25 de abril de 2012

Defender Abril é defender Portugal


A importância das comemorações do 25 de Abril


A direita já várias vezes tentou acabar com as comemorações oficiais do 25 de Abril. 
Foi a indignação de muitos portugueses que os levou a recuar. 

Sabemos bem que governos que querem desrespeitar os valores de Abril, que pretendem rever a Constituição da República, querem também apagar da memória o que foi a libertação do fascismo.

É a contragosto que a direita celebra o 25 de Abril.

Bem sabemos que o Presidente da República, Governantes, e muitos dos deputados da direita quando discursam nestas comemorações estão a representar um papel de hipócritas.

É compreensível que a Associação 25 de Abril e os militares tenham decidido não participar nestas comemorações oficiais. O Manifesto que subscreveram, é uma justa e dura crítica à política que estes governos têm seguido contra a Constituição de Abril e contra os valores que Povo e MFA conseguiram reconquistar. 

Mário Soares e outros “históricos”, aproveitaram esta atitude para se afirmarem também muito pesarosos e solidários com esta posição. Mário Soares não é digno de tal atitude, nem ela nos faz esquecer que foi ele que esteve na origem da política de direita que arruinou o país e os portugueses. 
Mário Soares, na sua cega fúria anticomunista, aliado à CIA, Carlucci, Kissinger e outras forças da extrema direita e reacionárias - como ele próprio se gaba - encetou um plano de divisionismo dos portugueses e da unidade dos trabalhadores, para se  aliar ao poder capitalista e financeiro. Traindo o próprio Partido Socialista e a confiança que muitos socialistas tinham nele, meteu o socialismo na gaveta.

A partir de então, foi o que se viu. 

A adesão à Europa, aquela Europa que nos foi vendida como uma Europa Solidária, a Europa a que Mário Soares chamou a Europa Connosco. A Europa que nos faria enriquecer mas que exigiu a destruição da Agricultura, das Pescas, das Indústrias e nos obrigou a comprar o que eles vendiam. A Europa agiota que agora nos cobra juros especulativos impossíveis de aguentar. 

Vieram as privatizações e o roubo ao Estado e aos portugueses daquilo que era a sua riqueza. Em substituição das empresas destruídas Mário Soares ofereceu às grandes multinacionais, possibilidades de investimentos em Portugal a troco de mão de obra barata e muitas outras benesses. 
Muitas multinacionais exigiram que se aumentasse o desemprego e se retirassem direitos aos trabalhadores como referiu explicitamente o patrão da Sony japonesa. 

Assim se iniciou o aumento do desemprego, friamente calculado, para submeter os trabalhadores às exigência do capital estrangeiro. Criaram a UGT para “partir a espinha à Intersindical” e aos sindicatos, condição necessária para o poder económico retirar os direitos dos trabalhadores. Dividir para reinar foi a política imposta por Soares e executada por Gonelha.

Foram 36 anos de política de direita, sempre com a Troika PS, PSD e CDS-PP juntos ou “à vez”. Cada um destes partidos prometia fazer melhor do que o anterior. Mentiram sempre para ganhar votos. 
Uma vez no poder, compraram submarinos para encher as carteiras de alguns. 
Privatizaram e “desprivatizaram” bancos e empresas. Por cada operação o Estado e os portugueses eram roubados em milhões de euros. 
Os negócios privados e a corrupção levou milhares de milhões de euros ao país. Dinheiro pago com as reduções de salários, das pensões de reforma dos trabalhadores e tantos outros sacrifícios de todo o povo. 
Governantes do PS, do PSD e do CDS-PP deixavam os cargos, com elevadíssimas reformas e bons lugares milionários nos Conselhos de Aministração de muitas empresas. Nessas empresas, com a sua “experiência” continuaram os negócios para roubar o Estado, como nas Parcerias Público Privadas (PPP).

Estes partidos PS, PSD e CDS-PP com a sua política de direita, encheram os bolsos de uma minoria de grandes capitalistas e colocaram na miséria milhões de portugueses. 
Não são punidos pois as leis foram feitas por eles.

Arruinaram o país para as próximas décadas. 


É tempo de dizer BASTA! 
É tempo de defender os valores e conquistas de Abril. 
É tempo de rejeitar o Pacto de Agressão!
É tempo de exigir a renegociação da dívida!
É tempo de defender a nossa soberania!
É tempo de lutar!