27 de maio de 2011

Enganar tótós

Vender a embalagem sem o conteúdo, é o que está a dar!


A estratégia da mentira, do populismo, de dizer frases que nada dizem, mas que parecem muito acertadas, é muito utilizada pelos partidos de direita. Paulo Portas é o exemplo mais carismático. No entanto PS e PSD estão a utilizar esses estratagemas para impressionar as pessoas menos politizadas ou menos críticas. Dizem os propagandistas desses partidos que «mais importante do que ter ideias é saber fazer passar o discurso» falar bem mesmo sem dizer nada. É o que está a dar.


A burla que rende


Isto, para além da exploração da ignorância, é uma burla feita aos eleitores.

Os jornais, a rádio e a televisão, colaboram nesta falta de conteúdo, pois entendem que têm mais audiências e vendem mais se os políticos em vez de debaterem propostas e ideias, insultarem-se já que não é fácil "pô-los à porrada". É isso que o povo gosta, dizem esses "políticos", para assim aparecerem mais vezes na Televisão ou nas notícias e serem muito falados. Não interessa o que se diz, interessa é provocar escândalo. 


São estes políticos que governam o país e o conduzem para o desastre. São eles que ganham as eleições. Quanto mais roubarem, quanto mais fraudes fizerem melhor, mais deles se fala e é neles que o povo tem votado.


A Troika, ou os Três inocentes

Em terra de cegos, quem tem um olho...

Há dias, Paulo Baldaia, Director da TSF, disse maravilhas dos discursos de Paulo Portas e afirmou, «o homem fala, o sábio cala, o tolo discute». A popularidade do Paulo Portas é justamente porque o CDS «tem mostrado muito pouco», apenas com «meia dúzia de máximas» e que «não concretiza muitos dados». 
Segundo este jornalista o eleitorado não gosta de quem apresenta propostas concretas, pois isso obriga a discutir e a pensar. 
O jornalista, comentador Sousa Tavares disse «político que diga toda a verdade, não ganha eleições».
Portanto, dizem estes senhores, é preciso falar "para tótós", porque são a maioria, que elegem o governo.