11 de setembro de 2011

11 de Setembro

11 de Setembro, data fatídica para os povos no mundo


Os atentados de 11 de Setembro de 2001 serviram e ainda continuam a servir de alibi aos EUA para as suas acções de guerra e agressão e, assim, impor a sua dominação no mundo. Os objectivos são claros: controlar os recursos energéticos de muitos países, que se mantinham independentes, face aos interesses do grande capital.

A pretexto da "luta contra o terrorismo" e da "segurança dos EUA" foram invadidos e ocupados países soberanos, subjugadas populações, assassinados centenas de milhar de civis, entre eles mulheres e crianças. 

Crimes contra a humanidade

Os EUA através da CIA ampliaram os seu crimes, com a prisão arbitrária de supostos "terroristas", com o uso da tortura em campos de concentração, em prisões secretas, tudo isto à margem da lei internacional. 

Com a justificação nos atentados de 11 de Setembro de 2001 os EUA modificaram as leis para restringir e suspender direitos humanos, continuaram a aumentar o seu potencial de guerra, desenvolveram novas e mais poderosas armas, inclusive de destruição massiva, impuseram a sua acções punitivas à margem da ONU sempre que esta entidade não as aprovava. Rasgaram tratados, as Leis Internacionais e a Carta da ONU. Imposeram a NATO como organização global ofensiva, braço armado das principais potências imperialistas, acção que o nosso governo apoiou em flagrante desrespeito pela Constituição da República Portuguesa. 

A hipocrisia declarada

O exemplo do que se passa na Líbia com o apoio dos EUA aos grupos terroristas que dizem combater, como a Al Queida, mostra bem que o imperialismo não olha a meios para atingir os seus fins. 

Não é possível afirmar que os atentados do 11 de Setembro de 2001 foram preparados pelos serviços secretos norte-americanos para iniciar o "novo século da América", pois a administração norte-americana tem negado aos investigadores destes factos, esclarecimentos sobre questões com que esses investigadores têm esbarrado nos seus trabalhos. Sempre que alguma dúvida se levanta, logo são acusados de adeptos da "teoria da conspiração". Mas que o 11 de Setembro de 2001 serviu para justificar a escalada da agressão dos EUA a muitos países soberanos, disso não pode haver dúvidas.

Outros 11 de Setembro

Mas o 11 de Setembro de 2001 não pode apagar o 11 de Setembro de 1973. O derrube de Allende, presidente eleito no Chile, para impor o ditador Pinochet, foi um atentado muito pior e de muito mais graves consequências que, declaradamente os EUA prepararam e financiaram.

Esse atentado, preparado pelo presidente Nixon que autorizou pessoalmente o financiamento da oposição a Allende, como a organização terrorista Patria y Libertad, de orientação nacionalista-neofascista, organizada pela CIA, e a ostensiva interferencia na política interna chilena, com do Projeto Fubelt - Track II ou "política dos dois trilhos"), com o objetivo de impedir a ascensão de Allende ao governo. Os EUA submeteram o Chile a um bloqueio económico. Os Estados Unidos adotaram a estratégia de sufocar gradualmente a economia chilena até que um levante das Forças Armadas pusesse fim à "via chilena para ao socialismo". Edward Korry, o embaixador norte-americano em Santiago, dizia: "não permitiremos que nenhuma porca e nenhum parafuso (americanos) cheguem ao Chile de Allende". 

Paralelamente, a extrema direita neofascista do Patria y Libertad, entidade criada com o apoio da CIA, recebia treino de guerrilha em Los Fresnos, no estado norte-americano do Texas. A CIA gastou U$ 12 milhões de dólares financiando greves.

O golpe de 1973 contra o Governo Constitucional do Chile

Em 11 de setembro de 1973, com ostensivo apoio dos Estados Unidos, as Forças Armadas, chefiadas pelo general Augusto Pinochet, dão um sangrento golpe de Estado que derruba o governo eleito. O golpe foi apoiado pela força área norte-americana, com aviões pilotados por militares norte-americanos, enquanto os tanques rolavam, os soldados arrombavam portas. Os fuzilamentos nos estádios cheios de chilenos eram constantes. Os mortos eram empilhados ao longo das ruas e flutuavam nos rios, os centros de tortura iniciaram suas atividades, os livros considerados subversivos eram atirados a fogueiras, e os soldados rasgavam as calças das mulheres aos gritos de "No Chile as mulheres usam saias".

Assassínios e prisões de muitas dezenas de milhar de chilenos

Durante os 17 anos de ditadura de Pinochet, apoiado pelos EUA, foram assassinados muitas dezenas de milhar de chilenos.
Quatro meses depois do golpe o seu balanço já era atroz: quase 20 000 pessoas assassinadas, 30 000 prisioneiros políticos submetidos a torturas selvagens, 25 000 estudantes expulsos de escolas e 200 000 operários demitidos. A perseguição aos organismos sindicais, a neutralização das organizações sociais e a proibição da existência de partidos políticos e até do direito de reunião e associação, o fecho do Parlamento, foram apoiados pela "democracia Norte Americana. 

É este terrível 11 de Setembro de 1973 que os EUA fizeram no Chile, que não pode ser apagado pelo 11 de Setembro de 2001.