3 de fevereiro de 2013

Conjecturas

As preocupações de Marinho Pinho
 

Diz Marinho Pinho que,  “Quando um juiz de direito emite um mandado de busca em branco quanto ao seu objecto, ou seja, uma ordem para apreender todos os documentos e objectos que se encontrem no escritório de um advogado e que possam constituir prova contra os seus clientes, incluindo os computadores pessoais e profissionais do advogado, isto é um acto de terrorismo de Estado”.

Será? Ou, como sempre acontece depende dos interesses que estão em jogo?


Com estes argumentos não se estarão a defender grandes criminosos, que prejudicam uma sociedade, um país?


Qual o medo de Marinho Pinho que se apurem as verdades?
Diz o povo e com razão que “quem não deve não teme”.


Será legítimo advogados serem bem pagos para esconderem ou falsearem os factos?


É defensável que quem tem muito dinheiro (normalmente obtido por corrupção) possa pagar a advogados para impedirem que se faça justiça através de expedientes? 


Nesta sociedade capitalista o roubo, para alguns, compensa. Quem muito rouba pode bem pagar a advogados que usam as leis feitas pela burguesia para encobrir os criminosos. Dias Loureiros, Isaltinos, Coelhones, Soares, Penedos, Vales e Azevedos, Duartes Limas, e muitos outros que tais, brincam com a justiça graças aos advogados bem pagos para a boicotar? A Marinho Pinho isso parece não interessar desde que os advogados sejam bem pagos.