19 de junho de 2011

As várias formas da Luta de Classes

A laicidade de Mário Soares e a conspiração contra o 25 de Abril


A propósito das recentes declarações de Mário Soares, reproduzo parte do artigo de opinião de José Casanova, no Avante, para recordar o que que já se sabia mas, ainda há pouco tempo, o PS e a direita desmentia.


"Ao cognome de pai da política de direita, Mário Soares junta um rol infindável de epítetos da mesma família.


E o facto de, sendo ele o maior inimigo da democracia de Abril, lograr fazer-se passar por «pai da democracia», faz com que lhe assente como uma luva o título de rei dos embusteiros.
Curiosamente, à medida que a idade lhe vai pesando – e à semelhança do criminoso que volta ao local do crime para apreciar a obra feita - ele desdobra-se em revelações sobre as suas actividades ocultas, desnudando-se e expondo as vergonhas, das quais, babado, se orgulha.


Disse ele, há dias, relembrando a concentração de 19 de Julho de 1975: «Conspirei activamente com D. António Ribeiro». E explicou: «todos os párocos disseram nas igrejas que seria bom que os católicos se juntassem na Fonte Luminosa contra o PCP». 


Esta revelação, do aproveitamento da Igreja para explorar os preconceitos anticomunistas, que se vem desenvolvendo há séculos, para impedir a libertação dos explorados, curiosamente, ao contrário do que foi o inicial papel da igreja na libertação dos escravos, mostra como ainda hoje a direita se serve da Igreja, para influênciar o voto contra os comunistas, e contra todos os democratas, que querem uma sociedade sem exploradores e sem explorados.


Ainda hoje a Igreja tem um papel de grande influência política como pude presenciar nos eleitores que vinham com instruções para se votar nas seinhas viradas para o céu. (ver post do dia 5 de junho).




No livro de Alvaro Cunhal, "A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril" (a contra-revolução confessa-se), prova muitas das imensas mentiras que continuam a enganar os mais crédulos.


José Casanova refere ainda os encontros semanais  de Mário Soares com a CIA através do seu chefe Carlucci, que Mário Soares, sem vergonha, agora confessou serem de mais de uma vez por semana, tal como os de Otelo com esse mesmo Carlucci, chefe da CIA, para "jogar ténis", como escreveu Samuel.