2 de novembro de 2011

O governo faz o mal e a caramunha

Paulo Portas e as falinhas mansas

Na televisão, Paulo Portas deu a deixa da estratégia do "comer e calar". Disse que os portugueses devem ver o exemplo da Grécia que, se afunda, porque o povo está a desestabilizar as soluções que foram encontradas para salvar o país e a Europa.


Esperteza bastante primária. Felizmente as pessoas estão a aprender depois de tanto sugadas pelos vampiros.
As soluções para a crise, segundo a política que ele defende são: aumentar o horário de trabalho e reduzir os ordenados; aumentar o desemprego e reduzir os apoios sociais...etc. etc.
Não foram os trabalhadores que criaram a situação que estamos a viver. No texto abaixo isso é bem demonstrado. (clicar aqui)


Em Portugal, como em quase todos os países capitalistas, os grandes grupos financeiros vêm há anos a aproveitar a "crise" que criaram, para acentuar a exploração e fazer uma transfusão de dinheiro das classes exploradas para os grandes exploradores. A "crise" é para a maioria mas, para eles, a crise é um negócio muito lucrativo. Este facto é indesmentível pois os muito ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. As camadas médias da população, também elas exploradas, estão a desaparecer para se juntarem às camadas mais pobres.


Nos últimos 12 meses, o crescimento da fortuna dos mais ricos foi 2 vezes superior ao aumento da riqueza a nível mundial. Os mais ricos do mundo, 1% da população mundial, controlam quase 40% (exactamente 38,7%) da riqueza de todo o mundo!


Os governos eleitos pelos povos, fazem a política neoliberal dos poderosos, acentuando as desigualdas atravéz do que chamam "austeridade". Austeridade para a maioria, mas eles continuam a sugar o sangue e o dinheiro dos que trabalham.


Paulo Portas, avisou: Não podemos desestabilizar. Porque os "mercados" ficam nervosos (por perderem o negócio), e depois é pior.
Ou seja. Paulo Portas defende que devemos "comer e calar", porque quem manda são os "mercados".


Mas afinal quem desestabiliza?
Os que refilam por estarem a ser roubados, ou os que roubam?
Os que obrigam a trabalhar de graça, para poderem despedir mais, ou os que trabalham e não recebem?


Dizia Bertolt Brecht: "Dizem violento o rio que tudo arrasta..., mas não dizem violentas as margens que o oprimem".