21 de janeiro de 2013

BPN será o maior escândalo? Não. Há piores!

Dizem que a maior burla de sempre em Portugal foi a do BPN que nos leva 9.710.539.940,09 euros.  
Mas a maior burla não será a política de direita que nos leva à ruina?

ESTE ROUBO E ESTA POLÍTICA ESTAMOS A PAGÁ-LA COM O DESEMPREGO, CORTES NA SAÚDE, NA EDUCAÇÃO, NOS SALÁRIOS, AUMENTOS DE IMPOSTOS... A CONTA ESTÁ A AUMENTAR PARA OS NOSSOS FILHOS E NETOS, POR NOSSA RESPONSABILIDADE

Cada bebé que nasce agora tem já uma dívida de mais de 10.000 euros e que aumenta com os juros que temos que pagar.     

No caso do BPN, o PS deixou que o património e os lucros ficassem na posse dos acionistas privados e nacionalizou os prejuizos do banco privado.


BPN o Banco do PSD

O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando, a nossa custa, "colocações" para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas.
O BPN foi formado por gente do PSD para as negociatas e financiamentos obscuros e ilegais. É assim que funciona a política de direita. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco.

O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva.

Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.


A "nacionalização" para português pagar

Em 2008, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva.

O BPN faliu e o governo PS de Sócrates decidiu "nacionalizar" os prejuizos do banco privado, passando para os portugueses as dívidas dos seus acionistas privados e que ganharam fortunas. É assimk o Socialismo do PS. Nacionaliza os prejuizos e privatiza os lucros. O BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco Silva e também hoje na CGD.


Duarte Lima mais um amigo de Cavaco

Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco BPN por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.

Em 31 de julho, o Governo PSD vendeu o BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. O Governo vendeu o Banco mas os portugueses ficam a pagar as dívidas.

Mira Amaral o reformado milionário


O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, por ter sido 18 meses administrador da CGD.

Para além do Estado ter ficado com os prejuizos do banco privado, o banco foi vendido ao desbarato e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O Estado suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros). São assim os negócios dos partidos da direita. Primeiro o PS e depois o PSD.

Cavaco. o sem vergonha


As relações pessoais e partidárias de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito faladas. Mas Cavaco não teve vergonha e manteve-se candidato à Presidência da República. Pelos vistos os eleitores quiseram ter como Presidente um dos principais implicados no escândalo do BPN. Agora não se queixem por ter que pagar o que eles roubaram. Os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal não foram apenas amigos e colaboradores políticos de Cavaco Silva. Tiveram também negócios com ele.

Cavaco Silva fez também negócios com o BPN dos quais beneficiou directamente. Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%. Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor declarado da vivenda é de apenas 199. 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.

Os espertos - e os parvos que continuam a pagar


Oliveira e Costa colocou as suas propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem entretanto se divorciou após 42 anos de casamento.

Dias Loureiro também não tem bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros.

É nestes políticos da direita, da troika que nos rouba todos os dias e que afunda Portugal que os portugueses tem vindo a votar há 36 anos. Quando é que acordam. Alguns dizem que não vão votar. é a mesma asneira disfarçada. Não votar é deixar que eles continuem a roubar-nos e aos nossos filhos e netos. Não votar é cobardia. É deixar tudo na mesma. Precisamos de lutar para derrubar este governo e votar numa alternativa patrioticas e de esquerda.