição para primeiro-ministro forma de iludir a sua política. 
A direita, não tendo possibilidade de salvar um governo desacreditado, está agora a preparar o PS para, com outras caras, prosseguir a mesma política. É conhecida a táctica: "é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma".

Existem alternativas. Sim, existem!

Tudo isto só prova que o que é preciso é a alternativa às políticas e não a pessoas. Na realidade precisamos de uma política patriótica e de esquerda. Patriótica que trave a submissão e venda do país aos grupos monopolistas estrangeiros e, de esquerda, para defender quem trabalha e quem está interessado em pôr Portugal a produzir.