16 de outubro de 2011

"Que fazer?"

O PROCESSO HISTÓRICO TEM LEIS QUE A PRÁTICA CONFIRMA

Venerando Matos, no seu blog Pedras Rolantes em "15 de Outubro - Dia Mundial da Indignação- o fim de um ciclo, o início de quê?aborda, com realismo, as questões que se colocam hoje a muitas pessoas que, vítimas da exploração, sem perspectivas de futuro, “indignadas”, querem uma alternativa para esta sociedade. Coloca, VM, questões como os perigos da desorganização e desespero de muitos que consideram que “este tipo de manifestações parece começar a esgotar-se”. 

Diria que a desorganização e desespero estão de facto associados. Organizemo-nos e o desespero será transformado em força, em consciência colectiva, de classe, em determinação para alcançar objectivos comuns.

É também a organização que, pelo debate e partilha de ideias, levará certamente a “um programa mínimo de acção”, que substitua a ideia perigosa e inconsequente de uma “ideologia difusa dos protestos”, e tenha por objectivo agregador “uma alternativa à actual fase selvagem e neo-liberal do capitalismo” ou mesmo a alternativa ao capitalismo como fase histórica ultrapassada;



É esta forma de caminhar que, creio, resolve as outras questões colocadas por Venerando Matos:

Mas este caminho, organizado e tendente a uma plataforma de unidade anticapitalista, só é viável a partir das estruturas de classe existentes (independentemente de a dinâmica conseguida levar à sua adequação). E, para sermos realistas, essas estruturas organizadas, são sem sombra de dúvida os partidos anticapitalistas, os sindicatos e outras organizações de classe dos trabalhadores, que terão que criar a unidade necessária, para alargar as frentes de luta. O resto é conversa para baralhar e dividir.

Então, serão as massas de trabalhadores e seus aliados que pela dinâmica criada definirão os caminhos e as estratégias a adoptar. Como disse Antonio Machado “o caminho faz-se caminhando” desde que saibamos, todos, para onde queremos ir.