14 de outubro de 2012

Dom Policarpo revela-se

Não é competente para falar de política
Mas... fá-la

Dom Policarpo, como altos responsáveis da igreja, à socapa, faz política, dizendo que não é competente para falar de política.
Aliás fala mais da política profana do que da política da hierarquia da igreja, que tem sido pródiga em "bons exemplos".

Ontem revelou-se preocupado com as manifestações. Mas não se mostrou preocupado com os trabalhadores, com os desempregados, com os pobres e com a fome a aumentar. Pelo contrário mostrou não está preocupado com a política que o governo está a fazer, considerando que "estes sacrifícios levam a resultados positivos".

Estamos mesmo a ver, não estamos?

Como não acredito que Dom Policarpo seja assim tão ignorante como se classificou, só encontro como justificação ele estar a pensar em alguns que beneficiam desta política, destes sacrifícios. Esses sim querem um povo manso, obediente e sacrificado.
Recordemos que ainda há pouco tempo Dom Policarpo disse que "é necessário aprender a viver com menos".

Porque não aprende Dom Policarpo a viver com menos?
Dom Policarpo não se revelou preocupado com os sacrifícios que fazemos. Não teve uma palavra de apoio aos que têm sido sempre sacrificados.
Não o disse mas, a acreditar no meu dedinho que adivinha, calculo que esteja muito mais preocupado que o povo desperte e um dia queira uma democracia de verdade em que seja "o povo quem mais ordena".

Quer Dom Policarpo queira ou não, isto desta "democracia representativa", em que o povo de quatro em quatro anos, é enganado por promessas, por quem melhor mente, e depois mais rouba, é coisa que tem os dias contados.